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Livros

A Sociologia Enraizada de José de Souza Martins

FREHSE, Fraya (Org.). São Paulo: ECA/USP, 2018.

Quinze ensaios, um poema, uma trilha sonora e várias fotografias compõem este livro. Trata-se de uma contribuição sui generis para a história das ciências sociais no Brasil, que busca examinar criticamente as diferentes facetas da sociologia produzida por José de Souza Martins, um dos maiores sociólogos brasileiros em atividade, nos seus mais de cinquenta anos de carreira. Por ângulos distintos, especialistas brasileiros e europeus em sociologia, antropologia, história, fotografia, literatura e música desvendam um modo único de pensar a vida social, que se destaca por valorizar as raízes do humano expressas em detalhes aparentemente menores do dia a dia de homens, mulheres e crianças no campo, na cidade e na fronteira, no centro e no subúrbio, na casa e na rua, na vigília e nos sonhos vividos no Brasil do passado e do presente – em busca de futuro.

Os Sociólogos: de Auguste Comte a Gilles Lipovtsky

TELLES, Sarah Silva; OLIVEIRA, Solange Luçan de (Orgs.). Editoras: Vozes e PUCRio, 2018.

“Após as edições sobre autores clássicos da Filosofia, História e Comunicação, a Editora Vozes e a Editora PUC-Rio lançam os Clássicos das Ciências Sociais.
Já publicamos o volume 1, Os antropólogos. Neste volume 2 é a vez de Os sociólogos. Está prevista ainda a publicação de Os cientistas políticos (volume
3). Em todos os volumes publicados até aqui a proposta é a mesma: expor e explicar o pensamento dos autores clássicos de cada área a partir de um ensaio
introdutório, escrito por um especialista, com uma linguagem clara e acessível, precisa e rigorosa. Este volume oferece uma coletânea de ensaios sobre a vida
e a obra dos autores clássicos da Sociologia, cobrindo de Auguste Comte (1798-1857) a Gilles Lipovetsky (1944). Cada ensaio traz os seguintes conteúdos: o
sociólogo e seu tempo; percurso e influências; conceitos básicos de seu pensamento; e suas principais obras publicadas.”

Carmen Miranda entre os desejos de duas nações: cultura de massas, performatividade e cumplicidade subversiva

BALIEIRO, Fernando. Editora Annablume, 2018.

A originalidade da empreitada intelectual de Balieiro começa ao propor – por meio da análise da carreira de Miranda –uma leitura alternativa sobre a nação brasileira que problematiza a interpretação dominante nas ciências sociais de que nosso imaginário nacional teria se reconfigurado por volta da década de 1930 no diálogo entre intelectuais e Estado. Na visão de Balieiro, é a ascensão do mercado midiático de massas a partir dos anos vinte que reconfigurará a imagem dominante sobre o Brasil de um país que queria se imaginar branco e europeizado, apagando as marcas indígenas e africanas de sua cultura, para a de uma nação que celebraria em música e imagem sua singularidade.
Carmen Miranda encarnava essa branquitude tropical e, mesmo tendo nascido na Europa e sendo loira de olhos verdes, bronzeava-se na praia e se dizia bem brasileira, cantando sambas que falavam da vida das classes populares negras e mestiças. Seu passo decisivo nesta incorporação performática do nacional foi vestir-se de baiana para números musicais no cinema e no teatro musical. Seu gesto não foi recebido sem polêmica, algumas recusas e até desqualificações, mas se entre nós a figura da baiana incomodava a elite que buscava distinção em relação ao seu próprio povo, nos Estados Unidos foi recebida como uma imagem latino-americana. Assim, Carmen era baiana aqui e latino-americana lá, carregando signos de dois contextos culturais em uma só performance (do prefácio de Richard Miskolci).

Ernesto Laclau e seu Legado transdisciplinar

MENDONÇA, Daniel de; RODRIGUES, Léo Peixoto; LINHARES, Bianca (Orgs). São Paulo: Intermeios, 2017.

“Ernesto Laclau tem sido um dos mais influentes intelectuais da segunda metade do século XX e do início deste século. Autor, em 1985, em colaboração com Chantal Mouffe, da obra seminal “Hegemonia e estratégia socialista: por uma política democrática radical” – que o tornou internacionalmente reconhecido – seu pensamento tem extrapolado o plano acadêmico e influenciado importantes lideranças políticas, movimentos sociais e acontecimentos das políticas latino-americana e europeia.

Sua vigorosa teoria pós-estruturalista do discurso tem sido apropriada por diferentes áreas do conhecimento, tais como: política, sociologia, educação, psicologia, administração, relações internacionais, etc., influenciando pesquisadores brasileiros, latino-americanos e europeus a levaram adiante o seu legado, a Teoria do Discurso.

A presente obra traz contribuições teóricas e empíricas, por alguns dos maiores especialistas brasileiros e latino-americanos, referente à obra desse autor, que abordam temas extremamente atuais, tendo por base o pós-estruturalismo de Ernesto Laclau.

Diversidade sociológica: facetas da pesquisa em sociologia, vol. III.

REICH, Carla M.; ESPINDULA, Brenda; HINZ, Rodrigo; SCHUCK, Camila; RIBEIRO, Fábio; MARTIL, Graciela; RODRIGUES, Léo Peixoto; ALMEIDA, Jalcione (Orgs.). UFRGS e UFPel, 2017.

Assim como os volumes anteriores, este terceiro volume é resultado de um importante e dedicado trabalho que revelou a integração e parceria intelectual entre estudantes e docentes pesquisadores de ambas as instituições. A partir do segundo ano do Procad/CNPq-UFPel/UFRGS, estes estabeleceram, dentre outras atividades, encontros anuais para divulgar suas pesquisas, sejam elas finalizadas ou em andamento, por intermédio de encontros que foram simpaticamente chamados de “Seminários de Integração Sociológica – SIS”. O presente volume é o resultado do III Seminário de Integração Sociológica UFRGS/UFPel – III SIS, evento realizado na cidade de Pelotas-RS, nos dias 27 e 28 de agosto de 2015.

 

O novo espírito do capistalismo no Sul: paralelismos e contrastes

ROBERTT, Pedro; D’AVILA, Ana Paula Pereira; LISDERO, Pedro; FERREIRA, Renata Brauner (Orgs.). UFPel, 2017.

Sendo diferente, o capitalismo continua sendo  mesmo, reinventado-se continuamente com a reprodução do que diz superado, mascarando o antigo com roupagens novas, preservando a exploração do trabalho com pretensas inovações, a fim de alimentar sua sede insaciável de lucros. A cada nova etapa, se elabora um novo discurso de um novo espírito, que enaltece as qualidades de maior humanidade das inovações, cuja falsidade é revelada pelos autores desta coletânea. Os textos apresentados, enfocando uma multiplicidade de temas a partir de diferentes perspectivas, compõem um todo coerente, expondo as muitas manifestações do discurso e das práticas legitimadoras do processo de acumulação do capital na sua versão mais “moderna”. Aí se assenta a relevância de sua publicação. Lorena Holzman, out., 2017.

 

 

Niklas Luhmann – Sistemas sociais: ensaios teóricos

RODRIGUES, Léo Peixoto; NEVES, Fabrício Monteiro (Orgs.). EDIPUCRS, 2017.

É uma obra cuja composição foi extremadamente desafiadora, pois envolveu pesquisadores de dois países – Brasil e Chile -, duas línguas distintas (português e espanhol) e quatro universidades: Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Universidade de Brasília (UnB) e Universidad de Chile; as três primeiras, através de seus Programas de Pós-Graduação em Sociologia, já a Universidad de Chile, da Facultad de Ciencias Sociales, do Departamento de Antropología e do Magíster en Análisis Sistémicos aplicados a la Sociedad – MaSS. Colocamos, assim, o resultado desse esforço de colaboração científica de diferentes universidades a todos aqueles que se interessam pelo debate teórico social contemporâneo.

 

A Sociologia de Niklas Luhmann

RODRIGUES, Léo Peixoto; NEVES, Fabrício Monteiro. Editora Vozes, 2017, 200p.

A obra “Sociologia de Niklas Luhmann”, publicado pela Editora Vozes e que faz parte da coleção “Pontos de Referência”, recém lançada pela mesma Editora, vem preencher uma lacuna teórica na Sociologia brasileiras. Os autores dedicaram-se a apresentar uma teoria de difícil compreensão de forma clara, didática, encadeando os principais conceitos – que dão forma e corpo ao seu escopo teórico sistêmico – propostos por Luhmann, sem prescindir do necessário rigor que a própria teoria exige. Niklas Luhmann é um dos mais proeminentes e polêmicos teóricos da sociologia e das ciências sociais, como um todo, desta contemporaneidade. Niklas Luhmann construiu uma perspectiva teórica da sociedade, colocando no centro a necessidade de se afrontar a crescente complexidade que o sistema social, numa perspectiva global, vem desenvolvendo. Para Luhmann, a sociedade, que se constitui em um sistema complexo, fechado sobre si mesmo, do ponto de vista de seu operar. Tal sistema diferenciação em subsistemas funcionais, a partir de seu interior, inflacionando seu próprio processo evolutivo.

 

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Dimensão Histórica Da Sociologia: Dilemas e Complexidade

RIBEIRO, Maria Thereza Rosa (Org.); DOMINGUES, José Maurício; MONSMA, Karl; SOARES, Eliane Veras; SOTO, William Héctor Gómez. Editora Appris, 2016, 153p.

O objetivo de Dimensão Histórica da Sociologia: dilemas e complexidade é tratar da dimensão histórica da sociologia tendo em vista os aspectos teóricos, metodológicos e epistemológicos que fornecem recursos heurísticos ao entendimento da modernidade, do desenvolvimento capitalista, dos processos políticos e sociais e da modernidade brasileira.

 

 

pedro_alcides_robertt_niz___divulgacaoMetodologia em Ciências Sociais Hoje Vol. 1 e Vol. 2

RORBETT, Pedro; RECH, Carla; LISDERO, Pedro; FASCHINETTO, Rochele (Orgs.). Editorial Paco, 2016. 356p. (Vol. 1), 332p (Vol. 2)

O volume I apresenta reflexões sobre a construção de conhecimento em ciências sociais; sobre a importância da teoria; sobre o papel da ciência social na contemporaneidade; sobre o caráter das categorias com que abordamos a realidade social; sobre os nossos modelos metodológicos; incluindo sua publicização; e sobre a construção do projeto de pesquisa e o uso dos dados, abrangendo tanto aspectos estratégicos quanto sua relaçãocom dinâmicas políticas.

 

Vol. 2

Metodologias em Ciências Sociais hoje: práticas, abordagens e experiências de investigação, vol. 2

ROBERTT, Pedro; RECH, Carla; LISOERO, Pedro; FACHINETTO, Rochele. São Paulo: Editorial Paco, 2016.

O volume II se constitui em uma colaboração inestimável para que a sociologia no Brasil e em outros países da América Latina amplie o debate sobre as variedades de técnicas, desenhos de investigação e modos de articulação entre teoria, análise e empiria. Essas obras auxiliam o esforço de tornar a pesquisa sociológica um empreendimento ao mesmo tempo sistemático, coletivo, atualizado e criativo.

 

timDiversidade Sociológica

DA COSTA, Everton; ANHAIA, Bruna; SCHUCK, Camila; ANELLO, Claudia; ARANDA, Yara (Orgs.). Editorial Paco, 2016. 344p.

Este livro apresenta ao leitor um conjunto de estudos sobre uma pluralidade de dinâmicas sociais, elaborados à luz de diferentes abordagens sociológicas. Os trabalhos evidenciam não somente a complexa rede de relações que constituem a realidade social contemporânea, mas mostram também as diferentes facetas – teórica, metodológica e epistemológica – da realização da pesquisa em sociologia.

 

 

livro principio republicanoO Princípio Republicano Constituinte do Mundo-Da-Vida do Estado Constitucional Cosmopolita

MASSAÚ, Guilherme. Ed. Unijuí, 2016. 208p.

Este livro tem a proposta de provocar reflexões sobre temáticas cada vez mais suscitadas na seara jurídica, que são: a solidariedade e o cosmopolitismo. Para isso, sem perder as características do ordenamento jurídico atual, tal como o regime republicano e o Estado de Direito. A temática da solidariedade é inserida como virtude republicana e dinâmica de inclusão do outro na ação jurídica que cada indivíduo desempenha diuturnamente na sociedade e no Estado. Já o cosmopolitismo chama a atenção para o ser humano como ser universalmente dotado de dignidade em qualquer espaço sociopolítico em que se localize. Tais temáticas encontram no âmbito normativo de uma República acolhida, justamente pela perspectiva da liberdade e igualdade, somando assim a solidariedade como fator de vínculo de pertencimento a uma sociedade. Assim, o cosmopolitismo e a solidariedade passariam a ser exigências jurídicas.

 

Capa LivroTeorias e Práticas Sociológicas

LEITE, Elaine da Silveira; MASSAU, Guilherme Camargo; SOTO, William Hector Gomes, (Coordenadores). São Paulo, 1ª. Ed. Editora Max Limonad, 2016. 259p.

O PPG Sociologia (UFPel) apresenta, nesse livro, alguns tópicos de discussão das pesquisas realizadas pelos professores e alunos do Mestrado em Sociologia, está estruturado em quatorze capítulos, divididos em três partes a partir das linhas de pesquisas. Essa coletânea mostra o esforço da pesquisa e da produção acadêmica, que ao longo dos últimos anos, vem expandido suas atividades, realizando eventos e produções científicas , visando firmar-se no cenário acadêmico.

 

 

Pedagogia do SexoA Pedagogia do Sexo em O Ateneu: gênero e sexualidade no internato da ‘fina flor da mocidade brasileira’

BALIEIRO, Fernando F. São Paulo, 1ª. ed. Annablume Editora, 2015. 178p.

Guiado por um romance ousado, Balieiro retoma arquivos históricos tradicionais sob uma nova ótica que explora segredos surpreendentemente mantidos por pesquisadores/as anteriores. Dentre as contribuições deste curto e inspirado livro, vale destacar como o autor, sintonizado com os Estudos Culturais, não apenas expande o que se compreende como arquivo mas, sobretudo, aposta em uma leitura dele a contrapelo. Interrogar o passado sob uma ótica questionadora dos valores morais e dos padrões de gênero e sexualidade ainda hegemônicos na sociedade brasileira tem muito a contribuir para a repensarmos. Violências e injustiças antes não reconhecidas ganham visibilidade neste empreendimento tão científico quanto politicamente comprometido.
Assim, em uma (re)leitura mais afeita a demandas de reconhecimento do presente, O Ateneu (1888) ganha atualidade e nos auxilia a repensar processos históricos que criaram o Brasil em que vivemos. Em especial, os que envolvem nossa sexualidade, nosso erotismo e a construção nacional de uma masculinidade hegemônica.

 

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Discurso, Trabalho e Movimentos Sociais

ESTANQUE, Elísio. São Carlos/SP, 1ª. ed. Pedro & João Editores, 2015. 321p.

O livro “Discurso, Trabalho e Movimentos Sociais” tem como objetivo permitir que alunos das Ciências Humanas, Sociais e das Letras, de modo particular àqueles que trabalham com discurso, encontrem aqui discussões teóricas e metodológicas sobre as referidas temáticas que lhes possam ser úteis às próprias pesquisas, seja por meio de seu emprego direto ou indireto.

 

 

 

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Interfaces da Sociologia do Conhecimento de Karl Mannheim

FONTANA, Felipe; RODRIGUES, Léo; GUSMÃO, Luís; MAZUCATO, Thiago; CEPÊDA, Vera. São Paulo, Editora UFSCar, 2015, 263p.

Trata-se de um conjunto de artigos (cinco ao todo), sobre a Sociologia de Karl Mannheim. Além dos organizadores também participaram da Coletânea: Luís de Gusmão (UnB) e Léo Peixoto Rodrigues (UFPel).

Este livro é um e-book e está liberado para ser hospedado em qualquer site.

Para baixar, clique AQUI.

 

Pós-Estruturalismo e Teoria do Discurso: em torno de Ernesto Laclau

MENDONÇA, Daniel de; RODRIGUES, Léo Peixoto. (Orgs.) Porto Alegre/RS, 1ª. ed. Editora EDIPUCRS, 2014. 191p.

Esta obra traz contribuições de autores de universidades e centros de pesquisas localizados no Brasil, na Argentina e no Canadá. Além disso, conta com a contribuição, seja prefaciando, seja apresentando a obra de Ernesto Laclau, de pesquisadores diretamente vinculados à Escola de Essex, tais como Aletta J. Norval (Universidade de Essex) e Oliver Marchart (Universidade de Luzern). Neste sentido, esta coletânea de textos constitui-se em uma obra destinada a demonstrar a relevância teórico-analítica do pensamento pós-estruturalista de Laclau.

 

Capa

Diversidade Sociológica: facetas da pesquisa em sociologia: gênero e movimentos

MASSAÚ, Guilherme Camargo; RODRIGUES, Léo Peixoto; COELHO, Gabriel Bandeira.  Porto Alegre/RS, 1ª. ed. Editora EDIPUCRS, 2014. 224p.

Este livro evidencia a diversidade de temáticas que foram apresentadas no Seminário, trabalhadas nos dois Programas de Pós-Graduação em Sociologia. Os temas refletem as linhas de pesquisa de ambos e mostram o quão rica é a pesquisa e a produção da Pós-Graduação em Sociologia da UFPel e da UFRGS. Podem-se observar dois grandes modelos de pesquisa: os trabalhos de cunho teórico e os de cunho empírico, respectivamente organizados nesta coletânea. É possível visualizar reflexões voltadas à área jurídica, à violência, à política, assim como da produção, do desenvolvimento, finalizando com uma reflexão sobre a
educação, que, fundamentalmente, perpassa todos os temas desenvolvidos. Esta coletânea apresenta uma diversidade de estudos e perspectivas, que convergem para o ponto central dos Programas: a análise sociológica de diversos fenômenos sociais. Os trabalhos mostram a maturidade e a capacidade de pesquisa e de produção dos Programas de Pós-Graduação. O ponto culminante disso encontra-se na produção discente que ora se apresenta. Isso fica claro quando se analisam os respectivos currículos, ou seja, mestrandos e doutorandos com regular participação em eventos nacionais e internacionais, resultado do ensino e da pesquisa realizados no âmbito da
sociologia da UFPel e da UFRGS.

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Crise e emergência de novas dinâmicas sociais, vol. I e vol. II

RODRIGUES, Leo Peixoto; SPOLLE, Marcus Vinícius; ALMEIDA, Jalcione. Curitiba/PR, 1ª. ed. Editora CRV, 2014. 172p (vol. I), 170p (vol. II).

Trata-se de uma Coletânea dos trabalhos selecionados, por ocasião das apresentações em GTs que  aconteceram no III EICS, intitulada: “Crise e emergência de novas dinâmicas sociais”, publicada em dois volumes. Constitui-se na seleção das principais contribuições do III Encontro Internacional de Ciências Sociais – III EICS, realizado em Pelotas no período de 8 a 13 de outubro de 2012. O encontro apresentou como tema a discussão sobre a questão da crise e as emergências de novas dinâmicas sociais, e teve como objetivo promover e aprofundar o debate sobre as mais recentes crises e transformações das sociedades contemporâneas. Nesse quadro, os pesquisadores participantes do encontro trouxeram em suas contribuições o tema da interpenetração entre as realidades configuradas pela lógica do Estado-nação e as dinâmicas sociais instauradas pelas diversas mobilidades de pessoas, objetos, imagens e informações promovidas pela sociedade global. Nesse sentido, os diversos grupos de trabalhos das áreas de sociologia, antropologia e ciência política puderam disseminar e fomentar a troca de conhecimentos que poderão contribuir para a construção, ressignificação ou mesmo reiteração de categorias conceituais que fazem frente à complexidade dos desdobramentos sociais produzidos por esses deslocamentos.

No primeiro volume,as contribuições dos pesquisadores selecionados estão organizadas em três grandes eixos de discussãoo primeiro eixo concentra artigossobre o tema teoria, metodologia e reflexões sociais; já o segundo, o tema abordado é ciência, tecnologia e inovação e, finalizando, os artigos estão organizados sobre a temática do trabalho, gênero e desigualdade.

 

 

No segundo volume as contribuições estão organizadas em dois grandes eixos de discussão: o primeiro eixo concentra artigos sobre Desenvolvimento, sustentabilidade e ambiente; já, o segundo, sobre Estado, Políticas públicas, Participação e Cultura.

 

 

 

 

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Sociologia: conexões pertinentes

RODRIGUES, Léo Peixoto; SPOLLE, Marcus Vinícius. (Orgs.). Pelotas/RS, 1ªed., Editora Gráfica Universitária, 2013. 258p.

“Sociologia: Conexões pertinentes”, apresentado pelos organizadors Léo Peixoto Rodriges e Marcus Vinícius Spolle é fruto não apenas de temas que são pertinentes à realidade social contemporânea, mas também reflexo, tanto teórico como empírico, das pesquisas de diferentes linhas de investigação em que atuam professores e alunos do PPGS da UFPel, do PPGS e do PPG em Desenvolvimento Rural da UFRGS e da UDELAR do Uruguai. O livro está dividido em quatro eixos temáticos: questões da sociologia do conhecimento e da metodologia nas ciências sociais; sociologia do trabalho e transformações do capitalismo na lógica flexível; participação social e cidadania; e novas conflitividades sociais questionadoras da reflexividade no mundo contemporâneo. A obra proporciona um mergulho no universo social de questões extremamente pertinentes e conexas à sociologia brasileira e internacional.

 

sociedade-como-sist_cortNiklas Luhmann: a sociedade como sistema

RODRIGUES, Leo. Peixoto; NEVES, Fabrício Monteiro. 1. ed. Porto Alegre: EDPUC-RS, 2012. v. 01. 132p.

“Como pesquisadores atentos e profundos conhecedores do pensamento de Luhmann, ao longo do texto, os autores vâo desenvolvendo sua construção teórica, através dos conceitos: sistema, autopoiésis, sentido, comunicação, sistema social, evolução. Nesse sentido, mostram que Luhmann construiu uma teoria dinâmica, capaz de estabelecer distinções, servir como instrumento de observção, reduzir a complexidade, possuir um alto nível de abstração, ser reflexiva e autorreferente. De modo didático, vão discorrendo sobre os diferentes conceitos, num primeiro momento, de difícil acesso para quem não foi introduzido na leitura de Luhmann. Aos poucos vão desvendando definiões, relações, ângulos, sínteses do projeto teórico de Luhmann…
A leitura deste livro com certeza possibilitará a descoberta de toda a riqueza do pensamento de Nicklas Luhmann e suas controvertidas e complexas posições teórico-sociológicas. Certamente vale a leitura!”

Clarissa Eckert Baeta Neves

controversias_cortControvérsias da questão social: liberalismo e positivismo na causa abolicionista no Brasil

RIBEIRO, Maria Thereza Rosa. 1ª. ed. Porto Alegre: Editora Zouk, 2012. v. 01. 160p.

“Este livro reconstitui e analisa as controvérsias entre o pensamento positivista ortodoxo e o liberalismo social no Brasil, desde a crise do Segundo Império até os primeiros anos da República. Apresenta a repercussão que tiveram na sociedade brasileira as representações do social produzidas e sistematizadas por Joaquim Nabuco e pelos positivistas ortodoxos – principalmente Miguel Lemos e Raimundo Teixeira Mendes -, como práticas construídas num espaço de lutas, no qual convergem o poder e o saber que se enraizam na sociedade A análise das argumentações dos nossos protagonistas foi possívelcom a interpretação de obras, discursos e publicaões que tratam da questão social e do engajamento na luta abolicionista,assim como com o coetijo de suas representações elaboradas com base na crítica do sistema escravista.”

Maria Thereza Rosa Ribeiro

dicionarioDicionário de História de Pelotas

LONER, Beatriz Ana; MAGALHÃES, Mario Osório; GILL, Lorena A (Orgs.). 2. ed. Pelotas: Editora da UFPel, 2012. v. 1. 268p.

“Pelotas é privilegiada, historigoraficamente: já se produziram, sobre o seu passado, inúmeros e valiosos textos, tanto de descrição quanto de análise, tanto de caráter geral quanto específico. Não obstante, e justmente por isto, impunha-se como necesária e oportuna a elaboração deste Dicionário. Seu objetivo primordial é, além de informar, orientar o leitor – estudioso, estudadente ou simples curioso. Informá-lo acerda dos episódios, das instituições e dos processso históricos que identificam o município, por meio da brevidade, da clareza e da precisão que caracterizam os dicionários; e orientá-lo, atrav´s do comentário explícito e da bibliografia apensa a cada verberte, para que possa achar o detalhamento dessas informações nas tão qualificadas obras de referência.”Mario Osório Magalhães

 

carnavaleCarnavales e carnavais: Fronteiras de outra História

BUSSOLETTI, Denise M; GILL, Lorena A (Orgs). Pelotas: Editora da UFPel, 2011. v. 1. 198p

O livro surgiu em consequência dos debates ocorridos na segunda edição do “Fórum Internacional de Contadores de Histórias”, realizado entre os dias 15 e 16 de dezembro de 2010 na cidade de Pelotas, Rio Grande do Sul, Basil. O fio condutor foi o “carnaval e a cidade”, onde através do chamamento provocativo: “Tu me conheces? Eu te conheço”, configurado como um subtítulo do evento, buscou-se reproduzir não só o refrão de uma das marchas do “canaval de antes”, mas também e fundamentalmente reencontrar parte da identidade local. A obra apresenta um conjunto de reflexões dos participantes do evento, adequadas para serem textualmente reproduzidas.

 

sociologia-politicaEnsaios de Sociologia e Política

SCHULZ, Rosangela Martione. (Org.) Pelotas: Editora UFPEL, 2010, v. 1, p. 133-175.

O livro é fruto da iniciativa coletiva dos docentes do Curso de Especialização em Sociologia e Política da Universidade Federal de Pelotas, na comemoração dos 25 anos da especialização. Contou com o apoio, em 2010, do então Programa de Pós-Graduaçao em Ciências Sociais, hoje Programa de Pós-Graduaçao em Sociologia (PPGS). Vários dos pesquisadores que hoje são parte do corpo de professores do PPGS estão presentes no livro apresentando resultados de suas pesquisas. Os textos que compõem o livro abordam diveras questões teórica e empíricas tais como: fenômenos eleitorais recentes na cidade de Pelotas, reforma da previdência no Brasil, a questão do capital social e o desenvolvimento regional, o estruturalismo francês, os fenômenos da desigualdade nas cidades, o trabalho nas cadeias agroindustriais, os conselhos municipais de direitos da mulher em cidades do Rio Grande do Sul e as contradições da modernidade no Brasil.

 

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Trabalho e reestruturação produtiva: entre lutas e negociações

ROBERTT, Pedro.  1ª. ed. Pelotas: Editora e Gráfica Universitária, 2009. 418p.

“O texto de Robertt evidencia que a reestruturação produtiva em curso constitui o cenário no qual se movem os diferentes atores submetidos à lógica do capital. Não há posições pré-estabelecidas neste cenário: entre os trabalhadores pode haver resistência às mudanças pretendidas e implantadas, mas pode haver, também, consentimento às estratégias adotadas pelas empresas. A população envolvida nas ações da empresa, como a família dos empregados ou como as comunidades que abrigam as plantas do complexo industrial, assim como a ampla rede de fornecedores da matéria-prima, junto com os atores que atuam no interior da empresa, constituem uma complexa trama de relações de confronto, demonstrando a persistência do caráter conflituoso da sociedade capitalista, que o discurso da cooperação presente nas estratégias de gestão que constituem parte relevante da reestruturação produtiva, não conseguem, com êxito permanente, mascarar.”

Lorena Holzmann