Nem a chuva e os trovões que sobrevieram repentinamente na tarde desta quinta-feira (19) ofuscaram a apresentação do grupo Notas de Esperança, do Instituto de Menores Dom Antônio Zattera. No show preparado para este momento da Bienal Internacional de Arte e Cidadania, os jovens tocaram instrumentos clássicos e eruditos como violino, flauta, violão e percussão.
O grupo foi formado há mais de dois anos, através de oficinas de música promovidas pelos professores e alunos do Conservatório de música da UFPel. Os componentes do grupo são jovens atendidos pelo Instituto, em situação de vulnerabilidade social.
Segundo a pedagoga Deise Rodrigues, responsável pelo projeto, o trabalho no Instituto de Menores visa retirar esses menores da rua e promover atividades em turno inverso ao escolar.
Sob a direção de Adriana Maia e do padre Luís Zanetti, o Instituto é uma obra assistencial sem fim lucrativos, sempre aberto às iniciativas da comunidade, aceitando a visita de pessoas que queiram colaborar das mais diferentes formas. A organização está situada na avenida Domingos de Almeida, 3150. O telefone de contato é 3228-5505.
Na tarde de quarta(18) subiu ao palco do Espaço Cultural da UFPel, o grupo de cantores “Vocal Esperança” formado por usuários de Centros de Atenção Psico-social (CAPS) sob a coordenação do professor Mario Maia (IAD). O grupo é um dos projetos de reabilitação psicossocial na cidade de Pelotas e existe há quase quinze anos por iniciativa da professora Ana Beatriz Argoud, hoje aposentada.
O coral, acompanhado por alunos da UFPel e animou o público com músicas populares que falavam de amizade, afetividade e superação e interagiram com a platéia dançando e cantando. Acompanhados pelo maestro Isamir Fernandes, presente junto ao projeto desde seu início, em 1990 e hoje como profissional, o grupo contou um pouco dessa história e argumento que as técnicas de beleza estética e afinação não são seus objetivos principais e sim, a promoção do diálogo, da afetividade e da aceitação mútua.
A professora Ana Beatriz, presente no evento para prestigiar o grupo pelo qual sente muito carinho, conta que a intenção do projeto é promover integração desses usuários fora do ambiente dos CAPS a fim de promover a reintegração destes a sociedade.
O grupo Vocal Esperança voltará aos palcos da Bienal na tarde de sexta-feira no Grande Hotel.
Devido ao mau tempo, algumas atividades foram transferidas de local.
* O Espetáculo REENCONTRARTE – AMÉRICA UNIDA com Grupo Ofrendas (Argentina), Grupo ParaguayÑE’E (Paraguai) e Abambaé Companhia de Danças Brasileiras (Brasil), que se apresentaria no Caminhão da Bienal nesta quinta-feira, 19/11, as 20h, foi transferido para o Espaço Cultural UFPEL (Rua Benjamin Constant, 1071, Antiga Cervejaria Brahma).
* O Espetáculo de Folclore “SÓIS” – Abambaé Companhia de Danças Brasileiras (Brasil), que aconteceria na sexta-feira, 20/11, as 21h, no Caminhão da Bienal, foi transferido para o Espaço Cultural UFPEL, no mesmo horário.
* O show do grupo costarriquenho Cantoamerica, que seria realizado nesta quinta-feira, 19/11, as 20:30, no Caminhão da Bienal, foi transferido para a sexta-feira, 20/11, no mesmo horário e mesmo local.
Venham nos prestigiar!
O vídeo “Hamlet no Espelho” foi desenvolvido dentro do Projeto de Extensão “Ações Multidisciplinares com Arte e Engenharia Digital” da Universidade Federal de Pelotas, sob a coordenação dos professores Angela Pohlmann e Reginaldo Tavares.
A ideia inicial do projeto foi criar um dispositivo para unir diferentes áreas como a engenharia eletrônica, as artes visuais, o audiovisual, a música, a dramaturgia e as artes cênicas. Queríamos reunir alunos e professores de diversos cursos, de modo a promover um trabalho coletivo que integrasse estas áreas. No grupo, tivemos a participação de estudantes do Mestrado em Artes Visuais junto com os acadêmicos dos cursos de Graduação da UFPel.
O projeto foi realizado em duas etapas: em 2014 e em 2015. O resultado que será apresentado nesta sexta-feira (20), às 17h, no Auditório 1 do Centro de Artes é parte do dispositivo que também inclui música com piano ao vivo durante a projecão. Na ideia original do projeto há também um dispositivo eletrônico com microprocessador sensível ao som do ambiente, que capta os sons e ruídos e transforma-os em variações de luz colorida projetada com LED RGB para interferir na projeção do vídeo.
Os objetivos do trabalho incluíram questões pedagógicas, científicas e artísticas, cuja finalidade última é esta apresentação para a comunidade da UFPel e para o público em geral.
Projeção de vídeo com dispositivo eletrônico (2014/2015):
Apresentação do vídeo “HAMLET NO ESPELHO”
DATA: 20/11/2015 – SEXTA-FEIRA
HORA: 17:00 horas
LOCAL: Auditório 1 do Centro de Artes da UFPel.
Esta apresentação faz parte da programação da Bienal Internacional de Arte e Cidadania da UFPel.
PROJETO DE EXTENSÃO:
” Ações multidisciplinares com arte e engenharia digital”
COORDENAÇÃO:
Profa. Angela Raffin Pohlmann (Centro de Artes / UFPel)
Prof. Reginaldo da NóbregaTavares (Centro de Engenharias / UFPel)
PARTICIPANTES:
André Barbachan (Mestrado em Artes Visuais)
Angela Pohlmann (Centro de Artes)
Bettina Wieth (Mestrado em Artes Visuais)
Claudio Azevedo (Bolsista PNPD – PPG Artes Visuais)
Geovani Corrêa (Mestrado em Artes Visuais)
Thiago Perdigão (Bacharelado em Composição Musical)
Larissa Dornelles (Engenharia Eletrônica)
Reginaldo Tavares (Centro de Engenharias)
Vinicius Alves (Licenciatura em Teatro).
“Eu posso?”. Era assim que começava a abordagem de três alunos do curso de Teatro que participaram de uma intervenção urbana no Restaurante Universitário (RU) do Centro nesta quarta-feira (18). O grupo, orientado pelo professor Daniel Furtado, dava seguimento à frase pedindo permissão ao interlocutor para um abraço, um olhar mais demorado, um toque. A proposta buscava instigar para a reflexão em relação aos espaços público, privado, e às diversas interferências que se travam ao longo do cotidiano, com permissão ou não.
Para quem passou pelo RU naquele almoço, uma surpresa. Para os estudantes do Núcleo de Teatro da UFPel, um passo a mais na aprendizagem da disponibilidade da entrega para abordar alguém. “Essa ação não é comum. E ter um contato com alguém que não está oferecendo nada ‘útil’ às vezes surpreende as pessoas”, avaliou Rafael Bueno, um dos artistas.
Para o professor, a intervenção era “um gesto de delicadeza”. “Muitas coisas acontecem sem a nossa permissão. Somos invadidos em nosso espaço muitas vezes e nem nos damos conta disso. É possível transformar esse cotidiano? Como fazer uma sensibilização diferente, para que as pessoas se sintam acolhidas?”, questiona o professor.
A ação era parte integrante da programação da Bienal Internacional de Arte e Cidadania da UFPel. O Núcleo de Teatro da UFPel terá outra intervenção urbana neste sábado (21), às 16h, no Largo do Mercado Público. Na ocasião, eles apresentarão “Mordaça”.
Uma solenidade na próxima terça-feira, dia 24, vai marcar o encerramento da 1ª Semana Integrada de Ensino, Pesquisa e Extensão da Universidade Federal de Pelotas (SIEPE/UFPel). A cerimônia, que será momento de entrega de premiações e agradecimentos aos participantes, está marcada para as 19h e ocorre no Auditório da Faculdade de Direito.
A SIEPE congregou o 24º Congresso de Iniciação Científica (CIC), o 17º Encontro de Pós-Graduação (ENPOS), o 2º Congresso de Extensão e Cultura (CEC) e o 1º Congresso de Ensino de Graduação (CEG).
O CIC teve 1.635 trabalhos apresentados, divididos em nove áreas do conhecimento: Ciências Agrárias; Ciências Biológicas; Ciências da Saúde; Ciências Humanas; Ciências Sociais Aplicadas; Ciências Exatas e da Terra; Linguística, Letras e Artes; Engenharias e Multidisciplinar. Na noite de encerramento da SIEPE, serão 27 prêmios concedidos pelo CIC – para os três melhores trabalhos de cada área. O primeiro classificado em cada segmento será convidado para publicar um artigo completo no livro da SIEPE.
No ENPOS foram 800 produções científicas, divididas nas mesmas áreas do conhecimento. Da mesma forma que o CIC, serão 27 premiados e os primeiros em cada área publicarão artigos.
O CEC recebeu 448 trabalhos, com um destaque por categoria, totalizando oito. Desses, três serão premiados e o primeiro lugar receberá o Prêmio de Extensão Aldyr Garcia Schlee. A honraria tem a intenção de reverenciar a trajetória profissional do intelectual, que foi pró-reitor de Extensão, e lança luzes sobre a grandeza do conceito de extensão universitária.
Já o Congresso de Ensino de Graduação, por estar em sua primeira edição, foi concebido como um momento de socialização de trabalhos, sem caráter classificatório. O CEG contou com 316 apresentações, todas de práticas elaboradas dentro da UFPel.
Indissociáveis
Para a vice-reitora, professora Denise Gigante, a realização da Semana Integrada reforçou a indissociabilidade de ensino, pesquisa e extensão. Segundo ela, o evento é um estímulo para que cada vez mais ocorra essa conexão. De acordo com a vice-reitora, alguns trabalhos têm ênfases ou origem mais relacionada a um desses três elementos, mas, com a Semana Integrada, o mesmo trabalho pôde ser apreciado em todos esses âmbitos. “Isso possibilita novos olhares em diferentes aspectos”, menciona, observando que a premiação não deve ser o fim do processo, mas uma forma de valorização de produções que se destacaram.
Os acordes do violão de Leonardo Pinho encantaram alunos e professores da Escola Ginásio do Areal. O artista apresentou-se na tarde da última terça-feira (17) com um recital de violão. A atividade cultural faz parte da programação da Bienal na Escola, promovida na Bienal de Arte e Cidadania da Universidade Federal de Pelotas (UFPel).
Para a professora de música Lys Ferreira foi um presente para os alunos que começaram a estudar violão, pois Pinho apresentou músicas com grau técnico elevado e um estilo diferente do repertório cotidiano.
Para os alunos que participam da orquestra da Escola, a apresentação foi uma inspiração.
O Centro de Artes (CA) da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) recebeu, na tarde desta quarta-feira (18), a exposição de Bocais de Madeira e Flautas, que integra as atividades do 6º Encontro Estadual de Flautistas. A exibição foi organizada pelo especialista em flautas transversais Julio Hernández.
Todos os objetos expostos foram feitos por Hernández, que manufatura artesanalmente flautas barrocas. A exposição também permitiu aos presentes que fizessem experimentações com as flautas e boqueiras expostas. De acordo com Julio Hernández, o objetivo da mostra é complementar as atividades do encontro de flautistas e proporcionar aos participantes o contato com peças artesanais.
Aconteceu ontem (quarta-feira, 18), às 15h, no auditório do Centro de Artes da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), a cerimônia de abertura do 6º Encontro Estadual de Flautistas do Rio Grande do Sul, que será realizado até o dia 21 de novembro, durante a Bienal Internacional de Arte e Cidadania. O evento tem como objetivo o encontro de músicos com ênfase na flauta, além de buscar discutir temas importantes para a música e o seu mercado de trabalho.
O professor Raul Costa D’Ávila realizou a abertura do evento, que é sediado pela segunda vez em Pelotas, e explicou que o encontro é parte de um esforço colaborativo entre diferentes instituições de ensino do Rio Grande do Sul. Além disso, o professor explicou que cada evento possui a sua particularidade, mas o diálogo proporcionado por este é algo de extrema importância para o aperfeiçoamento dos participantes.
Já a diretora do Centro de Artes (CA) da UFPel, Úrsula Rosa da Silva, ressaltou a importância do evento estar acontecendo juntamente com a Bienal Internacional de Arte e Cidadania, pois deste modo mostra que a música e outras artes não acontecem somente na Universidade e sim em toda a cidade.
A importância de eventos desse nível como uma forma de troca e oportunidade para conhecer pessoas e contribuir com um currículo melhor foram mencionadas pelo coordenador do curso de Bacharelado em Música, Werner Aguiar, como um dos pontos positivos da realização do encontro.
Estão previstas na programação do evento diversas atividades, que possibilitam a realização de um encontro dinâmico. Os destaques da programação são as masterclasses com músicos convidados, compartilhamento de experiências dos egressos dos cursos de música da UFPel, coral de flauta, evento científico e concertos.
Na tarde da última quarta-feira(18), o grupo costa-riquenho Cantoamérica ministrou oficina sobre música latino americana contando a história da música de seu país.
Cantoamérica é um grupo independente que atua há mais de trinta e cinco anos divulgando a música latino-americana e caribenha em diversos países na América, África Ásia e Europa. Atualmente, o grupo é constituído por seis músicos, entre vocalistas e instrumentistas e já tem quatorze álbuns gravados, basicamente, com composições próprias.
Segundo Manoel Monestel, membro mais antigo do grupo, a música costa-riquenha provém de dois movimentos: o primeiro proveniente da vinda de escravos africanos para a então colônia espanhola e um segundo movimento dos escravos que vieram das ilhas do Caribe, de língua inglesa, para trabalharem na construção das ferrovias para exportação do café. Devido a estas duas ondas migratórias, a Costa Rica tornou-se um país multilíngue. “Portanto, há músicas que cantamos em espanhol e outras em inglês crioulo, ou inglês caribenho”, afirma o músico.