Recomendação do PPGCPOL pela CAPES completa 10 anos

Em 30/09/2010, foi recomendada pela CAPES a proposta de criação do Mestrado em Ciência Política que deu origem, consequentemente, ao Programa de Pós-Graduação em Ciência Política (PPGCPOL) da Universidade Federal de Pelotas (UFPel).

No primeiro semestre de 2011, ocorreu o ingresso da primeira turma no curso, sendo iniciadas, de fato, as suas atividades.

Em seus quase dez anos de existência, o PPGCPOL tem se consolidado, na Região Sul do Estado e, também, do país, como um centro de formação pós-graduada especializada na área de Ciência Política. Desde 2011, mais de 70 defesas de dissertação ou tese foram realizadas.

Reiteradamente bem avaliado pela CAPES (Programa nota 4), o PPGCPOL é um dos poucos Programas de Pós-Graduação em Ciência Política da Região Sul do país que possui, além do Mestrado, um Doutorado na área.

Com um corpo docente plural, com projeção nacional e internacional, o PPGCPOL vem crescendo, acompanhando as diferentes mudanças na conjuntura política do país e do mundo.

Aquelas e aqueles que compõem seu corpo discente são, sem dúvidas, beneficiados pela pluralidade de agendas de pesquisa desenvolvidas pelas e pelos docentes, mas contribuem, ao mesmo tempo, para a consolidação do curso. Basta observar a quantidade de discentes que publicam seus trabalhos e participam, com frequência, dos principais eventos nacionais e internacionais da área.

O contexto atual é marcado por dificuldades que, por vezes, parecem intransponíveis. Apesar de tudo, o PPGCPOL deve dar início à celebração dos seus 10 anos de existência.

Para simbolizar o cumprimento da primeira década do início das atividades do curso, um logo comemorativo está sendo divulgado e passará a ser utilizado em documentos oficiais e em material de divulgação do Programa.

Com esses pequenos atos, damos início à rememoração de nossa primeira década. Em breve, divulgaremos outras atividades alusivas à data.

Parabéns a todas e todos aqueles que fazem e fizeram parte da nossa curta mas produtiva trajetória. Que venham os próximos 10 anos!

Prof. Dr. Carlos Artur Gallo e Prof. Dr. Alvaro Augusto de Borba Barreto, Coordenação | PPGCPOL

Filosofia sem Fronteiras

Filosofia sem Fronteiras é um Programa de rádio e podcast do Departamento de Filosofia da Universidade Federal de Pelotas com discussão de temas relevantes à comunidade sob uma perspectiva filosófica. Voltado à divulgação da pesquisa acadêmica para o público em geral, promovendo entrevistas com especialistas e figuras atuantes na geração da cultura brasileira e local.

O programa pode se acessado no canal do Filosofia sem Fronteiras no Youtube.

Ouça os programas ‘Para onde vai a mídia que nós não vemos’ com Geraldo Canali (aqui), e ‘Um professor estranho no ninho: liberdade acadêmica na política brasileira atual’ com Júlio Bernardes (aqui).

Para entrar em contato com o programa: filosemfronteirasufpel@gmail.com.

Cooperação Internacional

O IFISP tem o prazer de anunciar a efetivação de mais um acordo de cooperação internacional. Trata-se do projeto de cooperação acadêmica (mobilidade internacional de discentes e docentes) do Departamento de Filosofia da UFPel/Programa de Pós-Graduação em Filosofia, sob a responsabilidade do Prof. Dr. Juliano do Carmo, com o Departamento de Filosofia da Universidade de Sassari (UNISS) na Itália, sob a responsabilidade do Prof. Dr. Massimo Dell’Utri. O projeto foi recentemente aprovado pelo Programa Erasmus Mundus (Comissão Europeia) para o financiamento de atividades entre universidades europeias e não-europeias e prevê a mobilidade de docentes e discentes de ambas as universidades nos próximos dois anos. A iniciativa faz parte do plano de internacionalização do Programa de Pós-Graduação em Filosofia da UFPel e do Instituto de Filosofia, Sociologia e Política (IFISP).

Para além das fronteiras (agosto)

O grupo de pesquisa “Economia, Política e Desenvolvimento Internacional” coordenado pelo professor Dr. William Daldegan do curso de Relações Internacionais IFISP/UFPel tem promovido desde junho o projeto de ensino “Para além das Fronteiras: videoconferências em RI”. Semanalmente o projeto, transmitido ao vivo pelo YouTube, recebe pesquisadores nacionais e internacionais que apresentam suas pesquisas de forma dialogada e interativa. Os temas abordam transversalmente a área das ciências humanas e sociais aplicadas.

Veja a programação de agosto:

 

II Semana Acadêmica Integrada Filosofia

Nos dias 04 a 08 de novembro de 2019 realizar-se-á a segunda edição da Semana Acadêmica Integrada da Filosofia (SAIF),a qual visa dar continuidade à integração e interlocução das diferentes modalidades de curso oferecidas pelo Instituto de Filosofia, Sociologia e Política (IFISP), bem como, pelo Departamento de Filosofia (DEPFIL) da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL).

A segunda edição da Semana Acadêmica Integrada da Filosofia da UFPel tem como temática “Filosofia, educação e democracia”. Este tema visa oportunizar o debate que vem sendo realizado atualmente em torno do ensino de filosofia nas Escolas, bem como, situar o ensino de Filosofia nas Universidades, a partir das novas propostas de modificação do Ensino Superior Público. Afinal, para que serve a Filosofia na Escola? Qual a importância da presença de cursos de Filosofia em Universidades Públicas? Como a Filosofia pode (se é que pode) auxiliar no desenvolvimento de uma sociedade democrática? Por que a educação é um tema relevante quando falamos em democracia?

Tendo esses questionamentos como ponto de partida para novas discussões, convidamos a todos/as docentes dos cursos de Filosofia da UFPEL a prestigiar e participar de nosso evento, bem como, na divulgação do referido evento, para os discentes e demais Instituições de Ensino Superior. Neste ano, buscamos ampliar a participação de estudantes, com sessões de comunicações e também por meio de oficinas e minicursos. Dessa forma, reiteramos o convite à participação de todos/as para a construção de diálogos colaborativos.

Informações sobre inscrições, programação e demais atividades estão divulgadas no site do evento: wp.ufpel.edu.br/saif.

Curso de extensão: Justiça natural e justiça artificial de Platão a Hobbes

JUSTIÇA NATURAL E JUSTIÇA ARTIFICIAL DE PLATÃO A HOBBES
Org.: Prof. Dr. Cláudio Leivas
Inscrições (gratuitas) e informações: clleivas@gmail.com
Público-alvo: Estudantes da UFPel e Comunidade em geral
Local das aulas: Departamento de Filosofia / UFPel (Rua Alberto Rosa, 154, 2º andar) & Café Dádiva (Rua Almirante Barroso, 1050)
Horário: 14 às 17hs (quintas)
Início: 26 de setembro de 2019
Certificados: No final do curso

Professor do PPGCPol organiza livro

O professor Carlos Artur Gallo lançará “No rastro das transições. Perspectivas sobre verdade, memória e justiça no Cone Sul e no sul da Europa’, livro organizado por ele, no dia 11/06, no Instituto de Filosofia, Sociologia e Política.

Maiores informações no cartaz abaixo.

Nota do Conselho Universitário da UFPel

O Conselho Universitário da UFPel, reunido nesta terça-feira (28), lançou uma Nota de Apoio ao Ato do dia 30: “O Conselho Universitário da Universidade Federal de Pelotas declara seu apoio às manifestações em defesa da educação pública no Brasil marcadas para o dia 30 de maio. Para as quais conclama a sociedade a demonstrar seu apoio à universidade pública, gratuita, inclusiva e de qualidade”.

PPGCPol promove o III Simpósio Pós-Estruturalismo e Teoria Social: Populismos e Democracias

O PPGCPol e o Grupo de Pesquisa Ideologia e Análise de Discurso promovem na próxima semana, dias 27, 28 e 29 de maio, o III Simpósio Pós-Estruturalismo e Teoria Social: Populismos e Democracias. O evento conta com conferências, mesas redondas e apresentações de trabalho. O Simpósio está registrado como projeto de extensão na UFPel e aceita inscrições de ouvintes. As atividades serão realizadas no CEHUS. Mais informações estão disponíveis no site: https://wp.ufpel.edu.br/legadolaclau/pt/.

Cortes orçamentários nas Universidades Federais: mitos e verdades

Em frente à quantidade de informações que circulam nas redes sociais sobre os cortes orçamentários nas Universidades Federais, o reitor da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Pedro Curi Hallal, listou mitos e verdades sobre o assunto. “Já me posicionei publicamente contra os cortes, pois tenho certeza de que o investimento em educação é a única solução para o futuro do Brasil”, destaca.

Veja os pontos listados pelo reitor:

1. Os cortes orçamentários não começaram agora. Eles vêm sendo observados há anos.
VERDADE. Em 2015 o valor previsto de custeio para a UFPel era de R$ 81 milhões e foi recebido somente R$ 77 milhões. Em 2016, a previsão de R$ 83 milhões foi honrada. Em 2017, a previsão era de R$ 72 milhões e novamente foi cumprida. Já em 2018, a previsão de R$ 74 milhões foi honrada. Nesse ano, a previsão é de R$ 74 milhões novamente, e somente temos disponíveis R$ 51 milhões após os cortes anunciados na semana passada.

Se o valor de R$ 81 milhões de 2015 tivesse sido corrigido apenas pela inflação, o orçamento de custeio da UFPel em 2019 deveria ser de R$ 102 milhões. No orçamento de capital, as perdas são maiores ainda. Em 2015, o orçamento previsto era de R$ 16 milhões e foram recebidos somente R$ 11 milhões. Em 2016 e 2017, a previsão de R$ 8 milhões foi cumprida. Já em 2018 a previsão de 6 milhões também foi honrada. Para 2019, a previsão era de R$ 9 milhões, dos quais apenas R$ 2 milhões estão disponíveis após os cortes anunciados na semana passada. Novamente, se os R$ 16 milhões de 2015 fossem corrigidos apenas pela inflação, o orçamento de capital para a UFPel em 2019 deveria ser de R$ 20 milhões.

2. Quando os cortes foram feitos em outros governos, as Universidades ficaram caladas.
MENTIRA. Em 2015 (Governo Dilma), os servidores da UFPel entraram em greve para reversão dos cortes. O mesmo ocorreu em várias outras Universidades. Em 2017 (Governo Temer), novamente a gestão da UFPel denunciou os cortes orçamentários e inclusive manifestou que, caso mantidos, a UFPel não honraria com suas contas até o final do ano. Em resumo, as Universidades sempre se posicionam quando têm seu orçamento reduzido, independentemente do governo.

3. As Universidades são mal administradas e não sabem lidar com cortes orçamentários.
MENTIRA. Conforme pode ser observado no item 1, o orçamento de custeio da UFPel, que deveria ser de R$ 102 milhões em 2019 é, na verdade, de R$ 74 milhões, sem contar com os cortes. Ora, certamente todos sabem que os principais gastos só aumentaram nesse período. Por exemplo, todos os contratos de serviços terceirizados, que consomem 1/3 do orçamento de custeio da UFPel, sofrem repactuações anuais previstas em lei. A conta de luz da UFPel, como a de todo mundo, aumentou consideravelmente nesse período. Para se adequar à nova realidade financeira, a UFPel adaptou todos os seus contratos de serviços terceirizados, gerando uma economia de mais de R$ 10 milhões em apenas dois anos. A conta de telefone caiu pela metade. Foi preciso reduzir inclusive a quantidade de bolsas de ensino, pesquisa e extensão em 2017. As licitações do Restaurante Universitário, realizadas em 2017 e 2018, reduziram o custo médio por refeição em mais de 30%.

4. A UFPel pode encerrar suas atividades em setembro?
VERDADE. O orçamento da UFPel, planejado com a devida antecedência, foi preparado com base na expectativa da Lei Orçamentária Anual. Não há hoje qualquer possibilidade de readequar os contratos mais onerosos para a instituição no meio do ano. Há dinheiro para pagar as contas da UFPel até o final de agosto. A partir de setembro, caso os cortes não sejam revertidos, a Universidade não conseguirá pagar a conta de luz, os contratos de terceirização e a alimentação dos Restaurantes Universitários, só para citar os principais itens de dispêndio da UFPel. No caso dos investimentos, uma Universidade não fecha por falta de recursos, mas fica sucateada.

5. Se os gastos forem explicados, o governo não fará os cortes.
MENTIRA. As contas das Universidades Federais são auditadas anualmente pelo Tribunal de Contas da União. Além disso, a UFPel sofre auditorias anuais da Controladoria Geral da União. Nos dois últimos anos, as contas da UFPel foram aprovadas por esses órgãos. O orçamento 2019 da Universidade foi inserido no sistema em 2018, de forma que o próprio governo federal aprovou o planejamento orçamentário da UFPel para esse ano. Os cortes implementados semana passada foram lineares, e aplicados igualmente a todas as Universidades Federais. Ou todos os gestores são incompetentes, ou não houve qualquer diferenciação nos cortes de acordo com a qualidade da gestão.

MANIFESTAÇÃO DO FÓRUM DE DIRETORES DA UFPEL

 

Manifestação do Fórum de Diretores da UFPel

Todos devem ter direito a seus argumentos e concepções, desde que intelectualmente honestas.

Na sexta-feira passada nos defrontamos com um ataque inconsistente e intelectualmente desonesto contra as Ciências Humanas e Sociais, primeiramente com um argumento econômico, o de respeitar os recursos públicos, como se as áreas visadas fossem ricamente aquinhoadas pelo orçamento das Universidades Públicas.

No dia seguinte, o discurso mudou, mostrando as raízes obscurantistas e intelectualmente desonestas do mesmo: ‘não podemos manter cursos que fazem política’, ou seja, a fundamentação, se assim podemos chamar, era meramente ideológica, e mais uma vez intelectualmente desonesta.

Os recursos públicos aplicados nessas áreas são escassos, os alunos não são da ‘elite’, ao contrário, como demonstram vários dados relativos às áreas, e, se há quem faça política, isso não é uma prerrogativa dos cursos das áreas. Mas a verdade não importa, importa sim o preconceito, o fundamentalismo, a ideologia rasteira e a falta de informação, a mesma falta de informação que afirma que as Universidades Públicas não fazem pesquisa, apenas as privadas, contrariando todos os índices reconhecidos.

Mais do que nunca, as Ciências Humanas e Sociais são parte incontornável da produção e inovação científica. Como afirma Diogo Shelp (UOL, 26/04/2019), a interdisciplinaridade é a regra, e as Humanas e Sociais desempenham um papel muito importante no desenvolvimento do conhecimento em suas múltiplas nuanças. Basta estar informado para saber. Nós queremos conhecer, pensar, compreender e analisar a vida, as pessoas, a sociedade e o mundo, e isso requer mais que aprender a ler, escrever e contar.

Cabe questionar sobre o tipo de projeto de país e de cidadão que se espera construir quando a área de humanidades é renegada e combatida, quando se despreza a reflexão, a capacidade crítica, o conhecimento já produzido sobre a cultura e o pensamento. Se a opção é essa, seguramente só se conseguirá construir um país e um conjunto de cidadãos que serão o espelho das autoridades circunstanciais que a afirmam como projeto. É isso que queremos enquanto cidadania?

Existem posições que defendem uma ressecção das Universidades Públicas, começando pelas Humanidades. Nós queremos a ressecção racional do obscurantismo e do anti-intelectualismo vigente em alguns extratos da sociedade. Para isso, a necessidade real das Humanas e Sociais, não apenas nas Universidades, mas em todo o ensino básico.

NOTA DE REPÚDIO

 

 

NOTA PÚBLICA DA SBPC EM DEFESA DAS CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS

Grupo de Pesquisa sobre a Epistemologia Naturalizada de W.V. Quine

Nesta quarta-feira (03/04/2019) serão iniciadas as atividades do Grupo de Pesquisa “Epistemologia Naturalizada de W.V. Quine” em homenagem ao cinquentenário da publicação de Naturalized Epistemology. O grupo de pesquisa será coordenado pelo Prof. Dr. Ricardo Navia e os encontros serão quinzenais com duração de 02 horas cada.

Mesa redonda sobre Agostinho de Hipona

O PPGFil promoverá uma mesa redonda sobre Agostinha de Hipona, que terá a seguinte composição:

Prof. Dr. Nilo Silva (UFCA): “A noção de Interioridade da alma, representada no “verbum mentis” em Santo Agostinho”

Prof. Dndo Matheus Vahl (UFPel): “A questão da responsabilidade moral a partir da teoria da interioridade de Santo Agostinho”.

O evento terá lugar na sala 316 do IFISP, no dia 10/12/2018, às 14:00.

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