PASSAGEIROS

Por: Graça Vignolo de Siqueira

Sinopse:

“Dois passageiros acordam 90 anos antes do tempo programado durante uma viagem ao espaço devido a um mau funcionamento de suas cápsulas. Sozinhos, Jim (Chris Pratt) e Aurora (Jennifer Lawrence) começam a estreitar o seu relacionamento. Entretanto, a paz é ameaçada quando eles descobrem que a nave está correndo um sério risco e que eles são os únicos capazes de salvar os mais de cinco mil colegas em sono profundo.”

Fui assistir Passageiros após ler uma crítica desfavorável. Mas foi bom ter ido ao Cineflix do Shopping Pelotas e constatar que o filme não é ruim. Ele lembra Gravidade e Perdido em Marte, mas não tira o mérito da produção.

Fotografia excelente, direção de Morten Tyldum, a trama é uma mistura de ficção, romance, suspense e ação. E trabalha bem cada um desses lados.

O mecânico Jim acorda 90 anos antes do previsto, da hibernação em que se encontra, parte da viagem de 120 anos para colonizar outro planeta com a promessa de um novo recomeço.

Ao descobrir que está só e conta apenas com a companhia do robô Arthur (o ótimo Michael Sheen, o Aro da saga Crepúsculo), Jim se desespera e não sabe mais como viver. Afinal já jogou vários videogames, assistiu a muitos filmes e aproveitou a academia.

Dividido em classes até na hora da alimentação, Jim se vê perdido, deixa a barba e cabelo crescerem, as roupas rasgarem e por um ano tenta de todas as maneiras, acordar a tripulação. Mas sem sucesso.

Até que Aurora, uma passageira classe ouro, desperta. Aurora, não por acaso, é o nome da princesa do desenho A Bela Adormecida. Assim como, se prestar atenção, verá outras referências a filmes clássicos.

A atração é quase imediata, mas afinal é uma ficção e precisa de certo suspense, um pouco de ação para não cansarmos do ambiente da nave espacial.

Então a nave apresenta alguns defeitos e nessa outra metade do filme os passageiros farão de tudo para consertar o problema.

Realmente a produção é o que mais chama a atenção. Há uma série de acertos tais como: fotografia, cenário, maquiagem, figurino e belas imagens. Inclusive a cena da piscina é uma das mais incríveis.

Talvez a dúvida que fique é por quais motivos essas pessoas abandonariam familiares e amigos para recomeçarem em lugar “tão tão” distante? E se acaso voltassem, todos que conheceram já estariam mortos… Sei lá. Tem que ser um motivo muito forte.

Deixando as dúvidas de lado, o filme agrada pelo conjunto e vale o ingresso.

Nota: 9

Trailer.

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