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  • AgriNews: Cachaça, um pedaço do Brasil

    Antigamente, no Brasil, para se ter melado, os escravos colocavam o caldo da cana-de-açúcar em um tacho e levavam ao fogo. Não podiam parar de mexer até que uma consistência cremosa surgisse. Porém um dia, cansados de tanto mexer e com serviços ainda por terminar, os escravos simplesmente pararam de mexer o melado. Para não sofrerem dolorosas punições, os escravos guardaram o melado longe das vistas do feitor.

    No dia seguinte, encontraram o melado azedo (fermentado). Não pensaram duas vezes e misturaram o tal melado fermentado com o novo e levaram os dois ao fogo. Mal sabiam eles que o melado antigo era álcool (derivado do processo de fermentação) e que aos poucos foi evaporando e formou no teto do engenho umas goteiras que pingavam constantemente, era a cachaça já formada que pingava, por isso o nome “PINGA”. Quando a pinga batia nas suas costas marcadas com as chibatadas dos feitores ardia muito, por isso deram o nome de “ÁGUA ARDENTE”. Caindo em seus rostos e escorrendo até a boca, os escravos perceberam que, com a tal goteira, ficavam alegres.

     

    Fonte: Museu da Cachaça – PB

  • AgriNews: USADOS NA PULVERIZAÇÃO, DRONES GERAM ECONOMIA DE 80% AO PRODUTOR RURAL

    Aliados da agricultura de precisão, os drones estão cada vez mais presentes nas lavouras, e não apenas para registro de vídeos e fotografias aéreas. Recém-lançados como pulverizadores, esses equipamentos são capazes de operar em áreas de difícil acesso e onde nem mesmo a aviação agrícola consegue atuar.

    Com uma legislação definida sobre o uso dos veículos aéreos não-tripulados (vants), a expectativa é de expansão do setor. Fundador da Sky Drones, uma das primeiras empresas brasileiras, Ulf Bogdawa destaca que já existem drones capazes de transportar pessoas.

    O principal objetivo dele é realizar controle em áreas pequenas. Ele não substitui a aplicação aérea, é uma tecnologia que complementa a aviação se faz o controle de ervas daninhas, pragas, doenças, mas em áreas pequenas em vez de se tornarem concorrentes, os drones ampliaram as oportunidades de negócios do setor nos últimos anos.

    Isso porque, esses equipamentos conseguem atender pequenas propriedades, como vinícolas e plantações de hortaliças, onde a pulverização com aviões não é economicamente viável, e ainda áreas de risco, próximas à rede elétrica e a florestas. Por outro lado, os empresários devem respeitar a regulamentação aprovada pela Anac, que também deve ser aperfeiçoada, uma vez que a aplicação de defensivos agrícolas, por exemplo, exige a supervisão e atuação de um engenheiro agrônomo.

    A primeira aplicação real foi conduzida no município de Pelotas. Herbicida dessecante foi aplicado em campo para plantio direto de soja e arroz. O controle da vegetação foi rápido e muito uniforme. O drone aplicou em voo totalmente autônomo, com altura de três metros e faixas com cinco metros de largura, uma taxa de 10 litros de calda por hectare, em apenas 10 minutos.

    Podemos afirmar que existe um mundo de oportunidades de uso para os drones na agricultura brasileira. Certamente, a grande maioria delas ainda nem foi descoberta.

  • AgriNews: Arado, o pedaço de galho que revolucionou a agricultura.

    Existem diversas teorias sobre o surgimento do homem e suas invenções, uma delas é o surgimento de um dos mais importantes implementos agrícolas utilizados por nós. Por volta de 5000 a.C, o homem parou de ser nômade, passou a se preocupar em como produzir seu alimento e como preparar o solo o qual iria ser a base para sua produção. Diante de tal desafio e com seus conhecimentos básicos em fundir metal, fabricar suas ferramentas e em domesticar animais surgiu à ideia de construir um utensilio feito com galhos bifurcados (que depois recebeu uma pedra afiada na ponta) que, puxado por animais, arava a terra. Essa invenção teve um impacto tão grande que hoje ela é considerada um marco na Revolução Agrícola. A partir do domínio da terra, o homem se fixou em aldeias e aumentou consideravelmente sua produtividade, gerando excedente e consequentemente iniciando atividades comerciais com povos vizinhos. Os principais pólos foram os vales dos rios da Mesopotâmia (o chamado Crescente Fértil), Egito, Índia e China, justamente os berços das primeiras civilizações da Antiguidade.

    Hoje em dia, o design dos arados está em constante evolução existindo diversos tipos de modelos, levando em consideração não somente o design das peças de desgaste, mas também diversos materiais e tratamentos térmicos, bem como elementos de segurança para sua correta utilização.

    Fonte: https://super.abril.com.br/comportamento/arado/

  • AgriNews: Qual a fruta mais produzida no Brasil?

    Os três maiores produtores mundiais são: a China, a Índia e o Brasil, juntos esses países são responsáveis por 43,6% da produção mundial e suas produções são destinadas principalmente aos seus mercados internos. O maior produtor, a China em 2010 colheu 190,2 milhões de toneladas, o que representa 26,1%. Sendo que as culturas mais importantes são as de melancia, maçã, manga, melão, tangerina, pêra, pêssego, nectarina e ameixa. O segundo produtor, a Índia, cujas colheitas de 86,0 milhões de toneladas, participam com 11,8% no total. Tem destaque nas colheitas de Banana, Coco, Manga, Abacaxi, Limão/Limas e Castanha-de-Cajú.

    O Brasil, que ocupa a terceira colocação no ranking da produção mundial, é responsável por 5,7% do volume colhido, com uma produção de 41,5 milhões de toneladas. Com colheitas significativas de Laranja, Banana, Coco, Abacaxi, Mamão, Castanha-de- Cajú, Cajú e Castanha-do- Brasil. As principais frutas produzidas em 2010, foram banana, melancia, maçã, laranja e uva que foram juntas, responsáveis por 60,8% do total de produção, que foi de 728,4 milhões de toneladas.

    laranja é a principal fruta produzida no Brasil, com 19,8 milhões de toneladas saídas dos pomares em 2011, e responde por 43,9% do volume total da fruticultura, um acréscimo na produção em 9,4% em relação a 2010. O estado de São Paulo é o principal produtor, com 15,3 milhões de toneladas.

    A banana é a segunda fruta em volume produzido com 7,3 milhões de toneladas colhidas, correspondentes a 16,2% do volume das frutas. São Paulo é o principal produtor, com 1,3 milhão de toneladas colhidas, seguido da Bahia, com 1,2 milhão de toneladas, e Minas Gerais, que produziu 654,5 mil toneladas.

    abacaxi contribui com 6,9% do volume total da fruticultura brasileira, com 3,1 milhões de toneladas, sendo os estados do Minas Gerais, Paraíba e o Pará.

    Fonte: Mulheres em campo

  • AgriNews: Influência da Lua na agricultura

    A lua governa todos os tipos de fertilidade e todos os ciclos de crescimento. A atração magnética que exerce sobre a terra influencia o volume da seiva circulando no interior das plantas e vegetais. Onde plantar de acordo com as fases da lua é bastante produtivo.

    O ciclo da lua crescente (nova até a cheia) é conhecido como a fase iluminada, período que é bom para fazer enxertos ou transplantes de plantas anuais, estas que precisam ser replantadas a cada ano. No ciclo após a lua cheia, vem a minguante que se caracteriza pela fase menos iluminada que é indicada para realização da poda de plantas perenes. O último quarto minguante, ou seja, logo antes da lua nova é melhor para lavrar e cultivar o solo para eliminar ervas daninhas e pragas. Outo aspecto interessante é que o cultivo de plantas aéreas, como as folhosas, alface entre outras, que crescem sobre o solo sejam feitos durante a fase da lua crescente e o cultivo das plantas subterrâneas como beterraba, nabo, rabanete, ou seja, que crescem sob o solo, deve ser feito durante a fase da lua minguante.

    Exemplo do plantio de algumas culturas de acordo com as fases da lua, no primeiro quarto crescente se recomenda plantar culturas anuais e que tem muita folhagem, pois estas são as mais favorecidas para o cultivo nesta fase, como por exemplo, aspargos, brócolis, couve-flor, alface, espinafre, repolho, couve, agrião, salsa, pepino, chicória entre outras. Já no segundo quarto crescente, orienta-se plantar culturas anuais que crescem acima do solo, mas que produzem suas sementes dentro dos frutos, são exemplos o tomate, feijão, fava, berinjela, melão, abóbora, pimenta, ervilha, entre outras. Outra fase da lua é o terceiro quarto minguante, fase ideal para o cultivo de plantas bienais, perenes, bulbos e raízes (cenoura, cebola, batata, morango, framboesa, uva, rabanete, beterraba, nabo, trigo). Na fase da lua do quarto minguante recomenda-se o corte de madeira.

    Fonte: < https://www.agrolink.com.br/noticias/tecnico-explica-as-influencias-da-lua-na-agricultura_368697.html >

  • AgriNews: Demandas para o aumento da produção de soja

    O aumento da população mundial trazem novos desafios para setor agrícola. Desta forma, o investimento em pesquisas, infraestrutura e políticas agrícolas tornam-se fundamentais para suprir a demanda populacional.

    Os principais problemas a serem enfrentados são de ordem agronômica e fitossanitária, como a ferrugem asiática, nematoides e percevejos. Além destes, o inadequado controle de plantas daninhas cada vez mais resistentes e o manejo inadequado do solo podem ocasionar a perda de fertilidade desencadeando o desenvolvimento de pragas e doenças.

    As perdas devido às secas são consideráveis, já que os extremos climáticos estão se tornando cada vez mais frequente. Perdas devido a más condições de armazenamento, falta de locais adequados para o armazenamento, condições dos meios de transporte são outros problemas que precisam ser solucionados para o aumento efetivo da produção de soja e grãos em geral.

    Fonte: https://www.grupocultivar.com.br/noticias/demanda-mundial-por-soja-dobrara-ate-2050

  • AgriNews: Resfriamento de frutas e hortaliças

    O uso adequado do frio por meio da uma cadeia do frio bem estruturada e organizada exerce uma grande importância na manutenção da qualidade das frutas e/ou hortaliças. Ao serem removidas da planta, as frutas/hortaliças estão respirando e transpirando como qualquer ser vivo. Como ela não pode-se abastecer de nutrientes e água da planta ela deve sobreviver em base a suas próprias reservas acumuladas no campo. Quanto maior for a temperatura, a fruta e/ou hortaliça respira mais rápido, consume antes suas reservas e morre mais rápido. Pelo contrario, com temperatura mais baixa o efeito é o inverso. Assim o resfriamento tem três finalidades: Reduzir a atividade biológica do vegetal, retardando o processo de maturação; Diminuir a atividade dos microrganismos; Minimizar a perda de água do vegetal.

    Os fatores que afetam o armazenamento refrigerado são: temperatura, umidade relativa e velocidade de circulação do ar. Dentre eles o mais importante é de longe a temperatura.

    A temperatura é responsável por aproximadamente 70% de uma boa conservação. Existe uma temperatura específica para cada espécie de fruta e/ou hortaliça. Os melhores resultados de uma boa conservação são obtidos quando se utiliza essa temperatura sem flutuações na câmara fria. Por isso é importante não interromper nunca a cadeia do frio. Uma variação de 1°C ou 2°C acima ou abaixo a temperatura recomendada é muito prejudicial para a qualidade da fruta e/ou hortaliça.

    A umidade relativa do ar também afeta a qualidade do produto. A umidade muito baixa produz a desidratação (murchamento) do vegetal. Pelo contrário, se for muito alta os problemas com as podridões aumentam. Para a maioria das frutas e/ou hortaliças recomenda-se alta umidade relativa do ar, em torno de 90-95%.

    Por outro lado, o ar deve ter uma velocidade ideal de circulação, para manter a temperatura uniforme. É importante que o empilhamento seja adequado para não bloquear a passagem do ar no interior da câmara fria.

    A temperatura recomendada para cada fruta e/ou hortaliça deve ser mantida na propriedade rural, no transporte e na comercialização (postos de venda), sem interromper a cadeia do frio, para assim manter da melhor forma a qualidade do vegetal.

    Pesquisador da Embrapa Clima Temperado – Pelotas/RS
    E-mail: fernando.cantillano@embrapa.br

    Fonte: Embrapa Clima Temperado

  • AgriNews: Permacultura

    A permacultura (PERMAnente agriCULTURA) é uma síntese das práticas agrícolas tradicionais com os conhecimentos da ciência moderna, é um sistema perene evolutivo integrado de espécies animais e vegetais úteis ao homem. Se baseia na observação de sistemas naturais e na cooperação entre o homem e a natureza podendo ser aplicada tanto na cidade como no campo.

    Um dos princípios da permacultura é não retirar da terra mais do que podemos devolvê-la, ou seja, a permacultura trabalha diretamente com os conceitos estudados na agroecologia, porém vão além integrando também aspectos sociais, econômicos, éticos e etc.

    Um projeto permacultural resulta na integração harmoniosa entre as pessoas e a paisagem de forma que seja provida alimentação, energia e habitação, entre outras necessidades, de forma sustentável e sempre cuidando da terra, das pessoas, distribuindo excedentes e reduzindo o consumo excessivo.

    Os estudos de engenharia agrícola na área de construções rurais, bem estar animal, aproveitamento de energia e etc, são muito importantes em projetos permaculturais podendo agregar na otimização e aproveitamento do ecossistema de forma responsável e renovável.

     

    Mais informações: http://permacultura.ufsc.br/o-que-e-permacultura/

  • AgriNews: Produção de Cerveja Artesanal

    A produção de cerveja artesanal vem crescendo bastante nos últimos anos, com isso tem-se a necessidade de informações de fabricação para novos cervejeiros que querem iniciar sua produção. O processo pode ser dividido nas seguintes etapas, as quais variam de acordo com o tipo de cerveja a ser produzida:

    • Moagem

    Tem por objetivo a quebra do grão, para que as enzimas ajam mais facilmente sobre o amido, já a casca deve ser mantida a mais intacta possível, pois, se muito moída, resulta numa cerveja adstringente (como comer banana verde). A moagem não pode ser muito fina, para não dificultar a filtração, e também não pode ser muito grossa para não prejudicar a atividade enzimática.

    • Preparo da água

    A água utilizada na produção deve ser a mais neutra possível, sem odor nem cloro, pode-se utilizar água mineral ou filtrada com carvão ativado. Nesta etapa também é recomendado fazer o controle do pH, o qual deve estar em torno de 5,2 para favorecer a atividade enzimática, este valor normalmente é atingido com auxílio dos próprios grãos, facilitando o trabalho do cervejeiro. Recomenda-se usar 3 litros de água para cada quilo de malte

    • Brassagem/Mostura

    Basicamente é o cozimento do mosto (malte + água + cereal utilizado), onde o amido é convertido em açúcares menores e as proteínas são quebradas em frações menores, resultando na espuma da cerveja. A brassagem caseira dura em média de 60 a 90 minutos e subdivide-se em 3 subprocessos, conhecidos como:

    1. Repouso Protéico (50-55ºC) – Quando se trabalha com cereais ricos em proteínas, deve-se submetê-los a este procedimento para que se quebrem as proteínas e peptídeos em partes menores.
    2. Sacarificação (55-72ºC) – Esta etapa visa a quebra dos açúcares maiores em menores, visando facilitar a fermentação. Esta etapa pode subdividir-se em Beta-Amilase (55-65ºC), onde é produzida grande quantidade de açúcares fermentáveis, gerando uma cerveja com menos corpo e mais álcool, e Alfa-Amilase (65-72ºC), onde são produzidos açúcares maiores, gerando uma cerveja mais doce, mais encorpada e menos alcoólica.
    3. Inativação de Enzimas (75-79ºC) – Fase final que tem por objetivo a parada da ação enzimática, deve-se ter cuidado para a temperatura não passar de 80ºC, pois assim se gera adstringência na cerveja.

     

    • Lavagem, Filtragem e Clarificação do Mosto

    Após 15 minutos do término da mossura, para a deposição dos grãos, realiza-se a filtração para separar o grão do mosto, o grão é lavado em água, para que se aproveite melhor os açúcares, e descartado. Para um melhor controle de produção, é recomendado que seja medida a densidade do mosto neste momento.

    • Fervura e Lupulagem

    O mosto agora passa pelo processo de fervura, para esterilização e concentração do mosto e evaporação de algumas substâncias indesejadas, como o DMS (Dimetilsulfeto), que podem deixar sabores e aromas indesejados na cerveja. Durante a fervura se adiciona o lúpulo a cerveja, existem 2 tipos de lúpulo, os de aroma e os de amargor. Os lúpulos aromáticos são adicionados nos 15 minutos finais de fervura, para que não volatilizem, já os lúpulos de amargor são adicionados no início da fervura, pois devem ferver no mínimo 60 minutos para liberar o amargor. O tempo de fervura varia com o tipo de cerveja que se deseja produzir.

    • Medição de Densidade

    Nesta etapa descobre-se se o processo foi eficiente, quando mais açúcares foram quebrados, mais denso será o mosto. Esta medida de densidade é considerada a oficial, embora possa ser medida antes para realizar possíveis correções.

    • Decantação e Resfriamento do Mosto

    Após a fervura, deve-se resfriar o mosto à temperatura de inoculação do fermento e também é importante que as partículas sólidas decantem, para isso se mexe o mosto com movimentos circulares da colher.

    • Trasfega para o Fermentador

    Após atingida a temperatura ideal para a ação do fermento, transfere-se o mosto para o balde de fermentação, onde é importante ter-se oxigenação para a multiplicação da levedura.

     

    O custo de produção é bem variável, mas conforme se aumenta a produção, se barateia o custo por litro de cerveja. Há um custo inicial de aproximadamente R$ 2000,00 para a compra de equipamentos.

     

    Fonte: https://www.hominilupulo.com.br/cervejas-caseiras/fazer-cerveja-artesanal/

     

  • AgriNews: O que esperar da safra brasileira de grãos 18/19?

    Não se pode tomar os números como definitivo, visto que estamos em fase do plantio no momento e o resultado dependerá muito das condições climáticas ao longo do ciclo das culturas. Estima-se que a área total cultivada com grãos no Brasil em 2018/2019 será de, aproximadamente, 62 milhões de hectares, com soja e milho ocupando 80% desse espaço.

    Para a soja, segundo a Conab, estima-se uma produção de 119 milhões de toneladas (Mt), semelhante a safra anterior, porém em área maior. A previsão é bastante conservadora pois baseia-se numa estimativa de produtividade menor que a do ciclo anterior: 3.300 kg/ha em 2018/2019 ante 3.393 kg/ha em 2017/2018. No entanto, caso as condições climáticas sejam favoráveis, a produtividade poderá ser ainda maior. Com essa perspectiva, o Brasil poderia comemorar a maior safra de soja da história, tornando-se líder mundial na produção do grão.

    Já para o milho, a Conab é mais otimista, estimando para 2018/19 uma produção total de, aproximadamente, 90 Mt, ante 81 Mt do ciclo anterior. Deste total, 27 Mt teriam origem no milho 1ª safra e 63 Mt na 2ª safra, numa área total estimada em 17 Mha: 5,0 Mha da safra de verão e o restante da safrinha.

    O terceiro grão mais produzido no país continuará sendo o arroz, com produção estimada em 2018 de 11,8 Mt, para um consumo doméstico de 12 Mt, fazendo do Brasil o maior produtor e consumidor do cereal fora dos países asiáticos. Por conta dos repetidos aumentos da produtividade, a área cultivada com arroz no Brasil caiu 47,1% de 1991 para 2018. Importante salientar que, mesmo com esta queda, o país produziu 47,5% mais grãos do cereal, consequência do aumento de 213% na produtividade, atingindo 5.960 kg/ha em 2018.

    A Conab estima que colheremos cerca de 238 Mt de grãos, superando o teto da safra 2016/2017 (237 Mt) e despontando como a maior safra da história.

     

    Fonte:https://blogs.canalrural.uol.com.br/embrapasoja/2018/11/12/safra-brasileira-de-graos-o-que-esperar/