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Balanço do emprego formal em Pelotas e Rio Grande: Agosto de 2016

O balanço do emprego formal em agosto de 2016

Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) do Ministério do Trabalho (MTb), em agosto de 2016, ocorreram em Pelotas 1.907 admissões e 1.934 desligamentos, o que resultou num saldo de -27 empregos formais celetistas. Observa-se, pois, uma taxa de variação de -0,04% em relação ao estoque de empregos do mês anterior. Essa redução do emprego formal foi bem menor que aquela observada no mês de julho, quando se constatou uma perda de 465 vínculos formais de emprego.

Em Rio Grande, esse desempenho foi igualmente negativo no mês de agosto. Ocorreram 1.258 admissões e 1.328 desligamentos no mercado local de trabalho. O saldo foi de -70 vínculos, o que corresponde a uma taxa de variação de -0,15%. Também nesse município a perda de empregos foi menor que aquela observada no mês de julho, quando o saldo de empregos formais foi de -303 vínculos.

O desempenho negativo no mês de agosto é igualmente observado no conjunto do país e no estado do Rio Grande do Sul. No Brasil, o saldo da movimentação de admissões e desligamentos foi de -33.953 empregos formais. No Estado, foi de -1.690 vínculos. As taxas respectivas de variação do estoque de empregos em relação ao mês anterior foram de -0,09% e -0,07%.

O desempenho do mercado formal de emprego, no mês de agosto de 2016, apresentou, portanto, patamares muito semelhantes em todos os níveis geográficos analisados, identificando-se uma desaceleração na perda de empregos em relação ao mês anterior.

 

O balanço do emprego formal no acumulado do ano

O balanço do emprego formal celetista no acumulado do ano também é negativo em todos os níveis geográficos. Em Pelotas, o saldo de empregos de janeiro a agosto foi de -2.013 vínculos, o que corresponde a uma taxa de variação de -3,06%. Em Rio Grande, o saldo foi de -379 vínculos, com uma taxa de variação de -0,82%. Portanto, a perda de empregos formais no período, tanto em termos absolutos como relativos, é mais acentuada em Pelotas que em Rio Grande.

O desempenho negativo é observado, ainda, no conjunto do país e do estado do Rio Grande do Sul. No país, o saldo no acumulado do ano foi de -651.288 empregos formais e no estado foi de -26.950, o que corresponde à taxa de variação do emprego de -1,64% e de -1,04%, respectivamente. O desempenho do mercado de trabalho formal de Pelotas foi pior do que das demais unidades geográficas analisadas. O desempenho do mercado de trabalho formal de Rio Grande, ao contrário, foi menos ruim nesse período.

 

O balanço do emprego formal nos últimos doze meses

O balanço do emprego formal nos últimos doze meses mostra-se bastante negativo em todos os níveis geográficos analisados. Em Pelotas, constata-se uma perda acumulada de 2.780 empregos formais celetistas em relação ao estoque de agosto de 2015, o que corresponde a uma taxa de variação de -4,18%. Em Rio Grande, a perda foi de 1.389 empregos formais celetistas, correspondendo a uma taxa de variação de -2,93%.

Esse desempenho negativo nos últimos doze meses é igualmente observado no conjunto do país e do estado do Rio Grande do Sul. No Brasil, registram-se 1.656.144 empregos formais perdidos, o que corresponde a uma taxa de variação de -4,07%, um patamar similar àquele apresentado pelo município de Pelotas. No Rio Grande do Sul, foram 80.277 empregos formais celetistas perdidos, o que corresponde a uma taxa de variação de -3,03%, patamar próximo àquele apresentado pelo município de Rio Grande.

 

O balanço setorial do emprego em Pelotas

No mês de agosto, a indústria de transformação foi o setor que mais contribuiu para o desempenho negativo do emprego formal em Pelotas, com um saldo de 60 vínculos perdidos. O setor de serviços (37) e a agropecuária (10) apresentaram os saldos positivos mais elevados. Os demais setores apresentaram saldos pouco significativos, apesar de negativos. Em relação ao mês anterior, observa-se um cenário menos negativo, com perdas menores de emprego formal.

No acumulado do ano, o cenário é ainda bastante negativo, com perda generalizada de empregos formais, com exceção da Administração Pública (+9 vínculos), setor pouco significativo no volume total de empregos formais celetistas. O comércio (-676 vínculos) e a indústria de transformação (-550 vínculos) lideram o ranking dos setores que mais perderam postos formais de trabalho nesse período. O desempenho negativo também é expressivo nos serviços (-295), na construção civil (-231), nos serviços industriais de utilidade pública (-171) e na agropecuária (-95).

Nos últimos doze meses, esse cenário também é de perdas generalizadas, destacando-se as perdas no setor de serviços (-865 vínculos), no comércio (-717 vínculos), na indústria de transformação (-563 vínculos), na construção civil (-477 vínculos) e nos serviços industriais de utilidade pública (-152 vínculos). A agropecuária registra uma perda de apenas 16 vínculos em relação ao estoque de agosto de 2015 e a administração pública, pouco significativa, apresenta um saldo positivo de 10 empregos formais celetistas.

 

O balanço setorial do emprego em Rio Grande

No mês de agosto, os setores que mais contribuíram para o saldo negativo do emprego formal no município de Rio Grande foram a indústria de transformação (-123 vínculos) e o comércio (-48 vínculos). A construção civil também apresentou saldo negativo, com uma perda de apenas 12 vínculos formais. A agropecuária (+59 vínculos) e os serviços (+48 vínculos) apresentaram os saldos positivos mais elevados.

No acumulado do ano, o setor que contribuiu decisivamente para o desempenho negativo do mercado formal de trabalho do município foi o comércio, que apresentou um saldo de -672 vínculos formais. Nesse período de janeiro a agosto, o desempenho do setor de serviços (+182 vínculos) e da indústria de transformação (+151 vínculos) foram positivos, apresentando mais admissões que desligamentos.

Nos últimos doze meses, o cenário de perdas é mais acentuado. O setor que mais contribuiu para o desempenho negativo do município foi a indústria de transformação, com uma perda de 1.000 vínculos celetistas, seguida do comércio (-233 vínculos) e dos serviços (-163 vínculos). Os demais setores apresentaram baixas variações, positivas ou negativas.

 

Nota metodológica:

Os dados do CAGED referem-se apenas aos empregos formais celetistas registrados, declarados pelos estabelecimentos ao Ministério do Trabalho (MTb), estando excluídos os empregos estatutários e os empregos e ocupações informais. É importante sublinhar, ainda, que estes dados estão sujeitos a ajustes, tendo em vista as declarações realizadas fora do prazo regular.

 

Publicado em 27/09/2016, em Notícias.
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