Despedida amarga: Brasil é eliminado da Copa após empate contra a Jamaica

Eliminação precoce e despedida de Marta marcam a trajetória da Seleção Brasileira na Copa do Mundo Feminina de 2023.

Por Joana Moreira | Em Pauta Web

Seleção brasileira dá adeus à Copa Feminina. Foto: William West/AFP

A caminhada da Seleção Brasileira na Copa do Mundo Feminina de 2023 chegou ao fim mais cedo do que o esperado. O empate sem gols contra a equipe da Jamaica, na partida disputada em Melbourne na quarta-feira (2), resultou na eliminação do Brasil na fase de grupos, algo que não acontecia desde 1995.

 

Neste ano, as brasileiras deram início à trajetória na Copa com vitória contra o Panamá, mantendo a tradição das nove edições anteriores. No entanto, o panorama mudou após a derrota contra a França no segundo jogo. O time brasileiro era obrigado a vencer o terceiro confronto contra a Jamaica para garantir sua permanência na competição. Apesar dos esforços, o Brasil não conseguiu se destacar e ficou apenas no empate sem gols contra as caribenhas.

Marta se despede da Copa do Mundo. Foto: William West/AFP

Despedida de Marta

A partida também marcou o último capítulo da lendária Marta em Copas do Mundo. A camisa 10, que começou como titular no confronto contra a Jamaica e foi substituída na segunda etapa, deixou o torneio como a maior artilheira da história das Copas, tanto no masculino quanto no feminino, somando 17 gols, mas sem ter conquistado nenhum título.

 

Ao longo de sua carreira, Marta chegou muito perto de levantar o troféu em 2007, quando o Brasil ficou com o vice-campeonato após uma partida contra a Alemanha. A craque brasileira acumula a participação em seis edições de Copas do Mundo, mas não conseguiu balançar as redes nesta edição.

 

Emocionada, Marta compartilhou suas palavras ao deixar o gramado, “É difícil falar. Não era, nos meus piores pesadelos, a Copa que eu sonhava. O povo brasileiro pedia renovação, está tendo a renovação, a única velha sou eu e talvez a Tamires perto de mim. A maioria do time é de meninas talentosas com um caminho enorme pela frente. Termino aqui, mas elas continuam.”

Como foi o jogo

Com o empate, a Jamaica assegurou a segunda posição no Grupo F com 5 pontos, um a mais do que o Brasil, garantindo sua vaga nas oitavas de final. A França, que venceu o Panamá por 6 a 3 no outro jogo do grupo, encerrou a fase de grupos na liderança com 7 pontos.

 

Ao longo de toda a partida, a Seleção Brasileira demonstrou superioridade em relação às jamaicanas, controlando a posse de bola e pressionando a goleira Spencer. No entanto, a equipe comandada por Pia Sundhage não conseguiu transformar essa superioridade em gols, devido a algumas falhas na hora de finalizar as jogadas e nervosismo, causado pela pressão de pontuar. Essa foi a primeira vez em que o Brasil não conseguiu marcar gols em um confronto contra a Jamaica.

 

A eliminação precoce também registra o pior desempenho da técnica Pia Sundhage em Copas do Mundo. Em 2011, quando treinava a seleção dos Estados Unidos, a treinadora sueca levou as norte-americanas à final, mas elas ficaram com o vice-campeonato, enquanto o Japão conquistou o título. Já em 2019, comandando a seleção da Suécia, Pia guiou a equipe até as oitavas de final, quando foram eliminadas pela Alemanha.

Pia Sundhague durante o jogo do Brasil contra a Jamaica. Foto: Getty Images

“No final o resultado é minha responsabilidade, mas não minha apenas. Tem a ver com a forma como trabalhamos, a nossa preparação. Eu realmente tenho que pensar se poderia ter feito diferente. Nós fizemos uma boa preparação, bons jogos e bons treinamentos. Há uma distância enorme entre o fracasso e o sucesso.” afirmou a técnica do Brasil, que agora tem seu futuro incerto no comando da Seleção.

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