“À Luz da Memória” celebra o patrimônio cultural de Pelotas e além

Por Fabiano Stéphano Roux Cordeiro Lautenschläger      

Projeto com apresentação audiovisual em fachadas históricas ocorreu também em Porto Alegre, Rio Grande e Bagé        

              Prédio icônico do Theatro Sete de Abril foi escolhido para receber projeções que descrevem a história                       Fotos: Divulgação

 

Pelotas, uma cidade rica em história, cultura e tradição, teve a oportunidade de vivenciar uma experiência única e envolvente através do projeto “À Luz da Memória: Patrimônio em Evidência”, ocorrido nos dias 9 e 10 de julho de 2023. Esse projeto inovador, patrocinado pela CEEE Grupo Equatorial Energia, teve como objetivo promover a valorização do patrimônio histórico e cultural de Pelotas, assim como de outras três cidades gaúchas: Porto Alegre, Rio Grande e Bagé.

A iniciativa “À Luz da Memória” é um verdadeiro mergulho no passado, uma viagem através dos séculos para descobrir os momentos e símbolos que moldaram a identidade dessas localidades. Utilizando projeções mapeadas em prédios emblemáticos, o projeto transforma essas construções em verdadeiras telas vivas, contando histórias e transmitindo mensagens de maneira lúdica e informativa.

No caso de Pelotas, o prédio escolhido para receber as projeções foi o icônico Theatro Sete de Abril, um tesouro arquitetônico e cultural da cidade. Com mais de um século de existência, esse teatro é o mais antigo do Estado e desempenhou um papel fundamental na vida cultural da região. Segundo a prefeita Paula Mascarenhas, o projeto é de fundamental importância. “Conta um pouco da nossa história, do nosso patrimônio e fazem parte das comemorações dos 211 anos da nossa Princesa do Sul”, explicou.

As projeções mapeadas na fachada do Theatro Sete de Abril transportam o público através do tempo, revelando as fascinantes histórias e personagens que marcaram a trajetória de Pelotas. Através de imagens e efeitos visuais impressionantes, o público é levado a uma viagem pelos séculos, desde os tempos em que os indígenas habitavam essas terras alagadiças até a chegada dos europeus e o desenvolvimento da indústria do charque no século XIX.

O roteiro das projeções abrange diferentes aspectos da história e cultura de Pelotas. Além de destacar a importância do Theatro Sete de Abril como um símbolo da cidade, a narrativa aborda temas como a dura realidade da escravidão e a luta pela liberdade, o florescimento das expressões artísticas e a formação de uma identidade cultural única.

 

Prefeita Paula Mascarenhas destaca que projeto também comemora os 211 anos de Pelotas

 

Um dos momentos mais marcantes das projeções foi a homenagem aos famosos doces de Pelotas, reconhecidos como patrimônio cultural imaterial brasileiro. Através de imagens vibrantes e cores vivas, as projeções retrataram a delicadeza e a riqueza dessas iguarias, celebrando a tradição gastronômica da cidade e seu legado na cultura local.

Para Maureen Cordeiro, uma das inúmeras pessoas presentes no evento, às imagens refletem a cultura pelotense. “É muito lindo ver a nossa história sendo contada através de imagens, ainda mais em um local tão icônico quanto o Theatro Sete de Abril”, disse.

O projeto “À Luz da Memória” vai além das projeções em si. Ele também busca envolver a comunidade local através de ações de Educação Patrimonial. Oficinas nos prédios relacionados ao projeto, murais colaborativos e exposições fazem parte das atividades desenvolvidas em parceria com a população, incentivando a apropriação cultural e cidadã.

Muito além de apenas imagens

Em Pelotas, por exemplo, foram realizadas oficinas no Instituto Hélio D’Angola, envolvendo crianças e pré-adolescentes. Os participantes tiveram a oportunidade de fazer uma visita guiada ao Museu do Doce, onde puderam conhecer a história do famoso Doce de Pelotas e sua importância para a cultura local. Em seguida, eles participaram de uma oficina lúdica, utilizando desenhos e pinturas para criar mapas afetivos relacionados à Praça Coronel Pedro Osório, localizada no Centro Histórico da cidade. Essa atividade permitiu que os participantes expressassem suas conexões emocionais com o entorno.

Os produtos gerados por essas atividades de Educação Patrimonial, como os mapas afetivos, legendas e ingressos, foram selecionados e analisados pela equipe responsável e serviram como material para uma exposição “devolutiva”. Essa exposição foi apresentada, em formato de lambe-lambe, no tapume em frente ao Theatro Sete de Abril, durante os dias das projeções, permitindo que a comunidade apreciasse o resultado dessas ações educativas e se sentisse parte integrante do projeto.  A proponente e uma das produtoras executivas do projeto, Simone Neutzling, explica: “Acreditamos que essa união entre a tecnologia e o antigo, por meio da experiência virtual, contribui à fruição da obra concreta, atraindo públicos que, de outra forma, não se interessariam pelo tema da preservação. A intervenção efêmera instiga a percepção do bem de forma diferente, transmitindo informações de maneira poética e lúdica a um público diverso”, afirmou em entrevista ao Jornal do Comércio.

“À Luz da Memória” representa muito mais do que um simples espetáculo de projeções. É uma celebração do patrimônio cultural e da identidade das cidades gaúchas. Por meio dessa iniciativa, o projeto busca fortalecer os laços entre as gerações, valorizar as heranças do passado e inspirar as comunidades a se conectarem com suas raízes.

A cidade de Pelotas, com sua rica história e seu patrimônio cultural diversificado, foi um dos cenários perfeitos para o projeto “À Luz da Memória”. Essa iniciativa oferece à comunidade a oportunidade de desvendar as histórias fascinantes relacionadas ao Theatro Sete de Abril e à cultura da cidade. É uma experiência imersiva que conecta diferentes tempos e culturas, valorizando as memórias compartilhadas e as contribuições das gerações passadas.

O projeto “À Luz da Memória” continuará a iluminar e encantar as cidades gaúchas, promovendo um mergulho na história e na cultura dessas localidades. Pelotas, com sua riqueza cultural e seu público acolhedor, é uma das paradas mais especiais desse percurso. Foi um momento para todos se juntarem e apreciarem essa celebração do patrimônio cultural que nos conecta e nos define como comunidade.

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Inscrições abertas para Festival da Fronteira que faz homenagem à Leona Cavalli

Evento acontece na cidade de Bagé de 29 de novembro a 3 de dezembro e convida participação de filmes curtas e longas

 Atriz Leona Cavalli nasceu em Rosário do Sul e tem longa carreira no teatro, cinema e TV        Foto: Jonathan Giuliani/Divulgação

 

Estão abertas as inscrições para o 14º Festival Internacional de Cinema da Fronteira. Há dois prazos. Filmes curtas e longas de qualquer nacionalidade podem ser inscritos até 15 de outubro de 2023. Já os curtas gaúchas podem ser registrados até 1º de novembro, na plataforma FilmFreeway. O festival acontece de 29 de novembro a 3 de dezembro de 2023 em Bagé com o tema Patrimônio Histórico & Sustentabilidade. Neste ano, as homenageadas são a atriz gaúcha Leona Cavalli e a produtora audiovisual Carla Esmeralda.

Com a exibição de curtas e longas-metragens, o evento oferece um espaço para a produção audiovisual e atividades de formação. Esta edição específica busca debater alternativas para o desenvolvimento da região sul do Rio Grande do Sul, com a preservação do patrimônio histórico e arquitetônico, o turismo cultural, e as rotas gastronômicas ligadas ao pampa gaúcho. A democratização do acesso à produção audiovisual é o principal foco deste evento com entrada franca.

O diretor artístico Zeca Brito destaca que “em 2023, o Festival retoma seu mercado, interrompido pela pandemia”. Promete um encontro de grandes players da indústria com talentos e seus projetos em desenvolvimento, reunindo Brasil, Uruguai, Paraguai e Argentina. O secretário de Cultura de Bagé em exercício, Elison Soares, destaca a importância do evento para a realidade da região: “o Festival de Cinema da Fronteira chega a mais uma edição contando com o apoio do município. O audiovisual é um vetor de desenvolvimento e o Festival tem um importante papel por apresentar e premiar os talentos locais”.

Inscrições

A Mostra Competitiva Internacional de Curtas-metragens (qualquer nacionalidade) aceita filmes com duração máxima de 15 minutos. A Competitiva Regional (para o RS, com 50% reservada a produções da fronteira Brasil-Uruguai) e Competitiva de Animação (qualquer nacionalidade) recebe títulos de até 20 minutos. A Competitiva Internacional de Longas recebe filmes com duração mínima de 50 minutos, realizados em áreas de fronteira nacional, cultura Ibero-americana, ou em países de língua portuguesa. Roger Lerina e Jonas Chadarevian dividem a curadoria de longas, enquanto Marizele Garcia, Frederico Ruas e José Eduardo Camargo fazem a seleção de curtas.

Homenageadas

Natural de Rosário do Sul, na faixa de fronteira, a atriz Leona Cavalli vem a Bagé para receber o troféu São Sebastião e apresentar alguns filmes em que trabalhou. Atualmente, a atriz está em cartaz na novela “Terra e Paixão”, na Rede Globo; e na série “O Rei da TV”, no Star Plus. Leona tem uma longa carreira no teatro, cinema e televisão. No cinema, ela foi  aclamada pelas suas performances nos filmes “Um Céu de Estrelas” (1996), “Amarelo Manga” (2002), “Carandiru” (2003) e “Contra Todos” (2004).

O evento também traz à cidade, Carla Esmeralda, co-criadora e produtora do RioContentMarket, o maior mercado de conteúdo audiovisual da América Latina, que recebe o troféu em nome do Sur Frontera, o mercado audiovisual do Festival.

 

        Trabalho de produção de Carla Esmeralda terá devido reconhecimento               Foto: Divulgação

 

O Festival conta com a promoção da Prefeitura Municipal de Bagé através da Secretaria Municipal de Cultura, produção da Maristela Ribeiro Produções e realização da Associação Pró Santa Thereza e Anti Filmes, com apoio institucional da Universidade Federal do Pampa (Unipampa) e Centro Universitário da Região da Campanha (Urcamp). É viabilizado através do financiamento Pró-Cultura LIC/RS.

Festival Internacional de Cinema da Fronteira

Quando: 29 de novembro a 3 de dezembro de 2023 em Bagé (RS)

Inscrições: Curtas e longas podem ser inscritos até 15/10/23, exceto curtas gaúchas que podem ser registrados até 01/11/23;

Regulamento: filmfreeway.com/FestivalInternacionaldeCinemadaFronteira

Instagram: @festivaldafronteira

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Projeto InterPeriferias propõe integração dos esportes e cultura

Neste sábado está sendo promovida uma roda de samba na Associação dos Sargentos      

 

Grupo Pelo Telefone traz um repertório com vários sucessos da música popular brasileira                 Foto: YouTube

 

O projeto InterPeriferias propõe uma visão renovada da prática de futebol e insere as atividades esportivas em um contexto cultural mais amplo. Neste sábado, dia 24 de junho, promove uma roda de samba com o Grupo Pelo Telefone, reunindo quem gosta de futebol e samba. No repertório do show, estão sucessos como os de Bruno & Marrone, Fagner, Raça Negra, Diogo Nogueira e Caetano Veloso. A apresentação será a partir das 21h, na Associação dos Sargentos/Sub Tenentes/Tenentes da Brigada Militar (avenida Domingos de Almeida, 1489, bairro Areal, em Pelotas). Os ingressos custam 20 reais.

Participam do Projeto de Extensão InterPeriferias do Futebol atletas amadores interessados na prática futebolística em uma formação esportiva e cultural. A ideia é ampliar as possibilidades de jogar e refletir sobre o futebol enquanto um fenômeno mais amplo, com repercussão no campo esportivo, econômico, social, político e cultural. A atual coordenação é do professor Fábio Machado Pinto, da Escola Superior de Educação Física da UFPel.

Dos dias 15 a 19 de julho, em Florianópolis, o projeto integra o II Encontro Internacional sobre Esporte, Cultura e Formação: Interperiferias do Futebol, o X Intercâmbio Internacional Esportivo, Artístico e Cultural Interperiferias do Futebol e o III Festival Internacional de Práticas Corporais do Mercosul. Participam o Instituto Superior de Educacion Fisica da Universidad de La Republica Uruguay (UDELAR), a Escola Superior de Educação Física da Universidade Federal de Pelotas (ESEF/UFPel), o Departamento de Esporte, Cultura e Lazer da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e a Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Os três eventos vão contar com atividades cientificas e culturais: mesa-redonda e lançamento de livros, reuniões interinstitucionais entre grupos de pesquisa, oficinas de práticas corporais, festival de futebol e atividades culturais e artísticas. O objetivo é promover a sociabilidade e a reflexão sobre as questões sociais, culturais e esportivas relacionadas ao futebol profissional e comunitário, além de estreitar as relações entre as instituições e os grupos de pesquisa. Assim, visam contribuir para a formação de profissionais, estudantes da graduação e pós-graduação, assim como da comunidade local.

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Diversidade artística na Feira Nacional do Doce

Já no seu segundo fim de semana, evento seguirá até o dia 18 de junho        

Por Stéfane Costa 

     

Apresentações no palco Cidade do Doce ocorrem desde o último final de semana               Fotos: Stéfane Costa

 

Trazendo a magia do mundo das crianças e a importância das lembranças, a 29ª edição da Feira Nacional do Doce (Fenadoce), cujo tema é Doce Sabor da Infância, se prepara para mais um fim de semana de atrações. As atividades disponíveis no pavilhão de eventos vão muito além da rica tradição doceira da cidade, passando por áreas de produtos como roupas, acessórios, espaços de tecnologia, agricultura e, claro, cultura.

Neste ano, a edição conta com apresentações nos palcos da Cidade do Doce, Estância Princesa do Sul e na Praça de Alimentação, o Palco Principal. As atrações contemplam danças típicas, executadas pelos Centros de Tradições Gaúchas (CTGs) da região, além de artistas locais que performam o melhor da Música Popular Brasileira (MPB), samba, pagode, e muito mais.

O evento, que seguirá até o dia 18 de junho, conta com atividades para todas as idades e gostos. Neste fim de semana, dias 10 e 11, haverá apresentações diversas nos três palcos montados pelo centro de eventos. A abertura do Palco Cidade do Doce neste sábado será conduzida por Diego Schneider, e encerrada pelo Grupo Só pra Variar, trazendo o melhor do pagode.

 

O palco principal tem contado com a participação das escolas de dança da região

 

Para os ecléticos de plantão, shows diversos acontecerão no palco principal, além das apresentações tradicionalistas no pavilhão de variedades, onde está localizado o palco da Estância Princesa do Sul. 

Todas as atividades podem ser conferidas de forma gratuita após entrada no evento. O ingresso para a feira varia de R$ 16, de segunda à quarta-feira, e R$ 18 de quinta a domingo, com possibilidade de meia entrada para estudantes, doadores de sangue, idosos e outros. Além da tradicional venda nas bilheterias do centro de eventos, neste ano, também é possível adquirir o ingresso de forma online, através do site minhaentrada.com.br. 

Confira a programação da Fenadoce Cultural no próximo fim de semana

Sábado (10)

Palco Cidade do Doce

15h – Diego Schneider

16h30 – Brenda Valim e Júnior Solano

18h – Ju Vargas e Flávio Ribeiro

19h30 – Bruno Chaves

21h – Grupo Só pra Variar

Palco Principal (Praça de Alimentação)

12h – Conservatório Elacir Schneider

13h30 – Coral Associação Escola Louis Braille

15h – Coletivo de Dança Pelotas

19h – Ro Bjerk e Ricardo Fragoso

20h30 – Grupo Sambavox

Palco Estância Princesa do Sul

14h30 – Sérgio Terres Viana

15h30 – Gilberto Gomes

16h30 – Joãozinho Missioneiro

17h30 – CTG Sinuelo do Sul

18h30 – Os Carreteiros

19h30 – General Loco y Sus Calaveras

Domingo (11)

Palco Cidade do Doce

13h30 – Rafael Freitag

15h – Ivan Vargas

16h30 – Pagode do Gustavo

18h – Duo Nuno e Pardal

19h30 – Samba de Raiz

21h – Taty e Fábio

 Palco Estância Princesa do Sul

14h – CTG Unidos da Querência

16h – Grupo Pampeanos

17h30 – CTG Negrinho do Pastoreio

19h – Trovador e Repentista Alemão Preto

20h – CTG Raízes do Sul

 

Grande público tem prestigiado as  apresentações que ocorrem no espaço da Praça de Alimentação

 

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Estudante de Jornalismo da UFPel lança livro de poesias

“Poesia para Curar! é resultado de suas vivências e da luta contra a depressão      

Por Stéfane Costa 

 

Maria Clara escreve desde os 15 anos e descobriu a poesia como o meio natural de expressar seus sentimentos

     

A escritora e estudante de Jornalismo da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) Maria Clara Morais Sousa realizou um de seus maiores sonhos, lançar um livro. Dividida em fases intituladas como dor, confusão, esperança e agradecimento, a obra “Poesia para curar” é uma coletânea de poesias escritas pela jovem que descreve seus piores momentos, superações e, sobretudo, sua luta contra a depressão. Como o título já diz, as poesias são apresentadas neste livro como sua forma mais íntima de expressão, e, assim, ajudaram a curar as suas cicatrizes.

Maria Clara conta que escreve desde os 15 anos, e entrou na poesia de maneira natural, como um meio de expressar o que sentia. “Eu sempre escrevi, mas quando se tratava de escrever sobre os meus sentimentos, só saía em versos. Eu não sei exatamente por que eu escolhi a poesia. Eu sinto mais que meu coração e minha alma escolheram a poesia”, afirma.

 

A autora define seu trabalho como “uma escrita da alma”

 

Ela comenta que sua escrita poética tem inspiração direta nas pautas feministas abordadas por autoras como Rupi Kaur, Bruna Vieira e Amanda Lovelace, além de Riane Leão. Para a autora, sua poesia é uma forma de expressão que vem de dentro, sendo como ela define “uma poesia de alma”. “Eu não sei exatamente definir a minha poesia, eu sei que é uma poesia sem rima, é muito difícil eu fazer uma poesia com rima porque não vem naturalmente pra mim e eu gosto de fazer o que é natural pra minha escrita. Eu acho que eu definiria como uma escrita de alma, assim, uma poesia emotiva, tudo que escrevo eu vou vendo no meu coração, o que eu estou sentindo e como eu estou sentindo”, descreve.

Ainda sobre suas inspirações e processo de escrita, Maria Clara revela que normalmente apenas deixa as palavras fluírem, uma vez que se deixa guiar pela emoção. “Têm alguns textos que são de inspiração, e tem uns de escrita fluída, os que são de inspiração normalmente eu busco em uma música, uma frase, alguma coisa, e eu meio que monto um mini roteiro na minha cabeça e vou escrevendo. E outros eu só deixo fluir mesmo e vou escrevendo, tem textos que, sinceramente, eu me forcei a acabar porque já estava tão extenso, mas tinha mais coisas para falar”, detalha.

 

O livro pode ser adquirido através da internet

 

Para seus próximos passos como escritora, ela conta que pretende voltar a se dedicar na escrita de ficção. “Foi o que eu comecei escrevendo. Na infância eu só escrevia ficção, eu tenho muitas ideias, mas é difícil deixar isso concreto. Então, eu estou fazendo um curso de escrita criativa na ficção e esse é o meu primeiro passo”, revela. Maria Clara salienta, no entanto, que também mantém seu olhar constantemente voltado para a poesia. “Eu já tenho na minha cabeça a ideia do segundo livro de poesias, só que isso vai ficar um pouco mais para adiante porque eu gosto de ter um tempo grande para escrever”, explica.

Poesia para curar está disponível no site da Editora Viseu e na Amazon, tanto a versão física quanto o ebook para Kindle.

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“Mulheres, mitos e deusas” retoma a narrativa feminina sobre a história

Em seu livro, a autora Martha Robles analisa histórias de grandes mulheres através dos tempos e as estruturas de poder entre os sexos   

Por Hillary Orestes     

“Mulheres, mitos e deusas” é uma obra da autora e socióloga mexicana Martha Robles publicada em 1966, mas que só ganhou tradução para o português recentemente, em 2019. A obra explora a figura feminina através dos tempos, em uma coletânea de histórias de figuras mitológicas e de mulheres reais, cujas histórias e obras transcenderam o tempo.

A autora utiliza uma linguagem clara e acessível para abordar tópicos complexos, o que torna a leitura do livro agradável e envolvente. Ela apresenta exemplos de deusas e heroínas de diferentes mitologias, como a deusa egípcia Ísis e a deusa grega Afrodite e analisa como esses arquétipos foram usados para transmitir valores culturais e morais, reforçando uma sociedade machista.

Durante a leitura, é possível entender como foi construída a visão da sociedade em torno da mulher e do seu papel social. Mais do que isso, a obra traz diferentes perspectivas sobre muitas das histórias que já conhecemos. Além disso, é uma ótima opção para os leitores que gostam de mitologia, com algumas histórias pouco conhecidas pelo público em geral.

E se engana o leitor que pensa que o livro é voltado apenas às mulheres. Já no início da leitura, em uma nota à edição brasileira, Martha diz que a obra éEscrita por uma mulher, sobre mulheres e sua adjacência na história; mas não se dirige somente a elas. Narra e discute a grande aventura humana sob a ótica particular do olhar feminino.”

 

 Leitura enriquecedora tratando das mitologias e do papel das mulheres na história e cultura          Imagem: Hillary Orestes

 

O livro é dividido em sessões: começando com as origens, a autora traz uma série de figuras mitológicas, como Lilith, Eva, Ísis e Afrodite. Na sessão “Da tragédia à história”, são retratadas mulheres como Circe, Medeia, Cassandra, Cleópatra e Hipátia de Alexandria, figuras conhecidas das mitologias e histórias grega e romana.

Outra parte do livro é voltada para mulheres cujas histórias estão relacionadas a narrativas românticas, como Dalila, Sherazade e Isolda. Enquanto na sessão seguinte, Martha se dedica ao mítico e encantado mundo das fadas, trazendo histórias sobre a Dama do Lago e Cinderela, por exemplo.

A coletânea não se limita a personalidades fictícias. A sessão “Rainha” traz nomes como de Catarina de Médici, Elizabeth I e Cristina da Suécia. E é, através delas, que a autora relata algumas histórias reais de mulheres poderosas.  Logo depois, a autora passa pelo sagrado e pela religiosidade através de Melinche, da Virgem Maria e das “Nossas senhoras” das Mercês, de Guadalupe, de São João, de Zapopan e da Saúde, além de figuras como Teresa de Jesus e Sóror Juana Inés de la Cruz.

Por último e não menos importante, a última sessão de Mulheres, mitos e deusas é voltada para grandes nomes de ativistas e escritoras, trazendo autoras como Virginia Woolf, Simone de Beauvoir e Djuna Barnes.

Em geral, “Mulheres, mitos e deusas” é uma leitura enriquecedora para quem está interessado em mitologia e no papel das mulheres na história e cultura. O livro traz uma perspectiva importante e bem fundamentada sobre as relações entre gênero e mitologia e pode servir como uma inspiração para mulheres que buscam se conectar com as raízes espirituais de sua cultura.”

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“Sofá na Rua”: Pelotas como um polo multicultural

Evento acontece há 10 anos e promove diversidade de atividades com arte, música, dança e esportes       

Por Caio Nogueira        

Programação com entrada grátis e livre para todos os públicos é organizada de forma coletiva      Foto: Jackeline Nunes

 

A cidade de Pelotas conta com uma ampla diversidade de pessoas e de manifestações culturais, com influências de outras regiões do Brasil e da América Latina. Diante disso, o coletivo “Sofá na Rua” consegue mostrar todas as peculiaridades das diversas formas de expressar cultura na cidade. O evento, totalmente gratuito, organizado de forma coletiva e livre para todos os públicos, acontece no Porto de Pelotas há 10 anos e contempla toda a ancestralidade, musicalidade e outras formas de expressar cultura que ocorrem na região. Entre as principais atrações estão: shows, práticas culturais específicas, venda de produtos, esportes e danças.

 

Evento dá espaço à diversidade cultural que coexiste na cidade  de Pelotas           Foto: Cibele Gil

 

O nome “Sofá na Rua” não é à toa, na rua José do Patrocínio, onde é realizado o evento, fica um sofá, que simboliza o conforto e a inclusão do local. O “Sofá na Rua” ocorre, geralmente, entre a parte da tarde e o anoitecer, com a data divulgada em suas redes sociais (Facebook  e Instagram) alguns dias antes.

 

Coletivo divulga data de realização dos eventos por suas redes sociais       Foto: Jackeline Nunes

 

Segundo a produtora do coletivo, Isadora Passeggio, o “Sofá na Rua” estimula a cadeia da cultura regional ao dar espaço a diversos segmentos culturais e fazedores de cultura na cidade. “O coletivo tomou proporções de movimento cultural, pois cria lastro de conexões com agentes do setor cultural e da economia alternativa do País, espalhando-se em rede por diversos municípios do território brasileiro, sendo Pelotas a matriz dessa iniciativa”. Ela enfatiza: “Como consequência das práticas culturais, o evento movimenta a rede de consumo local, de empreendedores de economia familiar”.

Sobre os últimos anos, Isadora reitera a dificuldade de se trabalhar com cultura no Brasil: “Viemos de um governo em que o ministério foi extinto e todos os agentes culturais passaram por momentos bastante complexos”. Quando perguntada sobre a maior virtude do “Sofá na Rua”, ela responde: “Acredito ser o diálogo direto com seu público, existe uma troca cultural muito horizontal, que fortalece o movimento e fez com que o Sofá chegasse aos seus quase 11 anos de trabalhos contínuos e se expandisse para outras cidades. Trabalhamos de forma criativa e solidária, o Sofá não possui um dono, os integrantes do coletivo não são os mesmos desde o início, o que possibilitou diferentes olhares e experiências dentro do movimento”.

 

Esportes também estão integrados à programação do Sofá na Rua     Foto: Gustavo Fonseca

 

Sobre a continuidade de um processo de profissionalização do evento e sobre a importância das bandeiras que ele levanta, um dos integrantes Valdir Robe Júnior, produtor cultural e ativista, diz: “O coletivo nos últimos anos vem conseguindo se profissionalizar no sentido de receber pelo trabalho, através de editais culturais e parcerias. E vem se mostrando importante também para que artistas com trabalhos autorais possam se apresentar para um público que, em muitas vezes, passou de 3 mil pessoas. Acreditamos que, sim, podemos fortalecer outros movimentos, no sentido de nos entendermos como muito mais que um evento, e sim um coletivo e movimento cultural, com pautas que acreditamos. Nesse sentido, estamos em permanentes conexões, permitindo trocas que fortalecem ambos. Não somos partidários, mas temos campo político, na defesa dos direitos humanos, do movimento negro, e de pautas LGBTQIA. O coletivo exercita uma democracia direta, é um aprendizado constante, se há divergência, vota-se e a maioria decide. Perdemos integrantes que foram para outra cidade, por exemplo, e o coletivo se renova e permanece construindo e avançando”.

Um dos objetivos do coletivo é, cada vez mais, aprimorar suas produções, por isso, para as próximas edições, promete uma organização cada vez maior, trazendo em debate a importância da valorização da cultura brasileira com todos os seus ricos e belos detalhes e particularidades.

 

O Sofá na Rua se consolidou como um eapaço de integração cultural na cidade        Foto: Jackeline Nunes

 

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Escritor de São Lourenço do Sul dá voz às histórias de seu fusca em livro

“As Aventura do Fusca Amadinho” foi escrito em primeira pessoa e evidencia vivências do autor com família e amigos      

Por Larissa Schneid Bueno    

Livro será lançado em junho, no mês que é celebrado o Dia Mundial do Fusca 
Fotos: Divulgação

 

Em São Lourenço do Sul, um amor diferenciado proporcionou a construção de um livro com as histórias de um fusca. O agente de turismo Rodrigo Seelfeld, também escritor e autor do livro “As Aventuras do Fusca Amadinho”, foi a figura oculta responsável por eternizar os momentos que viveu com sua família em seu primeiro carro, de 52 anos.

A iniciativa de criar o primeiro livro, escrito solitariamente por Rodrigo, surgiu após a sua participação nas oficinas literárias do Centro de Escritores Lourencianos (CEL), ministradas pela professora Cleia Dröse.

Lá, Rodrigo conheceu um mundo de oportunidades, de leitura, de dedicação e de conhecimento, e aprendeu a escrever contos com base em todas as regras, características e detalhes necessários. E foi após um exercício, cujo objetivo era fazer com que os participantes trouxessem para o mundo o que achavam de mais interessante, que Seelfeld decidiu começar a história da sua obra.

“O livro tem uma peculiaridade. Ele é um livro de bolso e diferente: vem na primeira pessoa. Então é como se o fusca estivesse escrevendo a própria história. Desde o dia em que ele chegou à nossa família, a relação dele comigo, com a minha esposa Aline, com a minha filha Maria Flor, com os nossos amigos, o conflito que tinha com uma kombi que comprei e, por fim, uma declaração de amor, o amor enlatado que eu faço a ele”, disse Rodrigo.

A construção de todas as histórias do fusca, que podem ser lidas por crianças e adultos, levou cerca de três meses para ficar pronta, visto que correções precisaram ser feitas, além de complementações textuais, imagens e formatação gráfica.

Ao falar sobre o andamento da escrita, Rodrigo conta que o maior desafio encontrado no processo foi trazer todos os elementos que caracterizam a relação do fusca com ele e sua família, e informou que a previsão de lançamento é para o mês de junho.

“Foi o primeiro carro que a gente teve, já andamos bastante com ele aqui em São Lourenço, na zona rural e temos várias histórias, então o maior desafio foi colocar todas elas e trazer também como uma forma de diversão para esse livro. A previsão de lançamento é em junho, porque neste mês a gente comemora, no dia 22, o Dia Mundial do Fusca, então vamos lançar o livro no início ou no meio do mês de junho. Ele já está na impressão”, frisa.

 

Agente de turismo, escritor e autor, Rodrigo Seelfeld, é a figura oculta que eterniza as histórias de seu fusca

 

Além de evidenciar a história do fusca com as pessoas, o livro também mostra a simplicidade através de um novo despertar para a vida. Mesmo enferrujado, com detalhes na lataria que precisam ser reparados, o fusca que não estava andando há tempos é acolhido por uma família, mostrando sua vulnerabilidade por meio das cicatrizes que adquiriu com o tempo, assim como acontece com os seres humanos.

“É um ato de resistência contra esse mundo moderno, em que tudo pode ser substituído, alterado, trocado. Então, acho que isso é simbólico. Imaginem um fusca escrevendo a sua própria história, coloquem-se no lugar dele, carregando pessoas para cima e para baixo, e depois sendo acolhido por uma família, após muito tempo parado. Além da visão do fusca, o leitor terá a sensação de simplicidade nas coisas simples da vida. A experiência é mostrar que vale a pena acreditar nos seus sonhos e em novas oportunidades. Eu sou apenas um escritor fantasma por trás do fusca, transformando todos os sentimentos dele em escrita”, destaca.

O livro poderá ser adquirido diretamente com o autor ou no site da editora Pragmatha, a qual apoia a obra com o CEL, e, em data a ser definida, a história também será lançada na versão e-book para venda.

“Vamos convidar muitas pessoas para estar conosco para que, após a leitura, conversar sobre o impacto que o livro quer causar. Não podemos desistir dos nossos sonhos, mesmo com toda a dificuldade da vida, com todo dia a dia. Todos nós temos histórias lindas de vida, de ficção, porque a literatura é aberta, é um mundo em que a gente viaja. O impacto literário que o livro traz é uma viagem interna, é como eu me colocaria no lugar de um fusca escrevendo”, finaliza.

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“Alias Grace”: o estereótipo da inocência feminina

Drama histórico, com uma pitada de suspense, instiga e questiona as relações de poder na sociedade     

Por Hillary Orestes       

 

Cinéfilo ou não, você já assistiu ou ao menos ouviu falar de “The Handmaid ‘s Tale” (“O Conto da Aia”) uma adaptação da obra homônima da escritora canadense Margaret Atwood que ganhou fama pelo mundo distópico criado pela autora. Aborda temas como o extremismo religioso, o feminismo e a perversidade de um mundo dominado pelos homens. Mas esta não é a única obra de Margaret adaptada para as telas.

“Alias Grace” é uma série derivada da obra homônima de Atwood de 1996, que é baseada em fatos reais. Lançada em 2017 e dirigida por Sarah Polley, a produção de seis capítulos é uma boa opção para os espectadores que buscam conteúdos mais curtos para “maratonar” em um único dia. O título está disponível na plataforma de streaming Netflix.

A trama se passa entre 1940 e 1943 e gira em torno de Grace Marks, uma imigrante irlandesa que se muda para o Canadá e, três anos depois de sua chegada, é condenada por um duplo assassinato: de Thomas Kinnear, dono da fazenda em que trabalhava e suspeita da morte de Nancy Montgomery, governanta da casa. Junto com ela, James McDermott, outro funcionário da casa, é condenado à forca pelo mesmo crime.

A moça jura ter sido acusada injustamente e alega não ter memória alguma do acontecido, enquanto McDermott insiste até seu último suspiro que Grace foi, não só a mandante dos crimes, como também a executora.

Enquanto McDermott sofre a pena máxima, Grace recebe uma sentença de 30 anos de cadeia e cumpre a pena entre uma penitenciária e centros psiquiátricos. Ao longo dos episódios, o espectador fica dividido entre a possibilidade da protagonista ter sido falsamente incriminada ou se de fato ela teria se envolvido no crime.

Grace ganha a simpatia de alguns membros da sociedade local, que montam um comitê para ajudá-la a provar sua inocência e reverter a pena sofrida pela moça.  O grupo contrata um médico, Dr. Simon Jordan, que, 15 anos após a condenação, investiga nas memórias de Grace, alguma pista que possa provar que a moça não estava envolvida nos crimes.

 

Sarah Gadon interpreta Grace Marks, em performance que revela mulher complexa e misteriosa     Foto: Divulgação

 

Durante as sessões com Jordan, a moça revive sua trajetória desde a chegada no Canadá, até o dia do crime, relatando uma série de abusos e violências sofridas por ela ao longo da vida.

O mistério em torno da inocência de Grace faz da obra uma instigante busca pela verdade, enquanto incita o próprio telespectador a se questionar sobre como a sociedade da época, em um sistema feito para punir e reprimir as mulheres, que as violenta e as usa, na verdade, não é o verdadeiro culpado. 

A série é notável pela sua cinematografia e excelentes atuações. Sarah Gadon, que interpreta Grace Marks, entrega uma performance incrível como uma mulher complexa e misteriosa, que é simultaneamente uma vítima e uma possível assassina.

Também se destaca por sua abordagem inteligente e sutil da questão do gênero e do poder, bem como por sua exploração da psicologia humana e da natureza da verdade.

Na obra, Margaret traz dois pontos importantes sobre as nuances do feminino: a primeira expõe a fragilidade e a exploração do corpo da mulher, que não é protegido ou cuidado pela sociedade, de modo que Grace é, incontáveis vezes, abusada por diferentes figuras de poder dentro destes espaços.

A segunda expõe outra nuance, menos conhecida e menos vista: a força da mulher e sua capacidade de lidar e gerenciar as situações, mesmo que isto implique em utilizar métodos questionáveis.

Um exemplo disso é quando Grace manipula o júri, que é constituído inteiramente por homens, para escapar da sentença de morte. Atua com pureza e inocência, de modo que, em uma visão masculina, seria impossível que tal criatura dotada de tanta bondade, pudesse ser capaz, por vontade própria, cometer atos tão horríveis.

No geral, Alias Grace é uma série envolvente e bem-feita, que oferece muito para os fãs de dramas históricos e psicológicos. Apesar de um enredo um pouco mais arrastado em alguns momentos, a série é um exemplo notável de adaptação de literatura para a tela e vale a pena conferir para quem procura uma história intrigante e bem contada.

Veja o trailer:

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“Next In Fashion”: de volta nas passarelas do streaming

Reality show promove competição entre novos talentos da moda americana         

Por Thierri Cunha       

Ao longo de 10 episódios, a segunda temporada de “Next In Fashion”, no serviço de streaming Netflix, teve comando dos apresentadores Tan France, designer de moda, e Gigi Hadid, modelo. É, num cenário de competição, que os 12 participantes da temporada foram colocados para lançar suas ideias e concorrer entre si por meio de provas com temas pré-designados.

Com o intuito de descobrir o mais novo nome do mundo da moda, os participantes têm suas criações avaliadas e julgadas por grandes personalidades do universo da moda, como Donatella Versace, Isabel Marant, Olivier Rousteing, Candice Swanepoel e Emma Chamberlain.

Embora possa parecer fácil, os 12 nomes selecionados já precisaram fazer looks que representassem a mãe-terra e que fossem feitos a partir de materiais reciclados. Deveriam remeter à infância em roupas que fossem usáveis no MET Gala, o mais importante evento solene do mundo da moda, comandado pela revista Vogue estadunidense.

 

Tan France, Gigi Hadid e participantes da segunda temporada de “Next In Fashion”          Foto: Divulgação

 

Dentre os nomes competidores, é possível notar o melhor desenvolvimento ao longo dos episódios de Nigel, designer que tem como sua marca e assinatura o streetwear, roupas mais associadas ao bairro Brooklyn em Nova Iorque que é formado, em grande parte, pela população negra da cidade. O estilo é caracterizado por roupas largas, uso de jeans, sempre trazendo uma abordagem do lado urbano. O estilista, por sua vez, queridinho da temporada, desenvolve as peças com excelência, dentro das propostas apresentadas, mas sempre adaptando também para o seu estilo pessoal, adicionando uma camada de upcycling, outra tendência em ascensão no mundo da moda, que prevê o reaproveitamento das peças para a criação de novas.

Ao longo dos episódios, o programa vai tendo um desenrolar que prende o espectador de maneira que se sente sempre instigado a assistir o próximo capítulo. A linguagem também é de fácil acesso, sempre próxima do nosso dia a dia, com gírias e termos, principalmente para os ligados no mundo da moda, que já são reconhecidas e entendidas.

A série pode servir como uma excelente porta de entrada para os que gostam de moda, mas não sabem por onde começar, visto que, no desenvolvimento dos episódios, conseguimos entender melhor sobre conceitos, corte, costura, modelagem, olhar técnico e importância de manter-se fiel a si mesmo em termos de criação.

A trajetória do apresentador e designer de moda Tan France na mídia começou em “Queer Eye”, série também da Netflix. Junto de um time de outros apresentadores, eles são responsáveis por transformar a vida e rotina dos participantes selecionados. No programa, France é encarregado de ser o especialista em moda, assim como no reality show. O apresentador e estilista anglo-americano, de ascendência paquistanesa, conta com mais de 3,8 milhões de seguidores em seu perfil do Instagram e uma biografia publicada.

Já a modelo Gigi Hadid acumula mais de 78 milhões de seguidores em suas redes sociais e um currículo vasto de desfiles de moda feitos. Ela iniciou sua carreira cedo, aos dois anos de idade já estrelava campanhas da marca estadunidense Guess. Mas retornou às passarelas para valer em 2011. Desde então, desfilou para as grandes grifes, como Jean Paul Gaultier, Chanel, Versace, Balmain e Jacquemus.

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