Perdas na colheita

Artur Milech Nunes: Líder do projeto de perdas na colheita

arturmilechnunes@gmail.com

 

1° Coleta e avaliação de perdas na colheita do arroz:

As coletas foram realizadas tanto na plataforma quanto na trilha da colhedora, utilizando duas velocidades de operação distintas (2,0 km/h e 2,2 km/h), totalizando seis amostras em cada condição avaliada. Ao final da etapa de campo, os dados obtidos foram organizados e tabulados para posterior análise.

Para a limpeza do material coletado na plataforma, foram utilizadas peneiras, complementadas por separação manual das impurezas remanescentes. Já para as amostras provenientes da trilha, empregou-se o método de ventilação (“método do vento”), que consiste na utilização de uma corrente de ar para promover a separação dos materiais de acordo com sua densidade. Nesse processo, os grãos cheios e de melhor qualidade, por serem mais pesados, permanecem na amostra, enquanto impurezas e materiais mais leves são removidos pelo fluxo de ar.

Após a limpeza, as amostras foram pesadas ainda úmidas. Em seguida, foram submetidas à secagem em estufa no Laboratório de Pós-Colheita, permanecendo por 24 horas a uma temperatura de 105 °C. Após esse período, os grãos secos foram novamente pesados, obtendo-se assim a massa correspondente à matéria seca.

Com base nesses valores, foi realizado o cálculo para correção da umidade dos grãos para 13%, teor considerado adequado para comercialização. A partir dos resultados obtidos, foi possível estimar as perdas de grãos por hectare, fornecendo informações importantes para a avaliação da eficiência da colheita.