Festival Cabobu divulga programação completa que  começa sexta-feira

Evento em Pelotas conta com Atrações Musicais, Mesas Redondas, Oficinas, a Feira Preta Helena do Sul e o Palco da Diversidade, além das exposições Giba Giba e Coletiva de Artistas Pretos  “Afropresentismo”     

Por Maria Clara Morais Sousa e Stéfane Costa      

              Giba Giba será homenageado com exposição de fotografias       Foto: Diego Coiro

O Festival Cabobu vai celebrar a cultura negra na cidade de Pelotas e está em contagem regressiva para o início de suas atividades. O evento começa nesta sexta–feira (dia 21 de abril), com atrações que devem marcar o final de semana na região. Com apresentações musicais, cortejo e mesas redondas, o Cabobu retornará pela terceira vez, após mais de 23 anos de sua última edição. O evento conta com uma ampla agenda, incluindo Atrações Musicais, Mesas Redondas, Oficinas, a Feira Preta Helena do Sul e o Palco da Diversidade, além das exposições Giba Giba e Coletiva de Artistas Pretos “Afropresentismo” (veja a programação detalhada abaixo).

O público que deseja participar das atividades especiais já pode realizar a sua inscrição. Para comparecer ao espaço Oficina Mestre Baptista é possível se inscrever através deste link para preenchimento do formulário. As atividades serão realizadas no pátio interno da Secretaria Municipal de Cultura de Pelotas (Secult), na Praça Coronel Pedro Osório, 2, no Centro de Pelotas. Ao final do formulário será possível selecionar a oficina desejada. É possível se inscrever em mais de uma atividade, no entanto é preciso realizar uma nova inscrição.

Já para as mesas redondas do espaço Mestra Griô Sirley Amaro, os interessados podem acessar o link para obter o formulário de inscrição. As atividades do espaço ocorrerão na Bibliotheca Pública Pelotense, no número 103 da Praça Coronel Pedro Osório.

É importante ressaltar que todas as atrações do Cabobu são gratuitas, portanto, não será exigida qualquer taxa para inscrição.

Última edição do festival ocorreu há 23 anos     Foto: Divulgação

 

Atrações

Ressaltando ainda mais sua natureza plural e orgulhosa de sua cultura, o Festival Cabobu trará opções diversas para as ruas da Princesa do Sul. Na quinta-feira (20), antes mesmo do início do evento, será realizado um aquecimento dos tambores, com os grupos Sopaparia e Tambores de Candombe do Uruguay. No dia seguinte, sexta-feira (21), ocorrerá a abertura oficial do evento, com o cortejo de abertura, que iniciará na esquina da Secult e seguirá para o palco Giba Giba, montado no Largo Edmar Fetter, ao lado do Mercado Central. As demais apresentações seguirão no local.

Dentre as atrações locais, o Cabobu contará com a participação do DJ Tom Nunes, estudante de Pelotas natural de Porto Alegre. Tom conta que começou a mexer com som quando organizava festas de rua em 2012 com seus amigos. Na Capital, ele teve contato com tambores e cultura afro gaúcha pelo coletivo de estudantes negros chamado Negração.

Tom Nunes é aluno da UFPel e está entre as atrações do evento     Foto: Marisa Campos

 

Ao se mudar para Pelotas, o estudante de Jornalismo pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel) diz ter vindo de “coração aberto” para a cidade. Nas suas palavras, “Pelotas é uma cidade muito viva culturalmente, da cultura preta, dá pra ver andando assim na rua, é muito demais”.

Ele contou que se sentiu muito honrado ao ser chamado para se apresentar neste encontro. Sobre sua expectativa, ele diz que “vai ser lindo” e que também será um evento “espiritualmente potente”.

Confira aqui a programação e temas dos debates e oficinas do Festival Cabobu:

ATRAÇÕES MUSICAIS

Dia 20/04 – Quinta-feira

20h – Aquecimento dos tambores com grupo Sopaparia de Porto Alegre e os uruguaios do grupo Tambores de Candombe do Uruguay do Jefe de Cuerda Guillermo Ceballos. Local: Ponto de Encontro Mestre Caloca, no bar Copa Rio, na praça Cel. Pedro Osório, 201.

Dia 21/04 – Sexta-feira

15h – Cortejo de abertura – Concentração na Esquina da Secult, contornando a praça Cel. Pedro Osório e indo até o palco Giba Giba no Largo Edmar Fetter (Largo do Mercado).

Local de encontro: Esquina da Secretaria de Cultura de Pelotas.

Concentração: 15h | Largada: 16h

A organização do Festival Cabobu convida toda a população pelotense para essa abertura espiritual, festiva e simbólica! Com abre alas do Grupo AFROPEL REUNA (Babalorixá Baiano de Oxalá), embalado pelo grupo de Alagbês Pelotas Cânticos Aos Orixás e com liderança do Babalorixá Juliano de Oxum (Ilê Axé Reino de Oxum Epandá e Xapanã Jubetei), e também participação dos Tambores de Candombe do Uruguay do Jefe de Cuerda Guillermo Ceballos, grupo Tambor Tambora e convidados.

Palco Giba Giba

LOCAL: Palco GIBA GIBA – Largo Edmar Fetter (Largo do Mercado Central de Pelotas) Entrada gratuita

Discotecagem e apresentação por DJ Helô nos intervalos dos shows.

17h – Solenidade de Abertura

17h50 – Grupo de Dança Odara

18h30 Lugarejo

19h30 – Quintal de Sinhá

20h30 – Marietti Fialho

21h30 Kako Xavier

22h30 Ialodê

Dia 22/04 – Sábado

Discotecagem e apresentação por DJs Vânia & Vanessa nos intervalos dos shows.

17h15 – Solenidade de Homenagem à cidade de Caçapava do Sul

18h Cia Clara Nunes

18h45 – Vagnotreta

19h45 – Rafuagi

20h45 – Laddy Dee

21h45 Paulo Dionísio

Dia 23/04 – Domingo

Discotecagem e apresentação por DJ Tom Nudes nos intervalos dos shows.

17h – Cia de Dança Afro Daniel Amaro

17h45 – Mano Rick

18h45 Afroentes

19h45 – 50 Tons de Pretas

20h45 Xava Banda

*Horários sujeitos a alteração

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MESAS REDONDAS

Local: Espaço MESTRA GRIÔ SIRLEY AMARO na Bibliotheca Pública Pelotense – Praça Cel. Pedro Osório, 103. Pelotas/RS

Dia 21/04 – Sexta-feira

8h30 As Relações Raciais e de Gênero no Brasil – A Violência e o Feminicídio à Mulheres Negras Cis, Trans e Indígenas Debatedoras: Cátia Cilene; Catarina Mota; Daiana Santos; Márcia Monks; Nina Fola; Pietra Dolamita.

10h30 Racismo Estrutural – Um Fenômeno a Ser Debatido Debatedores: Antônio Carlos Côrtes; Ledecí Coutinho; Márcio Chagas; Marielda Barcellos.

Dia 22/04 – Sábado

8h30 Charqueadas Pelotenses: A Omissão da Realidade, Impacto Social e Político nos Dias Atuais Debatedores: Andréa Mazza; Ledecí Coutinho; Marielda Barcellos; Mário Maia

10h30 Políticas de Ações Afirmativas – Combate à Discriminações Étnicas, Raciais e de Gênero Debatedores: André de Jesus; Carla Ávilla; Francisca de Jesus; Luciana Custódio; Rafuagi.

Dia 23/04 – Domingo

8h30 A Participação das Culturas e Saberes Afrodescendentes na Sociedade Debatedores: Babalorixá Juliano de Oxum; Ìya Sandrali de Oxum; Ìyá Carmen de Oxalá; Daniel Amaro.

10h30 CABOBU e o SOPAPO – Passado, Presente e Futuro Debatedores: Claudinho Pereira; Edu do Nascimento; Kako Xavier; Raquel Moreira; Richard Serraria.

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OFICINAS

Local: Espaço Oficina MESTRE BAPTISTA no Pátio da Secretaria Municipal de Cultura de Pelotas – Praça Cel. Pedro Osório, 2 – Pelotas/RS

Dia 21/04 – Sexta-feira

14h – Oficina “Clínica de Introdução Geral de Percussão Afro Gaúcha e Afro Brasileira”, com o Mestre Griô Paulo Romeu Deodoro, diretor musical do Grupo de Música e Dança Afro-Sul e coordenador do Instituto Sociocultural Afro-Sul Odomode.

Dia 22/04 – Sábado

13h30 Oficina “Ecos de um Tambor – Fabricando Tambor de Sopapo”, com os professores Maurício Polidori e Rogério Gutierrez.

15h30 Oficina “A Percussão Aplicada na Harmonia Musical – Se Me Bater, Eu Grito, Se Me Tocar, Eu Canto!”, homenageando o padrinho do evento, Djalma Corrêa, conduzida por José Batista, luthier, projetista do Sopapo e coordenador pedagógico do CABOBU.

Dia 23/04 – Domingo

13h30 Oficina “Percussão Para Crianças, Adolescentes e Adultos – Coordenação Motora, Funcionamento dos Instrumentos e Aprendendo a Tocar”, com o Mestre Paulinho do Areal.

15h30 Oficina “Os Processos da Construção do Tambor Sopapo, História e Ancestralidade”, com Dilermando Freitas, Mestre Griô, Sopapeiro, Luthier e Contador de histórias.

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FEIRA PRETA HELENA DO SUL DE 21 A 23 DE ABRIL – 10h às 18h

Local: Praça Cel. Pedro Osório – Centro de Pelotas/RS

Feira de produtos feitos por mulheres negras e indígenas. Coordenado pela FEIRA DE MULHERES EMPREENDEDORAS NEGRAS E INDÍGENAS (FEMENI) com 32 expositoras de vestuário, gastronomia e artes.

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PALCO DIVERSIDADE DE 21 A 23 DE ABRIL

Local: Feira Preta Helena do Sul na Praça Cel. Pedro Osório

Dia 21/04 – Sexta-feira

14h Tambores de Candombe do Uruguay do Jefe de Cuerda Guillermo Ceballos, grupo Tambor Tambora e convidados.

Dia 22/04 – Sábado

11h AfroCorpo

14h Piá

16h Bateria Xica da Silva – Dmix Charme

Dia 23/04 – Domingo

11h Tropa de Dança

14h Ojuobá

15h30 Grupo Renascença

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Exposição “Giba Giba – Guardião do Sopapo” – Curadoria de Sandra Narcizo (MS2 Produtora) e Doris Couto (Museu Julio de Castilhos) Local: Secretaria Municipal da Cultura de Pelotas – Praça Cel. Pedro Osório, 2.

Exposição Coletiva de Artistas Pretos “Afropresentismo” de Luis Ferreirah, pinturas de Zé Darci e artistas a confirmar. Local: Secretaria Municipal da Cultura de Pelotas – Praça Cel. Pedro Osório, 2.

Acompanhe as atividades também na página do Facebook do evento.

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Conversa Musical Dandô dia 25 de abril em Pelotas

“Cantautora” Kátya Teixeira e o documentarista Mário de Almeida apresentam música e prosa como parte de trabalho coletivo     

             O Dandô tem a missão de contribuir com encontros, trocas e reflexões culturais acerca da música e da arte em geral      Foto: Divulgação

Na terça-feira, dia 25 de abril, acontece o encontro Conversa Musical Dandô, às 14h, no Conservatório de Música da UFPel (Félix da Cunha, 651, Pelotas), com entrada franca. Neste encontro a “cantautora” e pesquisadora de cultura popular Kátya Teixeira – criadora e coordenadora geral do Dandô – ao lado do diretor e documentarista de cinema Mário de Almeida, vão entremear música e prosa sobre os caminhos do coletivo, dos saberes populares e de gestão cultural.

O Dandô é uma rede de diversos coletivos, mobilizadores locais, artistas, instituições e produtores culturais. Conforme seus integrantes, promove a integração, democratização, e circulação de ideias, pessoas e cultura, buscando contribuir para uma sociedade mais sensível e participativa. “Carregamos a missão de contribuir com encontros, trocas e reflexões culturais acerca da música e da arte em geral”, diz o texto de divulgação.

 

Kátya Teixeira tem viajado pelo Brasil e mundo divulgando e pesquisando cultura popular Foto: Daniel Kersys/Divulgação

A “cantautora” e instrumentista paulistana Kátya Teixeira é pesquisadora da cultura popular brasileira. Com 29 anos de carreira, traz em seu trabalho o resultado de suas andanças pelo Brasil, países latino-americanos e europeus. Tem oito álbuns e quatro singles gravados. Teve seus CDs indicados aos Prêmios da Música Brasileira, Profissionais da Música, Grão de Música e Troféu Catavento de Solano Ribeiro, da Rádio Cultura de São Paulo.

Kátya assina vários projetos culturais, dentre os quais se destaca este premiado “Dandô – Circuito de Música Dércio Marques”, que cria um intercâmbio e circulação de música popular em várias cidades brasileiras, da América Latina e Europa.

Diretor Mário de Almeida tem voltado sua produção de filmes para arte musical da viola

 

O paulistano Mário de Almeida é diretor, produtor e roteirista. Ele tem pesquisado a cultura popular e a música de viola, temas sobre os quais realiza projetos, como os curtas “Reis-os violeiros de Palmital” (2013), “Entreposto – tradição em movimento no caminho das tropas” (2019) e “Vem com o tempo – tradição e fé da Região Bragantina” (2020). Em 2018, concluiu seu primeiro longa-metragem, o documentário “Viola Perpétua” (ProAC 2017), exibido na televisão brasileira por meio dos canais Music Box Brazil e TV Aparecida, entre os anos de 2018 e 2021.

Entre os projetos atuais de Mário de Almeida, destacam-se: “Sessões elétricas para um novo tempo”, com o violeiro Ricardo Vignini (2020), “Beira de Folha”, com Consuelo de Paula e João Arruda (ProAC 2019); a webserie “Viola da Terra” (Proac 2021 e 2022); o projeto experimental “Viola Avançada” (Proac 2021), com os músicos Dino Vicente, Edgard Scandurra e Katya Teixeira, entre outros. Além dos documentários “Levi Ramiro – Violeiro e Artesão” (Proac 2020); e “Mostra Reverbo”, sobre o coletivo de “cantautores” pernambucanos contemporâneos (2023).

Veja o vídeo de divulgação do circuito musical Dandô:

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A arte do pagode: “Swingando de Rua” volta a acontecer em Rio Grande

O evento, que ocorre desde 1997, é originado no programa “Swingando” da Rádio Oceano – antiga Cassino FM – e teve nova edição neste mês      

Por Tais Carolina        

O pagode é um gênero musical originado no samba entre as décadas de 1970 e 1980. Seu início foi caracterizado pelas tradicionais rodas de fundo de quintal nos subúrbios do Rio de Janeiro. Ainda, segundo a Sociedade Artística Brasileira (SAB), o termo pagode “também se popularizou para designar festas regadas à música, alegria, comidas e bebidas, herança dos festejos que aconteciam desde antes do século 19, nas senzalas e quilombos”.

A Rádio Oceano, na cidade do Rio Grande, conta com o programa de pagode “Swingando”, que surgiu em 1995, quando a emissora ainda se chamava Cassino FM. O foco é em uma programação musical totalmente voltada ao gênero. Para além das ondas do rádio, o programa também conta com uma extensão: o “Swingando de Rua”, que vem acontecendo em diversos locais, reunindo várias atrações. O evento, iniciado em 1997, e que já teve 18 edições, não era realizado desde 2018 e teve seu retorno no domingo de Páscoa, dia 9 de abril.

 

17º Swingando de Rua na Fearg, em 2018, com a participação do grupo Só Raízes e Veloir Rodrigues

 

O 18º Swingando de Rua foi transmitido ao vivo na 97,1 diretamente do palco do 1º Festival do Mar (Festimar), no Centro Histórico de Rio Grande. Milhares de pessoas estiveram presentes para curtir o dia, que contou, além de música boa, com distribuição gratuita de erva-mate e atividades com direito a brindes.

A abertura do evento, iniciado às 16h, foi com o Grupo Pra Climatizar. Depois, teve Pagode do Dudu, com a participação de Vagner Sória, Kauã Castro, Lucas Britto e Alisson Camargo e Thiago Nogueira. Conforme o passar do tempo, o Centro Histórico foi ficando cada vez mais lotado. O fechamento das apresentações de pagode  ficou por conta do grupo Só Raizes. 

O Swingando de Rua vai além de pagode ao vivo, ele tem a ver com união do público e interação. Selmo Junior, apresentador do Swingando há mais de 25 anos, agitou a plateia com várias formas de participação. Pode-se citar a “danca das cadeiras” e o “desafio de dança”, em que os voluntários tiveram que mostrar samba no pé. No desafio “qual é a música”, o público tinha que descobrir o nome da canção a partir da introdução que a banda estava tocando. Todas as brincadeiras contaram com a entrega de brindes aos vencedores.

 

A décima oitava edição do evento lotou o Centro Histórico de Rio Grande no dia 9 de abril

 

Swingando de Rua

O primeiro Swingando de Rua ocorreu em janeiro de 1997, no bairro Getúlio Vargas. “Naquele período, o evento acontecia em média uma vez por mês, em vários bairros da cidade”, explica Selmo Junior. O penúltimo Swingando de rua ocorreu no dia 14 de julho de 2018, na 40ª edição da Fearg Fecis e contou com a participação dos grupos Só Raizes e Acesso livre. Ao falar sobre o que sentiu ao retornar com a realização após quase cinco anos de pausa, Selmo diz que tem “sentimento de gratidão”.

“Não poderia ser outro, rever os amigos músicos com quem eu dividi o palco inúmeras vezes e rever vários ouvintes, amigos, muitos que iam nos eventos ainda adolescentes. E hoje rever eles como pais, mães, é uma sensação incrível”, relata Selmo Junior. “O programa, ao longo desses 27 anos, atingiu inúmeras gerações. E, depois de um grande sucesso nessa volta, que há muito era pedida por muita gente, prova que ainda tem muita lenha para queimar. Nada melhor do que o sentimento da Páscoa para o renascimento do Swingando de Rua, que, com certeza, voltou para ficar e fazer novas histórias”, conclui.

 

O comunicador Selmo Junior com a primeira camiseta do Swingando

 

Veja a linha do tempo dos Swingando de Rua ao longo dos anos, de 1997 a 2023:

– 1º  – 1º de Janeiro de 1997, no BGV, com Mistura, Swing Samba Jr e Força do Samba;

– 2º  – No bairro Navegantes, no dia 23 de fevereiro de 1997;

– 3º – No Parque Marinha, no dia 16 de Março de 1997, shows com Swing Samba Júnior, Doce Veneno, Magia do Samba;

– 4º – No bairro São Miguel, no dia 17 de maio de 1997;

– 5º – Na Cohab 4, no dia 29 de junho de 1997, shows com Swing Samba Júnior, Tropical, Força do Samba;

– 6º – No Parque Marinha, no dia 12 de outubro de 1997, com os grupos Swing Samba Júnior, Magia do Samba, Força do Samba, Oficina do Samba e Tropical;

– 7º – Na Praia do Mar Grosso, em São José do Norte, no dia 15 de fevereiro de 1998, shows com Só Raizes, Samba 3 e Oficina do Samba

– 8º – No Parque Marinha, no dia 9 de agosto de 1998, shows com Samba 3, Oficina do Samba e Magia do Samba;

– 9º – Na Cohab 4, no dia 13 de setembro de 1998, com Samba 3, Oficina do Samba e Tropical;

– 10º – No Parque São Pedro, no dia 12 de outubro de 1998, shows com Contrato de Risco (POA), Mistura e Magia do Samba;

– 11º – No Cassino, no dia 15 de novembro de 1998, shows com Grupo Gana (POA) e Oficina do Samba;

– 12º – No Parque Marinha, no dia 14 de março de 1999, shows com Samba 3 e Oficina do Samba;

– 13º – No Canalete, no dia 21 de abril de 1999, com Samba 3 e Swing Samba Júnior;

– 14º – No Campo do Quartel, no dia 1º de maio de 1999 com Samba 3, Oficina do Samba e Banda Gueto

– 15º – No bairro Navegantes, no dia 26 de setembro de 1999, com os Grupos Mistura, Gueto e Mera Coincidência, mais o Grupo de Dança Yank’s;

– 16º – Na Praça Saraiva, no dia 13 de outubro de 2002, com os Grupos Mistura e Samba 3;

– 17º – Na Fearg Fecis, no dia 14 de julho de 2018, com os grupos Acesso Livre e Só Raizes;

– 18º – No Centro Histórico de Rio Grande, no dia 9 de abril de 2023, com Grupo Pra Climatizar, Pagode do Dudu – com a participação de Vagner Sória, Kauã Castro, Lucas Britto e Alisson Camargo – e Thiago Nogueira.

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Episódio especial “Power Rangers: Agora e Sempre” chega ao streaming nesta quarta-feira

Produção celebra os 30 anos da série e gera expectativa pela volta de personagens da primeira geração dos heróis de uniformes coloridos    

Por Douglas Rafael Duarte      

“Power Rangers: Agora e Sempre” celebra os 30 anos da franquia      Foto: Divulgação Netflix

 

Nesta quarta-feira, dia 19 de abril, estreia no catálogo da Netflix “Power Rangers: Agora e Sempre”. O episódio especial da série foi produzido pela Hasbro em celebração aos 30 anos da franquia. A grande expectativa é por ver novamente em ação personagens como Billy (David Yost), Zack (Walter Emanuel Jones), Kat (Catherine Sutherland) e Rocky (Steve Cardenas) interpretados pelos atores originais.

A maior parte das informações disponíveis estão no trailer oficial da produção publicado pela Netflix em 22 de março. O vídeo de divulgação mostra a chegada de Rita Repulsa (Barbara Goodson). A primeira e icônica vilã da série pretende viajar ao passado e impedir os heróis de se tornarem os Power Rangers.

O trailer começa com uma batalha entre Rita e os heróis da Alameda dos Anjos. No confronto, Trini Kwan (a primeira ranger amarela) acaba morrendo. Na sequência, vemos Billy e Zack conversando com Minh Kwan (Charlie Kersh), a filha adolescente de Trini. Será a estreia da personagem no universo.

Este, aliás, foi um dos mais importantes rumores do período de preparação do longa-metragem. Isso se deve ao fato de a intérprete original de Trini, a norte-americana de origem vietnamita Thuy Trang, ter falecido em 2001. Apesar de o vídeo de divulgação não confirmar, a expectativa é de que a personagem Minh Kwan assumirá o lugar de sua mãe.

Thuy Trang, intérprete da primeira ranger amarela, faleceu em 2001 Foto: Acervo internet

Elenco desfalcado

O elenco foi um dos aspectos que mais gerou debates e teorias entre os fãs. A dúvida era sobre como o enredo iria trabalhar com as ausências. Além da morte precoce de Thuy Trang, os produtores tiveram de contornar as recusas de Austin St. Jhon, (intérprete de Jason, o primeiro ranger vermelho), Amy Jo Jhonson (Kimberly, a primeira ranger rosa) e Jason David Frank (Tommy, o primeiro ranger verde) em participar do projeto. David Frank inclusive viria a falecer em novembro do ano passado.

Os personagens até devem aparecer, mas sempre com seus capacetes e ocultando seus rostos. De acordo com os rumores sobre a trama, Tommy, Kimberly e Jason serão capturados por Rita. Isso fará com que Rocky (o segundo ranger vermelho) e Kat (a segunda ranger rosa) sejam convocados ao Centro de Comando onde, com a ajuda de Alpha e Zordon, retomarão o posto de Power Rangers para ajudar Billy e Zacky a salvar seus amigos e deter a vilã. Seria a primeira vez que este quarteto formaria uma equipe, já que eles pertencem a gerações diferentes da franquia.

David Yost e Walter Emanuel Jones nas gravações com a estreante Charlie Kersh        Foto: Divulgação Netflix

DNA japonês

Talvez você não saiba, mas apesar do nome norte-americanizado, Power Rangers na verdade tem um DNA essencialmente japonês. A obra adapta uma franquia de séries japonesas voltadas para o público infanto-juvenil denominadas Super Sentai, produzidas desde 1975 pela Toei Animation. A premissa é quase sempre a mesma: jovens com roupas coloridas lutam com armas e pilotam robôs gigantes para proteger o planeta.

 

Empresário Haim Saban foi responsável por adaptar os Super Sentai para o público ocidental          Foto: Saban Capital Group

O Super Sentai é um dos diversos gêneros dos chamados Tokusatsus, produções japonesas live-action marcadas pela forte utilização de tecnologia e efeitos especiais. O responsável por adaptar esse modelo para os públicos do ocidente foi o empresário Haim Saban. Na década de 90, Saban fundou seu próprio estúdio e comprou da Toei os direitos sobre a série Kyoryu Sentai Zyuranger (de 1992), cuja temática eram os dinossauros (na época em alta devido ao sucesso do filme “Jurassic Park”).

 

Kyoryu Sentai Zyuranger foi adaptado para as telas norte-americanas e assim nasceu Mighty Morphin Power Rangers
Foto: Acervo internet

 

Saban acreditava que o mercado dos Estados Unidos não receberia bem uma série com um elenco japonês e nem o roteiro original. O empresário contratou atores norte-americanos e decidiu reescrever os episódios para dar um tom mais cômico à trama, aproveitando apenas as cenas originais de luta. Nascia então “Mighty Morphin Power Rangers”. O sucesso foi tanto que logo a produtora adquiriu os direitos sobre outras produções nipônicas do gênero.

 

Primeiro elenco da franquia: Dadid Yost, Thuy Tang, Jason David Frank, Austin St. Jhon, Amy Jo Jhonson e  Walter Jones
Foto: Acervo internet

Esquecer o fracasso de 2017

Em 2017 a Lionsgate e a Saban Entertainment lançaram “Power Ranger – o Filme”, uma releitura de “Mighty Morphin Power Rangers”, a primeira temporada da série. Com novos atores, a produção trouxe de volta o primeiro quinteto de, segundo as palavras de Zordon, “adolescentes com garra”: Jason (vermelho), Kimberly (rosa), Trini (amarela), Billy (azul) e Zack (preto).

A receptividade, no entanto, não foi das melhores. Por um lado, o público fiel não encontrou os elementos mais marcantes da franquia. Por outro, a produção não apresentou atrativos ou inovações que lhe permitissem cativar novos fãs e competir com outros filmes de super-heróis lançados naquele período (“Homem-Aranha: de Volta ao Lar”, “Mulher Maravilha” e “Liga da Justiça”, por exemplo).

O desempenho final ficou muito abaixo da expectativa. No site Rotten Tomatoes a pontuação  foi de 51%  entre os críticos e de 65% na avaliação do público. Um dos sintomas do insucesso é o fato do filme não ser considerado “canônico” (eventos reconhecidos como oficiais pela franquia). O outro indicativo do fracasso é que, apesar do longa-metragem terminar com um gancho evidenciando a pretensão de produzir uma sequência para o filme, tudo indica que ela não virá.

Steve Cardenas (esquerda) e Catherine Sutherland (direita) voltam a interpretar Rocky e Kat, formando quarteto inédito com   Walter Emanuel Jones e David Yost  (centro)            Foto: Divulgação Netflix

 

Fórmula mágica?

Ao longo de três décadas, a franquia conquistou adeptos ao redor de todo o mundo. Atualmente a série está em sua 28ª temporada (“Power Rangers Dino Fury”). Por mais infantil que possa ser, o fato é que parece funcionar a receita de jovens (normalmente seis) combatendo o mal com roupas coloridas. Ela foi repetida ano após ano até configurar-se em um verdadeiro império de séries, filmes, livros, quadrinhos, brinquedos e jogos eletrônicos. E claro: de fãs.

De propriedade da Saban Entertainment de 1993 a 2002, a franquia foi comprada pela Walt Disney Company, que a explorou até 2010. Os direitos passaram então para a Saban Brands, permanecendo com a produtora até 2018, ano em que a Hasbro (atual detentora) adquire a franquia. Batida ou não, o fato é que a fórmula continua dando retorno financeiro e cativando o público.

A dúvida é: como inovar para permanecer relevante, se os próprios fãs não parecem muito dispostos a abrir mão das características mais marcantes da franquia? A Hasbro e a Netflix estão trabalhando nisso. Ainda neste ano a plataforma de streamings deve lançar “Power Rangers Cosmic Fury”. A série em 10 episódios deve ser um marco, já que, pela primeira vez, o enredo não irá adaptar um Super Sentai.

 

                  Em três décadas franquia segue produzindo séries, filmes, quadrinhos, livros, brinquedos e jogos eletrônicos           Foto: Acervo internet

 

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“Daisy Jones and The Six” traz essência do rock’n roll dos anos 1970 em forma de documentário

Autora inova na forma de escrita e garante experiência única de leitura        

Por Samantha Beduhn        

Contexto musical do surgimento do rock e conflitos amorosos levam leitores a questionar fatos da história

 

O livro de ficção “Daisy Jones and The Six: Uma história de amor e música” conta a história de uma banda de rock da década de 1970 que se separou abruptamente no auge do sucesso. A autora Taylor Jenkins Reid usou uma linguagem de documentário para dar vida ao enredo, dando a possibilidade de saber a versão de todos os envolvidos nos acontecimentos. Lançado em 2019, nos Estados Unidos, o livro venceu o prêmio Goldsboro Books na categoria Glass Bell Award já no ano seguinte. E também ganhou uma adaptação para o Amazon Prime Video em 2023.

A autora Taylor Jenkins Reid (39) é conhecida pelo best-seller Os sete maridos de Evelyn Hugo, de 2017, que conta a história de uma atriz dos anos 1950 e seus sete casamentos. Na sequência, ela publicou os livros “Daisy Jones and The Six”, “Malibu Renasce” e “Carrie Soto está de volta”. Todos fazem parte do universo de celebridades criado por Reid e cada história se passa em uma década diferente.  Ao todo a autora norte-americana possui oito livros publicados e um conto. Ela é conhecida por uma narrativa envolvente e dinâmica, com conteúdos que levam a reflexões.

Em Daisy Jones and The Six a composição de enredo e documentário trazem diversas alusões ao contexto do movimento e gênero musical rock’n roll das décadas de 1970 e 1980. A autora teve inspirações musicais para construir a narrativa de acordo com as minúcias da época. Entre elas, a banda Fleetwood Mac que gravou seu álbum de maior sucesso nos anos de 1970 após a chegada de dois novos vocalistas, Lindsey Buckingham e Stevie Nicks. Eles tinham um relacionamento amoroso e lembram os protagonistas da história literária Daisy e Billy. Já o duo The Civil Wars, com Joy Williams e John Paul White, inspirou o fim inexplicável da banda após vencer o prêmio Grammy.

O universo musical foi bem construído, com referências a locais frequentados por músicos em Los Angeles, as dificuldades da carreira, as intrigas neste meio, os acontecimentos históricos daquela época e principalmente o abuso de drogas. Daisy Jones começou o seu vício em entorpecentes ainda na adolescência como forma de suprir uma carência afetiva por parte de seus pais. É importante analisar que a história é contada no futuro, quando a mocinha tem ciência do mal que fez para si. O caso de Billy já é diferente, o abuso de drogas começou junto com a carreira e mostra a forma como isso era comum na época. Após a sua filha nascer, o protagonista começa a se tratar e a lutar constantemente com as tentações ao seu redor. O amor de Billy e Daisy começa com a expectativa de que “os opostos se atraem”. Mas a história sai do tradicional romance cão e gato quando é maior a vontade dele de se redimir com a esposa do que o amor pela colega de banda.

Camila, a esposa de Billy, se mostra uma mulher forte desde o começo quando deu apoio total para o marido e a banda. É possível que ela tenha sido uma das personagens que mais sofreu, já que o marido a traiu sem qualquer pudor durante a primeira fase da banda. Após o seu tratamento, Billy tentou se redimir pelos erros cometidos, inclusive estava disposto a abrir mão de seu amor por Daisy para ficar com a Camila e as filhas. Contudo, é difícil saber ao certo qual seria sua atitude se a vocalista tivesse permanecido na banda, ao invés de sair praticamente em fuga, após Camila lhe pedir isso em uma conversa.

Os personagens secundários também possuem ótimos desenvolvimentos, o guitarrista solo e a tecladista, Graham e Karen, formam um casal surpreendente do início ao fim e, durante toda a narrativa, foi possível notar que um amava mais do que o outro. Já Eddie, o guitarrista base, é o personagem chave para mudar a experiência da leitura com os seus comentários opostos aos dos outros integrantes e sempre com “alfinetadas” direcionadas a Billy. Há quem diga que ele tem inveja da fama de Billy, mas também tem aqueles que o consideram injustiçado. Já Pete, o irmão de Eddie e baixista, é o integrante que se afastou da música e não quis participar do documentário, assim se parecendo com situações típicas da produção de documentários reais. E o Warren, o baterista, talvez seja o personagem menos interessante, pois serve apenas para dar uma direção sobre o que realmente ocorreu em meio a tantas versões dos mesmos fatos.

Texto literário cria sensação de que vemos cenas de documentário com a descrição dos diálogos das personagens

Neste ano, foi lançada a série de “Daisy Jones and The Six” com dez episódios na Amazon Prime Video. A produção deu vida não somente à história do livro, mas também às músicas que os protagonistas compuseram com base em seus próprios sentimentos e que entregam mais uma forma de se enxergar os fatos narrados pelos personagens. Mesmo com composições diferentes, tanto na série como no livro, as músicas contam o romance nunca concretizado de Daisy e Billy, e também reforçam a ótima construção do rock que é tão marcante nessa obra.

Para os fãs do clássico rock’n roll essa obra é um excelente entretenimento, a leitura é rápida já que o formato de documentário possui apenas falas. Vale ressaltar que os documentários são populares no meio musical e isso torna ainda mais real a sensação de que “Daisy Jones and The Six” existiu.

Apesar de ser uma história que se passa durante muitos anos de forma rápida, a narrativa é bem construída com acontecimentos coerentes com a época, com o contexto musical e com os personagens. O romance causa um incômodo por conta das traições, mas o final consegue corrigir isso com a união dos mocinhos que recebem a benção de Camila antes de morrer. A grande revelação da jornalista por trás do documentário também é um ponto alto, a ideia de que a própria filha de Billy levanta a dúvida se o protagonista foi inteiramente sincero em relação à Daisy e Camila. Por todos esses motivos, a experiência de leitura é diferente para cada leitor, cada um pode ter a sua própria opinião sobre a história e a verdade por trás dela.

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Prefeitura do Rio Grande promove debate sobre Lei Paulo Gustavo

Encontro ocorre no Salão Nobre da Prefeitura na quarta-feira dia 19 de abril       

Por Vitor Porto       

A Prefeitura do Rio Grande, em parceria com o Núcleo de Produção Audiovisual OfCine/IFRS, promoverá um encontro aberto ao público no dia 19 de abril, no Salão Nobre da Prefeitura, com o objetivo de dialogar com a comunidade artística e cultural do município sobre a Lei Paulo Gustavo. A atividade visa informar sobre o funcionamento, etapas e regulamentação da lei, além de esclarecer dúvidas e discutir possibilidades de contemplação no setor audiovisual.

Segundo o secretário da Cultura, Esporte e Lazer, Luis Henrique Drevnovicz, a presença da comunidade é fundamental para esclarecer pontos sobre a Lei Paulo Gustavo e garantir que os recursos sejam aplicados de forma adequada. Ele destaca a importância de os documentos estarem em dia para que nenhum detalhe burocrático deixe alguém de fora.

“A presença da comunidade nesse debate é muito importante, para que possamos esclarecer alguns pontos sobre a Lei Paulo Gustavo, embora ainda não exista a regulamentação, devemos estar preparados, principalmente para que os recursos sejam bem aplicados. Então, é importante que o setor de cultura esteja com os documentos em dia, para que ninguém fique de fora por detalhes burocráticos”, destaca o secretário da Cultura, Esporte e Lazer, Luis Henrique Drevnovicz. 

O encontro contará com a presença da Coordenadora do Núcleo de Produção Audiovisual OfCine, Raquel Andrade Ferreira; do Secretário de Município da Cultura, Esporte e Lazer, Luis Henrique Abreu Drevnovicz e da Assessora de Governo, Anelise Trindade.

A Lei Complementar nº 195, de 08 de julho de 2022 – Paulo Gustavo, prevê o repasse de R$ 3,862 bilhões a estados, municípios e ao Distrito Federal para ações emergenciais destinadas ao setor cultural, visando combater e amenizar os efeitos da pandemia da Covid-19. Cerca de R$ 2,8 bilhões desse montante serão destinados ao setor audiovisual.

                                  Lei voltada para o setor cultural homenageia o ator de teatro, cinema e televisão Paulo Gustavo                Foto: https://www.cultura.sp.gov.br/

 

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Crédito foto: https://www.cultura.sp.gov.br/

Hip Hop Festival movimenta Centro Histórico de Rio Grande

O evento ocorreu como parte da programação do Festival do Mar na terça-feira       

     

  Alisson Freitas Fernandes, o Baby, é  cantor e compositor  e lançou recentemente as músicas  “Malbec” e “Utopia”                Foto: Tais Carolina

 

Teve início, no dia 30 de março, o 1º Festival do Mar (Festimar). O evento ocorre até 9 de abril em Rio Grande e São José do Norte e conta com uma programação diversa, que visa alavancar a cultura, comércio e o turismo na região. As atividades ocorrem de forma descentralizada, em diferentes locais, e a música está presente em muitos ambientes. A organização é da Câmara de Dirigentes Lojistas de Rio Grande (CDL), com apoio de outras entidades.

Na noite de terça-feira, dia 4 de abril, o Centro Histórico de Rio Grande recebeu a terceira edição do Hip Hop Festival. Diversos músicos do cenário local se apresentaram, agitando o público. A arte ficou por conta de Baby e convidados, Mallua, Guido CNR, referência artística da região em Pelotas, DJ Md Beats, DJ Vickyjay e Duckbeatz.

Alisson Freitas Fernandes, cujo nome artístico é Baby, tem 26 anos e começou a fazer música há 12 anos. Os lançamentos mais recentes do cantor e compositor são “Malbec” e “Utopia”, canções que foram apresentadas ao vivo no evento. Ao falar sobre o que o Hip Hop Festival representa, Baby diz que se trata principalmente de resistência.

“O Hip Hop Festival surgiu da carência de eventos voltados para o nosso meio musical e artístico, ele é uma forma de mostrar que nossa cultura também é forte e pode sim movimentar e gerar entretenimento para as pessoas”, afirma.

Para ele, a inserção do evento no Festimar foi de grande valia. “O fato de mostrar nosso estilo para as pessoas que são distintas de nós sempre agrega bastante, ainda mais se tu fores olhar o quanto que a nossa cultura é julgada por quem não a conhece. Mostrar que a gente também leva entretenimento e aprendizado para essas pessoas é muito importante”, relata.

Veja a apresentação de Baby com a participação especial de Tais Carolina:

 

Como Festival Hip Hop começou

A primeira edição do Hip Hop Festival ocorreu em 2021, sendo executada no Balneário Cassino. A ideia foi do comunicador rio-grandino Selmo Junior. Ele explica que tornou o desejo realidade juntamente com esforços do DJ Md Beats e Duckbeatz, ambos de Rio Grande e que reuniram as personalidades do gênero para um evento grandioso, além de Franco, que participou organizando um evento de skate que ocorreu paralelamente aos shows musicais. Depois, em 2022, houve a segunda edição, realizada em frente à Prefeitura Municipal.

Segundo Selmo Junior, a proposta de unir o Hip Hop Festival ao Festimar surgiu a partir de uma conversa com o Serviço Social do Comércio (Sesc), que cuida da parte musical do Festimar.

“A ideia era que o Hip Hop Festival fosse um evento anual, mas quando o diretor do Sesc, André Miki, falou para mim que queria um evento voltado ao Hip Hop, pensei que seria muito importante fazer uma edição do evento para fortalecer a cena do gênero em Rio Grande. Essa parceria dá maior credibilidade para o Festival como um todo”, relata.

Ressalta-se que o Hip Hop Festival ocorreu em um formato reduzido dentro do Festimar, sem batalhas de rima e skate, mas com representação da dança com o grupo Elemento de Rua. Selmo Junior adianta que através da parceria com o Sesc existe a possibilidade de levar o Hip Hop Festival para outras cidades da região.

Houve mais apresentações de Hip Hop na quarta-feira, dia 5 de abril, no Balneário Cassino, com a Noite do Hip Hop no Barracão. Fizeram parte da programação Getsêmani Rap, Dj Tosze Beats, Mr Diones, Quality Sul, Tuty e Malako Records.

Veja o show de Guido CNR:

 

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Professor da UFPel Leandro Maia faz campanha para seu quarto disco

Cantor e compositor tem financiamento coletivo “Tudo ou Nada”, com prazo de participação até terça-feira, na plataforma Catarse para realizar o trabalho inédito em vinil

    Capa do Disco “Guaipeca: uma ilusão autobiográfica” que fala com humor de amor e política Imagem: Lucas Bibi de Mello e Patrick Tedesco

Dentro de alguns meses, deverá ser lançado “Guaipeca: uma ilusão autobiográfica”, quarto disco de Leandro Maia. Duas das canções, inclusive a que dá título ao trabalho, já estão disponíveis nas plataformas digitais desde fevereiro, quando o cantor e compositor abriu um financiamento coletivo para o álbum. Ele é professor do Centro de Artes da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), junto aos Cursos de Bacharelado em Música e Especialização em Artes.

Leandro possui três discos autorais: “Palavreio” (2008, produzido por Pedrinho Figueiredo), “Mandinho” (2012, produzido por Leandro e Luiz Ribeiro) e “Suíte Maria Bonita e Outras Veredas” (2014, produzido por André Mehmari). Recebeu o 1º Prémio Ibermúsicas de Composición de Canción Popular, concedido pela Organização dos Estados Ibero-Americanos. Conquistou o Troféu Brasil-Sul de Música como intérprete, melhor projeto visual e melhor disco infantil (para “Mandinho”). Possui cinco Prêmios Açorianos de Música (Grupo MPB, Revelação, Intérprete, Disco Infantil), um Troféu RBS Cultura e diversas indicações como compositor e melhor espetáculo. Em 2020, lançou o filme “Paisagens”, dirigido por Juliano Ambrosini e Nando Rossa.

Para custear o disco em vinil, o autor oferece recompensas e recebe contribuições em campanha na plataforma Catarse, que fica aberta até às 23:59 de terça-feira dia 4 de abril de 2023. Em menos de dois meses de adesão, Leandro Maia e equipe já arrecadaram 89% da meta de R$ 25 mil. Porém, é necessário atingir o valor total para o registro em vinil sair, pois a campanha é na modalidade “Tudo ou Nada”.

A faixa 10 do álbum, “Minha Barba é Meu Blush”, foi lançada nas plataformas como single, no início de março. E a próxima canção do disco a chegar ao público será “quem já viu” (faixa 8), parceria de Leandro Maia com Ronald Augusto (letra), no dia 1º de abril.

Guaipeca é como se chama o cachorro vira-lata. Uma palavra de origem indígena, muito utilizada no Sul do país para o “cachorro de rua”, “bicho solto”. Conforme o memorável escritor da fronteira Brasil-Uruguai, Aldyr Schlee, em seu “Dicionário da Cultura Pampeana Sul-Riograndense” (2019), o Guaipeca é um “cusco, cachorrinho, cachorro de pequeno tamanho e de raça indefinida”.

Nesta nova produção musical de Leandro Maia, Guaipeca é um avatar, o alter ego que ele escolheu para contar a sua “ilusão autobiográfica”, que se desenvolve em três eixos narrativos interligados: o amor, o humor e a política (crítica social). Neste caso, “Guaipeca” não tem complexo de vira-lata. A “vira-latinice” guaipeca descoloniza, ao mesmo tempo em que problematiza identidades e estereótipos. Para o “vira-latino”, fronteiras não são barreiras ou divisórias, mas superfícies de contato.

“Guaipeca” integra um álbum composto de 12  canções autorais que serão lançadas a seguir. As músicas “Milagres do Barão de Itararé”, “Infinito e Além (Ia)” e “Perto de Você” foram compostas com apoio do 1° Concurso Ibero-Americano de Composición de Canción Popular Ibermúsicas.

O disco é inspirado na vida e nas obras de Aparício Torelly, Aldyr Garcia Schlee, Walter Ferguson, Zé da Terreira, George Orwell, Dona Conceição Rosa Teixeira, Rita Lee, David Bowie, Stevie Wonder, Henfil, Quino, Renato Russo e Tom Zé.

                    Leandro Maia: “vira-latinice guaipeca descoloniza e  problematiza identidades e estereótipos”                      Foto: Patrick Tedesco  

Serviço

Campanha de financiamento do álbum Guaipeca: uma ilusão autobiográfica até dia 4 de abril.

Faixas do disco:

1) Guaipeca   

2) Perto de Você

3) Raining in Cahuita (para Walter Ferguson)

4) Infinito e Além (Ia)

5) On the same side

6) Deus na Laje – parceria com Pablo Lanzoni (música)

7) Feito São Thomé – parceria com Jerônimo Jardim (letra)

8) quem já viu – parceria com Ronald Augusto (letra)

9) Milagres do Barão de Itararé

10) Minha Barba é Meu Blush          

11) Lurdes e o Esquerdomacho       

12) As Vaca Ouvindo Mozart

Ficha Técnica:

Produzido por Luciano Mello

Masterizado por Marcos Abreu

Gravado por Leandro Maia e Luciano Mello no Téu Téu Studio, Laranjal (Pelotas), entre julho e setembro de 2022

Editado e Mixado por Luciano Mello

Mixado por Luciano Mello no Quatro

Edição de vozes: Rodrigo Esmute Farias

Capa e Encarte, Arte e Fotografias: Patrick Tedesco

Guaipeca da Capa e Encarte: Rei Lucas Bibi de Mello e Tedesco

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“O Auto da Compadecida 2” chegará aos cinemas 10 anos após a morte de Ariano Suassuna

Anúncio foi feito nas redes sociais de Selton Mello e Matheus Nachtergaele, os atores que imortalizaram os personagens Chicó e João Grilo   

Por Douglas Rafael Duarte   

Suassuna (1927-2014) foi escritor, dramaturgo, romancista, poeta, artista plástico, professor e advogado

 

Os atores Selton Mello e Matheus Nachtergaele, intérpretes dos divertidos Chicó e João Grilo respectivamente, usaram as suas redes sociais no dia 12 de março para anunciar a produção de “O Auto da Compadecida 2”. A sequência do clássico filme dos anos 90, baseado na obra de Ariano Suassuna, deverá entrar em cartaz em 2024 somente nos cinemas. A produção deverá lembrar os dez anos da morte do poeta, escritor e intelectual que inspirou a produção e revive as tradições da cultura popular nordestina em suas obras, vindo a falecer no dia 23 de julho de 2014.

Selton e Matheus publicaram conjuntamente em suas contas no Instagram um “carrossel”, post com várias imagens. Os atores comemoram a retomada da produção abraçados nas imagens e são disponibilizadas informações sobre a produção. Um pouco mais tarde, os intérpretes da irreverente dupla de sertanejos imortalizada nas telas, “postaram” na mesma rede social um vídeo em que rememoram falas dos personagens e fazem alguns comentários sobre o longa-metragem.

        Flávia Lacerda e Guel Arraes dirigem a nova versão com a dupla de atores Matheus Nachtergale e Selton Mello            Fotos: Divulgação

 

“A trupe é divina”, afirma Nachtergaele referindo-se ao elenco. Mello por sua vez acrescenta: “Durmam com essa informação, ‘O Auto da Compadecida 2’ vem aí. Vem muito aí”, confirma.

Apesar de ainda não terem sido oficializados detalhes como a data de lançamento e o elenco, sabe-se que a obra cinematográfica será dirigida por Flávia Lacerda (“Amorteamo” e “Belíssima”) e – assim como no primeiro filme da, agora, franquia – pelo cineasta Guel Arraes (“Caramuru – A Invenção do Brasil” e “Lisbela e o Prisioneiro”). Já a produção de “O Auto da Compadecida 2” ficará por conta da Conspiração Filmes e da H2O films.

Atores Matheus Nachtergaele e Selton Mello retomam grande sucesso de suas carreiras

 

Familiares de Suassuna foram consultados

Conforme revelado por Manuel Dantas Suassuna (filho de Ariano) em entrevista concedida ao portal G1, uma continuação já havia sido debatida entre Arraes e seu pai. No entanto, o autor morreu em 2014 sem que a ideia fosse tirada do papel. Segundo Manuel, a retomada do projeto contou com o aval e o acompanhamento dos familiares de Suassuna.

“Todo esse processo passou pela família. Desde que Guel propôs a ideia, ele conversou com a família para saber o que nós achamos, e foi um processo que passou por nós há cerca de dois anos”, afirmou Manuel.

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Frutas e açúcar: A tradição dos doces coloniais pelotenses

Nova reportagem com Museu do Doce traz contribuição dos imigrantes europeus para culinária de Pelotas   

Por Isabella Barcellos   

          Primeiro rótulo usado em  1920. quando a Quinta Pastorello inaugurou nova era na indústria dos doces coloniais           Foto: Arquivo Museu do Doce

 

Receitas açucaradas criadas a partir da travessia entre uma Europa castigada por crises econômicas em direção a uma terra com promessas e novas oportunidades. Os doces coloniais fazem parte do patrimônio imaterial pelotense desde a fundação da cidade e foram responsáveis por um amplo desenvolvimento industrial local na primeira metade do século XX. Conhecer mais sobre essa história é garantir a sobrevivência de um legado. Esta é uma parte do que pode ser visto nas exposições do Museu do Doce, na Praça Coronel Pedro Osório, Casarão 8 – bairro Centro, em Pelotas, aberto à visitação de terça-feira a sábado, das 13h às 18h.

 

                              O pêssego tornou-se parte da identidade pelotense, movendo a economia e a memória coletiva                  Foto: Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Pelotas/2021

Estabelecer raízes

Para os imigrantes europeus em meados do século XIX, a chegada ao sul do Rio Grande do Sul veio acompanhada da necessidade de garantir moradia e sustento. Famílias vindas em sua maioria de países como Portugal, Alemanha, Espanha, França e Itália estabeleceram raízes na Antiga Pelotas através do espaço rural. O trabalho desempenhado na agricultura e pecuária tinha seus produtos direcionados às elites charqueadoras e a crescente população urbana pelotense. Com os conhecimentos herdados de seus antepassados e os recursos locais, os colonos passaram a cultivar pomares e desenvolver doces a partir de cada safra.

Os doces coloniais nada mais são do que frutas conservadas em caldas de açúcar e água. Sejam cristalizados, em massa ou compota, os conhecidos doces de tacho (por conta de seu preparo em tachos de cobre) surgiram inicialmente para o consumo familiar. Em toda a região os pomares predominantes eram os de pêssego, figo, goiaba, laranja, maçã, pera e marmelo. Gradativamente, os preparos passaram a ser comercializados em espaços urbanos e ganharam muita popularidade. Segundo o pesquisador e historiador Alcir Bach, os primeiros passos da industrialização na fruticultura colonial foram dados pelo francês Amadêo Gustavo Gastal, em 1874.

No atual distrito de Monte Bonito, Gastal abriu o Bruyères, estabelecimento da região que “fabricou as primeiras compotas artesanais de pêssego em calda, além de vinhos e aguardentes de uvas finas, cultivadas por ele mesmo no local”. Os doces em conserva eram comercializados em vidros esverdeados e se tornaram símbolo de qualidade e modernização. A Colônia Santo Antônio passou a se desenvolver economicamente em volta da fruticultura, dando origem à Quinta Pastorello, a primeira indústria de compotas de pêssego fundada na década de 1920.

 

       Atividades museológicas cumprem com papel de  registrar e divulgar contribuições dos imigrantes para Pelotas      Foto: Fábio Vergara/2015

A subjetividade do que é imaterial

A tradição dos doces coloniais, ao lado da tradição dos doces finos, mistura-se com a história e o desenvolvimento de Pelotas. Entretanto, os doces coloniais se relacionam mais especificamente ao cotidiano das famílias moradoras da zona rural. O professor e diretor do Museu do Doce, Roberto Heiden afirma que saber sobre “a história dos doces [coloniais] é também conhecer o processo de urbanização local e a importância da agricultura familiar para o desenvolvimento da região sul do Estado”.

Enquanto diretor, Roberto testemunha os mais diversos relatos de quem passa pelo Museu. “A reação de cada visitante é subjetiva, geralmente relacionada ao passado dela com estes doces”, relata. “Temos uma exposição sobre as fábricas de doces enlatados. Muitas pessoas que passaram décadas trabalhando em fábricas da região vêm ao museu e se emocionam relatando passagens da própria vida”. Há também aqueles que se lembram da infância, da receita passada por um familiar já falecido ou de outros episódios guardados na memória.

Legado em metamorfose

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) define o patrimônio imaterial como “as práticas, representações, expressões, conhecimentos e técnicas – com os instrumentos, objetos, artefatos e lugares culturais que lhes são associados – que as comunidades, os grupos e, em alguns casos os indivíduos, reconhecem como parte integrante de seu patrimônio cultural. “Os saberes envolvendo os doces coloniais são parte fundamental do patrimônio imaterial pelotense. Além de envolver estes recortes históricos em registros, pesquisas acadêmicas e educação do público (tarefas desempenhadas tanto pelo Museu do Doce quanto por outros órgãos ligados à Universidade Federal de Pelotas), é necessário também analisar possíveis transformações nesse legado.

“Um desafio dos dias atuais é a proibição da Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] quanto ao uso de tachos de cobre para preparar as receitas”, conta o professor Heiden. “Os tachos de cobre são proibidos pela vigilância sanitária porque é alegado não serem 100% seguros para o preparo dos doces. No entanto, quem prepara essas receitas diz que só as panelas em liga de cobre garantem o ‘ponto’ certo”. Segundo especialistas, o cobre em contato com as altas temperaturas dos preparos pode desencadear nos seres humanos desordens neurológicas, psiquiátricas, renais e ósseas. E, atualmente, só estão aprovados os modelos com revestimento de ouro, prata, níquel ou bronze. Além disso, frutas como o marmelo não têm a mesma popularidade atualmente, o que prejudica produções em maior escala. 

Toda a tradição passa por transformações com o surgimento das novas gerações. Mas ainda é notável a presença de feiras de agricultura familiar, doces em conservas e receitas familiares no cotidiano local. Valorizar esses saberes é, por consequência, valorizar uma história que muitas vezes parece estar esquecida.

Veja outras reportagens sobre o Museu do Doce:

Museu do Doce celebra Patrimônio Imaterial

Visita ao Museu do Doce em Vídeo

Novos Hábitos Colocam em Questão a Tradição Doceira

 

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