Vivam os musicais! Tick, Tick… Boom!

Por Fátima Tauil    

Filme faz uma homenagem sensível ao legado deixado pelo compositor Jonathan Larson

Atuação de Andrew Garfield no papel do compositor e dramaturgo valeu  indicação ao Oscar de melhor ator neste ano

 

Indicado a seis categorias no Oscar 2022, o filme “Tick, Tick… Boom!” foi aclamado entre crítica e público no seu lançamento. O longa é uma adaptação do musical de teatro com o mesmo nome, que narra a jornada criativa do compositor Jonathan Larson, na criação de seu primeiro musical, “Superbia”, que nunca saiu do papel. O trabalho mais conhecido deste autor de espetáculos é o musical “Rent”, que vem sendo apresentado desde 1996, já tendo  uma versão para o cinema em 2005 e montagens nos palcos brasileiros.

Com a Nova York dos anos 1980 servindo como palco, o musical “Tick, Tick… Boom!” não decepciona ao transmitir os anseios, sonhos e frustrações de Larson com o público e, especialmente, com os produtores que investem nas montagens dos musicais. É uma boa indicação para aqueles que gostariam de consumir mais o gênero. A adaptação musical marca a estreia de Lin-Manuel Miranda na direção, e conta com a atuação de Andrew Garfield, indicado ao Oscar de melhor ator neste ano, no papel do protagonista. A trama inicia com Larson correndo atrás do seu sonho: levar a produção de sua vida, o musical “Superbia”,  aos palcos, pela primeira vez.

Chegando aos 30 anos, o compositor se encontrava frustrado pela falta de frutos do seu trabalho. Ao ver seus amigos e namorada trocando o onírico meio artístico por carreiras diferentes, ele encarava a possibilidade de ter lutado em vão todos esses anos por seu sonho.

A narrativa começa promissora, assim como a maioria das biografias de grandes gênios da indústria cultural, “Tick,.Tick… Boom!” tenta passar um pouco da angústia e frustação do protagonista ao espectador, que acaba torcendo por Larson em sua jornada criativa até o final.

O compositor trabalha em jornada tripla, como garçom em uma lanchonete, enquanto tenta compor as últimas partes de “Superbia”, uma antologia teatral incompreendida e a frente de seu tempo.

Cotidiano de Nova York nos anos 1980 é o tema de fundo do filme e do musical criado pelo personagem principal

 

Para contar esta história, Lin-Manuel Miranda executa brilhantemente o recurso metalinguístico teatral, mostrando cenas de um musical que conta a história de outro musical que nunca chegou aos palcos. No meio desta trama envolvente, ainda vemos os personagens inseridos no contexto histórico da época: A Nova York dos anos 1980.

Jonathan vê ao seu redor uma realidade que sofre com o estigma da Aids, a pressão da indústria, a falta de oportunidades e de expectativas para o futuro. Na tentativa de lutar por sua carreira, ele acaba enfrentando dilemas com a namorada Susan (Alexandra Shipp), que se frustra por estar sempre sendo colocada como coadjuvante na vida do namorado, e com seu melhor amigo Michael, interpretado por Robin de Jesús, que desiste da sofrida e mal remunerada carreira artística por um trabalho em uma empresa de publicidade.

A atuação de Andrew Garfield, que foi indicado ao Oscar de melhor ator pela obra, complementa muito bem o roteiro sagaz de Steven Levenson, ambientando aos olhos do público esse mundo de sonhos e expectativas. Ao mesmo tempo que torcemos pelo sucesso implacável de Jonathan Larson, também compreendemos a realidade por trás dos palcos quando a cortina se fecha e o espetáculo acaba.

Um dos pontos mais altos no filme é o contraste da mente do compositor com a vida real. Após não conseguir concluir seu musical, nosso protagonista recebe um conselho emblemático: “Escreva sobre o que você vê”. A partir deste ato, Jon começa a compreender que a ansiedade em ter seu talento reconhecido é em vão quando seu esforço não representa quem ele é, e onde ele vive.

O filme está disponível no serviço de streaming. Veja o trailer:

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Banda Suburban Stereotype estreia clipe no domingo

Lançamento no Dia do Trabalhador ressalta a importância da consciência política    

Neste 1º de maio, a banda pelotense de hardcore Suburban Stereotype lança o clipe da música “Somos um Só”, produzido pela Mayhem Produções. Celebra o caráter questionador do movimento  na canção “Somos um Só”, que faz parte do álbum “Leitmotiv”, de 2017. O lançamento no Dia do Trabalhador não é uma coincidência, e foi planejado para também relembrar as questões sociais explanadas de forma artística pela banda em todas as suas composições.

Os integrantes da Suburban Stereotype decidiram retomar o trabalho do álbum “Leitmotiv” para, de forma simbólica e afetiva, reafirmar o posicionamento ideológico do que Douglas Jardim, baixista da banda, intitula de “faça você mesmo”. “A nossa ideia sempre foi promover e participar de eventos com bandas que gostávamos, de forma independente, e o Leitmotiv, para nós, foi uma sintetização do que é ser uma banda de hardcore”, explica.

O ex-vocalista e produtor Augusto Santos participou da formação da banda no álbum Leitmotiv       Foto: Divulgação

A proposta de realizar o lançamento do clipe no Dia do Trabalhador destaca o principal objetivo da música “Somos um Só”: relembrar que a sociedade precisa despertar para uma luta coletiva, e não individual. Maicon Rodrigues, ex-guitarrista da Suburban, conta que o momento de produção do disco e da música promoveu reflexões profundas de autoconhecimento, ser político e descobertas dentro do movimento.

“É uma data muito simbólica, e espero que seja um gatilho para que mais produções possam vir a partir disso. Esse clipe também remete ao afeto e a celebração que é estarmos em um ambiente que gostamos, reunidos com pessoas que acreditam nas mesmas coisas que a gente, e mostra o que é o nosso movimento underground”, afirma.

“Somos um Só”

A faixa de encerramento do álbum de 2017 carrega um significado que vai além do seu próprio título: foi criada pelas mãos de todos os integrantes da última formação da Suburban Stereotype. Parte de um disco produzido de forma colaborativa, a música agora é lançada em formato de clipe, simbolizando também a finalização de um ciclo de trabalho junto ao “Leitmotiv”. Foi gravado em um dos últimos shows da banda, ainda em 2018, no bar pelotense Dom Bier.

O senso de coletividade presente na letra foi pensado e roteirizado pelos músicos da banda e por Pedro Frio, sócio-proprietário da Mayhem Produções. Na edição do videoclipe, a música dialoga com os cortes de câmera tremidos da banda que toca com o público em volta. A sensação é de estar no meio do “mosh pit” durante a apresentação. “A ideia foi mostrar um show de hardcore com a galera que apoia o movimento de verdade, além de honrar o esforço que bandas como a Suburban fazem pela cena underground de Pelotas e região”, conclui o produtor.

Criada em meados de 2012 por amigos que compartilhavam ideais do movimento underground, a banda pelotense de hardcore, Suburban Stereotype, foi um catalisador de expressão de ideias e sentimentos em meio às mudanças sociais e políticas da época. Sua última formação, com o álbum Leitmotiv (2017), teve como integrantes o ex-vocalista e produtor Augusto Santos, o baixista Douglas Jardim, os ex-guitarristas Maicon Rodrigues e Pedro Bittencourt, e o baterista Rodrigo “Esmute”.

O lançamento poderá ser conferido a partir das 10h de domingo (1º de maio), no canal do YouTube da Suburban Stereotype e Mayhem Produções.

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Quality Sul lança projeto de rap acústico em Rio Grande

Por Brígida Sodré      

A canção “Inevitável” conta com participação de Gii Quaresma, Isaque Acosta, Juanitto e Ravena

Com uma pegada que lembra o famoso Poesia Acústica, o grupo de rap rio-grandino Quality Sul lançou no dia 12 de abril a música “Inevitável”, que conta com vocais de Mc Quaresma, Onlyzin, Gii Quaresma, Juanitto, Isaque Acosta, Real Keven, Prodígio e Ravena. A canção está disponível no Spotify.

Com uma semana de lançamento, o videoclipe de quase dez minutos já atingiu 2,4 mil  visualizações no canal da Quality Sul no YouTube. Para o Mc Quaresma, 23 anos, “Inevitável” é a canção mais linda que já escreveu. “Sou grato por esse momento que estamos vivendo, sem palavras a todas as pessoas que têm nos apoiado”, agradece o Mc.

A cantora Ravena,18 anos, revela que esta foi sua primeira parceria com artistas de Rio Grande. “Admiro muito a galera da Quality e todos os artistas da cidade que correm atrás do que querem. Agradeço pela oportunidade e espero que gostem da minha participação”, expressa sua satisfação.

Já Gii Quaresma,17 anos, conta que o convite partiu de seu irmão, Mc Quaresma, que é um dos membros da Quality. “Em um som de acústico, é bem normal ter uma voz feminina, mas ao mesmo tempo é bem importante pra poder mostrar que temos voz nesse tipo de som”, explica a jovem sobre a presença de mulheres no rap. “É um momento muito fod*, muito lindo e gratificante demais”, acrescenta.

Isaque Acosta, de 22 anos, vê a experiência de participar deste projeto como uma forma de valorizar a cultura local e remete para ele ao sentimento de coletividade. “Não podemos parar de manter em evidência a cultura rica que temos no Sul do Sul do país. Acredito que juntos somos mais fortes”, afirma o cantor.

Segundo o fundador da Quality Sul, Prodígio, de 21 anos, “fazer parte do acústico foi incrível. Juntou uma galera com estilos musicais e gostos diferentes para fazer algo inédito em Rio Grande”. Já na visão de Juanitto, 25, ”participar do projeto foi como desenhar um plano e ver ele saindo do papel”. “Foi muito mais do que eu esperava”, diz.

Construção da música

 

Gravação contou com Prodígio Mc, Ravena, Mc Quaresma, Gii Quaresma,  Isaque Acosta, Real Keven, Juanitto e Onlyzin

 

Em entrevista ao Arte no Sul, o integrante da Quality, Real Keven, 22 anos, conta que a ideia de lançar um projeto acústico surgiu em 2019. “Em 2020, gravamos um, mas não ficou no estilo que a gente queria. Em 2021, conseguimos fechar um time fod* pra trampar com a gente e bolamos a ideia desse som”, explica RK.

A construção da música se deu por meio de parcerias. Os versos cantados por Onlyzin, 19 anos, e Juanitto, 25, em “Inevitável”, surgiram a partir de uma iniciativa da dupla em compor uma canção em parceria. “Um certo dia, num ensaio da Quality, mostramos a nossa música para o grupo e pensamos porque não pegar essa música e fazer um projeto grande com artistas da cidade”, conta Onlyzin.

Nesse primeiro encontro, estavam presentes Gii Quaresma, Juanitto, Keven, Mc Quaresma, Onlyzin e Prodígio. “A gente se juntou e foi um lance bem natural e sem pressão. Pensamos em adicionar mais duas vozes ao som: a Ravena, que já tem uma proximidade com a Quality, e o Isaque, que tinha essa ligação com o Juan, para incrementar o som e fechar daquele jeitão”, relembra Keven.

A identidade sonora da música foi composta inicialmente pela melodia do Mc Quaresma e os arranjos e acordes de Juanitto no violão. A captação, mix e master deste som foi realizada por Mdbeats, na gravadora M.Record Studio, em Rio Grande. Já a produção musical ficou nas mãos de Dedey.  

“Recebi o convite pra fazer a instrumentalização de fundo, tipo um tempero a mais. Porque por mais que o violão já estivesse muito bom, acabava soando enjoativo depois de um certo tempo.  Fiz algumas percussões, coloquei piano, bells, guitarra, violão sintetizado, baixo e 808”, explica o produtor. “Enfim, foi uma honra ter trabalhado com esse time de monstros, mais uma vez, e espero que dê muito resultado”, agradece Dedey.

Sobre a gravação do clipe

Artistas posam para capa da música “Inevitável” lançada no Youtube no dia 12 de abril                Fotos: Divulgação 

 

O lugar escolhido para gravação do clipe foi a casa cultural e barzinho Espaço Lambe. Kevin conta que escolheu o lugar após a realização de um poket show da Quality Sul no local. Os idealizadores da Lambe, Isadora Simões, 24 anos, e Diogo Azevedo, 26, adoraram a iniciativa e aceitaram ceder o Espaço de forma gratuita para a gravação. “É um espaço jovem, que tem festa e a gente que é a cara do rolê gravou ali. Ficou uma identidade visual incrível no videoclipe”, revela Kevin. Para o casal, esta ação é uma forma de apoiar os artistas locais incentivando-os e movimentando a cultura da região.

A captação de imagens para o videoclipe foi realizada no dia 13 de março por Vinícius Teixeira, proprietário do VT Filmes. Junto com Keven, Vinícius dirigiu a produção audiovisual. “Não teve um roteiro muito elaborado. Foi um lance bem espontâneo, no feeling mesmo. A gente sentou, começou a gravar, interagimos com a câmera, cantamos, fizemos o que a gente sabia”, conta RK.

Apontado como um dos principais responsáveis para o andamento do projeto, Prodígio revela que a maior dificuldade encontrada durante o processo foi concliar a agenda de todos os artistas envolvidos. “Mas fora isso, foi muito bom. A vibe foi surreal porque, além de ser uma galera muito diferente, acredito que todos que estavam ali são amigos. Então, fazer um clipe com uma galera que a gente gosta e curte deixa tudo numa vibe de família mesmo”, acrescenta.  

Para Ravena, a gravação foi a sua parte favorita. “Consegui me soltar um pouco mais e foi bem divertido”, relembra a cantora.  Juanitto também compartilha como foi a experiência de gravar seu primeiro clipe. “Estar ali no clipe como artista e cantor me passou uma sensação de ser visualmente responsável por passar a energia do som para o público. Aquilo que eu sinto de verdade estando ali com meus amigos e ouvindo nosso som. Espero ter conseguido trazer isso pra vocês”, expressa.

PERFIL DOS MÚSICOS

 

 

 

 

 

 

 

 

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Muito massa a matéria! Sou fã do grupo ❤

Bhia Muniz

Matéria incrível!!��
Só orgulho desse grupo maravilhoso.❤

Miris Lima

Galera massa, reportagem foda, é massa ver a galera dando visibilidade para o que é da cidade, o que é nosso, sucesso pra geral…

Júllia Campos

Os cara mais brabooo da cidade tanto numa pegada acústica quanto na pegada do rap os cara são de mais ����
Antonio Silva

Parabéns a todos, respeito total Dedey

Vinicios

 

Peça “Medea(i)material” no próximo sábado em Rio Grande

Por Vitor Valente e Thiago Lehn        

Apresentação com visão moderna sobre mito da Antiga Grécia acontece no Teatro Municipal

Os estudantes de Teatro da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) Lucas Furtado e Brenda Castro promovem o espetáculo “Medea(i)material” no próximo sábado, 23 de abril, às 20h. A apresentação retoma o mito grego clássico de Medeia e ressalta o papel político da mulher. A performance acontece no Teatro Municipal do Rio Grande (Avenida Major Carlos Pinto, 312). Vendidos ao preço de R$20, os ingressos podem ser comprados neste link.

                       Atriz Brenda Castro é protagonista da peça                        Foto: Éden Cieglinsky

Os acadêmicos de teatro formam o Duo Duou, grupo em que produzem conteúdos teatrais em conjunto. Tendo Brenda Castro como atriz em um monólogo e Lucas Furtado como diretor, a peça de teatro é o primeiro espetáculo da dupla. A obra original “Medeia” é uma tragédia grega de Eurípedes, mas a montagem é uma adaptação da versão “Medeamaterial”, do alemão Heiner Müller. O trabalho de preparação do texto dramático de “Medea(i)material” é de Priscila Nicoliche e Antônio Nicodemo.

A releitura destaca o papel político e fundamental da personagem Medeia, que determina o futuro da região de Cólquida e da Grécia, ao lado de seu marido Jasão e de seus filhos. Atravessa temas como o apagamento das ações femininas na ascensão de homens ao poder e a luta pelos direitos adquiridos. “Medeia é responsável pelo sucesso de Jasão, mas tem seus créditos negados e ainda acaba traída”, aponta o diretor.

Lucas Furtado explica que todo o processo de trabalho é realizado em diálogo constante. “Nós realizamos um processo muito humano e colaborativo. Estamos em contato a todo momento, conversando sobre a visão que temos sobre o espetáculo”, conta Furtado. “Nossos ensaios são muito produtivos. Além de qualquer coisa, somos amigos e nos conhecemos bem”, complementa.

O Duo foi lançado em fevereiro de 2022. Lucas conta que o desenvolvimento da ideia durou meses e surgiu devido a vontade de colocar em prática o que estudam e pesquisam durante a graduação. Ele ressalta que outros projetos estão engatilhados e que o espetáculo é apenas a primeira grande realização do Duo Duou.

              História remonta ao mito de Medeia, tragédia grega de Eurípedes               Foto: Éden Cieglinsky

A peça representa a primeira experiência do estudante paulista como diretor no Rio Grande do Sul. “Estou muito ansioso e muito grato por ter essa oportunidade. O teatro é uma coisa muito efêmera. A experiência é única. Esse espetáculo vai ser uma lembrança inesquecível para a nossa história”, finaliza.

No monólogo, a atriz Brenda Castro sobe ao palco sozinha pela primeira vez. “A minha expectativa para o espetáculo é bem grande. Medea é um grande projeto para mim, tanto pessoal quanto profissionalmente. Eu nunca fiz nada parecido ao longo de seis, sete anos como atriz de teatro. Quero que todo o trabalho realizado se concretize de uma maneira muito boa”, conclui Brenda.

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Sofá retorna às ruas

Por Júlia Koenig      

Evento que reúne diversidade de atrações artísticas no bairro Porto de Pelotas volta dia 15 de maio

O evento Sofá na Rua preenche de vida as ruas do Porto pelotense com música, cinema, dança e atrações variadas, além de muita comida gostosa e bons drinks há dez anos. A partir deste ano, conta com um novo horário, das 11h às 20h. A próxima edição está marcada para o dia 15 de maio.

Em entrevista ao Arte no Sul, Renata Pinhatti, gestora e produtora artística do Sofá, afirmou que a troca de horário do evento se deve a uma estratégia em benefício dos feirantes que se locomovem dos mais diversos bairros para expor suas criações e produtos na feirinha do Sofá.

“Como o Sofá na Rua é um evento que abriga muito essa questão dos empreendimentos autorais e locais da região, muita gente leva seus artigos e seus produtos pra vender no Sofá na Rua e entendemos que a melhor hora pra propiciar essa feira seria das onze da manhã até às seis da tarde, mas o evento como um todo vai até às oito da noite”.

Pessoas se locomovem de todos os bairros para participar do evento, sejam feirantes, artistas ou o próprio público do evento, que é gratuito e o ar livre.

O público do Sofá na Rua é grande e diversificado, talvez isso se deva ao caráter eclético do evento que se preocupa em manter a qualidade das atrações e a diversidade. “É um evento colorido na sua estética e na sua ideologia, porque sempre prezou muito pelo apoio pleno à diversidade de pensamentos, de comportamentos. Temos muito orgulho de dizer que nunca aconteceu nenhum tipo de violência ou briga”, diz a produtora do evento.

Interrupção da pandemia

Infelizmente, durante a pandemia do coronavírus, esse frenesi cultural precisou parar, a agenda de eventos foi cancelada e a quarentena era a ordem geral. Mesmo diante dessas dificuldades o Sofá na Rua se manteve em atividade durante o primeiro ano de pandemia. O evento respirou e fez com que muitos respirassem aliviados através das lives, eventos na internet que proporcionaram arte para ser assistida do sofá de casa.

A partir do segundo ano de pandemia, as lives perderam o favoritismo do público, e os organizadores começaram a pensar os próximos passos. “O segundo ano de pandemia foi para se reestruturar enquanto equipe, enquanto movimento, estudar quais seriam os próximos passos para quando a gente pudesse voltar com o Sofá na Rua, na rua mesmo,” diz Renata.

Questionada sobre sua maior saudade nesse tempo sem o evento acontecer na rua, Renata fala por si e por tantos outros: “O que eu senti mais falta foi do calor da rua, das pessoas reunidas por uma mesma causa, na intenção de se conectarem, de trocarem ideias, experiências”.

Golpe no setor cultural

Para a produtora, além da saudade, havia também uma incerteza avassaladora, que não foi sentida apenas por ela, mas também pela maior parte dos seus colegas de profissão, a pandemia e a suspenção de eventos foi um golpe certeiro no setor cultural. Aqueles que operam as engrenagens dessa locomotiva artística cultural sentiram esse impacto mais do que ninguém.

Renata desabafa sobre esse período: “A maior dificuldade foi a incerteza, a gente começou o isolamento lá em março de 2020 e todos os eventos foram cancelados. Eu, como produtora, me vi numa situação complicada, assim como todos os meus colegas da cultura que ainda estão numa situação de tentar se reerguer depois de dois anos parados. Então, foi uma situação de emergência mesmo, né. E que bom que a gente teve a lei Aldir Blanc e todos esses projetos e essas leis emergenciais para conseguir minimamente acudir o setor cultural. A gente está agora pleiteando a lei Paulo Gustavo que foi vetada pelo governo executivo federal, o mais dificultoso nesse tempo sem o Sofá na Rua para mim foi a incerteza do que estaria por vir, o que seria do evento.”

Diversas atrações artísticas e gastronômicas voltam a estar reunidas dia 15 de maio das 11h às 20h

 

Fim das saudades

Do início da pandemia para cá já se passaram dois anos, dois anos que o Sofá na Rua não presenteia as ruas do Porto de Pelotas com seu espetáculo cultural, dois anos de incertezas e dificuldades. E para aqueles que amam o evento, só restou a saudade. Saudade, saudade essa que já tem dia e hora marcados para acabar. Em sua página do Facebook, o Sofá na Rua divulgou que o evento está de volta e a edição de retorno vai acontecer no dia 15 de maio.

E o que podemos esperar dessa primeira edição do evento depois de dois anos? Renata afirma: “A gente tá muito feliz com esse retorno nesse ano que completamos dez anos. E o que vocês podem esperar é que a gente tá se organizando cada vez mais pra poder receber o público com muita alegria, sempre com muita arte, com muita cor e com segurança”.

Para garantir esse espetáculo cheio de cor, alegria e arte, estão confirmadas atrações como o Grupo Renascença, Companhia Outro Dança, com a performance Cães, e a roda de capoeira do mestre Jarrão, para crianças.

Para saber mais sobre o evento, você pode acessar a página do Sofá na Rua no Facebook  ou o perfil do Sofá no Instagram.

* Inicialmente informamos que a data do  Sofá na Rua seria dia 5 de maio, mas a data correta é dia 15 de maio.

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Misenscene leva a beleza e cultura do teatro aos palcos gaúchos

Por Julya Bartz Boemeke Schmechel    

 Há oito anos nasceu a companhia que atua em São Lourenço do Sul e Porto Alegre

Grupo realiza montagens de espetáculos adultos e infantis, cursos de formação e constante divulgação da arte teatral

 

Não dá para negar: o teatro é uma das artes mais bonitas e originais que existem. Através das peças, os atores contam histórias que despertam no público os mais variados sentimentos. E com a popularização de plataformas de streaming, principalmente durante a pandemia, é fato que o teatro foi diretamente abalado. Mas esta arte segue viva e com cada vez mais força para levar cultura às pessoas. É o caso da Misenscene Arte e Cultura, empresa com foco na arte teatral que atua principalmente em São Lourenço do Sul e Porto Alegre.

Formado em licenciatura em teatro pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Lucas Lopes é criador, diretor e professor da Misenscene Arte e Cultura. A história começou em 2014, com a ideia de criação que surgiu dentro do ônibus na capital do estado (local onde mora atualmente).

Lucas, que é natural de São Lourenço do Sul, conta que o início aconteceu com alguns conhecidos de Porto Alegre que já faziam teatro. Para o elenco de apoio, foram convocados alguns membros de sua família, que tinham interesse pela arte. E foi assim que a companhia começou a caminhar: com dois grupos – de São Lourenço e Porto Alegre – que se uniram em uma mesma peça, que teve sua estreia realizada no município lourenciano. “Eu trabalhava como ator em uma companhia e percebi que queria mesmo dirigir, ter essa oportunidade de montar os espetáculos, de escolher a peça que eu iria trabalhar […] Sempre foi um desejo meu e foi aí que despertou o início da Misenscene”, explica.

Planejamento das peças

Lucas conta que o “carro chefe” da Misenscene são peças para o público infantil, pelas quais eles realizam adaptações de histórias clássicas e as transformam em espetáculos.

Ele ainda explica que o processo de montagem acontece a partir de três tópicos importantes:

1 – O seu interesse próprio, como diretor, em montar um espetáculo.

2 – O interesse do elenco em atuar no espetáculo.

3 – O provável interesse do público em assistir ao espetáculo.

Ao unir os três tópicos, é possível realizar o planejamento. Mas, em algumas situações, é necessário adaptar os espetáculos para conseguir realizá-los. Lucas explica que, em São Lourenço do Sul, a Misenscene não possui um espaço físico fixo para as apresentações, portanto não é possível ficar em cartaz por meses com uma mesma peça, como seria o ideal. Neste caso, é necessário ter uma demanda grande de cada mês para poder apresentar as peças. 

Os ensaios das peças também são bem planejados e intercalados, ocorrem sempre de acordo com a disponibilidade do elenco. 

Sobre a criação das peças, Lucas explica que os espetáculos infantis geralmente são adaptações de clássicos, enquanto as peças adultas são criações próprias. “Até agora, as peças adultas têm só duas adaptações. Dois textos que peguei de outros autores e eu criei em cima deles. Mas a maioria é criação minha”.

O elenco da Misenscene ainda pode participar da parte de criação: “Estou sempre aberto às sugestões do elenco. É bem livre, cada um pode trazer propostas”. Ele ainda conta que já criaram algumas peças para maiores de 18 anos, que abordam assuntos como racismo, xenofobia, LGBTfobia e violência doméstica. O próprio elenco propôs os temas que queriam que fossem debatidos nas peças.

O grupo faz adaptações para os palcos de histórias clássicas como “O rei leão”

 

O teatro e a pandemia do coronavírus

A pandemia modificou a vida de todos e obrigou o mundo a se adaptar ao digital. Lucas conta que estes quase dois anos parados foram utilizados para criar projetos, realizar ensaios online e discutir textos. Além disso, a Misenscene fez algumas vídeo-performances, além de cursos gratuitos para manter vivo o interesse pelo teatro.

O lado negativo foi o tempo longe do público, sem manter a rotina de apresentações em São Lourenço e Porto Alegre à qual estavam acostumados. A Misenscene perdeu um pouco do público e alguns dos poucos membros do elenco. Além disso, sem os espetáculos, não havia a renda a partir das apresentações.

Lucas também pontua como as plataformas de streaming balançaram a Miscenscene: “Apesar de serem coisas completamente diferentes, tivemos que “competir” com plataformas de streaming, por exemplo. Muitas famílias criaram o hábito de ligar a Netflix principalmente para os filhos e perderam o pique de sair de casa para assistir uma peça”.

Como lado positivo, Lucas cita a possibilidade de realizar ensaios virtuais e não perder o ritmo. Foi uma adaptação necessária e que se tornou benéfica, principalmente para o elenco de Porto Alegre.

A arte teatral no município de São Lourenço do Sul

São Lourenço do Sul é um município com cerca de 43 mil habitantes, conhecido principalmente pela beleza de suas praias e a receptividade dos moradores. Mas quando se fala em cultura, será que o munícipio é receptivo com o trabalho de artistas locais?

Lucas explica que a primeira dificuldade que encontram em São Lourenço é a falta do espaço próprio para apresentações, como dito anteriormente. A Misenscene aluga espaços dentro do município para realizar suas apresentações, mas não possui um local fixo, o que dificulta o trabalho. Quanto à receptividade dos moradores, Lucas afirma: “Da parte do público foi um processo bem complicado… A gente teve que “educar” o público para assistir teatro. Foi aos poucos, foi através de oficinas de teatro que eu dava, foi todo um processo de mostrar o que é o teatro, porque São Lourenço teve pouca referência”. Além disso, o criador da Misenscene explica que falta apoio e incentivo do poder público aos artistas locais. Existe o interesse no teatro, mas busca-se por apresentações que sejam realizadas de maneira gratuita.

“Muitas vezes, o poder (público) não investe em algo diferente para incentivar. E outra coisa: São Lourenço não tem um incentivo aos artistas locais. O que é de fora é bom, mas quando é do local, não. Muitas vezes contratam profissionais de outras cidades quando temos ótimos artistas aqui”.

“O funeral de Pedrinho pé de canha” é uma das montagens do repertório voltado para o público adulto

 

Quem pode entrar para a Misenscene?

Para participar do elenco, Lucas reforça que o enfoque da Misenscene é escola de teatro, o que significa que eles estão disponíveis para ensinar a arte do teatro para quem está disposto a participar. “Às vezes eu oferto cursos gratuitos. Se a pessoa tem interesse em entrar para o teatro, eu faço um mês de curso ou ‘ensaios-cursos’, nos quais dou um pouquinho de curso no dia e, nesse mesmo dia, a gente faz um ensaio voltado para uma peça que vai estrear”. Desta maneira, os alunos têm a possibilidade de ensaiar na prática, tendo a chance de fazer uma apresentação para o público real.

Lucas explica que as portas da Misenscene estão sempre abertas, principalmente para quem está realmente interessado na arte do teatro.

A peça teatral “Moana” é um dos espetáculos que a companhia está levando para diversas cidades gaúchas

 

Planos para 2022

Segundo Lucas Lopes, 2022 já está sendo um ano de recomeços: “Iniciamos o ano arrumando o nosso logo, antes o nome era “Companhia Teatral Misenscene” e agora somos “Misenscene Arte e Cultura”.

Atualmente estão apresentando peças em São Lourenço do Sul e Porto Alegre com frequência, mas já passaram (e ainda vão passar) por cidades como Canoas e Teutônia.

O foco para 2022 é realizar projetos voltados às escolas, para que as crianças tenham acesso à arte teatral. Nestes projetos, Lucas explica que geralmente é cobrado um valor baixo para que todos os alunos possam assistir aos espetáculos e que recomecem as aulas com mais ânimo.

Ele finaliza reforçando a importância de manter a arte viva e espalhá-la por todos os lugares, principalmente nas escolas: “O que a gente luta mesmo é pela arte e a cultura. E sendo mais preciso, a cultura e a educação tem que andar juntas”.

Para conhecer mais sobre a Misenscene, acesse as redes sociais FacebookInstagram.

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Música leva ao debate de ideias em Rio Grande

Por Rayla Ribeiro e Vitor Porto      

Batalhas de Rap acontecem a Praça Tamandaré às quartas-feiras

Desde a Grécia antiga até as cidades empobrecidas da América Latina nos dias de hoje, as pessoas se reúnem em praças para falarem e serem ouvidas. No extremo sul do Brasil não é diferente. E a versão mais recente desse encontro para a troca de ideias são as batalhas de rap, como ocorrem em Rio Grande.

Todas as quartas-feiras à noite, jovens de Rio Grande se enfrentam em uma batalha, na Praça Tamandaré. Não com violência como a palavra sugere, mas com pensamentos e palavras. É a Batalha do Cassino.

Cada artista tem sua vez para improvisar rimas contra seu oponente. Ao final, plateia escolhe vencedor da rodada

 

Rio Grande não tinha a cultura do rap. Nos últimos anos, e, aos poucos, esse cenário foi sendo alterado pelas novas gerações, como fala o rapper de batalha rio-grandino, Yago Gonçalves, também conhecido como Rose G. “O cenário do rap em Rio Grande, hoje em dia, é constituído numa mescla de gerações e já conta com nomes conhecidos da antiga escola”.

Ele também conta sobre a importância das batalhas e do rap para a cidade, já que possuem grande “impacto nas áreas de vulnerabilidade social, dando voz a quem não tem, até mesmo como forma de protesto”. Assim, o rap ajuda pessoas que poderiam estar em situações de risco, transformando suas dores em arte.

O rapper ainda apresenta as maiores dificuldades dos artistas na cidade, que incluem a falta de visibilidade e “também o espaço que é concedido para o pessoal, principalmente para os mais novos”. Segundo ele, muitas vezes, essa cultura não é bem-vista pela sociedade, o que também atrapalha os artistas a lançarem suas carreiras.

A Batalha do Cassino

Tentando mudar esse cenário, jovens rio-grandinos se reuniram para fundar a “Batalha do Cassino”, evento de batalhas de mc’s. “É também um sonho de poder fazer uma coisa diferente na cidade e mostrar que temos cultura aqui e o hip-hop é bem forte em Rio Grande”, comenta Felipe Potrich, um dos organizadores.

Os eventos de rap têm recebido apoio da iniciativa privada

“Batalha de rap” é o nome dado ao confronto entre dois rappers. Elas são divididas em rounds. Nele cada artista tem sua vez para improvisar rimas contra o seu oponente. Ao final, a plateia, através de aplausos e gritos de suporte, escolhe o vencedor da rodada.

“A ideia de começar a Batalha do Cassino surgiu com o intuito de cultivar o hip-hop na cidade e ter um evento semanal em que os mc’s pudessem ter o espaço para aprimorar a rimas, o conhecimento e treinar o free style…”, complementa Felipe, que também participa das batalhas.

O rap historicamente é marginalizado. O seu berço é a Jamaica, nos anos 60, e logo o novo estilo musical chegou aos bairros de imigrantes pobres em Nova Iorque. Com letras contendo relatados do dia a dia dessas comunidades, afetadas por guerras de facções, racismo, drogas, violência e abandono do poder público, logo não foram aceitas pela alta sociedade. No Brasil não foi diferente.

Ainda que seja um dos estilos musicais mais ouvidos do País, principalmente nas cidades médias e grandes, o rap não é bem-visto, tanto pelo poder público quanto pelos agentes de segurança.

“Não contamos com nenhuma ajuda do poder público, até hoje não conseguimos participar de nenhum edital, não fomos chamados para eventos da Prefeitura. Os eventos em que nós participamos foram de iniciativa privada, por parte de networking, pessoas que a gente conhece e que nos chamaram. Mas, a partir da Prefeitura ou poder público, nós nunca tivemos esse espaço ou ajuda. Pelo contrário, houve algumas interferências da Guarda Municipal, como uma abordagem com truculência em que eu acabei saindo levemente ferido. [Estão] sempre procurando alguma coisa para interferir na Batalha. Teve mais uma interferência do que uma ajuda. Ajuda, até hoje, não teve”, afirma Felipe.

Mesmo sem incentivo do poder público, aos poucos a Batalha do Cassino vai ganhando o seu espaço. Empresas locais já notaram o movimento e abraçaram a ideia. A Mala Records recentemente forneceu microfones sem fio para a Batalha e outros pequenos empreendedores da cidade ajudaram com a premiação aos mc’s vencedores dos encontros.

Um marco importante para o grupo foi a realização de duas edições da Batalha na casa de festas Espaço Lambe. Com ingressos esgotados, os dois eventos contaram com a participação de diversos artistas da cena local, com apresentações e exposições artísticas. 

Esse é só o começo. Diversos artistas conhecidos nacionalmente surgiram nas famosas Batalha da Aldeia e Batalha do Tanque, em São Paulo e Rio de Janeiro respectivamente, quem sabe um dia um dos jovens que hoje rimam na Praça Tamandaré às quartas-feiras à noite não levem suas rimas para o mundo.

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Cinema pelotense se prepara para receber aposta de bilheteria

Por Alexsandro Santos      

Filme “Doutor Estranho no Multiverso da Loucura” estreia dia 4 de maio com ingressos em pré-venda no CineArt

Na primeira semana do mês de maio, estreará nos cinemas o próximo filme da franquia da Marvel Studios. Intitulado “Doutor Estranho no Multiverso da Loucura”. A peça cinematográfica conta a saga de Stephen Strange e a sua tentativa de restaurar o mundo após lançar um feitiço perigoso que manipulava o tempo e o espaço. Para alimentar a curiosidade dos fãs, a empresa lançou no dia 13 de abril um novo teaser do filme, apresentando cenas inéditas e fora de contexto da obra. Uma prévia do que está por vir nesta produção foi compartilhada pelo Canal da Marvel Brasil no Youtube.

História trata da linha tênue entre a mera estranheza e a loucura                    Foto: Divulgação

Dirigido por Sam Raimi, o longa conta com a participação de Benedict Cumberbatch, Elizabeth Olsen, Rachel McAdams e Benedict Wong voltando aos seus papéis principais. Além deles, Xochitl Gomez, Patrick Stewart, Bruce Campbell e Chiwetel Ejiofor completam o elenco. “Doutor Estranho no Multiverso da Loucura” é aguardado com expectativa pelos cinemas pelotenses. Em sua conta oficial no  Instagram, o CineArt de Pelotas anunciou a pré-venda dos ingressos, que já está ocorrendo.

Confira o trailer lançado essa semana para promover o filme. A trama abordará a linha tênue entre o que é meramente estranho e a loucura. 

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FECANPOP é sucesso em Canguçu

Por Jéssica Timm    

Evento reuniu músicos locais e nacionais em transmissão ao vivo pela Prefeitura

O Festival Canguçu da Canção Popular (FECANPOP), realizado nos dias 25 e 26 de março, foi um sucesso em Canguçu. Em sua vigésima edição, o evento contou com a participação de artistas locais e nacionais. O objetivo, conforme informado pelo Departamento de Cultura da Prefeitura, era promover a integração de artistas de Canguçu e região e possibilitar ao público um espetáculo artístico e musical.

 

Após primeira noite do Festival, foram selecionadas 12 músicas para disputa da grande final   Foto: Jéssica Timm

 

Inicialmente, o Festival ocorreria no Ginásio Municipal de Esportes, mas, após um problema com a estrutura do palco, foi necessária a troca para o Cine Teatro da cidade. No novo local, não houve a liberação dos bombeiros para a presença de público, desta forma, o público pode acompanhar o evento somente através da transmissão ao vivo realizada pela Prefeitura.

Apesar dos imprevistos, a coordenadora de cultura Roberta Coutinho destaca a boa repercussão do Festival. “Faltando dois dias para o evento nós precisamos fazer a troca de local. Chegando no Cine Teatro não conseguimos a liberação dos bombeiros devido ao PPCI [Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndios]. Mas nem mesmo esses imprevistos conseguiram tirar o brilhantismo do nosso Festival e tenho certeza de que o público ficou maravilhado com o que assistiu”, destacou.

O Festival estava sem realização desde o ano de 2014 e foi retomado pela Prefeitura em 2021. Agora, conforme informado pelo prefeito Vinicius Pegoraro, a intenção é possibilitar a manutenção do evento de forma anual, “Estamos na segunda edição do Festival após a sua retomada e já observamos um sucesso consolidado. Por isso, é importante que possamos mantê-lo, até porque o setor cultural foi um dos principais prejudicados com a pandemia e essa retomada é uma forma de contribuir nessa recuperação”, frisou.

Ao todo, o Departamento de Cultura recebeu mais de 100 inscrições de artistas, entre os quais 16 foram classificados pela banca examinadora para a primeira etapa classificatória do Festival. Foram avaliados os quesitos de letra, música e intérprete. Após a primeira noite de apresentações do Festival, foram selecionadas 12 músicas para a disputa da grande final do evento.

Noite de encerramento do festival com a entrega dos prêmios                                  Foto: Camila Kreps

 

A cantora Pricila Olave, vencedora desta edição, destacou a sua alegria com a realização do evento. “Eu não conhecia o festival então foi uma surpresa muito positiva pra mim por abranger diversos gêneros musicais. Chegar lá e ter esse contato direto, com canções e músicos de extrema qualidade, expande a mente e a cultura”, disse.

A artista ainda falou sobre as dificuldades enfrentadas pelo setor de cultura devido à pandemia. “Nós trabalhadores da cultura vivemos tempos muito difíceis com a chegada da pandemia e a arte nos proporciona algo que vai muito além de trabalho, ela nos move, alimenta nossa alma. Por isso, eu aplaudo a todos os responsáveis pelo FECANPOP por escolherem a cultura, por entenderem a sua importância, a sua grandiosidade e por proporcionarem a todos nós artistas mais um espaço para mostrarmos nosso trabalho e partilharmos com o público a nossa arte”.

Olave interpretou a música “Eu Lírico”, uma composição das artistas Aline Ribas e Bianca Bergmann, que recebeu o prêmio de melhor letra do Festival. A cantora, por sua vez, foi premiada com o primeiro lugar na fase geral e o prêmio de melhor intérprete do Festival.

Pricila Olave foi premiada com canção “Eu Lírico”, composição de Aline Ribas e Bianca Bergmann    Foto: Camila Kreps

 

“Fiquei feliz com as premiações recebidas por ‘Eu Lírico’, porque é uma canção que vem para quebrar padrões, premiar a liberdade e o empoderamento feminino. Mas foi uma disputa difícil, pois as composições, arranjos, instrumentistas e intérpretes que defenderam as canções no palco do festival foram de extrema qualidade, bom gosto e profissionalismo”, disse a artista.

Com a resposta positiva do Festival, o Departamento de Cultura já está organizando o calendário cultural de eventos que ainda estão previstos para esse ano. Em junho, está o Festival da Cultura Alemã e Pomerana (FESTCAP), em agosto a Geração e Distribuição da Chama Crioula, em setembro os festejos farroupilhas, em outubro a Ciranda Estudantil Nativista (CIENA) e em novembro o FestQuilombola e o Canto dos Cardeais.

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BiblioVAN: projeto itinerante visita Canguçu

Por Vivian Domingues Mattos     

O poeta Pedro Marodin está transitando todo o Estado com a sua biblioteca

Escritor divulga obras literárias e contribui para alegrar cotidiano das cidades      Fotos: Vivian Domingues Mattos 

Transportando cultura sobre quatro rodas, o projeto BiblioVAN do poeta e escritor Pedro Marodin, viaja entre cidades brasileiras levando literatura e arte. A iniciativa foi contemplada pela Lei Aldir Blanc de apoio à cultura e agora permanece de maneira independente disponibilizando acesso gratuito a um acervo com mais de dois mil livros.

Durante a passagem do escritor pelas cidades interioranas, os leitores podem retirar as obras através de um empréstimo e devolver para biblioteca até o último dia de permanência do projeto na localidade. Dentre alguns municípios que já receberam a BiblioVAN, estão Nova Hartz, São Jerônimo, Vale Real, Estrela, Soledade, Arvorezinha, Roca Sales e entre outros.

Acervo é disponível para empréstimo durante sua estada no município e sax está a postos para shows

Música é uma das atrações

O período de funcionamento da iniciativa pela Lei já está finalizado, mas Marodin optou por dar continuidade à biblioteca itinerante de maneira independente, vendendo obras literárias de sua autoria para manter custos de vida, viagem e manutenção do veículo. Atualmente, o objetivo de Pedro é visitar todos os municípios do Rio Grande do Sul e se aposentar trabalhando no projeto.

Marodin comenta que ao chegar nas cidades busca elevar o astral da comunidade, através da sua arte. “A ideia é levar a literatura, a arte, a cultura, a presença do escritor e o artista para as cidades pequenas, brincando com as crianças, tocando saxofone para os velhinhos, recitando poemas de amor para os casais para fortalecer os laços de amor da relação…”, disse.

Inspiração para o projeto

Em 2020, ao inscrever-se para o edital da Lei Aldir Blanc de Emergência Cultural, Marodin utilizou como inspiração a iniciativa de um amigo. Neste projeto era utilizado o recurso audiovisual, em que com uma Kombi o viajante visitava os municípios convidando a comunidade local para assistir filmes em um cinema ao ar livre na temática de “Não-Violência”.

A partir disso, o escritor implementou algo na sua área, optando pela arte da literatura como seu projeto.

 

 

Vários municípios gaúchos já foram contemplados com a visita

Disponibiliza acesso gratuito a um acervo com mais de dois mil livros

Objetivo é levar leituras para todo Rio Grande do Sul

 

Sobre Pedro Marodin

O escritor independente participou do grupo Camões Baby e tem uma obra diversificada 

Anteriormente ao projeto, Pedro participou durante cinco anos do Grupo Camões Baby, com apresentações poéticas e teatrais nos anos 1980.

Depois dessa experiência, a publicação de sua primeira obra autoral ocorreu em 1988 e, durante os 24 anos seguintes, viajou o país vendendo seus livros para a comunidade dos locais que visitava, em feiras de livros, sarais e  bares, entre outros.

Ao todo, Pedro Marodin publicou 13 obras, sendo um escritor eclético e independente, não possuindo uma única linha editorial.

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Que legal, Vivian, puxa, ficou linda a matéria!!! Parabéns!!

Pedro Marodin