Conheça os desafios da safra de arroz
Granja Mangueira Retiro conta detalhes, planejamentos e manejos referente à safra de arroz 25/26
Pâmela Beiersdorf da Silva/Em Pauta
A Granja Mangueira Agropecuária S/A – Filial Retiro, localizada no Posto Branco, 2º distrito da cidade de Pelotas, fundada em 1973, é uma importante produtora de arroz na região. Além do arroz, também ocorre a produção de soja e a pecuária, com gado de corte. Composta por 3.000 hectares, 700 deles foram utilizados para plantio do cereal neste ano, ocupando 23,33% da área.
Com o início da safra, junto dela chegam os desafios, as mudanças, o planejamento e as dificuldades. De acordo com um dos proprietários da Granja Mangueira, João Ribeiro, “a safra está sendo muito desafiadora, com alta nos custos de produção, principalmente fertilizantes, diesel e baixo preço de comercialização do produto”. A colheita vem sendo, na região sul do estado, com produtividade de 15 a 10% mais baixa em relação à safra passada, com ritmo de colheita um pouco mais lento. Na Granja Retiro, os investimentos realizados foram somente os estritamente necessários, devido a safra com baixa lucratividade ou, até mesmo, com prejuízo na operação. “Ainda assim, os investimentos feitos foram para renovar um pouco da frota e na manutenção de produtividade e fertilidade do solo, ao invés de aumentar algum desses quesitos”, afirma João. Referente às mudanças de safras anteriores, houve no menor valor de comercialização do arroz durante o ano agrícola e no expressivo aumento nos custos de produção, o que acarreta em menor rentabilidade da operação.
Carlos Renato Costa da Silveira, gerente da Granja Mangueira Retiro, também afirma que os principais desafios enfrentados na safra deste ano foram a comercialização, as condições climáticas e o custo do óleo diesel. “O preço do arroz para nós está muito barato, está valendo pouco. O que está caro e atrapalhou a safra foi os valores do óleo e dos insumos, como adubo e ureia. O custo não bate com o benefício”, afirma o gerente. A queda da temperatura no início de 2026 também atrapalhou a colheita. “Como nós temos que colher todos os dias, aquele frio no início do ano e as chuvas paralelas atrapalhou um pouco”. Além das condições climáticas, outro desafio contínuo na safra é os maquinários de serviço, onde podem quebrar e estragar peças. “Nós temos 05 colheitadeiras e 06 graneleiros. E essas máquinas possuem muitas peças, peças caras, que se estragam precisam ser consertadas com urgência ou compradas novas, pois a colheita não pode parar”, diz Carlos.
Um dos funcionários da Granja Retiro, Luciano Santos da Silva, conta um pouco da rotina da colheita: “A rotina na colheita acontece com a chegada dos funcionários, que revisam os maquinários, depois começam a cortar o arroz para a ceifa levar até o caminhão, onde ele leva até o engenho.” Luciano afirma também que há alguns fatores que impedem os funcionários de colher o arroz, como o tempo nublado, a chuva, a cerração, a qual deixa o cereal muito úmido, impedindo dessa forma a realização da colheita.
Mesmo diante de desafios climáticos, valores baixos de comercialização e problemas com o óleo diesel, a Granja Mangueira mantém uma perspectiva positiva e segue acompanhando o desenvolvimento da safra, com expectativa de consolidar bons resultados ao final da colheita. Com o bom desempenho, a Granja Mangueira Retiro projeta manter os investimentos na cultura do arroz, buscando ampliar ainda mais a produtividade nas próximas safras.




