Agricultura Familiar

A agricultura familiar no Brasil é responsável por cerca de 70% dos alimentos que chegam às nossas casas e enfrenta inúmeros desafios, como infraestrutura deficiente, problemas de comunicação e dificuldades de transporte. 

O Programa de Educação Tutorial (PET) de Engenharia Agrícola da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) deu continuidade, ao longo de 2025, ao seu projeto de extensão focado nas “Necessidades da Agricultura Familiar na região Sul do Estado”.

Este trabalho é uma sequência das atividades iniciadas em 2020, que resultaram em um diagnóstico inicial importante. No ano anterior, em 2024, o grupo entrevistou 80 produtores familiares e identificou que a ausência de sistemas de irrigação era uma das principais dificuldades, com 69% dos entrevistados não utilizando essa tecnologia.

Figura 1 – Cabeçalho do questionário aplicado.

Link: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSexvjDKNAlgxxyAixHDfswxigDyv3jRrpQfSQvclyo0FpOSWw/viewform?usp=header

Para o ano de 2025, o PET Engenharia Agrícola planejou uma nova fase do projeto, com uma metodologia estruturada e com objetivo geral de continuar o levantamento de dificuldades para buscar auxiliar os agricultores com suas demandas.

Ao longo deste ano, o grupo desenvolveu diversas atividades importantes. A primeira etapa metodológica consistiu em uma revisão bibliográfica aprofundada, essencial para estudar as culturas produzidas pelos agricultores familiares da região e compreender os principais problemas já documentados. Em seguida, com base no planejamento e no conhecimento adquirido, o grupo elaborou os formulários necessários para a segunda etapa, destinada ao levantamento de informações junto aos pequenos agricultores.

Além disso, buscando ampliar o alcance da pesquisa em comparação aos anos anteriores, quando a coleta de dados se concentrava sobretudo em redes de contato próximas à região de Pelotas, o grupo adotou novas estratégias de divulgação. Foram utilizadas diferentes mídias sociais, como Instagram e Facebook, com o objetivo de atrair respondentes de uma área geográfica mais ampla do Sul do Rio Grande do Sul.

Apesar do esforço de divulgação em novas plataformas, a captação de respondentes externos mostrou-se um desafio nesta fase. O grupo segue analisando os resultados desta etapa de disseminação para ajustar os métodos de coleta.

O projeto continua com seus objetivos de conhecer os desafios do pequeno produtor, buscar parcerias com os produtores para testes de tecnologia e com órgãos municipais, visando sempre o desenvolvimento de soluções que otimizem os processos agrícolas e melhorem a qualidade de vida no campo.

Visitas Técnicas

O projeto de Visitas Técnicas do PET–Engenharia Agrícola da Universidade Federal de Pelotas desenvolveu ao longo do ano de 2025 uma série de ações fundamentais para aproximar os estudantes da realidade profissional do agronegócio, proporcionando experiências práticas que complementam os conteúdos trabalhados em sala de aula. A seleção dos locais visitados ocorreu a partir de discussões e conversas realizadas durante reuniões internas do grupo, bem como pela escuta ativa dos alunos do curso, que contribuíram indicando os segmentos e empresas que mais despertavam interesse para seu desenvolvimento acadêmico e profissional. Considerando essas sugestões e avaliando a relevância das instituições para a Engenharia Agrícola, foram definidos como destinos principais a empresa de assessoria e gestão agropecuária Safras & Cifras e a indústria Pomerano Alimentos. Ambas as visitas foram planejadas com o objetivo de oferecer aos participantes uma visão ampla e aprofundada sobre áreas estratégicas do agronegócio, indo desde a gestão e sucessão familiar até o processamento industrial de alimentos.

A segunda visita técnica foi realizada na Pomerano Alimentos, localizada no município de São Lourenço do Sul, empresa que se destaca pela produção de alimentos derivados do leite, como queijos, iogurtes, manteigas e outros produtos lácteos. Durante a atividade, os estudantes tiveram contato direto com diferentes etapas do processamento industrial, iniciando pela recepção do leite e seguindo por processos como pasteurização, padronização, coagulação, dessoragem, prensagem, maturação, envase e armazenamento. A equipe técnica explicou detalhadamente os fluxos produtivos e as tecnologias empregadas, destacando os cuidados essenciais com higiene, controle microbiológico, temperatura, tempo de processamento e rastreabilidade, fatores fundamentais para garantir qualidade e segurança alimentar. Os alunos também tiveram a oportunidade de observar equipamentos específicos da indústria láctea, como tanques de expansão, pasteurizadores, dornas de fabricação, câmaras frias e sistemas automatizados de envase. Essa experiência permitiu relacionar conteúdos estudados em disciplinas como pós-colheita, operações unitárias, microbiologia, qualidade de alimentos e engenharia de processamento, compreendendo na prática como o leite é transformado em produtos finais com alto valor agregado.

A segunda visita realizada foi à Safras & Cifras, empresa reconhecida nacionalmente pela atuação em consultoria especializada em gestão, governança, planejamento estratégico e sucessão familiar no agronegócio. Durante a atividade, os estudantes foram recebidos por profissionais experientes, que apresentaram a estrutura organizacional da empresa e explicaram como o trabalho de gestão profissionalizada é determinante para a sustentabilidade econômica de propriedades rurais. Os participantes puderam compreender como a análise financeira, a gestão de pessoas, a organização patrimonial e a preparação das gerações para sucessão influenciam diretamente a continuidade das empresas agrícolas. Além disso, foi possível observar casos reais e exemplos de metodologias adotadas pela consultoria, demonstrando como a integração entre aspectos técnicos e administrativos é essencial para o desenvolvimento de propriedades modernas e competitivas. A visita proporcionou uma oportunidade única para que os alunos percebessem a amplitude de atuação do engenheiro agrícola, que não se limita aos processos operacionais, mas também abrange a tomada de decisões estratégicas dentro do setor.

Durante o percurso pelas instalações, os participantes também puderam esclarecer dúvidas sobre logística, controle de umidade, gestão de resíduos, eficiência energética e rastreabilidade dos produtos, temas que reforçam a importância do engenheiro agrícola na interface entre produção primária e agroindústria. A receptividade da equipe da Pomerano Alimentos, aliada à possibilidade de conhecer os processos de perto, contribuiu para tornar a visita uma experiência extremamente enriquecedora, ampliando o entendimento do papel da tecnologia e da organização produtiva dentro do setor alimentício.

De modo geral, as visitas técnicas realizadas pelo PET-EA ao longo do ano cumpriram plenamente seus objetivos, oferecendo aos estudantes vivências significativas que fortaleceram sua percepção sobre o campo profissional e expandiram sua compreensão sobre as múltiplas áreas de atuação da Engenharia Agrícola. Embora algumas propostas de visitas adicionais não tenham sido concretizadas devido à falta de retorno de certas instituições e limitações de recursos, as atividades efetivamente realizadas demonstraram alto impacto formativo, aproximando teoria e prática e incentivando os alunos a refletirem sobre seus caminhos profissionais. O contato direto com especialistas, equipamentos, ambientes de trabalho reais e processos produtivos permitiu aos participantes desenvolver habilidades técnicas e interpessoais, além de estimular maior interesse pelas áreas visitadas e reforçar a importância da ética, da responsabilidade social e da gestão eficiente no agronegócio contemporâneo. Assim, o projeto reafirma seu papel fundamental na formação acadêmica e profissional dos futuros engenheiros agrícolas, consolidando-se como uma das ações mais relevantes do PET ao longo do ano.

Figura 1: Visita técnica a empresa Pomerano Alimentos

Figura 2: Apresentação da empresa Safras e Cifras

Figura 3: Visita técnica na empresa Safras e Cifras

VI ConectAgro

No ano de 2025, o VI ConectAgro ocorreu, pela primeira vez, em formato híbrido, sendo transmitido pela plataforma do Youtube, no canal do grupo PET – EA, ocorrendo também, de forma presencial no Campus II da Universidade Federal de Pelotas e foi realizado com o apoio do Diretório Acadêmico do Curso de Engenharia Agrícola. 

O VI ConectAgro foi realizado entre os dias 07 e 09 de maio de 2025 no Campus II da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), sob o tema “Estratégias para um agro competitivo”. O evento ocorreu de forma presencial e contou também com transmissão ao vivo pelas plataformas do YouTube e Instagram, ampliando o alcance ao público externo. Sua organização envolveu um extenso processo de planejamento, dividido em etapas que contemplaram desde a definição das temáticas das palestras até a elaboração dos certificados finais, garantindo uma execução estruturada e eficiente.

Para operacionalizar todas as demandas, foram criadas comissões específicas dentro do PET–Engenharia Agrícola: a Comissão Geral ficou responsável pela coordenação das atividades e tomada de decisões; a Comissão de Palestrantes realizou a busca, seleção e contato com os profissionais convidados; a Comissão de Visitas Técnicas planejou e organizou a visita de campo; a Comissão de Mídias foi encarregada de toda a divulgação e transmissões ao vivo; e a Comissão de Inscrições e Certificados administrou os formulários, controle de presença e emissão de certificados. A divisão das responsabilidades permitiu que cada etapa fosse conduzida com maior organização e especialização.

O evento contou com quatro palestras, selecionadas estrategicamente para atender às principais áreas de interesse dos estudantes do curso. A primeira delas, intitulada “Inovações em Máquinas Agrícolas”, destacou-se por apresentar avanços tecnológicos aplicados aos equipamentos utilizados no campo, tema de grande interesse dos ingressantes devido à forte presença tecnológica e ao apelo prático dessa área. A segunda palestra, “Uso da Inteligência Artificial no Agronegócio”, abordou ferramentas digitais emergentes, aplicações de IA para tomada de decisão e potencial transformação dos processos agrícolas. A terceira palestra tratou do tema “Mercado Energético no Agro”, explorando tendências, fontes alternativas e impactos econômicos relacionados ao uso de energia nas propriedades rurais. Por fim, a palestra “Irrigação e Drenagem” apresentou técnicas fundamentais para manejo hídrico, tema altamente relevante para a produção agrícola da região Sul e para as demandas de sustentabilidade hídrica.

Além das palestras, o evento promoveu uma visita técnica à empresa Pomerano Alimentos, localizada no município de São Lourenço do Sul. Durante a visita, os participantes puderam observar diretamente o funcionamento da indústria, com foco em processamento de alimentos, equipamentos utilizados, linhas de produção, sistemas de controle e tecnologias que conectam a engenharia agrícola à agroindústria. Essa experiência proporcionou contato real com processos industriais, aproximando os estudantes da prática profissional e ampliando a compreensão sobre a área de Engenharia de Processamento de Produtos Agrícolas.

Outro destaque do VI ConectAgro foi o minicurso de Excel, pensado especialmente para os estudantes ingressantes, que muitas vezes chegam ao curso com pouca familiaridade com ferramentas de organização e análise de dados. O mini curso abrangeu conceitos fundamentais, como criação de tabelas, inserção de fórmulas, construção de gráficos e manipulação de dados, contribuindo diretamente para o desenvolvimento de habilidades essenciais para elaboração de relatórios técnicos e análises acadêmicas. O minicurso rendeu certificado próprio de 4 horas, podendo ser realizado independentemente das demais atividades do evento.

Para garantir o controle de presença e coleta de avaliações, ao final de cada palestra era disponibilizado um QR Code, direcionando os participantes para um formulário onde registravam presença e avaliavam a atividade. Essa metodologia permitiu rapidez no processamento dos dados e melhor acompanhamento dos participantes. Para obtenção do certificado de 20 horas referente ao evento completo, os inscritos deveriam atingir no mínimo 70% de presença nas atividades. Após o encerramento, a equipe responsável consolidou as informações, verificou a situação de cada participante e emitiu os certificados correspondentes.

Figura 1: Palestra sobre o uso da Inteligência Artificial.

Figura 2: Palestra sobre inovações em máquinas agrícolas

Figura 3: Palestra sobre irrigação e drenagem.

Figura 4: Palestra sobre o mercado energético no agro.

Figura 5: Visita a empresa Pomerano Alimentos.

Figura 6: Mini curso de Excel.

O evento registrou 75 inscrições, das quais 68 resultaram em certificados emitidos. As avaliações do público demonstraram alto nível de satisfação: todas as palestras receberam notas acima de 9,5, com destaque para “Inovações em Máquinas Agrícolas”, que alcançou a maior média, seguida pela palestra de Irrigação e Drenagem, que recebeu excelente retorno pela relevância prática e regional do tema. O minicurso contou com a participação de 37 alunos e a visita técnica foi amplamente elogiada, destacando-se como um dos momentos mais enriquecedores do evento.

De modo geral, o VI ConectAgro consolidou-se como uma atividade de grande impacto formativo para os estudantes, promovendo integração entre diferentes períodos da graduação, contato direto com profissionais experientes, vivências práticas e aprimoramento de competências essenciais para a formação do engenheiro agrícola. Além de beneficiar os participantes, o evento também contribuiu para o desenvolvimento dos membros do PET, que aprimoraram habilidades de planejamento, organização, comunicação e análise crítica, fortalecendo o vínculo entre ensino, pesquisa e extensão dentro da universidade

Troca de Saberes

No ano de 2025, o projeto Troca de Saberes do PET Engenharia Agrícola destacou-se como uma importante ação voltada à formação acadêmica e profissional dos estudantes. Por meio da realização de lives, minicursos e rodas de conversa, o projeto promoveu a troca de conhecimentos entre alunos, professores e profissionais da área, fortalecendo a integração entre ensino, pesquisa e extensão.

Ao longo do ano, foram oferecidas capacitações em ferramentas amplamente utilizadas na Engenharia Agrícola, como SolidWorks, Excel e Revit, contribuindo para o desenvolvimento de habilidades técnicas dos participantes. Além disso, o projeto contemplou atividades complementares, como rodas de conversa no formato “Clube do Livro”, uma palestra sobre metodologia científica, um minicurso sobre inteligência artificial, realizado por meio da plataforma do Bradesco, e uma live com o tema “Inovação no Agronegócio”.

Como resultado das ações desenvolvidas, foi elaborado o trabalho de Tedesco, Guilherme dos Santos et al., intitulado Construção de pertencimento e desenvolvimento de competências: ações do Programa de Educação Tutorial da Engenharia Agrícola da Universidade Federal de Pelotas, o qual foi apresentado na XI Semana Integrada de Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão (SIIEPE), realizada em Pelotas, no dia 21 de outubro de 2025.

De modo geral, o projeto Troca de Saberes contribuiu para o fortalecimento do senso de pertencimento dos estudantes ao curso e ao grupo PET, além de favorecer o desenvolvimento de competências técnicas e acadêmicas importantes para a formação em Engenharia Agrícola.

Figura 1: A imagem mostra os participantes de uma das trocas de saberes

Figura 2: A imagem mostra a realização de uma das trocas de saberes

Seminários Internos

No ano de 2025, o projeto Seminários Internos foi desenvolvido conforme o planejamento proposto, com foco no aprimoramento de habilidades importantes para a formação dos petianos, como oratória, comunicação, autoconfiança e postura diante do público.

Ao longo do ano, o Grupo PET Engenharia Agrícola realizou três seminários por petiano, organizados de acordo com diferentes etapas das atividades do grupo. A primeira apresentação ocorreu de maneira atípica, com os petianos organizados em trios formados por sorteio, nos quais cada grupo abordou um tema relevante relacionado ao curso de Engenharia Agrícola, promovendo a troca de conhecimentos e o trabalho em equipe.

A segunda apresentação, realizada em julho de 2025, teve como foco a exposição dos resultados alcançados até a metade do ano, bem como a apresentação das metas a serem cumpridas até o final do período, relacionadas aos projetos liderados por cada integrante. Por fim, na terceira apresentação, os petianos discorreram sobre os trabalhos submetidos à XI Semana Integrada de Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão (SIIEPE), possibilitando a socialização das experiências acadêmicas e científicas desenvolvidas no âmbito do grupo.

De modo geral, a realização dos seminários internos mostrou-se fundamental para o fortalecimento das habilidades comunicativas dos petianos, além de incentivar a organização, a responsabilidade e o compartilhamento de conhecimentos no contexto das atividades do PET Engenharia Agrícola.

Figura 1: Imagem mostra a realização de um dos seminários internos no sala do PET

PETLAB

O PET – Engenharia Agrícola da UFPel celebrou em 2025 um avanço importante na produção de materiais práticos destinados ao apoio acadêmico. O PETLab, segmento do projeto dedicado à gravação de experimentos e demonstrações técnicas de laboratório, atingiu neste ano a marca de 27 novos vídeos publicados, consolidando-se como uma das principais fontes digitais de experimentação guiada para os estudantes das engenharias.

Criado para aproximar o aluno das práticas essenciais das disciplinas de base, o PETLab vem ganhando destaque por oferecer conteúdos visuais claros, objetivos e alinhados aos procedimentos pedagógicos dos laboratórios da UFPel. Os vídeos abordam experimentos, operações e métodos frequentemente utilizados nas áreas de Física, Química, Mecânica dos Fluidos, Termodinâmica, Eletrotécnica, Topografia e Dinâmica da Água no Sistema Solo–Planta, entre outras.

Em 2025, o crescimento do acervo foi impulsionado por uma produção mais estruturada, com roteiros aprimorados, gravações em múltiplos ambientes de laboratório e demonstrações práticas conduzidas pelos próprios bolsistas do PET-EA. O resultado é um conjunto de materiais que facilita o estudo prévio, reforça a fixação dos conteúdos e complementa as aulas presenciais.

O aumento da demanda por conteúdos experimentais também se refletiu no número de acessos, já que os vídeos do PETLab costumam ganhar grande procura em períodos que antecedem avaliações práticas e relatórios de laboratório. Além de apoiar estudantes com dificuldades em acompanhar procedimentos de forma presencial, o acervo oferece flexibilidade, permitindo que os alunos assistam às demonstrações no seu próprio ritmo e quantas vezes precisarem.

Com a adição dos 27 novos vídeos, o PETLab reforça o compromisso do PET – Engenharia Agrícola com uma formação mais completa, acessível e conectada às necessidades reais dos estudantes. A iniciativa continua desempenhando um papel essencial no fortalecimento da permanência estudantil e na melhoria do desempenho acadêmico nos cursos de engenharia da UFPel.

Figura 1: Imagem mostra uma playlist de vídeos do PET’LAB no canal do YouTube do PETAJUDA

PETAJUDA

O PET – Engenharia Agrícola da UFPel divulgou novos dados que confirmam o crescimento expressivo do projeto PETEAjuda em 2025, consolidando a iniciativa como uma das principais ferramentas digitais de apoio acadêmico da universidade. Após um ano de 2024 marcado por resultados significativos, com 15.559 visualizações, 700 horas de exibição e 121 novos inscritos, o desempenho registrado em 2025 superou todas as expectativas. Entre 1º de janeiro e 13 de novembro, o canal do projeto alcançou 24.865 visualizações, acumulou 912,4 horas de exibição e recebeu 181 novos inscritos, ultrapassando pela primeira vez a marca de 1.033 inscritos totais. Além disso, o acervo chegou a 516 vídeos publicados, representando o maior volume de conteúdo desde o início do projeto.

As estatísticas confirmam um comportamento já identificado em anos anteriores: o aumento significativo no consumo de conteúdos entre março e maio e novamente entre agosto e outubro, períodos que coincidem com as fases mais intensas do calendário acadêmico. Em vários momentos do ano, o canal registrou dias com mais de 300 visualizações, evidenciando a procura concentrada nos momentos de maior demanda por reforço de conteúdo. Nos intervalos de férias, como janeiro, julho e dezembro, observa-se uma queda natural nas interações, reforçando a relação direta entre o uso da plataforma e o ritmo das atividades universitárias.

A expansão do acervo também se destaca em 2025. Com playlists atualizadas e organizadas, o canal passou a abranger uma diversidade ainda maior de disciplinas, como Isostática, Mecânica dos Fluidos, Química, Eletrotécnica, Termodinâmica, Topografia, Dinâmica da Água no Sistema Solo–Planta, Cálculo A e os conteúdos experimentais do PETLab. A produção constante de materiais, elaborados e editados pelos próprios membros do PET-EA, garante que novos vídeos sejam disponibilizados regularmente, mantendo o canal ativo e alinhado às necessidades dos estudantes.

Os resultados reforçam a importância do PETEAjuda como um recurso acadêmico essencial, especialmente para alunos que enfrentam dificuldades nas disciplinas do ciclo básico das engenharias — fase crítica que historicamente registra os maiores índices de reprovação e evasão. Ao disponibilizar videoaulas curtas, objetivas, gratuitas e acessíveis a qualquer hora, o projeto ajuda a superar lacunas da formação básica e oferece um apoio contínuo que acompanha o ritmo de cada estudante.

Com o crescimento constante do engajamento e um acervo que ultrapassa 500 vídeos, o PETEAjuda se firma como uma iniciativa transformadora dentro da UFPel, reafirmando o compromisso do PET – Engenharia Agrícola com a democratização do ensino, a permanência estudantil e a melhoria do desempenho acadêmico.

Figura 1: Imagem mostrando a pagina do canal no YouTube do PETAJUDA

Projeto “PET’s em Rede” promoveu integração entre grupos PET de Engenharia Agrícola em 2025

O projeto PET’s em Rede foi desenvolvido ao longo do ano de 2025 com o objetivo de fortalecer a integração, a troca de conhecimentos e a colaboração acadêmica entre os grupos do Programa de Educação Tutorial (PET) das Engenharias Agrícolas de diferentes Instituições de Ensino Superior do Brasil.

A iniciativa partiu do reconhecimento de que os desafios acadêmicos e profissionais da Engenharia Agrícola exigem uma atuação interdisciplinar e colaborativa. Nesse contexto, o projeto buscou consolidar uma rede de cooperação entre os grupos PET, promovendo o compartilhamento de experiências, boas práticas, recursos didáticos e estratégias voltadas à formação acadêmica e profissional dos discentes.

As atividades foram desenvolvidas pelos grupos PET Engenharia Agrícola da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL) e ENG.AGRI@UEG da Universidade Estadual de Goiás (UEG), contando ainda com a participação de outros grupos PET de Engenharia Agrícola.

Durante o ano, os grupos realizaram atividades conjuntas, destacando-se a reunião remota de apresentação de trabalhos, que possibilitou a socialização das ações desenvolvidas por cada PET, bem como a troca de experiências relacionadas ao ensino, pesquisa e extensão. Além disso, houve participação mútua dos grupos em atividades internas, como eventos, ações extensionistas e momentos formativos, fortalecendo o vínculo entre os petianos e ampliando a integração interinstitucional.

OBSERVATÓRIO DE PRODUTIVIDADE DAS CULTURAS DO RIO GRANDE DO SUL

Um estudo conduzido por estudantes e pesquisadores da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) revelou resultados surpreendentes sobre as perdas na colheita mecanizada da soja no Rio Grande do Sul. A pesquisa, realizada no município de Pelotas, mostrou que operar a colhedora em velocidade mais alta pode reduzir significativamente o desperdício de grãos, desde que a máquina esteja corretamente regulada.

O trabalho, desenvolvido por integrantes do PET-EA, avaliou diferentes velocidades operacionais de uma colhedora New Holland TX 5.90 durante a colheita da safra 2025. As análises foram feitas com molduras amostrais posicionadas logo após a passagem da máquina, permitindo medir separadamente perdas na plataforma e no sistema de trilha.

Os resultados indicaram que a velocidade de 6 km/h apresentou a menor perda total, com 3,25 sacas por hectare, superando inclusive velocidades menores, como 4 km/h e 5 km/h. Este resultado contraria a expectativa tradicional de que maiores velocidades aumentariam o desperdício.

A pesquisa também mostrou que a maior parte das perdas ocorreu na plataforma de corte, responsável em média por 4,15 sc/ha, enquanto as perdas por trilha foram mínimas e estáveis, com média de apenas 0,19 sc/ha. Segundo os pesquisadores, isso evidencia a eficiência do sistema de trilha da máquina, mas reforça a necessidade de ajustes mais precisos na plataforma.

Para os autores do estudo, diversos fatores podem explicar o melhor desempenho em maior velocidade, como o fluxo adequado de material no rotor e regulagens apropriadas da colhedora. “Velocidades maiores podem ser vantajosas quando a máquina está bem ajustada, mantendo rendimento sem aumentar o desperdício”, aponta a equipe.

O Brasil segue como maior produtor mundial de soja em 2025, com mais de 45 milhões de hectares cultivados e produtividade média de 3.500 kg/ha. Nesse cenário, reduzir perdas durante a colheita é essencial para garantir maior rentabilidade e sustentabilidade da produção.

O estudo conclui que, entre as velocidades testadas, 6 km/h é a mais indicada, desde que acompanhada de manutenção adequada e regulagens específicas, sobretudo na plataforma de corte. A equipe reforça que estudos desse tipo contribuem para melhorar a tomada de decisão no campo e para promover colheitas mais eficientes.

Figura 1: Imagem de uma colheitadeira colhendo soja.

Figura 2: Petiano realizando a analise de perdas.

Ações Solidárias: PET Engenharia Agrícola – 2025

Ser solidário é agir com empatia e responsabilidade, contribuindo genuinamente para o bem estar coletivo. O Programa de Educação Tutorial (PET) da Engenharia Agrícola mantém, ano após ano, o projeto “Ações Solidárias”, promovendo o envolvimento dos petianos e fortalecendo laços com a comunidade.

  • Doação de Sangue:

Em 2025, a primeira edição da campanha de doação de sangue ocorreu em 4 de junho, no Hemocentro Regional de Pelotas. Participaram 19 voluntários, dos quais 13 conseguiram realizar a doação. A adesão foi impactada por fatores como a vacinação contra gripe e mudanças climáticas súbitas, o que acabou afastando algumas pessoas por motivos de saúde.

Figura 1: Imagens de alguns dos doadores que realizaram a doação durante a Campanha.

A segunda edição aconteceu em 24 de novembro, novamente no Hemocentro Regional de Pelotas, reunindo 38 voluntários, com 26 doações efetivadas. As divulgações ocorreram pelas redes sociais do PET e grupos de WhatsApp do curso. As postagens nas redes sociais e nos grupos de mensagens contribuíram para o engajamento da comunidade acadêmica.

Figura 2: Campanha de Doação de Sangue realizada no HemoPel.

  • Campanha do Agasalho:

Durante cerca de 105 dias, de abril a agosto, aconteceu a Campanha do Agasalho, envolvendo os municípios de Arroio do Padre, Canguçu, Chuvisca e Pelotas. Em Chuvisca e Arroio do Padre, a campanha foi realizada em parceria com as prefeituras dos municípios, tiveram caixas personalizadas que foram disponibilizadas nos pontos de coleta, enquanto o grupo criava e compartilhava materiais visuais nas redes sociais e concedia entrevista na Rádio Cultura de Canguçu. Onde Pelotas teve 13 pontos de coleta, Canguçu: 13 pontos, Chuvisca: 16 pontos e Arroio do Padre: 7 pontos.

Figura 3: Confecção das caixas para campanha do agasalho.

O destaque foi para Arroio do Padre, com 5.400 itens arrecadados, superando maiores cidades como Pelotas (2.312), Canguçu (3.400) e Chuvisca (2.708). Os itens doados incluíam roupas, acessórios diversos, travesseiros e colchas. Em Arroio do Padre, Chuvisca e Canguçu a parceria foi com o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), já em Pelotas a Ong Amigos do Coração e a AAPECAN tiveram papéis essenciais nesse processo. 

Figura 4: Contagem e entrega das arrecadações.

  • Campanhas de Conscientização:

Além das ações solidárias, o PET promove Campanhas de Conscientização ao longo do ano, com postagens informativas nas redes sociais sobre o Setembro Amarelo (saúde mental), Outubro Rosa (prevenção ao câncer de mama) e Novembro Azul (prevenção ao câncer de próstata). Essas campanhas buscaram informar e sensibilizar a comunidade para a importância do autocuidado, prevenção e busca por apoio médico e emocional, estimulando a reflexão e o debate sobre temas fundamentais para a saúde e o bem-estar de todos.​

Figura 5: Publicações referentes a Campanhas de Conscientização.

  • Dia do Idoso:

Em comemoração ao Dia do Idoso, foi realizada uma visita ao Centro Social Filadélfia – Lar de Idosos, em Pelotas. Que ocorreu no dia 29 de setembro.. Os petianos promoveram brincadeiras, conversas e momentos de troca de experiências, valorizando a convivência entre gerações.

Figura 6: Imagens dos petianos realizando a ação com os idosos do asilo.

  • Dia das Crianças:

Na campanha do Dia das Crianças, o objetivo foi arrecadar livros e brinquedos, com coleta centralizada na sala do PET e divulgação nas redes. Os itens foram entregues na Casa do Carinho, no bairro Areal (Pelotas), no dia 10 de outubro na véspera do Dia das Crianças, onde o grupo também passou uma tarde recreativa com as crianças. Foram arrecadados 107 brinquedos, 46 ursinhos de pelúcia, lápis de cor, duas massinhas de modelar, oito livros e um quebra-cabeça. Que ao total deu 165 brinquedos arrecadados e doados.

Figura 7: Imagens dos petianos na Casa do Carinho realizando a ação no Dia das Crianças.

Em 2025, o conjunto de atividades realizadas pelo PET Engenharia Agrícola evidenciou a dedicação do grupo em apoiar quem mais precisa e estimular atitudes solidárias e cidadãs. Essas experiências demonstram a força da extensão universitária como um elo entre universidade e sociedade, permitindo que o conhecimento construído na sala de aula se traduza em impacto positivo no cotidiano das pessoas.