Retorno aos palcos após a pandemia

Cantora Julie Schiavon traça novos planos para 2023        

por Tatiane Meggiato       

 

Julie Schiavon prepara-se para novas gravações

Julie Schiavon prepara novas gravações musicais

Atualmente com 25 anos, a artista pop pelotense Julie Schiavon já sabia desde seus cinco anos de idade que a sua vida estaria voltada para os palcos. A artista contou que, apesar de saber o que queria desde a infância, foi com a ajuda e apoio da família que, aos 13, começou a fazer aulas e apresentações e, desde 2017, canta profissionalmente.

Neste ano pós-pandemia, Julie conseguiu se reinventar, mas ela mantém as suas referências bem claras. “Eu sinto muita afinidade com o Pop e o Rhythm and Blues (R&B), são os gêneros que eu cresci ouvindo e que construíram minhas maiores referências musicais, mas também sou fã de Trap e de qualquer estilo que se conecte com a minha alma, sabe? Meu estilo favorito é o sentir! [risos].”

Outro aspecto importante que Julie destacou sobre sua carreira foi o fato de ser mulher em uma profissão que o sexo masculino predomina tanto ainda. A artista destacou pontos negativos como a falta de credibilidade, ser questionada quanto à sua capacidade, além de estar exposta a assédios.

“Não somos levadas a sério e ainda criticadas quanto a nossa firmeza em defender o que acreditamos. Diferente dos homens que, muitas vezes, são, inclusive, ovacionados por serem agressivos”, observa.

Sobre a pandemia e este período de retomada, Julie contou que a crise veio logo quando estava começando a fazer a sua agenda de shows individuais. A artista lembra que, no início, como para todos os artistas, foi muito angustiante. Mesmo com tudo isso, ela foi muito privilegiada em relação aos seus trabalhos na internet. Conseguiu usar o tempo para manter e ampliar a sua rede de público. Como ela já gravava no modo home office, pode seguir com seu trabalho, além de obter novos contatos com produtores que jamais imaginava.

“Minha maior dúvida [durante a pandemia] era se, na retomada dos eventos, eu conseguiria fazer shows novamente. E, hoje, no finalzinho de 2022, posso dizer que sou muito grata e realizada com as oportunidades que tive no decorrer do ano!”

Julie conta que a retomada aos palcos não foi fácil, que não gosta nem de ver os vídeos das primeiras apresentações pós-pandemia. Mesmo com os resultados alcançados, a reconexão com a energia do palco, depois de tanto tempo longe, não foi fácil nem imediata. O preparo vocal precisou ficar em dia com a retomada das aulas de canto apenas no início deste ano.

Agora, Julie busca principalmente dar continuidade ao seu trabalho. “Espero de coração que a gente não precise enfrentar novamente aquele cenário pandêmico, mas meu plano atual, na verdade, é concluir alguns projetos musicais que tenho produzido há um tempo e que são minhas grandes apostas para me inserir de fato no mercado musical”, diz.

Sobre os planos para 2023, Julie Schiavon está otimista, com dois projetos de gravação a caminho. Um deles será com o produtor musical e engenheiro de mixagem Kass e o outro com uma de suas maiores inspirações que é o Dj Micha, um dos maiores talentos da nossa região. “Já estou animadíssima para soltar estes sons para o mundão e dar mais este passo na minha trajetória! Muito obrigada pelo papo e por me permitir compartilhar um pouquinho de mim e do meu trabalho!”, despede-se a cantora.

Veja no YouTube, o vídeo “Anos 2000”:

PRIMEIRA PÁGINA

COMENTÁRIOS

Voltar

Sua mensagem foi enviada

Aviso
Aviso
Aviso

Atenção.

 

Bodies, Bodies, Bodies: terror satiriza geração Z

Filme lançado pela produtora A24 recria tradicional slasher, mas com uma pitada de humor e crítica social sobre a geração das redes sociais         

Por Helena Isquierdo          

Amandla Stenberg (Sophie), Maria Bakalova (Emma), Chase Sui Wonders (Bee) e Rachel Sennott (Alice) no filme de Halina Reijn    Fotos: ©A24/Divulgação

 

Traduzido para o português como “Morte, Morte, Morte”, o filme longa “Bodies, Bodies, Bodies”, de Halina Reijn, conta com 95 minutos de duração que equilibram terror e humor, enquanto satirizam o universo da “geração Tik Tok”. Quando o roteiro do filme surgiu, a ideia era manter o tradicional estilo envolvendo jovens sendo mortos e um assassino misterioso à solta. Mas não espere isso desta produção. O gênero de terorr slasher, em que as vítimas são geralmente mulheres ou adolescentes mortos por ataques violentos, é repaginado e trata de assuntos atuais.

No início, tudo parece rotineiro aos nossos olhos. Um grupo de jovens ricos de 20 e poucos anos se reúne durante uma tempestade para passar o final de semana em uma mansão – claro que afastada da cidade. Começamos conhecendo a história de Sophie (Amandla Stenberg), uma jovem em recuperação da sua dependência química, que após meses longe dos amigos leva a namorada Bee (Maria Bakalova) para o encontro tão planejado entre o grupo. Por ser a única personagem que destoa do restante do grupo, Bee nos causa dúvidas e desconfianças ao longo do filme.

O grupo de amigos que se encontram na mansão é formado por Jordan (Myha’la Herrold), Emma (Chase Sui Wonders), Alice (Rachel Sennott) e David (Pete Davidson). Além disso, também conhecemos o namorado de Alice, Greg – um homem mais velho e desconhecido por todos.

Poster de “Bodies, Bodies, Bodies”     Imagem: A24/Divulgação

Mas a história só começa, mesmo, quando desavenças e brigas levam Sophie a sugerir um jogo de detetive: as luzes se apagam enquanto o assassino da rodada persegue suas vítimas, que podem ser “mortas” através de um toque. Sempre que alguém é morto no jogo, as luzes se acendem e os sobreviventes precisam descobrir quem foi o assassino. Mas enquanto todos estão fugindo do tal “assassino”, o rumo da brincadeira é alterado quando um amigo aparece morto de verdade.

É nesse momento que o caos começa e o ego de cada personagem vem à tona. Afogados em futilidades, o grupo não entra em acordo e encontra como solução mais fácil um acusar ao outro.

A trama resulta em situações que acontecem apenas porque os personagens estão envolvidos em um universo raso e não conseguem dar a devida importância ao caos que estão vivendo. A vontade de mostrarem-se superiores uns aos outros cria a armadilha perfeita para o destino de cada um que está na história.

Enquanto tentamos descobrir quem está mentindo, e responder a tradicional pergunta do “Quem matou?” compreendemos a acidez e a perspicácia do roteiro ao retratar os jovens da geração Z. Em meio ao terror, sangue e tragédia, o filme satiriza a geração tão obcecada pelas redes sociais. A preocupação com status, e assuntos como cancelamento, toxicidade e a problematização excessiva de tudo são expostos no filme. A linguagem das mídias sociais é presente o tempo inteiro, trazendo, inclusive, uma das cenas mais cômicas e marcantes do filme. A produção tem como peça-chave a crítica à Geração Z, já que todo o enredo é criado a partir de diálogos que só serão absorvidos pelo público que está inserido nesse meio. Apenas quem está dentro desse universo compreende as piadas e as pistas deixadas nas entrelinhas. Sentimos raiva dos personagens, ao mesmo tempo que nos identificamos com eles.

Sophie e Bee buscam a verdade por trás das mortes
Foto: A24/Divulgação

O enredo pode até começar simples. Apresenta um jogo entre jovens e uma sequência de mortes trágicas. Ao longo do filme, as histórias de cada personagem se entrelaçam, e a cada momento acreditamos e desconfiamos de alguém diferente. O conflito cria um ambiente que, o tempo inteiro, é tenso e nos deixa ansiosos para a revelação final. E o que poderia ser monótono, termina de forma surpreendente, gerando uma pitada de inconformismo para o espectador. No final, a mensagem para quem assiste pode transmitir uma sensação semelhante a que cada vítima sentiu com o seu desfecho.

PRIMEIRA PÁGINA

COMENTÁRIOS

Voltar

Sua mensagem foi enviada

Aviso
Aviso
Aviso

Atenção.

Fenadoce escolhe nova corte para 2023

Cerimônia elegeu as três novas Baronesas que irão representar a Feira no próximo ano   

Por Micael Carvalho      

Formam a corte eleita de Baronesas da 29ª Fenadoce, as candidatas Kayane Medina Teixeira, representando a Empresa Sertec Serviços Técnicos Contábeis, Larissa Dias Lima, representando a Empresa Óptica Bella Vista e Martaneli Gonçalves de Bittencourt, representando a Empresa Goldee Colchões              Fotos: Michel Corvello

 

Na noite do dia 30 de novembro, foi realizada a cerimônia de escolha da nova corte da Feira Nacional do Doce, no Centro de Eventos de Pelotas. O evento, idealizado pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) Pelotas, teve a participação de 15 candidatas, das quais, três irão representar a 29ª edição da Fenadoce no ano de 2023.

Após as duas primeiras etapas do concurso, compostas por oficinas, atividades em equipe e entrevistas com as candidatas, as participantes realizaram desfiles com trajes finos e casuais.

 

O vice-prefeito e secretário de Desenvolvimento Rural, Idemar Barz, cumprimentou as candidatas vencedoras

 

O vice-prefeito e secretário de Desenvolvimento Rural, Idemar Barz, parabenizou a organização pela realização do evento e destacou a importância das eleitas como Baronesas da Fenadoce. “Nós sabemos a importância que a Fenadoce tem para Pelotas, sendo reconhecida nacionalmente como a Feira do Doce. Desde já estendo meus cumprimentos à corte que deixa a Fenadoce hoje e desejo sucesso às novas soberanas, visto que são elas que levam o nome da Feira e da nossa cidade para diferentes lugares do Estado e do País”, destacou o vice-prefeito.

Os representantes do Executivo Municipal e do conselho gestor do CDL, Daniel Centeno, realizaram a entrega de presentes para as Baronesas que se despedem da corte. Desde a última edição, o concurso deixou de premiar as escolhidas como rainha e princesas, passando a instituir a percepção de equidade entre as soberanas elegendo-as como Baronesas da Fenadoce.

A 29ª edição da Feira Nacional do Doce acontece entre os dias 2 e 18 de junho de 2023, no Centro de Eventos Fenadoce. Na sua programação, as atrações artísticas e culturais são sempre um destaque.

 

A cerimônia de escolha ocorreu no dia 30 de novembro no Centro de Eventos de Pelotas

 

PRIMEIRA PÁGINA

COMENTÃRIOS

Voltar

Sua mensagem foi enviada

Aviso
Aviso
Aviso

Atenção.

“Hiroshima”: horrores da bomba atômica através do olhar jornalístico

Mesmo sem trazer grande apelo emocional, livro comove ao narrar com detalhes experiência vivida por seis sobreviventes do ataque nuclear          

Por Ana Beatriz Garrafiel            

Um clarão silencioso. Segundo depois, um barulho estrondoso. Após, uma nuvem de poeira e somente destruição. Esse foi o cenário descrito por John Hersey, quando aproximadamente 77 mil pessoas perderam suas vidas, e outras tantas ficaram com sequelas para sempre. O livro “Hiroshima” acompanha e narra a história de seis sobreviventes da bomba atômica, lançada pelos Estados Unidos nas cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki, em 6 e 9 de agosto de 1945, respectivamente.

Com um texto mais objetivo e direto, bem característico do chamado Novo Jornalismo (gênero jornalístico/literário do qual Hersey era um dos principais representantes), a obra traz, aos mínimos detalhes, o cenário antes do atentado. Descreve onde cada um dos sobreviventes estava no momento da explosão e tudo aquilo que eles viveram após a tragédia, até 40 anos depois. 

Hiroshima em 1945, após a explosão da bomba atômica. Foto: Reprodução/The New Yorker

  

Mesmo sendo seis pessoas distintas, com histórias diferentes acontecendo ao mesmo tempo, o livro consegue manter uma narrativa que flui e não deixa o leitor perdido. Na verdade, muito pelo contrário. Apesar de não trazer um apelo emocional muito grande, o livro é capaz de nos envolver e nos conscientizar sobre o que realmente aconteceu naquela cidade japonesa rodeada por belas ilhas e com um futuro próspero, mas que se tornou símbolo de uma das maiores destruições já presenciadas pelo ser humano.

Apesar de sua edição mais recente ter sido lançada há 20 anos, a obra ainda é considerada um clássico atemporal. E não é à toa. “Hiroshima” é uma aula de conhecimento, de humanidade e, principalmente, de empatia. Nos faz entender (ou pelo menos achar que entendemos) o que é perder seus entes queridos, seus amigos, seus objetos pessoais, sua terra natal, sua história. E, quanto mais lemos, na verdade, mais desejamos nunca precisar entender o horror e o sofrimento que aquelas seis vidas ali contadas passaram.

O autor

John Hersey, apesar do nome americano, nasceu em Tianjin, na China, em 17 de junho de 1914. Filho de missionários, retornou aos Estados Unidos com dez anos, onde formou-se jornalista e começou a trabalhar para revistas renomadas, como a Times. Cobriu grandes confrontos, como o de Sicília e a Batalha de Guadalcanal, mas obteve maior êxito e reconhecimento em 1946, após lançar o artigo “Hiroshima” na The New Yorker, narrando a vida de seis sobreviventes da bomba atômica. Entre alguns de seus trabalhos mais notáveis estão “A Bell for Adano”, livro de ficção que o trouxe um Prêmio Pulitzer, “Men on Bataan” e “Into the Valley”. Faleceu em 24 de março de 1993, aos 78 anos.

                    John Hersey, fotografado por Alfred Eisenstaedt                          Foto: Reprodução/Internet

PRIMEIRA PÁGINA

COMENTÁRIOS

Voltar

Sua mensagem foi enviada

Aviso
Aviso
Aviso

Atenção.

 

Projeto arquitetônico para Molhes da Barra vence seleção estadual

Ideia contemplada com segundo lugar visa inovação e restauração de local histórico de Rio Grande     

Por Rayla Ribeiro e Vitor Porto     

Obra constitui marco da engenharia marítima  e foi inaugurada em 1915         Foto: João Gabriel de Moura Rosa Cordeiro

 

O projeto da cidade Rio Grande, que irá revitalizar os Molhes da Barra, ficou como segundo colocado entre os cinco vencedores do concurso Iconicidades, promovido pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul. Também da região Sul do Estado, a cidade de Pelotas foi agraciada com o primeiro lugar voltado para o estabelecimento de um Centro de Gastronomia.

A vereadora Lu Compiani Branco (MDB) foi responsável por realizar a indicação propositiva na Câmara de Vereadores do Rio Grande do Ecoparque Turístico Molhes da Barra. O secretário de Município do Meio Ambiente da Prefeitura do Rio Grande, Pedro Fruet, acredita que o projeto do Ecoparque irá fomentar o turismo, ressaltando a importância histórica da cidade. “Será mais um passo para o futuro da economia e desenvolvimento do Rio Grande, trazendo uma arquitetura sustentável e integração com a beleza natural que os Molhes da Barra proporcionam”. Segundo Fruet, a proposta prevê a revitalização da Praia da Barra, píer para turismo náutico, áreas de gastronomia, passarelas e um minimuseu.

O projeto Iconicidades

O Iconicidades é um projeto lançado em 21 de junho deste ano e faz parte do programa Avançar, criado pelo Governo do Rio Grande do Sul com o objetivo de crescimento econômico e melhorias na prestação de serviço à comunidade gaúcha. Busca inovar, ressignificar e restaurar conjuntos arquitetônicos históricos para atrair o público e fomentar o turismo no Estado.

Primeiramente, foram indicados 11 conjuntos arquitetônicos que poderiam ser revitalizadas pelo projeto, logo após foram selecionadas cinco para participar do concurso para seleção de projetos. As propostas foram lançadas através de um edital aberto para escritórios de arquitetura de todo o País. A escolha das ideias premiadas aconteceu por avaliação de arquitetos independentes contratados para participar da comissão.

Os cinco projetos definidos, levando em conta a seleção inicial entre 11 municípios, e a escolha dos projetos feitos por arquitetos foram os seguintes:

1° lugar: Pelotas – Centro de Gastronomia

Projeto vencedor: Ricardo Felipe Gonçalves (SP)

2° lugar: Rio Grande – Ecoparque Turístico Molhes da Barra

Projeto vencedor: João Gabriel de Moura Rosa Cordeiro (PR)

3° lugar: Santa Maria – Clube dos Ferroviários: Centro de Inovação e Economia Criativa

Projeto vencedor: Augusto Longarine (SP)

4° lugar: Cachoeirinha – Complexo Casa de Cultura

Projeto vencedor: Rodrigo Troyano Prates (RS)

5° lugar: São Leopoldo – Complexo Casa da Feitoria/Museu do Imigrante

Projeto vencedor: Patrícia de Freitas Nerbas (RS)

O Iconicidades pagará aos arquitetos responsáveis pela elaboração dos projetos vencedores prêmios de 1°, 2° e 3° colocados entre R$10 mil e R$20 mil. As cidades que tiveram suas arquiteturas selecionadas entre os primeiros colocados receberão valores aproximados de R$580 a R$749 mil. Além disso, os municípios terão o compromisso de executar e implementar as iniciativas necessárias para a realização das obras.

A proposta é voltada para ressignificar e estimular a retomada de espaços arquitetônicos icônicos nas regiões escolhidas – ambientes que façam parte da identidade local, seja pela localização, pelo estilo arquitetônico que imprimem, ou mesmo pelo uso que deles se fez no passado.

Na primeira etapa do projeto, foram selecionadas arquiteturas simbólicas de cinco municípios gaúchos, bem como as propostas de cada um para dar a elas um novo sentido, promovendo o estímulo à inovação e à economia baseada no capital intelectual e contribuindo para criar ecossistemas criativos e que estimulem novos negócios.

O projeto selecionado de Pelotas contemplou as melhores propostas de edificação anexa à antiga sede do Banco do Brasil no município, bem como um plano de ocupação do prédio histórico, a fim de que o conjunto contemple o Centro de Gastronomia.

A história dos Molhes da Barra

A construção dos Molhes da Barra, em Rio Grande, é considerada um marco na história gaúcha e da cidade do Rio Grande, sendo uma das suas maiores obras de engenharia marítima.

Durante séculos, navegadores lutaram para vencer os desafios da natureza na região sul, pois os navios enfrentavam sérias dificuldades para alcançar o Porto do Rio Grande. Ventos fortes, bancos de areia, tempestades e o baixo calado do canal, cerca de quatro metros no século 19, limitavam o potencial da cidade.

A ideia, ou sonho, de construir um quebra-mar na entrada da Lagoa dos Patos surgiu ainda em meados do século 19. Com um convite do Imperador D. Pedro II, o engenheiro brasileiro, Honório Bicalho – homenageado na rua do atual Porto Novo – elaborou o projeto de dois quebra-mares, um de cada lado do canal, como a solução definitiva. Visionário, Honório faleceu antes de ver o início das obras.

Foi somente na presidência de Rodrigues Alves e Afonso Pena, em 1909, que as obras iniciaram. Em um esforço colossal, 120 quilômetros de ferrovia foram construídos para transportar pedras vindas de Monte Bonito e Capão do Leão, cerca de 1,7 toneladas por dia. Dois guindastes Titan foram instalados para moverem as pedras gigantescas e cerca de quatro mil operários trabalharam na construção dos dois moles. No total, quatro milhões de toneladas de pedras foram usadas na construção.

No dia 1° de março de 1915, o navio Benjamin Constant, da Marinha do Brasil, cruzou os dois braços de pedra que se estendiam por quatro quilômetros mar adentro, assim, inaugurando os Molhes da Barra.

Atualmente, os Molhes permitem que o Porto do Rio Grande tenha um calado de 15 metros de profundidade, comportando a navegação de grandes navios, como plataformas de petróleo, em águas calmas e seguras no terceiro maior porto marítimo do Brasil.

PRIMEIRA PÁGINA

COMENTÁRIO

Voltar

Sua mensagem foi enviada

Aviso
Aviso
Aviso

Atenção.

Imagem tocante no filme policial “A Suspeita”

Drama tem enredo com fragilidades, mas ganha com uma incrível atuação e uma representação sensível dos efeitos do mal de Alzheimer     

Por Giéle Sodré         

A atuação de Glória Pires como Lúcia é um destaque da produção            Fotos: Divulgação/Imagem Filmes

“A Suspeita”, filme protagonizado por Glória Pires, estreou no 50º Festival de Cinema de Gramado, ocorrido neste ano, e lhe rendeu o prêmio Kikito de Melhor Atriz, já indicando o que é possível esperar do filme dirigido por Pedro Peregrino e com produção da própria Glória.

Na trama, somos apresentados à Lúcia (Glória Pires), uma comissária da inteligência da polícia do Rio de Janeiro que, após ser diagnosticada com Alzheimer precoce, luta para fechar seu último caso antes da aposentadoria forçada pela doença. Como se isso não fosse o suficiente, ela é levada a ter que lidar com a corrupção policial em seu local de trabalho e com a suspeita de que ela teria cometido uma queima de arquivo, assassinando duas pessoas.

O longa acompanha o fim da lucidez de Lúcia conforme a doença se agrava e a narrativa nos dá a sensação de peças faltando, assim como ocorre na mente da protagonista. A personagem fica entre a cruz – seu trabalho ao qual dedicou a vida sendo corrompido e destruído – e a espada – sua própria mente se destruindo, perdendo sua noção de tempo, espaço e memórias. Lúcia ainda se nega a aceitar um destino de esquecimento em que nada de seu esforço e dedicação teriam valido a pena.

Embora categorizado como um suspense policial, “A Suspeita” poderia muito bem se encaixar como um drama psicológico. O sofrimento íntimo que a atriz Glória consegue passar em sua atuação como Lúcia é de um brilho magistral. Demonstra a maneira como seu cérebro não mais acompanha o tempo e os acontecimentos da mesma forma, conforme a doença vai avançando. Em seus momentos de desespero, ela luta pela lucidez, por manter memórias, por não esquecer e não ser esquecida.

Os dilemas de Lúcia são muito mais o foco do filme do que a própria investigação. Sua dedicação à polícia a impediu de formar uma família, algo que a mesma expressa com dor e desespero, refletindo se seu trabalho valeu tudo aquilo que sacrificou por ele.

A solidão de Lúcia é dolorida, reflete a vida que, em algum momento, poderia ter tido e pressente seus temores mais profundos. Há o medo de se ver desamparada em seus momentos mais frágeis, quando não mais puder exercer aquilo pelo que batalhou e não tiver mais ninguém à sua volta que cuide de sua integridade física. Seu tio, um padre mais velho, não pode cuidar dela por causa de suas obrigações da igreja. Lúcia se perde durante atividades que podem causar danos físicos e ressente-se de relacionamentos sobre os quais abriu mão.

O drama psicológico da personagem compete com elementos do suspense policial na narrativa do filme

 

A fotografia do filme reflete o estado mental da protagonista. Os cortes e os planos soam por vezes como retalhos soltos de uma narrativa a qual perdemos uma parte, mesmo que ainda possamos acompanhar a história. Os lampejos mentais de Lúcia também são acompanhados pela imobilidade da câmera, pelo desfoque em volta da personagem e pelos efeitos luminosos. As imagens refletem o que se passa com a policial  com o encontro e a perda de foco nos objetos. São eles que ajudam ela a lembrar-se das suas atividades do dia a dia. É como se a história fosse vista por dentro do cérebro de Lúcia em conflito consigo mesma.

A narrativa trata da vida da personagem, mas o enredo acaba por se perder muito na forma típica de um suspense policial. Não acompanhamos de onde saem as conclusões de quem estaria envolvido nos acontecimentos, além da superficialidade a que Lúcia se apega, pelas informações que ela mesma rabisca e faz lembretes repetitivamente enquanto investiga. É um roteiro fraco, ainda que brilhe com a atuação de Glória Pires e sua franqueza e sutileza ao lidar com a decomposição da mente humana pelo mal de Alzheimer. Ao acompanharmos como Lúcia se perde, nós mesmos nos perdemos na história que estamos acompanhando.

Mesmo assim, é um filme tocante que nos carrega pela mente perdida de uma pessoa com ideais e missões que vê todo um futuro e um passado ruindo frente a algo que não pode ser mudado. É uma imagem vívida do que a doença causa e uma atuação sensível e de impressionante maestria para o gênero.

Uma pedra preciosa do cinema nacional que, embora não tão bem lapidada, ainda brilha com diferentes cores lindamente.

Veja o trailer do filme que está disponível nos serviços de streaming Amazon Prime Video e Youtube.

PRIMEIRA PÁGINA

COMENTÁRIOS

Voltar

Sua mensagem foi enviada

Aviso
Aviso
Aviso

Atenção.

Cordão Carnavalesco agita comunidade pelotense

Atividade promovida por grupo de instrumentistas reuniu uma multidão na rua Sete de Setembro       

Por Alexsandro Santos        

 

O Centro de Pelotas foi animado com uma pequena prévia do Carnaval com os sambistas do Ponto Chic

Na tarde do sábado, dia 12 de novembro, aconteceu mais uma roda de samba do Grupo Cordão Carnavalesco do Ponto Chic. Geralmente promovido no Mercado Público de Pelotas, a ação aconteceu na rua Sete de Setembro, no Centro da cidade, e contou com a participação de diversas pessoas que passavam pelo local. Com o objetivo de retomar a tradição dos antigos carnavais de rua, o público cantou e dançou músicas consagradas por escolas de samba locais.

Caroline Nunes, 28, atendente de uma farmácia próxima do local, participou do evento ao final do seu expediente: “eu trabalho aqui perto, na farmácia da esquina e vi uma aglomeração estranha de pessoas. Fui ver o que era e adorei o que encontrei. Convidei uma amiga e já vim participar do samba. Melhor rolê para um fim de sábado.”

Já para a Eliana Araújo, 65, aposentada, eventos como esse são essenciais para retomar a tradição e promover a integração da comunidade. “Adorei relembrar algumas músicas, dançar e descontrair neste fim de tarde. Acho que esses tipos de ações são super importantes para a valorização da cultura local”, conta Eliana.

 

A tradição do Carnaval empolga várias gerações com a lembrança de várias músicas consagradas

 

PRIMEIRA PÁGINA

COMENTÁRIOS

Voltar

Sua mensagem foi enviada

Aviso
Aviso
Aviso

Atenção.

Mostra de Cinema Latino-Americano de Rio Grande acontece em dezembro

Quarta edição do evento ocorre entre os dias 5 e 9 do próximo mês     

Por Vitor Valente      

A edição deste ano volta a ter programação totalmente presencial

Com cinco exibições de cinema ao ar livre, a 4ª edição da Mostra de Cinema Latino-Americano de Rio Grande promete ser a maior já realizada. Com uma temática ligada às intersecções da cultura portuária da cidade, a Mostra promove atividades gratuitas de lazer e capacitação audiovisual, além de exibições de filmes e mesas de debate. Com cinco dias de programação, a edição inova ao descentralizar as atividades que acontecem entre os dias 5 e 9 de dezembro.

As exibições de cinema ao ar livre ocorrem em diferentes localidades do município. Além do Centro e do Cassino, bairros periféricos como a Junção, Ilha dos Marinheiros e Taim recebem parte da programação. Segundo os organizadores, o objetivo é abraçar a comunidade rio-grandina com um espaço de arte, cultura e educação. As demais atividades acontecem no Campus Rio Grande do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS), localizado na Rua Engenheiro Alfredo Huck, 475, Centro.

Após dois anos de atividades limitadas pela pandemia, a Mostra de 2022 acontece de maneira totalmente presencial. Segundo o produtor executivo Victor Pinheiro, um dos objetivos é promover discussões, além de fomentar a produção de cinema por meio das oficinas de formação. “A gente busca proporcionar um espaço de capacitação, informação e discussão sobre audiovisual, cinema, sobre o que é produzido na cidade, no Estado, no Brasil e também na América Latina. Contamos com a participação de realizadores de diferentes lugares”, explica Pinheiro.

     Terceira edição foi realizada em formato híbrido devido à pandemia, com cine drive-in como única atividade presencial         Foto: Divulgação

 

Com cinco exibições de cinema itinerante, Victor garante que o objetivo é expandir as atividades. “A ideia é conseguir fazer com que esse evento tão importante para a cidade saia do centro urbano e chegue em outros lugares. Além de discutir, através do cinema, a progressão desses espaços”, destaca. “A temática cultural que vem do porto e da relação com o mar tem toda uma influência com a cultura das cidades portuárias. Então, esse é o nosso interesse, saber como esse espaço influencia na construção e na cultura dessas cidades”, conclui.

O idealizador acredita que a Mostra tem potencial para contribuir com uma visão renovada sobre o cinema latino-americano. “A gente tem que discutir o cinema como comunidade, na América Latina. É um cinema diferente das grandes produções que a gente vê, geralmente norte-americanas. Então contar um pouco sobre o que é cinema latino-americano, sobre nossas próprias discussões, nossas histórias, nossas problemáticas, incentiva que a comunidade se aproprie dessas temáticas”, expõe Pinheiro.

Ele ainda expõe a importância de pensar novas narrativas através de uma estética latino-americana. “Possibilitar essa discussão sobre alguns projetos específicos que têm histórias marcantes, interessantes e até inspiradoras pode vir a influenciar outras pessoas. A ideia é falar também dessa estética de cinema”, explica. “É importante para que os artistas tenham uma visão, um olhar diferente sobre suas próprias obras, qual o objetivo delas, como atingir outras pessoas e o que você quer tocar nessas pessoas. Vai ser um processo bem bacana”, conclui o produtor.

                 O diretor Ah Nanse participa da mesa sobre videoclipe no dia 5 de dezembro              Foto: Reprodução/Instagram @oahnanse

Uma das mesas de discussão tem como temática os videoclipes musicais. Um dos debatedores será Nicollas Farias, mais conhecido pelo nome artístico Ah Nanse. Natural de Rio Grande, atua como diretor, fotógrafo e editor. Com mais de 60 videoclipes dirigidos, Ah Nanse afirma que o público pode esperar uma conversa honesta e transparente. “Sobre os processos, sobre todo o bastidor por trás da construção de videoclipes, com histórias sobre os percalços que a gente passa por estar geograficamente distante do mainstream”, assegura.

O diretor ressalta a riqueza cultural do município. “Rio Grande é, historicamente, uma cidade muito rica, com muitos artistas e produção cultural”, frisa. “O que falta é essa articulação de projetos e eventos gratuitos e públicos. Por isso alguns eventos têm pouca divulgação e chegam a um número muito limitado de pessoas, que são aquelas que são agentes da cultura e já estão envolvidas. Acho que é muito importante criar esse movimento do cinema dentro da cidade, para que a gente não fique limitado a assistir os filmes que os streamings oferecem ou então fadados ao circuito de cinema que fica limitado às produções de maior clamor popular, como filmes de heróis ou de comédia”, declara.

Ah Nanse garante que a realização da Mostra de Cinema Latino-Americano de Rio Grande o inspira. “Eu tenho muito interesse em entrar em ambientes que merecem e carecem dessa cultura, como a própria periferia. Então é importante que a gente mostre que é possível. Porque muita gente da periferia, gente preta, acaba não tendo acesso e sequer sonha com o que se pode tornar, como um diretor que trabalha com audiovisual, e nem sabe que é possível, que existem pessoas que ganham a vida e trabalham fazendo arte dentro da própria cidade”, finaliza.

A programação completa está disponível abaixo e todas as atividades são gratuitas. As inscrições nas oficinas podem ser realizadas no site do evento.

Segunda-feira (5/12)

14h30 – 17h: Mesa sobre Videoclipe com  A Corte Filmes e Ah Nanse – IFRS

20h30 – Cinema de Rua – Rincão da Cebola, Centro

Terça-feira (6/12)

14h30 – 17h: Oficina Introdução à Produção Audiovisual por Flávia Seligman – IFRS

20h30 – Cinema de Rua – Orla da Rua Henrique Pancada, Junção

Quarta-feira (7/12)

9h – 12h30: Oficina Narrar com a câmera por Roberto Cotta – IFRS

20h30 – Cinema de Rua – Praça do Taim

Quinta-feira (8/12)

9h – 12h30: Oficina A imagem é uma sereia por Lívia Pasqual – IFRS

20h30: Cinema de Rua – Recanto Nossa Senhora de Lourdes, Ilha dos Marinheiros

Sexta-feira (9/12)

9h – 12h30: Oficina A imagem é uma sereia por Lívia Pasqual – IFRS

20h30: Cinema de Rua – Praça Didio Duhá, Cassino

PRIMEIRA PÁGINA

COMENTÁRIOS

Voltar

Sua mensagem foi enviada

Aviso
Aviso
Aviso

Atenção.

Saudade vira festa em São Lourenço do Sul

A tradicional festa germânica Südoktoberfest retorna após dois anos de pausa por conta da pandemia do coronavírus        

Por Julya Bartz Boemeke Schmechel         

O Grupo Sonnenschein realiza a Südoktoberfest, (“festa de outubro do Sul”) desde 1988          Foto: Grigoletti Fotografia

 

Não é necessário morar em São Lourenço do Sul para conhecer a Südoktoberfest. Afinal, a maior e mais tradicional festa germânica da região reúne anualmente diversos amantes desta tradição tão querida, que passa de geração para geração. Depois de uma pausa de dois anos, a festa voltou no mês passado e já tem data marcada para o ano que vem.

A Südoktoberfest, significa “festa de outubro do Sul” e é realizada pelo Grupo de Danças Folclóricas Alemãs Sonnenschein desde 1988. O evento conta com muita música – da tradicional “bandinha” –, danças, chopp e deliciosas comidas típicas. Mas não para por aí: a festa também proporciona diversas outras atividades como jogos germânicos, concurso para as escolhas da rainha e mini rainha, desfile de rua e concurso de chopp a metro. 

Dentre a gastronomia do evento, destaca-se o delicioso Rievelsback, um bolinho frito de batata ralada que faz grande sucesso, sendo produzido a cada edição mais de uma tonelada de batatas. Este número torna o Rievelsback campeão de vendas na praça de alimentação da Südoktoberfest, perdendo para outras comidas típicas, como o Pretzel  (pão tipicamente alemão em formato de nó).

Além do bolinho de batata, um grande destaque é o peito de ganso defumado, um dos pratos servidos no café colonial da festa. Trata-se de uma cultura muito importante dos antepassados e quase esquecida. Por conta deste prato tão característico, os mascotes da Südo são o Walter e Wilma, dois gansos muito animados.

Os mascotes Walter e Wilma divertiram o público na  33ª Südoktoberfest          Foto: Grigoletti Fotografia

 

E, por falar em tradição, na 31ª edição, ocorrida em 2018, a Südoktoberfest bateu um recorde mundial, alcançando a maior Polonaise do mundo – dança tradicionalmente conhecida por abrir os bailes deste estilo. 

Retomada da festa em 2022

Com o início da pandemia, a Südoktoberfest precisou fazer uma pausa. Foi aí que o Grupo Sonnenschein, através de recursos próprios, decidiu realizar obras na Associação Cultural Sete de Setembro (antiga casa do evento), para que o espaço estivesse melhor estruturado e preparado para o retorno.

Helena Kohn, 2ª Secretária do Grupo de Danças Folclóricas Alemãs Sonnenschein, conta que as obras iniciaram durante a pandemia, com o intuito apenas de realizar a manutenção da Associação. Porém, em seguida, o grupo decidiu planejar o parque do evento, que agora volta a ser a casa oficial da Südoktoberfest.

Em anos anteriores, a festa foi realizada no Esporte Clube São Lourenço e, neste ano, finalmente, retornou às suas raízes. A Associação Sete de Setembro contou com uma extensa e preparada estrutura, para abrigar a edição mais esperada de todas. Mas as obras não param: novos projetos seguirão acontecendo, para oferecer um espaço ainda mais amplo nos próximos anos.

As  obras na Associação Sete de Setembro começaram no período da pandemia        Foto: Sul 360 Imagens

A obra passou por várias partes entre as quais a instalação da cobertura       Foto: Sul 360 Imagens

E a edição deste ano voltou para movimentar São Lourenço do Sul e alegrar os amantes das tradições germânicas. Superando a última edição – que contou quatro dias de festa –, em 2022 a Südoktoberfest espalhou-se pelo município e foi realizada em 10 dias, de 2 a 12 de outubro. Depois de dois anos de pausa, o lema da festa que sempre foi “no mês de outubro a cidade vira festa”, precisou sofrer uma pequena alteração para adequar-se à realidade, e, neste ano, o lema representa o sentimento de muitos: “a saudade vira festa”.

Abertura da 33ª Südoktoberfest, com a primeira etapa para servir um ótimo chopp     Foto: Divulgação/Facebook

 

A programação contou com uma visita alegre e especial ao Lar de Idosos Santo Antônio, atividades com as escolas, encontro de corais, apresentações de dança do Grupo Sonnenschein, feiras de artesanato e produtos coloniais, desfile temático de rua, jantar típico, café colonial e muito mais.

O evento contou com a apresentação de 13 bandas, recebeu 30 mil “Südoktoberfesteiros”, que brindaram com 28 mil litros de chopp vendidos. Tudo isso com a ajuda e trabalho incansável de quase 600 voluntários, que tornaram a retomada desta festa tão querida, ainda mais especial.

E para alegrar aqueles que tanto amam a tradicional festa, as notícias são boas. A 34ª Südoktoberfest já tem data marcada: de 8 a 15 de outubro de 2023. Se perder, “tá fritz”! 

PRIMEIRA PÁGINA

COMENTÁRIOS

A festa é maravilhosa e, a cada ano que passa, fica melhor ainda. Passando de gerações em gerações, o mês de outubro sempre vira festa.

Josiane de Freitas Machado

Voltar

Sua mensagem foi enviada

Aviso
Aviso
Aviso

Atenção.

“Uma Quedinha de Natal”: o que esperar do retorno de Lindsay Lohan às telas?

Nova comédia natalina produzida pela Netflix apresenta atriz como protagonista e desperta a atenção dos fãs da artista      

Por Helena Isquierdo Rocha    

Lindsay e Chord Overstreet são os protagonistas do lançamento de fim de ano no streaming Fotos: Divulgação

Longe das telas desde 2013, Lindsay Lohan faz seu retorno como atriz em algo que já virou tradição para os espectadores da Netflix: filmes natalinos.

Apesar de ser o gênero em que a atriz vem tendo sucesso, o roteiro clichê da comédia romântica “Uma Quedinha de Natal” não consegue atingir o sucesso que foram outras obras estreladas por Lindsay, como “Sexta Feira Muito Louca (2003) ou “Meninas Malvadas” (2004). Mas isso não significa que a produção é ruim. Porém, não se deve esperar um roteiro com grandes novidades.

Lançado em 10 de novembro, “Falling for Christmas” (título  original) conta a história de Sierra Belmont (Lindsay Lohan),  uma jovem herdeira que recebeu de seu pai o carro de vice-presidente de uma rede de hotéis de luxo. Acontece que a menina mimada pelo pai não deseja seguir a carreira dos negócios. A reviravolta acontece quando a personagem acaba sofrendo um acidente em meio à neve, logo após ser pedida em casamento por seu namorado Tad (George Young) – um rapaz tão fútil quanto a moça.  Quando acorda, Sierra não consegue lembrar nem mesmo do seu próprio nome. Com amnésia, ela conhece Jake Rusell (Chord Overstreet), dono de uma simples pousada da região. Não é preciso nem dizer que, no desenrolar da história, os dois se apaixonam.

Embora o enredo soe bastante familiar para quem é fã do gênero, a atuação de Lindsay Lohan não deixa a desejar e torna agradável assistir à produção. A escolha dos personagens coadjuvantes também foi ótima, dando destaque para a personagem mirim Avy (Olivia Monet Perez), a filha de Jake.  Outra ótima escolha feita pela Netflix foi no tempo de duração do filme, que conta com uma hora e 33 minutos.

Filme traz os ingredientes típicos das comédias natalinas estadunidenses      Imagem: Scott Everett White/Netflix

É fato que, no entanto, apesar de ser leve e divertido, a produção dividiu opiniões. Entre as críticas especializadas, as notas não foram tão positivas quanto o desejado. Já entre o grande público, a avaliação tem sido muito positiva. Para quem busca algo descontraído e com todos os elementos que uma boa comédia romântica de Natal oferece, fica difícil não gostar. E, é claro, também é uma ótima oportunidade para o retorno de Lindsay Lohan aos filmes. Prepare-se para um enredo recheado de clichês que envolvem a tradicional magia natalina.

Além do roteiro divertido, a trilha sonora é outro pronto agradável, e a cereja do bolo fica por conta da  cena em que Sierra e Jake  cantam Jingle Bell Rock, trazendo para os fãs da artista uma referência a outro trabalho estrelado por ela, o filme “Mean Girls” (“Meninas Malvadas”). 

Antes de perder a memória, Sierra Belmont era apenas uma socialite

 

Os filmes natalinos originais tornaram-se um ponto alto para o serviço de streaming Netflix, que nos últimos anos apostou em Vanessa Hudgens para ser a estrela de “A Princesa e Plebeia (2018),  filme que rendeu continuações de muito sucesso entre o público do gênero. E, agora, a empresa escolheu investir em uma atriz que ficou marcada pelo sucesso nas décadas de 2000 e 2010, assim como Vanessa. Se deu certo antes, por que não daria agora?

 

Vanessa Hudgens estrelou no filme de Natal “A Princesa e a Plebeia” ao lado de Nick Sagar e San Palladio

 

Esse é o primeiro trabalho de Lindsay Lohan na plataforma após a atriz assinar contrato com a produtora. Será que podemos esperar uma continuação para “Uma Quedinha de Natal”, assim como foi com “A Princesa e a Plebeia”?

 

Veja o trailer:

PRIMEIRA PÁGINA

COMENTÁRIOS

Voltar

Sua mensagem foi enviada

Aviso
Aviso
Aviso

Atenção.