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  • Um Apoio para Realizar Sonhos

    Gama ajuda graduandos com monitorias, aulas e vídeo aulas de matemática

    Bolsistas do projeto de apoio em matemática. Foto: Divulgação

    Não é novidade para ninguém que português e matemática são áreas de níveis de proficiência baixos no Brasil. Segundo dados, de 2018, do Ministério da Educação (MEC), sete a cada dez alunos do Ensino Médio tem conhecimento insuficiente nessas áreas. Essa problemática se reflete no Ensino Superior. Pensando nisso, em 2010 foi criado na Universidade Federal de Pelotas (UFPel), o projeto de ensino Tópicos de Matemática Elementar: Matemática Básica – Iniciação ao Cálculo que, em 2015 se tornou o projeto Grupo de Apoio em Matemática (GAMA). O projeto dá suporte no ensino de matemática para alunos da UFPel, também para professores e alunos da rede pública de ensino.

    Atualmente, o GAMA conta com 15 professores e 15 bolsistas. Grande parte dos bolsistas foram também alunos, e foi neste período que se interessaram pelo projeto. Diversas atividades são desenvolvidas, dentre elas, atividades de reforço em matemática que, são cursos de curta duração ao longo do semestre, aos sábados ou no final das férias. Esse curso fornece aos alunos nove módulos, com conteúdos diferentes. Além disso, os bolsistas do projeto são distribuídos pelos prédios da UFPel, e ficam disponíveis para as tradicionais monitorias.

    O avanço mais recente do GAMA é o trabalho com vídeo aulas no YouTube. Estas aulas são preparadas pelo grupo e disponibilizadas no canal Projeto GAMA, onde os conteúdos são separados por aulas, podendo assim ultrapassar os portões da universidade, visto que, qualquer pessoa pode ter acesso ao conteúdo. Este esforço em prestar apoio no ensino da matemática é reconhecido pelos alunos das áreas de exatas, como conta Tainara Porto da Silva, aluna de graduação em matemática licenciatura:

    “O GAMA significa auxílio, monitoria e as vezes os alunos, bolsistas do projeto são os nossos professores, pois explicam melhor. Muitas vezes chegamos na monitoria sem saber nada do conteúdo e eles nos ajudam a compreender.”

    Existe um sentimento de gratidão, entre bolsistas do projeto e alunos. Assim como Tainara, há uma grande quantidade de depoimentos no site do projeto GAMA. Willian Leonardo Peixoto, também aluno do curso de matemática licenciatura, define o grupo como:

    “Fundamental para o ensino e a aprendizagem dos alunos que ingressam na UFPel.”

    Apesar de todas as dificuldades que os alunos do projeto encontram para conciliar o curso e dar apoio aos demais graduandos, eles definem o projeto como compensador e transformador, principalmente ao saber quantos sonhos ajudaram a realizar, como ressalta Hugo Silva de Almeida Venancio Lopes, bolsista do projeto e aluno do curso de Engenharia Agrícola:

    “É recompensador, porque você vê o fruto do seu trabalho dando resultado pois a gente se prepara pra dar aula, então isso é como se fosse um retorno para a gente. Fora as amizades que a gente faz.”

    Ademais há um grande crescimento didático, que serve de prática para alunos em curso de licenciatura e de uma possibilidade a mais no futuro para graduandos de bacharelado. O projeto viabiliza a inserção do futuro professor de matemática no ambiente de trabalho e serve como aprendizado e processo de evolução, como observa Pierri Teixeira da Silva, graduando em matemática licenciatura e bolsista do GAMA:

    “Fui desenvolvendo minha didática, perdendo um pouco da vergonha, até minha organização no quadro para dar aula foi melhorando. O GAMA teve grande importância no meu desenvolvimento como professor, didaticamente.”

    Se você quiser saber mais, participar de alguma atividade ou até mesmo conhecer este grande trabalho, acesse o site do GAMA e fique por dentro!

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

  • As Diferentes Faces da Sala de Aula: O Aluno Autista

    Graduandos do curso de matemática da UFPel confeccionam jogos para alunos com TEA em parceria com o Centro de Atendimento ao Autista

    Alunos do projeto na confecção de jogos. Foto: Maristel Carrilho da Rocha Tunas.

    Dentre os vários projetos de extensão da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), há o Educação Matemática e Autismo, um projeto que se preocupa em estudar formas e preparar os acadêmicos para atuarem com alunos autistas no seu futuro ambiente de trabalho – a sala de aula. O projeto iniciou no ano de 2019, e têm parceria com o Centro de Atendimento ao Autista Dr. Danilo Rolim de Moura, em Pelotas. Sete alunos trabalham na confecção de jogos para autistas, respeitando as suas próprias características, além de um cuidado com a evolução do aluno na área da matemática, jogo após jogo.

    O Transtorno do Espectro Autista (TEA), ou autismo é transtorno do neurodesenvolvimento infantil. Existem vários níveis de autismo, as características mais comuns são dificuldades na interação social, comunicação, comportamentos repetitivos e interesses restritos, entre outras. Pensando nisso e em uma educação inclusiva, a professora Ms. Maristel Carrilho da Rocha Tunas criou o projeto, em que é coordenadora. Em conversa, ela contou que observou uma necessidade dos graduandos de licenciatura em matemática de saber como ensinar e preparar aulas que atendessem a necessidade de alunos com TEA.

    “Comecei a indagar aos alunos como eles imaginavam a sala de aula, quem é esse público que ele vai ensinar, se todos os alunos são iguais, se têm alguma dificuldade, como que eles iriam ensinar matemática para estas crianças.”

    Além da construção de jogos, os alunos recebem formação junto ao Centro de Atendimento ao Autista, no qual o projeto tem uma parceria. Está parceria foi firmada no início do projeto, mas a ideia surgiu após uma visita ao Centro de Autismo. Maristel ressalta a importância dessa parceria, visto que, se a mesma não houvesse os alunos não teriam onde colocar em prática os jogos e avaliar resultados e mais ainda podendo contribuir no aprendizado dos alunos.

    “A parceria foi muito bem aceita, fomos muito bem recebidos. E essa parceria não é só nossa de produção de jogos para eles, mas também deles nos fornecerem a formação sobre o autista, como ensinar, como contribuir com os jogos.”

    Desde que os jogos começaram a serem produzidos, 15 já ficaram prontos e foram aplicados por pedagogas do Centro de Autismo, tendo resultados, em sua grande maioria, positivos. Os jogos são produzidos todas as sextas-feiras em reuniões, na qual existem momentos de leituras, discussões, sugestões de jogos, apresentação dos mesmos e após eles são confeccionados.

    O projeto ainda carrega uma grande importância e responsabilidade para os sete alunos que participam, pois é uma oportunidade a mais de aprender a ensinar e buscar ideias para o ensino de matemática ao aluno com TEA. Tainara Porto da Silva é uma das colaboradoras e explicou que já se sente melhor preparada:

    “Como nós fazemos os jogos, temos a formação necessária e podemos ver a aplicação dos mesmos, a gente já sabe melhor como ensinar. Nós temos está experiência de como fazer o jogo e como o aluno aprende através do jogo.”

    Tainara contou que os jogos são uma ótima forma de ensinar matemática, não somente para alunos autistas, mas em geral.

    “A matemática é muito abstrata, quando a gente usa os jogos é mais fácil de identificar o que está acontecendo.”

    Além de o projeto proporcionar está rica experiência aos graduandos de licenciatura em matemática da UFPel e ao mesmo tempo proporcionar atividades em parceria com o Centro de Atendimento ao Autista, ele plantou sementes ,isto é, os alunos querem seguir estudando e pesquisando sobre o ensino a alunos autistas, percebemos que no futuro teremos os professores de matemática mais preparados para ensinar alunos com TEA. Tainara é uma das alunas que quer seguir nesta área:

    “Pretendo continuar nesta área, meu mestrado quero fazer na área do autismo, então pra mim o projeto está acrescentando muito, ele tem uma grande importância na minha formação”

     

     

     

  • Projeto GAMA abre inscrições para o Terceiro Encontro de Cálculo 1 e para o Segundo Encontro de EDO de 2019/2

    O projeto GAMA: Grupo de Apoio em Matemática, mantido em parceria com o IFM – Instituto de Física e Matemática e PRE – Pró-reitoria de Ensino, abriu inscrições para o Terceiro Encontro de Cálculo 1 e Segundo Encontro de EDO – Equações Diferenciais Ordinárias – de 2019/2, que ocorrerá no sábado (30/11/19) pela manhã.
     
    Os Encontros são atividades de quatro horas ministradas pelos bolsistas do GAMA e acompanhados presencialmente pela professora Rejane Pergher (ou eventualmente por outro colaborador do GAMA). O objetivo é revisitar os conteúdos estabelecidos para o encontro através de revisões da teoria e resolução de exercícios pré estabelecidos.
    Os participantes terão direito a um certificado de 4 (quatro) horas.
     
    As inscrições podem ser realizadas até às 18hs do dia 28/11, e a turma será divulgada no dia 29/11.
     
    Inscrições e maiores informações podem ser obtidas na página do Projeto GAMA: http://wp.ufpel.edu.br/projetogama/
     
    Neste próximo sábado, 23/11, haverá uma monitoria extra de Álgebra Linear e Geometria Analítica das 8:00 às 12:00 na sala 206 do Campus II.