Neste ano de 2018, precisamente em 08 de dezembro, a Faculdade de Agronomia Eliseu Maciel – FAEM completa 135 anos de atividade formativa, ininterrupta desde 1883.
Nesse sentido, em conjunto com o Gabinete do Reitor e a Pró-Reitoria de Extensão e Cultura, a FAEM apresenta uma programação comemorativa a essa trajetória e convida a comunidade a participar da Campanha FAEM 135 anos: história de muitas memórias.
Vamos juntos construir o Memorial Maria Eulália da Costa e preservar a história de muitas memórias da FAEM.
Prezados(as) Professores, TAE´S, Alunos e Comunidade da FAEM, já esta disponível a primeira edição do novo Boletim Informativo da FAEM.
Lembramos que este espaço também está aberto para divulgação de matérias relacionadas a comunidade da FAEM, os quais poderão ser enviados do e-mail secretariafaem@gmail.com.
Ainda, através deste e-mail estaremos recebendo críticas, sugestões e contribuições para melhorar o Boletim Informativo.
O Diretor da FAEM, Prof. Dirceu Agostinetto, no uso de suas atribuições, convida a todos, discentes, docentes, técnicos da FAEM e amigos do CTG “Os Carreteiros”, para participarem da assembléia geral ordinária de reativação do CTG “Os Carreteiros”, a realizar-se na data de 24/05/2018 às 12:30h, no Salão Nobre da FAEM, com a seguinte ordem do dia:
1 – Relato da reativação do CTG;
2 – Apreciação e Aprovação do Estatuto do CTG;
3 – Eleição da Patronagem do CTG;
4 – Outros Assuntos.
Informamos que, nos horários em que as salas de aula abaixo relacionadas não estão ocupadas (conforme mapa das salas a ser disponibilizado pelos Colegiados de Graduação), os agendamentos para defesas estão sendo realizados pela Direção da Unidade e serão disponibilizados neste site (https://wp.ufpel.edu.br/faem/ – colegiados – salas de aula – agendamentos).
Departamento de Zootecnia: salas 414, 415, 417;
Departamento de Fitossanidade: sala 109;
Departamento de Ciência e Tecnologia Agroindustrial: sala 716;
Departamento de Ciências Sociais Agrárias: sala 1;
Departamento de Solos: sala 526;
Departamento de Fitotecnia: salas 602, 606 e 612;
Departamento de Engenharia Rural: salas 300, 308, 310,
Uma das mais prestigiadas e conhecidas publicações científicas do mundo, a revista Nature, publicou na última quarta-feira (23) artigo que conta com a participação de quatro pesquisadores da Universidade Federal de Pelotas. Participaram do trabalho, que comparou o genoma da mais espécie mais cultivada de arroz com outras familiares, os professores do Departamento de Fitotecnia da Faculdade de Agronomia Eliseu Maciel Antônio Oliveira e Luciano Maia e os egressos dos programas de pós-graduação em Agronomia e em Biotecnologia Daniel Farias e Railson dos Santos, respectivamente.
Segundo Oliveira, pesquisador que liderou o grupo na UFPel, o artigo é fruto de um grande esforço internacional de pesquisa, chamado International Symposium on Rice Functional Genomics (Simpósio Internacional sobre Genômica Funcional do Arroz, em livre tradução). Esta é uma iniciativa que reúne cientistas de diversos países interessados em torno da investigação em torno da genética desse cereal fundamental à alimentação humana. São dezenas de cientistas envolvidos, de diversos países e instituições, sendo que a Universidade Federal de Pelotas é a única brasileira.
Não é a primeira vez que os frutos do trabalho desse grupo chegam à Nature: em 2005, a publicação divulgou os resultados do sequenciamento do genoma do arroz, sendo que esta foi a primeira vez na qual um grupo concluiu esse procedimento em uma planta cultivada. Oliveira e Maia também tiveram outro trabalho publicado na revista, quando foi concluído procedimento semelhante com a gramínea Brachypodium, em 2010.
Coube ao grupo da FAEM aplicar o procedimento na variedade Oryza glumaepatula, encontrada na América Latina, especialmente em biomas como a Amazônia e o Cerrado. “Os índios se alimentavam com ela”, explica Oliveira. A partir da decodificação do genoma de cada espécie, foi possível traçar um comparativo entre elas, mostrando quais são as mais próximas e as mais distantes.
No entanto, essa ação é apenas o princípio desse trabalho. “Esse é um grande estudo básico que começa a gerar frutos”, afirma o docente da UFPel. A partir da identificação desses genes, pode-se buscar aqueles que possam ser aproveitados para a agricultura, criando plantas que sejam mais resistentes a mudanças climáticas e estresses causados por pragas, doenças ou fatores abióticos, além de buscar alimentos com maior qualidade nutricional.
Comprometimento com a pesquisa
A publicação em uma revista como a Nature, na opinião do pesquisador, é o coroamento de um grande esforço que se faz, especialmente no nosso país, que não tem o envolvimento na pesquisa que deveria: “São poucos os recursos, a gente faz milagre com o pouco que tem”.
Para o pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação da UFPel, Flávio Demarco, este é mais um reconhecimento ao trabalho que o grupo liderado pelo professor Antônio tem feito. “É muito importante para a visibilidade da pesquisa realizada pela nossa Universidade”, diz.
O reitor Pedro Curi Hallal comemora o fato, lembrando a carga de trabalho necessária para chegar a um resultado como esse: “É o maior periódico científico do mundo”. Para o dirigente da Universidade, esta é mais uma prova da necessidade de maior investimento na educação superior pública no país. “É na universidade pública que a pesquisa de excelência acontece no Brasil”, ressalta.