Chamada para publicação no blog

Estamos aguardando contribuições sobre o seguinte escopo: materiais sobre aprendizagem de línguas, boas práticas relacionadas a línguas, divulgação de materiais em várias línguas, boas reportagens publicadas na mídia, textos sobre diversidade de línguas, contato linguístico, políticas linguísticas, paisagem linguística, vantagens de aprender línguas, estratégias e experiência de aprendizagem de línguas, entre outros temas afins.

Os textos podem ser enviados a qualquer momento (fluxo contínuo). Então, comece a preparar o seu!

DIRETRIZES PARA PUBLICAÇÃO

● O texto não deve ser longo (no máximo, 2000 caracteres sem espaços);
● O texto não deve ter termos técnicos e deve ser compreensível por quem não sabe sobre Linguística (sugestão: pedir para um leigo ler o texto antes de enviar);
● Se o texto tiver termos técnicos, eles devem ser explicados ao público não especialista;
● O texto deve estar inserido no escopo do blog;
● O texto deve ser enviado no formato Word ou em Google docs para o e-mail: laplimm.ufpel@gmail.com;
● Figuras e imagens devem ser enviadas separadamente; incentiva-se o uso de imagens no texto e outros recursos midiáticos, como vídeos, hiperlinks, postagens de redes sociais, entre outros;
● O texto será avaliado e revisado pela equipe do blog;
● O texto deve ser acompanhado de uma breve descrição do(s) autor(es), como pode ser visualizado nos posts anteriores;
● Se houver citação, o texto deve apresentar as respectivas referências e deve ser utilizado um formato para leigos entenderem, por exemplo:
– Segundo/conforme/de acordo com o/a pesquisador/a Nome e Sobrenome
– Segundo/conforme/de acordo com o/a professor/a Nome e Sobrenome
– Como diz/argumenta/menciona/descreve/explica… Nome e Sobrenome
● O autor pode indicar sites para hiperlinks.

Dando ouvidos à diversidade linguística

Para (começar a) ter a percepção consciente da qual já falamos, é importante dar ouvidos às diversas línguas. Aqui, disponibilizamos alguns recursos encontrados na internet para cumprir esse objetivo e se divertir.  😀

Localingual
Mapa interativo que possibilita ouvir trechos de falas de pessoas de todas as partes do mundo falando diversas línguas e variedades linguísticas.

Audio Lingua
Audio-Lingua oferece gravações MP3 em 13 línguas.

BBC Languages
Cursos, áudio e vídeo em 40 línguas.

Forvo
Dicionário de pronúncia. É só digitar a palavra e se divertir.

25 línguas ameaçadas (Endangered Languages)
Áudios e informações (em inglês) sobre 25 línguas minoritárias.

A importância das línguas indígenas – Google Earth
Mapa do Google com áudios em línguas indígenas de várias partes do mundo.

O Grande jogo das línguas (The Great Language Game)
Jogo de adivinhação de línguas (em inglês).

Quiz do Nexo
Quiz de adivinhação de línguas (em português).

2019: Ano Internacional das Línguas Indígenas

Nada mais justo de começar as atividades do blog falando sobre línguas indígenas. Este ano é dedicado a elas pela UNESCO. A entidade tem um site exclusivo com informações sobre essas línguas, a fim de contribuir para a conscientização da necessidade urgente de se manter, revitalizar e promover esse tesouro.

A grande maioria das línguas do mundo são faladas sobretudo por povos indígenas. Se a situação crítica dessas línguas continuar assim, elas continuarão a desaparecer em um ritmo alarmante. Conforme o site da UNESCO do Brasil, “sem a medida adequada para tratar dessa questão, mais línguas irão se perder, e a história, as tradições e a memória associadas a elas provocarão uma considerável redução da rica tapeçaria de diversidade linguística em todo o mundo”.

No site do ano internacional das línguas indígenas, é possível se cadastrar para fazer parte da proteção das línguas indígenas. O leitor pode acessar muitas informações sobre essas línguas, como um mapa das línguas, vídeos, áudios, eventos, as organizações envolvidas e o infográfico abaixo traduzido, que aborda, de forma bastante resumida, o tesouro escondido nessas línguas e a necessidade de mantê-las.

Vamos falar mais sobre línguas e linguagem?

A linguagem é tão natural e automática e, por isso, não costumamos refletir e ler muito sobre ela. Como consequência da falta da necessidade em se aprofundar sobre aspectos linguísticos, podem surgir mitos e preconceitos, que são prejudiciais aos próprios falantes e também aos aprendizes de línguas. Além disso, a mídia costuma relutar em chamar especialistas em línguas e linguagem para os seus programas. Com isso, o linguista nem sempre é reconhecido como o cientista da linguagem e é colocado em xeque. Assim, são reforçadas crenças sem base científica, que não correspondem à realidade do uso e aprendizagem das línguas.

Seria bom se todos os falantes pudessem adquirir conhecimento sobre línguas e linguagem baseado em pesquisas.  Desse modo, podemos ter uma percepção consciente para reconhecer e respeitar que várias línguas podem coexistir. Além disso, podemos estar abertos à aprendizagem de línguas, conforme nos dizem os pesquisadores Altenhofen e Broch (2011).

Na ciência das línguas e da linguagem verbal, a Linguística, a definição desses dois conceitos é complexa. Porém, podemos afirmar que a linguagem humana é fundamental para a concepção do ser humano como tal. A linguagem é tão complexa que pode ser analisada e estudada sob diferentes perspectivas: biológica, histórica, social, psicológica, ideológica, filosófica, cultural, antropológica… Enfim, a linguagem é um diamante, tem muitas faces. Escrever um texto sucinto sobre algo tão complexo é mesmo muito complicado.

A capacidade da linguagem deu origem a mais de 7.000 línguas faladas no mundo. Tamanho tesouro linguístico precisa ser divulgado! Este blog propõe irmos atrás desse tesouro,  navegando no mundo da linguística, descobrindo juntos o que  há nele.

 

REFERÊNCIAS:

ALTENHOFEN, Cléo V.; BROCH, Ingrid K. Fundamentos para uma “pedagogia do plurilinguismo” baseada no modelo de conscientização linguística (language awareness). (L. E. Behares, Ed.). V Encuentro Internacional de investigadores de políticas lingüísticas. Anais… Montevideo: Universidad de la Republica Uruguay, 2011.