Grupo do curso de Educação Física promove a dança

Reportagem de Endrio Chaves, Silvia de Oliveira Camargo e Wagner Leitzke – 

 

Desde 1993, a UFPel está representada no universo das coreografias artísticas. Através do Grupo Universitário de Dança, conhecido como GRUD, divulga seu nome nacionalmente por meio desta arte do movimento corporal. Coordenado pela professora Maria Helena Klee Oehlschlaeger, o Grupo é um projeto de extensão ligado à Escola Superior de Educação Física (ESEF) e tem como principal objetivo promover a expressão da dança, a cultura e o intercâmbio entre a comunidade e a universidade.

Há mais de duas décadas, o Grupo desenvolve diferentes modalidades de dança, como o jazz, dança contemporânea, sapateado americano, modalidade livre, técnicas de composição coreográfica, expressão corporal e improvisação. Atualmente, o GRUD conta com 16 integrantes e já produziu mais de 50 trabalhos.

O Grupo Universitário de Dança comemorou seus 20 anos em 2013

O Grupo Universitário de Dança comemorou seus 20 anos em 2013

Neste mês, o GRUD participou do Festival de Circo em Pelotas, apresentando um trabalho feito exclusivamente para o evento. A coreografia Você deveria ter me mandado flores foi exibida no Centro de Treinamento do Grupo Tholl. O Grupo também esteve presente na Virada Cultural, que ocorreu na esplanada do Theatro Sete de Abril.

Na sua comemoração de 15 anos, em 2008, realizou o espetáculo A Universidade da Dança, no projeto Sete ao Entardecer, apresentando sete trabalhos coreográficos, quando foi contada a trajetória do GRUD por meio de homenagens a todos os bailarinos que estiveram presentes na história do grupo. Já em 2013, ano em que o grupo comemorou seus 20 anos, o GRUD participou da programação do Dia Internacional da Dança, promovido pela ADAP (Associação de Dança de Pelotas), na sede da AABB.

Durante sua trajetória, o Grupo participou de vários festivais de dança pelo País, garantindo diversos prêmios. Em 2008, conquistou o segundo lugar na categoria contemporâneo adulto, no Porto Alegre em Dança. Quatro anos depois, no Festival Nacional de Dança Vem Dançar, também na capital gaúcha, o GRUD levou os prêmios principais com a coreografia de grupo na modalidade composição livre e com o solo de ballet, além do segundo lugar com a coreografia de conjunto e prêmios especiais, como o de melhor grupo adulto.

O evento de dança mais importante do país, o Festival Internacional de Dança de Joinville, já prestigiou inúmeras coreografias apresentadas pelo GRUD. No ano passado, três das suas coreografias na modalidade jazz foram selecionadas para o encontro em Santa Catarina. Neste ano, o Grupo teve dez trabalhos coreográficos aprovados no evento competitivo de Bento Gonçalves, o Bento em Dança.

O estudante do curso de Letras da UFPel Pablo Alvez Deniz é professor de língua estrangeira e bailarino do GRUD há mais de três anos. Ele observa que a prática da dança vem transformando o seu cotidiano. Pablo conheceu o GRUD durante uma apresentação na Fenadoce, em 2011, mas foi no ano seguinte que passou a fazer parte do Grupo.

Pablo Alvez Deniz começou a dançar no GRUD em 2012

Pablo Alvez Deniz começou a dançar no GRUD em 2012

Uma das dificuldades encontradas pelos bailarinos é conciliar os ensaios com o estudo e trabalho. Além de bailarino, Pablo é estudante e professor, por isso necessita sempre encontrar tempo para se dedicar à dança. Segundo ele, “a grande maioria dos bailarinos ou pessoas que praticam dança acabam se apaixonando por essa arte”. Isso leva, de alguma forma, a reservar algum tempo na semana para os ensaios. Mas como, no GRUD, todos são acadêmicos ou formados, suas agendas não são fáceis de organizar. A solução é ensaiar aos fins de semana ou durante a semana em horários já tarde da noite. “Principalmente se temos um evento, festival ou concurso perto, aí a coisa fica mais intensa. Quando não temos nada programado se aproximando, temos uma aula semanal em que nos preparamos fisicamente e começamos a compor novos projetos”, relata o bailarino.

A dança trabalha constantemente com o movimento corporal e, como qualquer atividade física, gera benefícios à saúde de quem a pratica. Pablo afirma que através da dança, juntamente com a prática da ioga, passou a ter maior resistência física, flexibilidade, melhora na postura, tonificação muscular e, além disso, livrou-se do estresse causado pelo dia a dia. “Existe um cansaço físico sim, mas os benefícios psicológicos – ao menos pra mim – são enormes. Duvido que algum bailarino não goste da genial sensação de estar no palco, é viciante”, comenta Pablo.

Desde o seu primeiro ano no GRUD, ele esteve presente em praticamente todos os eventos em que o Grupo participou, como o Dança Bagé, o Vem Dançar, o Dança Pelotas, o Bento em Dança e o Festival Internacional de Dança de Joinville. Tais festivais reúnem grupos dos mais diferentes cantos do País, propiciando aos participantes a oportunidade de ter contado com as mais diversas formas de arte. De acordo com o estudante, “existe um intercâmbio de ideias muito bom que soma experiências”. A preparação prévia para a participação nos eventos é cansativa, mas o resultado sempre compensa. “Todas as vezes que temos algum evento chegando, nossos ensaios passam a ser mais intensivos e mais frequentes, já ficamos ensaiando até altas horas da noite para poder reunir todos os integrantes do grupo, sabendo que é algo fundamental.”

Os ensaios do Grupo Universitário de Dança são realizados nas dependências da ESEF, nas sextas-feiras à noite, e os integrantes do Grupo são estudantes da Universidade Federal de Pelotas ou demais bailarinos da comunidade. Para participar do projeto é preciso ter alguma experiência em qualquer estilo de dança.

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