

Convidamos a comunidade acadêmica a colaborar com a Revista Discente Ofícios de Clio, dos cursos de Graduação e Pós-Graduação da Universidade Federal de Pelotas (UFPel). A Revista é ligada ao Laboratório de Ensino de História da UFPel (LEH) e vinculada ao Departamento de História e ao Programa de Pós-Graduação em História. Possui periodicidade semestral, sendo publicada em formato online no endereço https://periodicos.ufpel.edu.br/ojs2/index.php/CLIO , com ISSN 2527-0524.
Serão aceitos artigos inéditos de História ou temas afins, nas línguas portuguesa ou espanhola. O autor deverá ser aluno de graduação ou pós-graduação, ou tê-la concluído no máximo há seis meses no momento do envio. A Revista Discente Ofícios de Clio é dividida em quatro seções. A primeira delas constitui-se de um dossiê temático, para o qual é realizada chamada específica e são convidados a participar, na condição de proponentes, um(a) doutorando (a) ou uma dupla de doutorandos. A segunda seção é composta por artigos livres. A terceira seção é específica para área de Ensino de História e afins, contemplando reflexões teóricas sobre as práticas de ensino e experiências de ensino, tais como trabalho com monitorias, atividades do PIBID, estágios, experiências em Educação Patrimonial, etc. A quarta seção da revista será composta por resenhas de obras publicadas em língua portuguesa ou estrangeira.
Para nosso nono número, a ser publicado no presente ano, estamos efetuando a chamada para o Dossiê A descolonização africana e suas ideias políticas, sob a proposição dos Doutorandos Camille Johann Scholl (PUC-RS) e Pedro de Oliveira Barbosa (PUC-RS).
O objetivo deste dossiê é problematizar o amplo espectro de ideias a respeito das descolonizações e independências, vislumbrando diferentes contextos assim como as construções e disputas de significados entre intelectuais africanos e afro-diaspóricos sobre a formação política, cultural e social do continente africano. A proposta central é refletir sobre o pensamento político no período das descolonizações do continente africano, compreendidas entre as décadas de 1950 e 1970.
Almejamos discutir aqui a descolonização do continente africano a partir de abordagens teórico-metodológicas da história dos conceitos, história intelectual e história das ideias políticas, em diálogo com os estudos pós-coloniais, dando relevância a pesquisas históricas que evidenciam as produções de intelectuais africanos e afro-diaspóricos e suas perspectivas a respeito da descolonização. Também serão aceitos trabalhos que pretendem realizar o exercício de confronto e/ou comparação entre diferentes intelectuais que pensaram a descolonização para os contextos africanos. Pretende-se abranger a diversidade de trabalhos que problematizam o olhar muitas vezes unitário que existe sobre o continente africano, trazendo uma multiplicidade de intelectuais e abordagens de diferentes regiões do continente.
As Normas e o Regimento da Revista encontram-se no site. Os artigos devem ser inéditos e seu conteúdo é de responsabilidade do autor. Informações adicionais podem ser solicitadas através do e-mail oficiosdeclio@gmail.com . A submissão de artigos se dará através do site da Revista http://periodicos.ufpel.edu.br/ojs2/index.php/CLIO e do envio simultâneo para o e-mail oficiosdeclio@gmail.com
O período de recebimento dos artigos para essa edição será entre os dias 06 de julho e 30 de setembro de 2020. Pedimos ampla divulgação entre seus contatos.
A UFPel, assim como o conjunto das Universidades Federais Brasileiras e a Sociedade, foi surpreendida no dia de hoje (18/6) com a Portaria no 545 do MEC que revoga a Portaria Normativa no 13, de 11 de maio de 2016, que dispõe sobre a indução de Ações Afirmativas na Pós-Graduação, sendo responsável pela implementação de políticas de inclusão neste nível.
A UFPel foi uma das primeiras Instituições Federais de Ensino Superior a regulamentar uma política de ações afirmativas para pessoas negras, quilombolas, indígenas e pessoas com deficiência na Pós-Graduação, no ano de 2017, por meio da Resolução no 05 de 26 de abril de 2017, após ampla discussão na sua comunidade e aprovação no seu Conselho Superior (CONSUN). Não apenas a política de acesso foi aprovada, como posteriormente também foi regulamentada a política de permanência para ingressantes na Pós-Graduação por meio de ações afirmativas, conforme Resolução no 16 de 03 de outubro de 2017.
Esta política, de caráter reparatório, tem sido essencial para ampliar a diversidade no am- biente da Pós-Graduação, permitindo o acesso de pessoas que eram excluídas deste processo. Num ambiente científico mais diverso, há uma ampliação dos temas sob investigação, buscando-se questões e problemas que vão além da fatia estreita da humanidade, que atualmente está configurada para servir grande parte da ciência. E isto é especialmente relevante em instituições que são financiadas por recursos públicos.
A despeito de se basear na Portaria no 13/2016, agora revogada, a política de inclusão da UFPel não será afetada. As Universidades Federais têm autonomia administrativa para implementação de suas políticas, respaldadas pela Constituição Federal. Tanto a Resolução no 05/2017 quanto a no 16/2017 possuem vigência de, pelo menos, dez anos.
Este tipo de medida vai na contramão do avanço histórico de uma sociedade mais fraterna e inclusiva, principalmente quando o mundo se mobiliza em contraposição ao racismo que lamentável e inegavelmente ainda se engendra no tecido social. A Portaria no 545/2020 configura-se com fortes traços de ilegitimidade quando assinada no último dia de gestão do então Ministro da Educação, sem nenhum tipo de debate com a Sociedade e as IFES ou de avaliação dos impactos da Portaria no 13/2016 na Pós-Graduação.
A UFPel, através de sua gestão superior e em consonância com os movimentos sociais, tem buscado a ampliação da participação de negros, indígenas e pessoas com deficiência nos processos de acesso à Pós-Graduação e se manifesta contrária à Portaria no 545. Considerando a Autonomia Universitária e o interesse da Sociedade, reafirma o seu compromisso com a manutenção de sua política de acesso afirmativo e permanência na Pós-Graduação.