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MUSEU ARQUEOLÓGICO E ANTROPOLÓGICO

HISTÓRICO

No segundo semestre de 2008, o Prof. Dr. Fábio Vergara Cerqueira, então diretor do Instituto de Ciências Humanas da UFPel, convidou todos os arqueólogos da instituição a participarem da implantação de um novo museu arqueológico. A administração da UFPel reconheceu os trabalhos deste grupo e constituiu comissão própria em 18 de maio de 2009, por meio da portaria no. 759. Desde então, a implantação do MUARAN-UFPel passou por três fases distintas. Apresentamos abaixo um breve histórico das principais realizações ocorridas em cada uma dessas fases.

1ª fase (2009 a 2012): orientação e acompanhamento de obras. As primeiras reuniões da comissão para implanta- ção do MUARAN-UFPel geraram os esboços iniciais de organograma, zoneamento e percurso expositivo de um Museu de Arqueologia e Antropologia, mas outra foi a responsabilidade oficial que primeiro ocupou a comissão: orientar o projeto de restauração e monitorar a execução das obras de restauração e adequação de edifícios cogitados para serem sedes do Museu (i.e. SANCHES; NEUTZLING 2010), a saber: 1. Primeiramente, o Casarão no.8 da Praça Cel. Pedro Osório. 2. Desde meados de 2012, o Casarão situado nos nos. 177 e 179 da Rua Marechal Floriano, antes residência de Carmen Trápaga Simões, depois Escola de Belas Artes (EBA) e sede de cursos de Artes e Ciências Sociais Aplicadas da UFPel. Nenhum dos dois casarões veio a ser confirmado como sede do MUARAN-UFPel, mas a comissão de implantação prestou a necessária consultoria técnica acerca da gestão do patrimônio arqueológico redescoberto durante as obras, informando também quanto às estruturas necessárias ao funcionamento de Museu e Centro Artístico e Cultural. Uma solução definitiva para o espaço físico do MUARAN-UFPel, com as características necessárias ao pleno funcionamento do Museu, só viria a ser apresentada anos depois, no âmbito de um projeto maior denominado Laneira Casa dos Museus. Trata-se de um grande complexo cultural e acadêmico que “deverá proporcionar, além das atividades de rotina de setores acadêmicos universitários, acesso ao público externo que poderá usufruir de espaços destinados ao convívio e a múltiplas atividades de extensão” (CORREA; PINTADO, 2014). Em reunião ocorrida no dia 8 de outubro de 2013, a coordenadora do Núcleo do Patrimônio Cultural da UFPel convidou o MUARAN-UFPel a integrar o projeto Casa dos Museus, o que foi prontamente aceito.

2ª fase (2012 a 2013): diagnósticos interno e externo. Com o objetivo de apresentar o futuro museu a todos os interessados, projetar a museotecnia e a museografia das exposições de longa duração, constituir e capacitar um setor educativo, qualificar laboratório e reserva técnica, planejar ações e parcerias, foi elaborado um plano museológico com o apoio e a dedicação de professores e estudantes da UFPel (inclusive bolsistas de extensão universitária) das áreas de Museologia, Conservação e Restauro, Arqueologia e Antropologia. Planos diretores ou museológicos se fundamentam em amplos diagnósticos internos e externos que permitem identificar os problemas básicos a serem enfrentados (DAVIS, 2001, p. 34), com o plano do MUARAN-UFPel não foi diferente, e a comissão reconheceu que “cabe aos diagnósticos o papel de trazer para dentro do projeto institucional os múltiplos pontos de vista e as condições materiais e políticas em que o futuro museu se anuncia” (SANCHES; AMARAL; OLIVEIRA, 2013). O sentido dialógico dos diagnósticos promovidos permitiu o envolvimento de diferentes atores sociais, inclusive indígenas e negros, de gestores e depositários de acervos arqueológicos e etnográficos, estudantes e professores do ensino fundamental. Essa abertura proporcionada pelos diagnósticos inaugurou a terceira fase da implantação do MUARAN.

3ª fase (2014-2015): ações extramuros e parcerias. Em 2014, o MUARAN-UFPel contou com recursos do Ministério da Educação (edital PROEXT 2014), passando a promover ações em escolas Municipais, Estaduais e Privadas, além de estabelecer parceria estratégica com duas instituições não governamentais de interesse público, a saber, o Sindicato dos Trabalhadores Domésticos de Pelotas e a Casa do Amor Exigente (instituição terapêutica). As ações desenvolvidas nesse ano, ainda vinculadas ao diagnóstico externo, se deram também por força de uma série importante de parcerias com órgãos suplementares do ICH-UFPel, dentre as quais destacamos o Grupo de Estudos Etnográficos Urbanos (GEEUR), o Núcleo de Etnologia Ameríndia (NETA), o Laboratório de Ensino, Pesquisa e Produção em Antropologia da Imagem e do Som (LEPPAIS) e os dois laboratórios arqueológicos até então existentes na UFPel, o Laboratório de Ensino e Pesquisa em Antropologia e Arqueologia (LEPAARQ) e o Laboratório Multidisciplinar de Investigação Arqueológica (LÂMINA), todos ligados ao Instituto de Ciências Humanas da UFPel. Ainda em 2014, foi estabelecida parceria também com o projeto Arqueologia: as histórias presentes em nossas vidas, de Pedro P. Funari, Vera R. Camargo, Glória Tega, Cláudio Carlan e Lúcio Menezes Ferreira.

Descrição do Acervo

O MUARAN-UFPel não salvaguarda coleções arqueológicas ou etnográficas. Essa responsabilidade, na UFPel, está a cargo dos próprios laboratórios que endossaram a geração de tais acervos. Em mostras itinerantes e ações de educação patrimonial, o Museu costuma fazer empréstimos dos laboratórios do ICH-UFPel, recorrendo muitas vezes a coleções de procedência indeterminada que podem, por isso mesmo, se prestar a ações educativas, evitando que outros materiais, documentados e patrimonializados, sofram qualquer dano.

 

Equipe atual

Coordenadores dos projetos que compõem o programa de implantação

Prof. Dr. Pedro Luís Machado Sanches

Prof. Dr. Jaime Mujica Sallés Prof. Dr. Diego Lemos Ribeiro

 

Proponentes de oficinas, exposições e demais ações de comunicação

Profa. Dra. Flávia Maria Silva Rieth

Profa. Dra. Claudia Turra Magni

Prof. Dr.Rogério Reus Gonçalves Rosa

Profa. Dra. Lori Altmann

Profa. Dra. Louise Prado Alfonso

Prof. Dr. Martin Tempass

 

Responsáveis por ação de diagnóstico de acervo

Prof. Dr. Claudio Baptista Carle

Prof. Dr. Aluísio Gomes Alves

 

Demais colaboradores

Prof. Dr. Lúcio Menezes Ferreira

Prof. Dr. Francisco Luiz Pereira da Silva Neto

Prof. Dr. Fábio Vergara Cerqueira

Prof. Dr. Rafael Guedes Milheira

Profa. Dra. Adriane Luisa Rodolpho

 

Técnica Administrativa

Luciana da Silva Peixoto

 

Discentes de pós-graduação colaboradores

Marta Bonow Rodrigues; Bruno Gato da Silva; Susana dos Santos Dode.

Bolsistas em 2014 e voluntárias (os) em 2015

Daiana Oliveira Felix, Beatrice Gavazzi Ribeiro e Cristiano Meirelles

Demais bolsistas em 2014

Karollina Mendes de Magalhães, Bettina Afonso Garcia, Melania dos Santos Cardoso Veras, Miriam Helem Soares Fernandes, Mirtes Lourdes Dall’Oglio, Taciane Silveira Souza, Thawany Martinez Santana, Isadora Oliveira Ijano.

Bolsistas de Musealização em 2015

Maysa Luana Silva, Rosângela Tavares de Tavares

Bolsistas de Comunicação em 2015

Ingrid Moraes Bastos, Andressa Tim Bauer, Scheila Nunes Meira

Voluntárias (os) em 2014 e 2015

Eliane de Souza, Francielen Gonçalves, Marcelo Lima (museólogos)

 

Localização e contatos

Endereço A implantação física do MUARAN, assim como a implantação dos demais museus integrantes da Laneira Casa dos Museus, depende da restauração e adequação do edifício da antiga LANEIRA S/A, um testemunho do patrimônio industrial situado em Pelotas, na avenida Duque de Caxias, cuja primeira etapa de construção data de 1949 (MICHELON 2013, p. 84).

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