O projeto “Lalangue: Leituras em Linguística e Psicanálise” busca discutir textos sobre as relações entre os dois campos. Os encontros ocorrem uma vez por mês, numa quinta-feira, das 14h às 15h30, pelo Google Meet. O projeto é coordenado pelo Prof. Dr. Giovane Fernandes Oliveira. Interessados devem enviar e-mail para giofoliver@gmail.com
O que noções como “enunciação”, “subjetividade” e “intersubjetividade” anunciam de abertura da linguística à psicanálise? O que noções como “linguisteria”, “lalangue” e “parlêtre” retomam da linguística e em que dela se afastam?
Tais interrogantes estarão no horizonte do projeto, cujo nome é uma homenagem ao termo “lalangue”, cunhado por Jacques Lacan para designar o que “serve para outras coisas que não a comunicação. Foi o que a experiência do inconsciente nos mostrou na medida em que ele é feito de ‘lalangue’”, na qual “se enraíza toda uma série de fenômenos que Freud catalogou e que vão do sonho a todas as espécies de outros enunciados que, em geral, se apresentam como equívocos e é sempre a partir de uma forma linguística que esses fenômenos se interpretam”
Introduzido por Lacan, o termo “lalangue” é retomado pelo linguista Jean-Claude Milner: “‘Lalangue’ é, em toda língua, o registro que a consagra ao equívoco”, o que implica reconhecer “em toda locução uma dimensão do não idêntico […]: homofonia, homossemia, homografia – enfim, tudo aquilo que sustenta o duplo sentido e o dizer em meias palavras, incessante tecido de nossas interlocuções”.
Outra estudiosa dedicada às relações entre linguística e psicanálise é Cláudia de Lemos, a qual associa “lalangue” às rupturas do tecido linguístico que, ao desaparecerem junto dos erros na fala da criança, reaparecem no lapso, no chiste, na poesia, no dizer psicótico. De Lemos interroga-se, também, sobre a transmissão de lalangue à criança, tomando “lalangue como acontecimento, como inconsciente em ato”, transmitida nos “primeiros jogos entre mãe e bebê, jogos de ressonância – em que a mãe faz eco aos sons que vêm do corpo do filho, com sílabas que podem vir estruturadas em palavras”, o que põe a nu “o jogo a que estamos submetidos como seres de linguagem, jogo de fazer e desfazer o signo, de fazê-lo soar e ressoar, suspendendo o sentido, jogo este que faz de lalangue o próprio movimento do pensar, dizer e escutar”.
O projeto de extensão “Benveniste em voz alta” tem por objetivo promover encontros para leitura em voz alta de textos de um dos grandes linguistas do século XX, Émile Benveniste (1902-1976), cuja morte fará 50 anos em 2026. Haverá encontros quinzenais, sextas-feiras, das 16h às 17h30, pelo Google Meet. O projeto é coordenado pelo Prof. Dr. Giovane Fernandes Oliveira. Interessados devem enviar e-mail para giofoliver@gmail.com
O CLC convida para a defesa pública de Memorial para promoção funcional à Classe D – Nível 1, da Profª Drª Michele Negrini.
A Coordenação do projeto Cursos de Línguas da Câmara de Extensão do Centro de Letras e Comunicação (CLC) da UFPel divulga a lista dos suplentes sorteados, os quais podem realizar sua matrícula para os cursos em 2026/2.
