Luiz Geraldo Telesca lança livro de poemas parnasianos

Por Vivian Domingues Mattos      

Escritor canguçuense cria versos que seguem características rítmicas e harmônicas do movimento literário do século XIX

Obra apresenta 113 poemas inspirados pelo período difícil da pandemia

Apresentando uma obra literária com o uso estruturado e harmonioso das palavras, o escritor e advogado canguçuense, Luiz Geraldo Telesca Mota, lança seu novo livro intitulado “Achados Poéticos Parnasianos”, com 113 poemas escritos durante a pandemia de Covid-19.

A inspiração do autor para compor os poemas aflorou de acordo com seus sentimentos e pensamentos no decorrer do isolamento social no período pandêmico. As páginas do seu livro trazem versos sobre política, economia, injustiça social, morte, contentamento e demais assuntos que percorrem o cotidiano do escritor.

A publicação possui uma estrutura com versos variados, mas que seguem as características do movimento literário exclusivamente poético do Parnasianismo, popular em meados de 1880 no Brasil e característico em padrões de rima, ritmo e métrica. O escritor Luiz Geraldo, explica brevemente sobre sua escolha e as características do gênero. “É uma forma de poesia muito esquecida atualmente e que eu gosto muito por ter rima, harmonia e ritmo … que são a base na poesia parnasiana”, explica.

O livro contou com a participação do advogado José Luis Marasco Cavalheiro Leite para a escrita do prefácio e consiste em uma leitura proveitosa para os apreciadores de poesia.

Luiz Geraldo Telesca já publicou vários livros

Sobre o autor

Advogado há mais de 50 anos, o escritor e ex-vereador, Luiz Geraldo Telesca Mota, reside no município de Canguçu no Rio Grande do Sul e tem vínculo forte com a leitura em sua vida, incentivando o fomento ao conhecimento para aqueles ao seu redor.

Dentre outras obras de Luiz Geraldo, estão “A Sabedoria dos Adágios” (2018), “Depressão: Minha Experiência” (2018) e  “Covid-19: Um Breve Estudo” (2020).

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“Pachinko” marca sucesso de filmes com temas sul-coreanos

Por Andrea Cardoso da Silva      

O país vem difundindo sua arte nos últimos anos e em 2021 investiu cerca de R$ 31 bilhões em cultura, turismo e esporte

A série retrata a paixão proibida vivida entre Sunja e Hansu e suas consequências                  Foto: Divulgação.

Há dez anos, em 2012, o cantor sul-coreano PSY emplacou o hit musical “Gangnam Style”, e desde então, as produções do país começaram a cada vez mais fazer parte do dia a dia do público em geral. Hoje, em 2022, a Coreia do Sul vem conquistando a todos, com filmes como “Parasita”, vencedor do Oscar de 2020, e séries como “Round 6”, e mais recentemente “Pachinko”, da Apple TV+.

Não é de hoje, no entanto, que o país percebeu que investir em cultura poderia ser algo poderoso. Segundo uma matéria da Istoé Dinheiro, a Coreia do Sul vem injetando grandes quantidades de dinheiro em suas produções culturais desde 1990, o que explica como o Produto Interno Bruto (PIB) do país triplicou entre 2000 e 2018, passando de U$ 500 bilhões para U$ 1,5 trilhão, de acordo com dados do governo coreano.

Conforme o Ministério de Economia da Coreia do Sul, o país investiu R$ 31 bilhões em cultura, turismo e esporte em 2021. Enquanto isso, no Brasil, no mesmo período, segundo o Ministério de Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, o investimento foi apenas de R$ 2,2 bilhões.

“Pachinko”

Mesmo que Pachinko” seja, na verdade, uma produção norte-americana, é uma prova que os investimentos sul-coreanos na cultura estão dando certo, com a difusão mundial de sua história, arte e artistas, no caso representados pelo cinema e literatura. Criada por Soo Hugh e dirigida por Kogonada e Justin Chon, todos ásio-americanos, a série é uma adaptação do livro homônimo de Min Jin Lee, publicado no Brasil pela Editora Intrínseca. A produção estreou em 25 de março e sua primeira temporada foi finalizada com oito episódios, de cerca de 55 minutos de duração cada.

A série conta a história de várias gerações de uma mesma família coreana, que imigrou para o Japão no início do século XX. A trama gira em torno de Sunja, uma adolescente humilde que se envolve com um homem mais velho, o misterioso Koh Hansu. Dessa paixão, a jovem engravida, mas ao descobrir que Hansu é casado, ela o renega e acaba se casando com Baek Isak, um pastor que chega doente na pensão que ela e sua mãe gerenciam. Sunja então parte para o Japão, para tentar uma vida melhor, mas acaba tendo que lutar para sobreviver a manter sua família.

A produção traz um elenco de peso e traz a vencedora do Oscar, Youn Yuh Jung, como a versão idosa de Sunja, e a atriz estreante Kim Min-ha como sua versão jovem. Além das duas, Lee Min-ho, um dos atores mais famosos da Coreia do Sul, encarna com perfeição Koh Kansu, e Anna Sawai, de “Velozes e Furiosos”, interpreta Naomi. “Pachinko” é contada em três línguas, coreano, japonês e inglês, e, em seu elenco, há atores de todas as nacionalidades, passando por diversos períodos e anos, como 1910, 1923 e 1989.

Ao longo da história, vamos descobrindo mais sobre a Coreia e o Japão, e a difícil relação entre os dois países. O Japão anexou a Coreia em 1910, que permaneceu como uma colônia japonesa até o final da Segunda Guerra Mundial, em 1945. A ocupação japonesa na Coreia foi muito violenta, como mostra tanto a série quanto o livro, e culminou na separação do país entre Coreia do Sul e Coreia do Norte, após o final da guerra.

A Apple TV+ confirmou, logo após a exibição do último capítulo, que a série foi renovada para uma segunda temporada. Essa notícia já era esperada por aqueles que leram o livro, pois os oito episódios da primeira temporada não dão conta das mais 500 páginas da história original. “Pachinko” é realmente uma adaptação, pois não é totalmente fiel ao livro em muitos pontos de sua narrativa, o que pode ter incomodado um pouco os leitores que estavam esperando ansiosos por ver Sunja e sua família nas telas.

Min Jin Lee escreveu uma preciosidade e o livro foi um best-seller entre os maiores índices de venda apontados pelo jornal The New York Times, além de ter figurado na lista de melhores livros lidos pelo ex-presidente Barack Obama em 2019. Mesmo tendo uma qualidade audiovisual impecável, a série de Soo Hugh não consegue dar conta da complexidade da obra original, entretanto a produção se aprofunda em alguns pontos interessantes que não são abordados no livro, e é possível perceber o cuidado dos historiadores que se envolveram com a produção da série.

Investimentos em cultura

A Coreia do Sul vem investindo em cultura desde os anos 1990, e, de lá pra cá, a chamada “onda coreana”, ou “Hallyu”, ganhou muito força e se consolida cada vez mais com produções de qualidade. “Pachinko” é apenas um dos exemplos de como o país conseguiu “estourar a bolha” com suas produções, que agora, além de fazerem sucesso no mundo todo, também estão sendo produzidas em outros países, como os Estados Unidos. Dessa forma, histórias tão importantes, como a saga das famílias coreanas que imigraram e sofreram no Japão, ganham luz.

Infelizmente, a realidade brasileira é muito diferente, e mesmo tendo um mercado cultural riquíssimo, que poderia ser consumido pelo mundo inteiro, os investimentos em cultura são muito baixos. Recentemente, no dia 4 de maio, o presidente Jair Bolsonaro vetou a nova lei Aldir Blanc de incentivo a cultura, alegando que o projeto é “inconstitucional e contraria ao interesse público”. A lei previa o repasse anual de R$ 3 bilhões, da União para estados e municípios, para o fomento à cultura.

Assista o trailer:

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“Luzes de Natal” elevou autoestima do Balneário Cassino ao longo do ano

Por Joanna Manhago Andrade      

Após o sucesso de 2021 o evento deste ano já está sendo montado

 

       Projeto motiva turistas e moradores        Fotos: Joanna Mannago Andrade

Aconteceu durante todo o mês de dezembro de 2021, o projeto “Ondas de Natal” no Balneário Cassino, em Rio Grande. A ideia da iniciativa, promovida pela Prefeitura do Rio Grande através da Secretaria de Município do Cassino, tinha como objetivo “reviver o espírito natalino” na comunidade.

Ao menos nos últimos oito anos, as gestões municipais se preocuparam em decorar a principal avenida do balneário, de modo que o espaço ficasse mais aconchegante para a época do ano. Entretanto, com o número expressivo de visitantes que o Cassino recebe entre novembro e fevereiro, tanto os moradores quanto os veranistas cobravam e esperavam que atividades e projetos mais incisivos e atrativos fossem criados.

Diante dessas demandas, a Secretaria do Cassino, então administrada por Sandro Boka, promoveu o “Ondas de Natal”. Além do projeto contar com uma série de atrações, como a apresentação da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (Ospa), missas e concertos musicais, tinha também o “Luzes de Natal”, o desfile que mudou o conceito da época para o Cassino.

 

 

Procissão congrega para celebração comunitária das festas natalinas

Inspirado nas atrações natalinas da Serra Gaúcha, o Luzes de Natal foi um desfile que retratou a chegada do Papai Noel no Cassino. O diferencial, segundo o produtor artístico que criou a apresentação, Bira Lopes, “foi fugir do conceito de neve e frio e trazer a realidade da maior praia do mundo para o Natal”.

A Orquestra Sinfônica de Porto Alegre foi uma das atrações com um concerto ao ar livre

Ele explicou que foram seis dias de desfile, que percorria toda a avenida Rio Grande com mais de 100 voluntários, dentre crianças, jovens e adultos que cantavam, dançavam e atuavam durante a performance. Além disso, quatro carros alegóricos foram montados para complementar a atração. “Nós queríamos algo que desse vida para o Cassino, a praia e o mar foram inspirações, a Família Sagrada também, e as tradições de Natal da nossa região”, explicou Lopes.

Moradores participaram ativamente da programação

Já o secretário Boka, disse que “era importante diferenciar com aquilo que era oferecido da Serra” e que “o Cassino precisava de algo único que mudasse o conceito da festa no balneário”. Isso porque, como consequência, o Luzes de Natal proporcionou a criação de um grupo de artistas que, quando chamados, realizam apresentações em diversas ocasiões

Balneário Cassino teve decoração especial

O desfile não só impactou a comunidade do Cassino naquela época do ano, mas melhorou a autoestima da comunidade, o turismo e incentivou o governo municipal a investir na cultura do balneário. Na Páscoa, que aconteceu na segunda quinzena de abril, o mesmo grupo de artistas desfilou na avenida com uma outra apresentação.

Em todos os dias de realização do Luzes de Natal a principal via do Cassino esteve lotada de moradores, turistas e veranistas. Marina Llopart, que mora nas proximidades, disse que “fazia muito tempo que não via o balneário daquele jeito” e que depois do evento “as pessoas tinham gosto de vir prestigiar as atividades propostas”.

Renan Vanglon, que mora no Cassino há 26 anos, disse: “agora parece que as pessoas voltaram a acreditar no nosso potencial turístico. Antes estava tudo muito parado, agora sempre tem uma atividade acontecendo e dá vontade de prestigiar, e tudo isso aconteceu depois do Luzes de Natal”.

O secretário do Cassino naquela época explicou que todo o evento foi produzido por voluntários de escolas e com doações de instituições privadas. “Nós demos um tiro no escuro, porque toda vez que se falava sobre esse tipo de projeto, ninguém acreditava que poderia agradar a comunidade, mas foi um sucesso e certamente vai acontecer neste ano”, comentou.

Boka não é mais o responsável pela SMC, mas o atual secretário, Irajá Pellegrini, também disse que o Ondas de Natal de 2022 já está sendo montado. “Depois do sucesso de 2021, não poderíamos fazer diferente, iniciamos as reuniões sobre o projeto na primeira semana deste mês e a ideia é que os novos carros alegóricos sejam montados a partir de junho. Além disso, os shows e demais atrações também já estão sendo idealizados”, finalizou.

Papais-noéis fizeram bela coreografia para a alegria da criançada

 

O Cassino ganhou um visual novo com as festas de fim de ano em 2021

Ruas foram iluminadas com os motivos natalinos

 

Organização retoma símbolos tradicionais e também busca renovação

 

 

 

 

 

 

 

 

Motivações religiosas são ressaltadas na missa campal

 

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“Fenadoce  2022, o retorno”: perspectivas e programação

Por Ronaldo Luis    

“Doces (re)encontros” é o tema da 28ª edição da Feira Nacional que ocorre de 3 a 19 de junho

 

Após adiamento por dois anos consecutivos, em razão da pandemia, a Feira Nacional do Doce (Fenadoce), terá sua 28ª edição entre os dias 3 e 19 de junho, no Centro de Eventos (avenida Pinheiro Machado, 3.390, bairro Fragata, em Pelotas).

“Vamos reencontrar a Fenadoce e, com isso, o nosso sentimento de amor à cultura, gastronomia e também à nossa cidade, celebrando cada vez mais as nossas riquezas e a força com que superamos momentos difíceis”, comentou Eliane Sedrez, integrante da Comissão Organizadora da Fenadoce

A Fenadoce é o maior encontro da cultura doceira e gastronômica do sul do Brasil, com seus restaurantes exibindo pratos característicos da Alemanha, Portugal, Itália, China, além do típico churrasco gaúcho.  O visitante pode também ajustar sua programação e conhecer os inúmeros e centenários casarões existentes no Centro Histórico, bem como as antigas Charqueadas à beira do Arroio Pelotas.   

História

A Feira foi projetada pelo diretor de Turismo da antiga Fundação Municipal de Cultura, Lazer, Turismo de Pelotas (Fundapel), Otaviano Artur Bastos da Cunha, e a primeira edição aconteceu entre 15 e 19 de janeiro de 1986. Ocorreu no prédio da Universidade Católica de Pelotas (UCPel) no Laranjal.

Desde então, as sucessivas edições da Feira contam a história cultural do doce, o principal produto comercializado no evento. Os doces pelotenses, verdadeiras delícias registradas como patrimônio cultural, são bem conhecidos: quindim, bem-casado, ninho, camafeu, papo de anjo, olho de sogra, pastel de Santa Clara, panelinha de coco, trouxas de amêndoas, fatia de Braga, queijadinha, broinha de coco, beijinho de coco, amanteigado e doces cristalizados.

No dia 4 de setembro de 2019, através do projeto de lei 215/2019, o Governo do Estado transformou a Fenadoce em Patrimônio Histórico e Cultural do RS.

Hoje a Fenadoce é destaque internacional sendo organizada como uma grande multifeira pela Câmara de Dirigentes Lojistas, CDL, da cidade de Pelotas.  Atualmente estabelecida no Centro de Eventos, em prédio próprio, é orgulho do empreendedorismo pelotense.

Preços dos ingressos e serviços

Essa edição será seguida por todos os protocolos sanitários de segurança exigida pela Secretaria de Saúde do município de Pelotas. Os ingressos custam R$ 15,00, de segunda a quarta-feira, quando a feira fica aberta das 14h às 22h; e R$ 16,00, de quinta a domingo e nos feriados, das 10h às 22h. O preço do estacionamento em todos os dias é R$ 15,00 por veículo.

Na Cidade do Doce, cada ingresso dá direito gratuitamente a um doce e o valor da unidade é R$ 5,00.

O evento é relevante para o turismo de Pelotas e o comércio geral do município. A ideia é despertar um grande número de turistas vindos do Brasil e exterior, oferecendo bem-estar aos visitantes.

Junto ao setor social, será disponibilizado fraldário, ambulatório, cadeira de rodas, aluguel de carrinho de bebê e tomadas para carregar smartphone.

Com a parceria de produtoras locais, acontecerão shows locais e nacionais. O evento também oferecerá aos usuários estruturas montadas na área interna e externa, ocupando espaços direcionados a setores diversificados.

Os ingressos podem ser obtidos pelo site do evento. Os bilhetes antecipados e mesas para os shows estão disponíveis para compra on-line pelo site Blueticket. A relação completa das atrações também pode ser conferida na internet.

– Festival de Gastronomia

Fotos: Divulgação

“O Festival vista incentivar o turismo e o mercado gastronômico de toda região. A programação é inserida na temática central da Feira e promove palestras, oficinas e aulas show que divulgam e disseminam a cultura gastronômica de Pelotas” 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

– Cidade do Doce

“A Cidade do Doce é onde a magia acontece na Fenadoce! São dezenas de docerias pelotenses com a fachada personalizada que levam as suas delícias para os visitantes, incluindo os doces certificados. No centro da Cidade do Doce há um espaço onde os visitantes podem acompanhar a produção dos famosos doces cristalizados, entendendo um pouco mais sobre como funciona todo o processo em tempo real”.

 

 

 

 

 

– Espaço Arte do Doce

 ”Esse é o palco principal para execução do projeto de artes cênicas, em que são realizadas apresentações que contam com músicos, bailarinos e atores em encenações e performances que representarão uma releitura da cultura e tradição de Pelotas”. 

 

 

 

 

 

 

 

– Fenashow

“A Fenashow conta com parcerias de produtoras locais que viabilizam shows nacionais para o público da Fenadoce”.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

– Praça de Alimentação

“A Praça de Alimentação da Fenadoce conta com dois restaurantes e mais estabelecimentos com variedades de opções. Os espaços são todos de Pelotas valorizando ainda mais a culinária local. O amplo ambiente conta ainda com um palco que recebe diariamente várias apresentações artísticas e culturais”.

 

 

 

 

 

– Festival de Moda

“O festival promove desfiles com o objetivo de fomentar e valorizar o segmento da moda, fortalecendo a troca de conhecimentos, integrando expositores da feira e produtores de moda local”.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

– Ciclo de Negócios

“A proposta do Ciclo promove atividades voltadas ao empreendedorismo, abrangendo diversidade de atividades como palestras, debates, talks, rodada de negócios para os interessados em promover seus negócios, ampliar networking e conhecimento, bem como o empreendedorismo feminino em debate”.

 

 

 

 

 

 

 

– Feira de Agricultura Familiar

”A feira visa possibilitar aos agricultores e familiares que agreguem valor à produção primária, melhorando a renda e as condições gerais de vida de suas famílias, além de contribuir para o desenvolvimento socioeconômico”.

 

 

 

 

 

 

 

 

– Expositores

“A Fenadoce tomou a forma de uma grande multifeira ao longo dos seus anos. Hoje, são áreas divididas em Comércio e Serviços que valorizam pequenos, médios e grandes empreendedores. Eles se distribuem entre os espaços e levam suas marcas em estandes dos mais variados tipos e para todos os nichos”.

 

 

 

 

 

 

 

– Parque de diversões

“Na área externa a Fenadoce conta sempre com uma atração do Parque de Diversões. Os brinquedos são voltados para crianças e adultos, além de opções sempre novas e importadas”.

 

 

 

 

 

 

Shows nacionais

Na 28ª edição da Feira, haverá três destaques entre as atrações nacionais, abrilhantando os palcos da Fenadoce, na sua área externa:

No dia 12 de junho, às 21h,  os visitantes estarão comemorando o Dia dos Namorados com a dupla Jorge e Mateus. Em seu repertório de sucessos contam com músicas conhecidas como “Querendo te Amar”, “Voa Beija Flor”, Amo Noite e Dia”, entre outras conhecidas do público. Ingressos disponíveis no site da Blueticket.

Jorge e Mateus            Fotos: Divulgação

Dia 16 de junho, às 21h, é a vez do DJ Alok, um dos mais famosos no Brasil e considerado o quarto melhor DJ do mundo. Para os apaixonados pela música eletrônica será mais uma grande oportunidade. Ingressos diretos para o show no Blueticket.

DJ Alok

No dia 18 de junho, às 21h, o cantor Dilsinho, um dos principais nomes do pagode brasileiro, encerrará o último sábado da Feira, com canções de sucesso como “Eu Sei que Tu Dança”, “Péssimo Negócio”, “Cansei de Farra” e “Refém”. Ingressos para o show no site.

Dilsinho

Fenadoce Cultural

Pelotas possui tradicionalmente forte envolvimento com a cultura, com várias manifestações artísticas. Neste ano, a 28ª realização da Fenadoce estará com seus quatro palcos sediando diariamente  apresentações nas áreas da dança, teatro, tradições gaúchas e música. Está prevista a presença de milhares de artistas nas apresentações agendadas.

Que a 28ª edição da Fenadoce 2022 seja muito bem-vinda!

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Adorei a matéria, até porque eu acompanho a Fenadoce desde que surgiu. Será um ótimo reencontro.

Graça

Tomei conhecimento deste evento através da revista Viva no Sul e me encantei. Gostaria muito de visitar Pelotas nesta época para  vivenciar tudo e degustar os sabores deste lugar.
Moro na Bahia, bem longe daí, mas vou tentar me programar para ir aí.

Silvana

Museu Casa Fernando Pessoa: um tesouro para ser conhecido  

Por Vitória de Góes (Correspondente do site Arte no Sul em terras portuguesas)        

Instituição sediada na antiga moradia do poeta promove várias exposições

             Exposição: Retratos de Pessoa com sua família          Fotos: Vitória de Góes

História, arte e literatura. Essas resumem a experiência de visitação e imersão na Casa Fernando Pessoa, em Lisboa, Portugal. O local foi habitado pelo famoso escritor português durante os seus últimos 15 anos de vida e é dedicado à sua biografia e obra.

Dividida em três pisos, a casa que se tornou em um museu histórico-cultural, conta com diferentes exposições e uma biblioteca especializada em poesia mundial. Logo no primeiro espaço é possível conhecer detalhes da vida de Fernando Pessoa, com objetos pessoais do autor, fotos da infância junto à família e até cartas trocadas com sua namorada, Ophélia.

Recursos tecnológicos também são utilizados ao longo do museu para introduzir o visitante ao mundo literário. Vídeos de entrevistas a amigos e familiares de Pessoa, sons para imersão no ambiente como por exemplo, da escrita em papel, além de um espaço para sentar e ouvir a narração de capítulos de alguns livros do poeta.

 

Acervo do escritor  com obras que vão da astrologia à ficção

Maria Eduarda Moraes, 21, é brasileira e visitou o local. Ela conta que dentre as experiências que teve em Portugal, conhecer o museu foi uma das melhores. “Gostei muito de como é organizado, acho que ele instiga a curiosidade até de quem nunca ouviu falar sobre o Fernando Pessoa”. E completa: “É um museu para que o público se sinta acolhido e entenda de fato o objetivo do local e quem foi o poeta”.

Em 2021 a Casa Fernando Pessoa recebeu o Prêmio Museu do Ano, atribuído pela Associação Portuguesa de Museologia (APOM). O conjunto documental no espaço também é classificado como Tesouro Nacional em Portugal.

Quem foi Fernando Pessoa

Retrato de Fernando Pessoa, 1912, por Adolfo Rodriguez Castañé

Fernando Antônio Nogueira Pessoa nasceu em 1888, em Lisboa, Portugal, e é um dos maiores poetas da literatura portuguesa. Durante sua vida também foi filósofo, dramaturgo, ensaísta, tradutor, publicitário, astrólogo, comentarista político e empresário.

Pessoa pertence à geração de Orpheu – grupo de artistas que introduziu o modernismo em Portugal em 1915 -, por isso suas obras não são convencionais, mas possuem um tom provocativo e irônico. Além disso, é conhecido pelos seus heterônimos, autores fictícios com personalidades e características literárias específicas.

No museu Casa Fernando Pessoa, é possível conferir a genialidade do autor ao ver que os heterônimos possuem data, horário e local de nascimento e morte, tendo até mesmo a pesquisa astrológica dos mesmos, o que vai de encontro com as personalidades expressadas por cada um.

O poeta morreu em 30 de novembro de 1935 e deixou mais de 25 mil páginas de texto, que aos poucos vêm sendo publicadas. Até hoje é amplamente estudado, inclusive nas escolas brasileiras, por conta de sua relevância literária.

É possivel visitar o museu pela internet neste link.

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Filme “Minha vida incomoda muita gente” traz mensagem libertadora 

Por Sabrina Lacerda Borges   

Comédia holandesa, lançada em 2021, está disponível na Netflix e conta a história da marroquina Leyla

 

    Maryam Hassouni faz papel de Leyla, que sonha em escrever livros infantis, mas desvenda machismo de sua época                        Fotos: Divulgação

 

O filme “Minha vida incomoda muita gente” é uma comédia romântica holandesa dirigida por David Bukvic e lançada pelo sistema de streaming Netflix no ano passado. A obra conta a história de Leyla, uma mulher marroquina solteira, sem companheiros, filhos e que, por isso, é rotulada de “Meskina”, uma perdedora ou patética, segundo tradução local. Essa palavra também dá título ao filme na sua versão em inglês.

A história é narrada pela protagonista, que sonha em escrever livros infantis, mas que vive em um processo bem lento de escrita. Como a maioria das histórias para o público infantil é apresentada na forma de um reino onde existem princesas e príncipes, essa relação fica apenas na imaginação mesmo. O enredo do filme se passa em um cenário atual, que evidencia no seu decorrer algumas questões culturais e machistas. 

Leyla casa e vê seu “conto de fadas” desmoronar ao ter a traição do marido exposta pela mídia. Ela se divorcia e, mais uma vez, passa a ser considerada uma “meskina” pela família. Ela volta a morar com a mãe e pede emprego para uma prima empreendedora de sucesso na área de produção de eventos. 

Mesmo estando se sentindo bem no trabalho, isso não é o bastante, pois ela não tem um marido, e esse é o ponto principal da história. A família passa a procurar um cônjugue para Leyla, pois ela está ficando “velha e feia” e ninguém mais vai querer se casar com ela. A mãe procura um pretendente com a indicação de familiares e a ajuda da internet, afinal, o tinder está aí para isso, não é? 

Leyla vai nos encontros arranjados pela irmã e pela mãe e gosta de conhecer os dois homens, decidindo manter os encontros com os dois, sem que ninguém saiba. É isso mesmo que você está pensando, ela começa a namorar escondido com os dois homens, até que tudo dá errado e a farsa termina. E é neste ponto que a personagem consegue se encontrar e perceber os motivos que a levaram a ter a vida que tem. 

Uma série de personagens divertidos aparece no transcorrer da história

Leyla decide ficar sozinha, supera sua fobia de falar em público e faz um discurso incrivelmente inspirador. Ela questiona o que as pessoas veem nela, uma rejeitada, traidora, promíscua, e relaciona com a forma que mulheres que não fazem o que esperam delas são chamadas. Além disso, ela aponta que esses problemas começam na infância, quando histórias são contadas para meninas dizendo que elas devem se encaixar em padrões, obedecer às regras, ceder para agradar os outros, esperar para ser salva… 

Fica muito claro no silêncio da personagem em frente ao público enquanto tira a coroa que está usando e deixa na bancada, que ela está se encontrando, encontrando a voz dela. “Eu sou Leyla e isso é mais do que suficiente”, diz ela. A personagem deixa a mensagem que você não precisa de um príncipe para ser feliz. 

De modo geral, o filme é belíssimo, a fotografia é bonita, a música consegue enfatizar os sentimentos das personagens e passa uma mensagem muito importante. O recado do filme não fica apenas em relação aos relacionamentos românticos, mas em relação à pressão estética que as mulheres sofrem, de constituir família, sendo que muitas não desejam ter filhos, de seguir as regras e os padrões que são esperados. Esses são maiores ou menores quando consideramos o contexto cultural em que elas estão inseridas.

Que todas tenhamos a coragem de Leyla para seguir nossos sonhos, atuar na carreira que desejamos e construir nossa vida com base no que faz sentido para nós, e não para os outros. Que tenhamos coragem para que nossas vidas sigam incomodando muita gente.

Confira um trecho do discurso de Leyla:

“Começa nos contos de fada que a gente conta. A princesa precisa ser beijada antes de acordar. O sapatinho de cristal tem que caber. Ela tem que ir para casa na hora ou a carruagem vira uma abóbora ou ela abre mão da voz dela para ter duas pernas e poder correr até o príncipe dela. É isso que estamos contando para as nossas filhas, que é heroico para uma princesa sacrificar a voz dela para ser feliz no amor […] tentamos corresponder aos seus desejos e expectativas tão desesperadamente que deixamos de ouvir a nossa própria voz […] foda-se, eu não preciso ser salva ou beijada antes de acordar. Não preciso de aprovação e não preciso estar com alguém para me sentir inteira. Eu sou Leyla e isso é mais do que suficiente!”

Veja o Trailer

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Vivam os musicais! Tick, Tick… Boom!

Por Fátima Tauil    

Filme faz uma homenagem sensível ao legado deixado pelo compositor Jonathan Larson

Atuação de Andrew Garfield no papel do compositor e dramaturgo valeu  indicação ao Oscar de melhor ator neste ano

 

Indicado a seis categorias no Oscar 2022, o filme “Tick, Tick… Boom!” foi aclamado entre crítica e público no seu lançamento. O longa é uma adaptação do musical de teatro com o mesmo nome, que narra a jornada criativa do compositor Jonathan Larson, na criação de seu primeiro musical, “Superbia”, que nunca saiu do papel. O trabalho mais conhecido deste autor de espetáculos é o musical “Rent”, que vem sendo apresentado desde 1996, já tendo  uma versão para o cinema em 2005 e montagens nos palcos brasileiros.

Com a Nova York dos anos 1980 servindo como palco, o musical “Tick, Tick… Boom!” não decepciona ao transmitir os anseios, sonhos e frustrações de Larson com o público e, especialmente, com os produtores que investem nas montagens dos musicais. É uma boa indicação para aqueles que gostariam de consumir mais o gênero. A adaptação musical marca a estreia de Lin-Manuel Miranda na direção, e conta com a atuação de Andrew Garfield, indicado ao Oscar de melhor ator neste ano, no papel do protagonista. A trama inicia com Larson correndo atrás do seu sonho: levar a produção de sua vida, o musical “Superbia”,  aos palcos, pela primeira vez.

Chegando aos 30 anos, o compositor se encontrava frustrado pela falta de frutos do seu trabalho. Ao ver seus amigos e namorada trocando o onírico meio artístico por carreiras diferentes, ele encarava a possibilidade de ter lutado em vão todos esses anos por seu sonho.

A narrativa começa promissora, assim como a maioria das biografias de grandes gênios da indústria cultural, “Tick,.Tick… Boom!” tenta passar um pouco da angústia e frustação do protagonista ao espectador, que acaba torcendo por Larson em sua jornada criativa até o final.

O compositor trabalha em jornada tripla, como garçom em uma lanchonete, enquanto tenta compor as últimas partes de “Superbia”, uma antologia teatral incompreendida e a frente de seu tempo.

Cotidiano de Nova York nos anos 1980 é o tema de fundo do filme e do musical criado pelo personagem principal

 

Para contar esta história, Lin-Manuel Miranda executa brilhantemente o recurso metalinguístico teatral, mostrando cenas de um musical que conta a história de outro musical que nunca chegou aos palcos. No meio desta trama envolvente, ainda vemos os personagens inseridos no contexto histórico da época: A Nova York dos anos 1980.

Jonathan vê ao seu redor uma realidade que sofre com o estigma da Aids, a pressão da indústria, a falta de oportunidades e de expectativas para o futuro. Na tentativa de lutar por sua carreira, ele acaba enfrentando dilemas com a namorada Susan (Alexandra Shipp), que se frustra por estar sempre sendo colocada como coadjuvante na vida do namorado, e com seu melhor amigo Michael, interpretado por Robin de Jesús, que desiste da sofrida e mal remunerada carreira artística por um trabalho em uma empresa de publicidade.

A atuação de Andrew Garfield, que foi indicado ao Oscar de melhor ator pela obra, complementa muito bem o roteiro sagaz de Steven Levenson, ambientando aos olhos do público esse mundo de sonhos e expectativas. Ao mesmo tempo que torcemos pelo sucesso implacável de Jonathan Larson, também compreendemos a realidade por trás dos palcos quando a cortina se fecha e o espetáculo acaba.

Um dos pontos mais altos no filme é o contraste da mente do compositor com a vida real. Após não conseguir concluir seu musical, nosso protagonista recebe um conselho emblemático: “Escreva sobre o que você vê”. A partir deste ato, Jon começa a compreender que a ansiedade em ter seu talento reconhecido é em vão quando seu esforço não representa quem ele é, e onde ele vive.

O filme está disponível no serviço de streaming. Veja o trailer:

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Banda Suburban Stereotype estreia clipe no domingo

Lançamento no Dia do Trabalhador ressalta a importância da consciência política    

Neste 1º de maio, a banda pelotense de hardcore Suburban Stereotype lança o clipe da música “Somos um Só”, produzido pela Mayhem Produções. Celebra o caráter questionador do movimento  na canção “Somos um Só”, que faz parte do álbum “Leitmotiv”, de 2017. O lançamento no Dia do Trabalhador não é uma coincidência, e foi planejado para também relembrar as questões sociais explanadas de forma artística pela banda em todas as suas composições.

Os integrantes da Suburban Stereotype decidiram retomar o trabalho do álbum “Leitmotiv” para, de forma simbólica e afetiva, reafirmar o posicionamento ideológico do que Douglas Jardim, baixista da banda, intitula de “faça você mesmo”. “A nossa ideia sempre foi promover e participar de eventos com bandas que gostávamos, de forma independente, e o Leitmotiv, para nós, foi uma sintetização do que é ser uma banda de hardcore”, explica.

O ex-vocalista e produtor Augusto Santos participou da formação da banda no álbum Leitmotiv       Foto: Divulgação

A proposta de realizar o lançamento do clipe no Dia do Trabalhador destaca o principal objetivo da música “Somos um Só”: relembrar que a sociedade precisa despertar para uma luta coletiva, e não individual. Maicon Rodrigues, ex-guitarrista da Suburban, conta que o momento de produção do disco e da música promoveu reflexões profundas de autoconhecimento, ser político e descobertas dentro do movimento.

“É uma data muito simbólica, e espero que seja um gatilho para que mais produções possam vir a partir disso. Esse clipe também remete ao afeto e a celebração que é estarmos em um ambiente que gostamos, reunidos com pessoas que acreditam nas mesmas coisas que a gente, e mostra o que é o nosso movimento underground”, afirma.

“Somos um Só”

A faixa de encerramento do álbum de 2017 carrega um significado que vai além do seu próprio título: foi criada pelas mãos de todos os integrantes da última formação da Suburban Stereotype. Parte de um disco produzido de forma colaborativa, a música agora é lançada em formato de clipe, simbolizando também a finalização de um ciclo de trabalho junto ao “Leitmotiv”. Foi gravado em um dos últimos shows da banda, ainda em 2018, no bar pelotense Dom Bier.

O senso de coletividade presente na letra foi pensado e roteirizado pelos músicos da banda e por Pedro Frio, sócio-proprietário da Mayhem Produções. Na edição do videoclipe, a música dialoga com os cortes de câmera tremidos da banda que toca com o público em volta. A sensação é de estar no meio do “mosh pit” durante a apresentação. “A ideia foi mostrar um show de hardcore com a galera que apoia o movimento de verdade, além de honrar o esforço que bandas como a Suburban fazem pela cena underground de Pelotas e região”, conclui o produtor.

Criada em meados de 2012 por amigos que compartilhavam ideais do movimento underground, a banda pelotense de hardcore, Suburban Stereotype, foi um catalisador de expressão de ideias e sentimentos em meio às mudanças sociais e políticas da época. Sua última formação, com o álbum Leitmotiv (2017), teve como integrantes o ex-vocalista e produtor Augusto Santos, o baixista Douglas Jardim, os ex-guitarristas Maicon Rodrigues e Pedro Bittencourt, e o baterista Rodrigo “Esmute”.

O lançamento poderá ser conferido a partir das 10h de domingo (1º de maio), no canal do YouTube da Suburban Stereotype e Mayhem Produções.

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Quality Sul lança projeto de rap acústico em Rio Grande

Por Brígida Sodré      

A canção “Inevitável” conta com participação de Gii Quaresma, Isaque Acosta, Juanitto e Ravena

Com uma pegada que lembra o famoso Poesia Acústica, o grupo de rap rio-grandino Quality Sul lançou no dia 12 de abril a música “Inevitável”, que conta com vocais de Mc Quaresma, Onlyzin, Gii Quaresma, Juanitto, Isaque Acosta, Real Keven, Prodígio e Ravena. A canção está disponível no Spotify.

Com uma semana de lançamento, o videoclipe de quase dez minutos já atingiu 2,4 mil  visualizações no canal da Quality Sul no YouTube. Para o Mc Quaresma, 23 anos, “Inevitável” é a canção mais linda que já escreveu. “Sou grato por esse momento que estamos vivendo, sem palavras a todas as pessoas que têm nos apoiado”, agradece o Mc.

A cantora Ravena,18 anos, revela que esta foi sua primeira parceria com artistas de Rio Grande. “Admiro muito a galera da Quality e todos os artistas da cidade que correm atrás do que querem. Agradeço pela oportunidade e espero que gostem da minha participação”, expressa sua satisfação.

Já Gii Quaresma,17 anos, conta que o convite partiu de seu irmão, Mc Quaresma, que é um dos membros da Quality. “Em um som de acústico, é bem normal ter uma voz feminina, mas ao mesmo tempo é bem importante pra poder mostrar que temos voz nesse tipo de som”, explica a jovem sobre a presença de mulheres no rap. “É um momento muito fod*, muito lindo e gratificante demais”, acrescenta.

Isaque Acosta, de 22 anos, vê a experiência de participar deste projeto como uma forma de valorizar a cultura local e remete para ele ao sentimento de coletividade. “Não podemos parar de manter em evidência a cultura rica que temos no Sul do Sul do país. Acredito que juntos somos mais fortes”, afirma o cantor.

Segundo o fundador da Quality Sul, Prodígio, de 21 anos, “fazer parte do acústico foi incrível. Juntou uma galera com estilos musicais e gostos diferentes para fazer algo inédito em Rio Grande”. Já na visão de Juanitto, 25, ”participar do projeto foi como desenhar um plano e ver ele saindo do papel”. “Foi muito mais do que eu esperava”, diz.

Construção da música

 

Gravação contou com Prodígio Mc, Ravena, Mc Quaresma, Gii Quaresma,  Isaque Acosta, Real Keven, Juanitto e Onlyzin

 

Em entrevista ao Arte no Sul, o integrante da Quality, Real Keven, 22 anos, conta que a ideia de lançar um projeto acústico surgiu em 2019. “Em 2020, gravamos um, mas não ficou no estilo que a gente queria. Em 2021, conseguimos fechar um time fod* pra trampar com a gente e bolamos a ideia desse som”, explica RK.

A construção da música se deu por meio de parcerias. Os versos cantados por Onlyzin, 19 anos, e Juanitto, 25, em “Inevitável”, surgiram a partir de uma iniciativa da dupla em compor uma canção em parceria. “Um certo dia, num ensaio da Quality, mostramos a nossa música para o grupo e pensamos porque não pegar essa música e fazer um projeto grande com artistas da cidade”, conta Onlyzin.

Nesse primeiro encontro, estavam presentes Gii Quaresma, Juanitto, Keven, Mc Quaresma, Onlyzin e Prodígio. “A gente se juntou e foi um lance bem natural e sem pressão. Pensamos em adicionar mais duas vozes ao som: a Ravena, que já tem uma proximidade com a Quality, e o Isaque, que tinha essa ligação com o Juan, para incrementar o som e fechar daquele jeitão”, relembra Keven.

A identidade sonora da música foi composta inicialmente pela melodia do Mc Quaresma e os arranjos e acordes de Juanitto no violão. A captação, mix e master deste som foi realizada por Mdbeats, na gravadora M.Record Studio, em Rio Grande. Já a produção musical ficou nas mãos de Dedey.  

“Recebi o convite pra fazer a instrumentalização de fundo, tipo um tempero a mais. Porque por mais que o violão já estivesse muito bom, acabava soando enjoativo depois de um certo tempo.  Fiz algumas percussões, coloquei piano, bells, guitarra, violão sintetizado, baixo e 808”, explica o produtor. “Enfim, foi uma honra ter trabalhado com esse time de monstros, mais uma vez, e espero que dê muito resultado”, agradece Dedey.

Sobre a gravação do clipe

Artistas posam para capa da música “Inevitável” lançada no Youtube no dia 12 de abril                Fotos: Divulgação 

 

O lugar escolhido para gravação do clipe foi a casa cultural e barzinho Espaço Lambe. Kevin conta que escolheu o lugar após a realização de um poket show da Quality Sul no local. Os idealizadores da Lambe, Isadora Simões, 24 anos, e Diogo Azevedo, 26, adoraram a iniciativa e aceitaram ceder o Espaço de forma gratuita para a gravação. “É um espaço jovem, que tem festa e a gente que é a cara do rolê gravou ali. Ficou uma identidade visual incrível no videoclipe”, revela Kevin. Para o casal, esta ação é uma forma de apoiar os artistas locais incentivando-os e movimentando a cultura da região.

A captação de imagens para o videoclipe foi realizada no dia 13 de março por Vinícius Teixeira, proprietário do VT Filmes. Junto com Keven, Vinícius dirigiu a produção audiovisual. “Não teve um roteiro muito elaborado. Foi um lance bem espontâneo, no feeling mesmo. A gente sentou, começou a gravar, interagimos com a câmera, cantamos, fizemos o que a gente sabia”, conta RK.

Apontado como um dos principais responsáveis para o andamento do projeto, Prodígio revela que a maior dificuldade encontrada durante o processo foi concliar a agenda de todos os artistas envolvidos. “Mas fora isso, foi muito bom. A vibe foi surreal porque, além de ser uma galera muito diferente, acredito que todos que estavam ali são amigos. Então, fazer um clipe com uma galera que a gente gosta e curte deixa tudo numa vibe de família mesmo”, acrescenta.  

Para Ravena, a gravação foi a sua parte favorita. “Consegui me soltar um pouco mais e foi bem divertido”, relembra a cantora.  Juanitto também compartilha como foi a experiência de gravar seu primeiro clipe. “Estar ali no clipe como artista e cantor me passou uma sensação de ser visualmente responsável por passar a energia do som para o público. Aquilo que eu sinto de verdade estando ali com meus amigos e ouvindo nosso som. Espero ter conseguido trazer isso pra vocês”, expressa.

PERFIL DOS MÚSICOS

 

 

 

 

 

 

 

 

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Muito massa a matéria! Sou fã do grupo ❤

Bhia Muniz

Matéria incrível!!��
Só orgulho desse grupo maravilhoso.❤

Miris Lima

Galera massa, reportagem foda, é massa ver a galera dando visibilidade para o que é da cidade, o que é nosso, sucesso pra geral…

Júllia Campos

Os cara mais brabooo da cidade tanto numa pegada acústica quanto na pegada do rap os cara são de mais ����
Antonio Silva

Parabéns a todos, respeito total Dedey

Vinicios

 

Peça “Medea(i)material” no próximo sábado em Rio Grande

Por Vitor Valente e Thiago Lehn        

Apresentação com visão moderna sobre mito da Antiga Grécia acontece no Teatro Municipal

Os estudantes de Teatro da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) Lucas Furtado e Brenda Castro promovem o espetáculo “Medea(i)material” no próximo sábado, 23 de abril, às 20h. A apresentação retoma o mito grego clássico de Medeia e ressalta o papel político da mulher. A performance acontece no Teatro Municipal do Rio Grande (Avenida Major Carlos Pinto, 312). Vendidos ao preço de R$20, os ingressos podem ser comprados neste link.

                       Atriz Brenda Castro é protagonista da peça                        Foto: Éden Cieglinsky

Os acadêmicos de teatro formam o Duo Duou, grupo em que produzem conteúdos teatrais em conjunto. Tendo Brenda Castro como atriz em um monólogo e Lucas Furtado como diretor, a peça de teatro é o primeiro espetáculo da dupla. A obra original “Medeia” é uma tragédia grega de Eurípedes, mas a montagem é uma adaptação da versão “Medeamaterial”, do alemão Heiner Müller. O trabalho de preparação do texto dramático de “Medea(i)material” é de Priscila Nicoliche e Antônio Nicodemo.

A releitura destaca o papel político e fundamental da personagem Medeia, que determina o futuro da região de Cólquida e da Grécia, ao lado de seu marido Jasão e de seus filhos. Atravessa temas como o apagamento das ações femininas na ascensão de homens ao poder e a luta pelos direitos adquiridos. “Medeia é responsável pelo sucesso de Jasão, mas tem seus créditos negados e ainda acaba traída”, aponta o diretor.

Lucas Furtado explica que todo o processo de trabalho é realizado em diálogo constante. “Nós realizamos um processo muito humano e colaborativo. Estamos em contato a todo momento, conversando sobre a visão que temos sobre o espetáculo”, conta Furtado. “Nossos ensaios são muito produtivos. Além de qualquer coisa, somos amigos e nos conhecemos bem”, complementa.

O Duo foi lançado em fevereiro de 2022. Lucas conta que o desenvolvimento da ideia durou meses e surgiu devido a vontade de colocar em prática o que estudam e pesquisam durante a graduação. Ele ressalta que outros projetos estão engatilhados e que o espetáculo é apenas a primeira grande realização do Duo Duou.

              História remonta ao mito de Medeia, tragédia grega de Eurípedes               Foto: Éden Cieglinsky

A peça representa a primeira experiência do estudante paulista como diretor no Rio Grande do Sul. “Estou muito ansioso e muito grato por ter essa oportunidade. O teatro é uma coisa muito efêmera. A experiência é única. Esse espetáculo vai ser uma lembrança inesquecível para a nossa história”, finaliza.

No monólogo, a atriz Brenda Castro sobe ao palco sozinha pela primeira vez. “A minha expectativa para o espetáculo é bem grande. Medea é um grande projeto para mim, tanto pessoal quanto profissionalmente. Eu nunca fiz nada parecido ao longo de seis, sete anos como atriz de teatro. Quero que todo o trabalho realizado se concretize de uma maneira muito boa”, conclui Brenda.

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