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Programação UFPel na Fenadoce 2019

A UFPel, mais uma vez, está presente na Fenadoce, com um estande que divulga os 50 anos da Instituição. O espaço é uma verdadeira vitrine dinâmica para apresentar ao público algumas ações que exemplificam a amplitude e a intensidade da presença da UFPel na sociedade. O espaço terá 54 exposições de alunos e ações de ensino, pesquisa e extensão.

A UFPel também está envolvida com o Centro de Atendimento ao Turista do Evento, o controle de qualidade de alimentos da Fenadoce e a Feira de Gastronomia. A Rede de Museus também faz parte da programação externa (veja mais na Dica Cultural). A Rádio Federal FM da UFPel, 107,9, transmite uma programação especial diretamente do estande da Universidade no evento.123

Acesse a programação completa dos trabalhos que serão expostos no estande.

Acesse a programação gastronômica completa.

 

Palestras vinculadas ao Festival de Gastronomia da Fenadoce

PATRIMÔNIOS DO NOSSO LUGAR

Entre os trabalhos de parceria estabelecidos pela UFPel e Fenadoce está parte da programação do Festival de Gastronomia. Ao propor o tema Fenadoce Patrimônio Nosso, o CDL apontou os caminhos pelos quais a Feira fala da cidade. Entende-se que o patrimônio material e imaterial, associados como expressões da cultura local, faz-se representar pela tradição doceira e tudo que a ela está ligado. Assim, as palestras que estão agendadas para ocorrem na Fenadoce tratam deste patrimônio sob muitos aspectos e muitos modos. Foi convidando os especialistas em diferentes temáticas que a UFPel atendeu este ponto da parceria, organizando um ciclo de palestras intituladas: Patrimônios do nosso lugar.

Iniciaram com os diretores dos museus que a UFPel possui no entorno da Praça Cel. Pedro Osório, que falaram sobre as exposições e visitas que o público está realizando nos museus durante o período da Fenadoce.

Na sequência, o Professor Valdecir Carlos Ferri palestrará sobre a  influência da tradição do vinho na identidade cultural portuguesa. Como Doutor em Ciências agrárias, na área de vitivinicultura fez o seu Pós-doutor na Universidade de Coimbra/Portugal, justamente na área de patrimônios alimentares: culturas e identidades. Lá, observou como a presença desta bebida define e, ao mesmo tempo, acompanha os modos de vida dos portugueses. Sem dúvida, é uma palestra imperdível para quem gosta de vinho e quer saber um pouco mais sobre este nobre líquido.

A palestra seguinte é com o geógrafo e Doutor em Memória Social e Patrimônio Cultural Alcir Nei Bach, que em seu mestrado e doutorado levantou o riquíssimo patrimônio que a cidade tem na sua indústria do pêssego. Alcir entrevistou e visitou as indústrias e os produtores e sabe coisas incríveis sobre a produção desta fruta que é tão própria da região. Com muitas fotos sobre coisas interessantes, Alcir irá brindar os assistentes com histórias envolventes sobre esta produção local.

Depois, palestrará a Professora Adriane borda, arquiteta, Doutora pela Universidad de Zaragoza (Espanha) e pós doutora em Arquitetura pela Universidade de Leuven/Bélgica. Ela coordena o GEGRADI da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, laboratório de gráfica digital que já produziu maquetes dos principais monumentos de Pelotas. O seu trabalho faz o público apreciar de outro modo as casas históricas e outros monumentos da cidade, porque a forma como os esquemas, maquetes e outras interpretações destes bens é feita pelos recursos do laboratório, traz para a palma da mão, os detalhes que os olhos não enxergam. É um trabalho incrivelmente rico para todos!

E não faltará um debate sobre a Agricultura Familiar, que terá Marigaiane Medeiros, Cooperativa Sul Ecológica, Zamir Cardoso, Centro de Apoio e Promoção da Agroecologia, e Ana Júlia, Cooperativa Teia Ecológica, conversando sobre o que é ser um produtor familiar e qual a importância para todos desta produção.

Não para por aí! A palestra seguinte contempla diretamente o que acontece na Cidade do Doce. A Professora Maria Letícia Ferreira, mestre em Antropologia e doutora em História e Pós doutora pela Universidade de Paris-Sorbonne IV, entrevistou dezenas de doceiras em Pelotas e acabou gerando um acervo surpreendente de informação sobre o ofício que estas mulheres adotaram. Esta pesquisa, deliciosa como a professora conta que foi, gerou parte importante do Inventário de Referências Culturais sobre a Tradição Doceira de Pelotas e Região. Todos estão convidados a conhecer algumas histórias lindas sobre estas doceiras.

E por falar em doces, vamos entender quando tudo isso começou. A Professora Nóris Leal, historiadora que foi a primeira diretora do Museu do Doce e está realizando seu doutorado em Memória Social e Patrimônio Cultural, pesquisa, justamente, sobre a tradição doceira da cidade de Pelotas. Ela já identificou a trajetória dos doces na cidade, e vem estudando o papel da Fenadoce na consolidação do entendimento de uma tradição doceira.

Para encerrar com chave de ouro, estará na Fenadoce o arquiteto Andrey Rosenthal Schlee. Mestre e Doutor em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de São Paulo e professor Titular da Universidade de Brasília, falará como Diretor do Departamento de Patrimônio Material e Fiscalização do Iphan e Membro do Conselho Consultivo do Patrimônio Museológico do IBRAM. Ele acompanhou o processo do tombamento do conjunto histórico de Pelotas e do reconhecimento nacional da tradição doceira, como patrimônio imaterial e contará como aconteceu isto. Trata-se do único caso no Brasil e não é por nada, então, que esta história casa tão bem com a Fenadoce e com o patrimônio que orgulha tanto Pelotas.

Segue a programação das palestras que ocorrem no Auditório 2 da Fenadoce

12 / quarta 16h – Palestra com o Professor Valdecir Carlos Ferri: A influência da tradição do vinho na identidade cultural portuguesa.

14 / sexta 19h – Palestra com o Professor Alcir Nei Bach: A indústria do pêssego em Pelotas.

15 / sábado 19h – Palestra com a Professora Adriane Borda de Almeida: Modela Pelotas: o patrimônio na palma da mão.

17 / segunda 18h – Debate sobre a Agricultura Familiar – Da Terra à Mesa com a participação de Marigaiane Medeiros, Cooperativa Sul Ecológica, Zamir Cardoso, Centro de Apoio e Promoção da Agroecologia, e Ana Júlia, Cooperativa Teia Ecológica.

18 / terça 18h – Palestra com a Professora Maria Letícia Mazzucchi Ferreira: O doce pelotense: uma história de doceiras.

19 / quarta 16h – Palestra com a Professora Nóris Leal: A Linha do tempo dos doces em Pelotas.

21 / sexta 19h – Palestra com o Professor Andrey Rosenthal Schlee: Construção e instrução do processo de tombamento do conjunto histórico de Pelotas (IPHAN).

 

A atuação dos alunos da UFPel no acolhimentos dos visitantes da Fenadoce

A UFPel está envolvida em muitas ações na Fenadoce 2019. Ao entrar no Centro de eventos o primeiro contato do visitante é com os alunos da UFPel, que estão responsáveis pelas informações sobre a Feira ou sobre os atrativos da cidade de Pelotas.

A cada dia uma dupla ou trio de alunos se reveza nesta atividade, importante não somente para Feira, mas também para o amadurecimento profissional dos estudantes. A maioria é do Curso de Turismo, mas não somente. Estudantes de vários outros cursos da UFPel atenderam ao convite para participar desta ação.

Antes do início da Fenadoce os alunos passaram por um treinamento, organizado por Silvana Bojanoski (Coordenadora de Patrimônio da PREC), Dalila Hallal e Laura Rudzewicz (professoras do Curso de Turismo). Adriane Silveira, como organizadora da Fenadoce e representante do CDL, passou informações sobre os espaços e o funcionamento da Feira. Em seguida Leonardo Ferreira Resende mostrou os materiais e aplicativos produzidos pela Secretaria de Desenvolvimento, Turismo e Inovação do município (SDETI) para a divulgação do turismo de Pelotas. Também fez parte do treinamento uma visita aos espaços do Centro de Eventos.

Os estudantes da UFPel assumiram esta atividade com postura profissional e sua atuação está sendo marcada pela gentileza, atenção e cordialidade.

 

Programação e notícias - 06 de junho

 

As Exposições no Estande UFPel 50 anos da Fenadoce – 06 de junho

No dia 6 de junho, segundo da Fenadoce, o estande da UFPel apresentou ao público visitante da Feira quatro Ações desenvolvidas na Universidade.

A primeira exposição reuniu os grupos do Programa de Educação Tutorial da UFPel da UFPel. A UFPel possui grupos vinculados a cursos de graduação e outros que desenvolvem temas interdisciplinares. Os grupos PET são formados por 12 bolsistas e um professor tutor e desenvolvem diversas atividades em ensino, pesquisa e extensão.

A segunda, foi o Projeto de Extensão Ressignificando a Educação Física na Escola, apresentado por Franciele Ilha e Mariangela Afonso, professoras da Escola Superior de Educação Física. O projeto de extensão é uma iniciativa do Grupo de Pesquisa em Educação Física e Educação (GPEFE) e envolve professores da Educação Básica da rede municipal. A importância do projeto para a comunidade envolvida é proporcional ao que ele significa como exemplo de uma circunstância desejável da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão. Atuam nele, alunos de graduação e pós-graduação, em nível de mestrado e doutorado, integrados com a comunidade das escolas nas quais desenvolvem a pesquisa. Ao mesmo tempo que a investigação avança, o retorno à comunidade acontece, também, em um processo de integração, de vivências compartilhadas e de aprendizado mútuo. Assim, o trabalho também evidencia como universidade e sociedade podem manter um diálogo intenso, colaborativo e proveitoso e como as dimensões de ensino, pesquisa e extensão podem ocorrer de modo harmônico e simultâneo, propiciando ao estudante de graduação a vivência da sua formação profissional e contato direto com a realidade social.

A terceira, é o projeto Carinho: oportunidades para crianças e jovens com deficiências apresentado pelo Prof. Alexandre Carriconde Marques, da Escola Superior de Educação Física e das alunas Naielen Rodrigues e Bianca Ranson, de graduação e mestrado, ambas da ESEF. Segundo o Prof. Alexandre, o projeto acontece desde 1997 (22 anos) e vem mantendo o seu propósito de oferecer um espaço para a melhoria do estilo de vida de crianças e jovens com deficiência. Também este é um projeto de extensão que objetiva aos estudantes da ESEF uma vivência de situações concretas de ensino e aprendizado. Ao longo desta trajetória, mais de 600 pessoas com deficiência foram atendidas pelo projeto e mais de 400 estudantes, de graduação e de pós-graduação atuaram nele, dentre os quais, alguns que ingressaram no projeto no primeiro semestre do curso e só se afastaram após a formatura. E, destacou o Prof. Alexandre, há casos em que o estudante continuou vinculado como pós-graduando. Mais um exemplo da forçaque possui a formação integrada de estudantes em diferentes níveis e em contato concreto com a realidade social. E, igualmente, um atestado do impacto social que as áreas do conhecimento podem ter ao diluírem os muros da instituição e se inserirem na sociedade.

Por fim, esteve presente o estudante do curso Economia Lúcio Moscareli, que integra o Núcleo das Empresas Juniores de Pelotas. Muitas pessoas não sabem o que é uma empresa junior, por esta razão apresentá-las ao público é cada vez mais importante. Tais associações, formadas exclusivamente por alunos dos cursos de graduação, operam com todas as funções de uma empresa, mas gerida por eles. Como explicou Lúcio: elas possuem uma vantagem competitiva por ofertarem serviços amparados por professores, alunos acima da média que passam por rigorosos processos seletivos e a um preço abaixo do mercado. Seus integrantes trabalham voluntariamente em prol de uma experiência que é referência mundial, uma vez que o Brasil contempla o maior Movimento de Empresas Juniors do Mundo. E a UFPel é a universidade que tem o maior número de empresas em Pelotas.

 

O Festival de Gastronomia na Fenadoce

O Festival de Gastronomia da Fenadoce está sendo desenvolvido no espaço da Feira por professores e alunos do Curso de Gastronomia da UFPel. No segundo dia da Feira, iniciou o Festival com duas aulas show e uma mesa redonda. Quem falou sobre este dia inaugural foi a Professora Carmelita da Costa Jardim, que destacou, de imediato, a importância do evento na Feira. A divulgação que o Curso de Gastronomia obtém neste espaço é importante, sobretudo porque sabemos que o campo em Pelotas cresce e se qualifica a partir do conhecimento que é gerado neste curso. Também é importante a vivência dos alunos que estão participando das atividades como ministrantes, juntamente com os professores. A interação com a comunidade, a troca com os assistentes das oficinas, oportuniza ao estudante uma vivência concreta da sua prática profissional. Carmelita é professora de doçaria, que é uma disciplina com conteúdo de enfoque exclusivo aos doces de Pelotas e de origem portuguesa e confeitaria. A primeira aula-show foi sobre Papo-de-anjo e a segunda, sobre PANCs (plantas alimentícias não convencionais). Para quem foi na oficina de Papo-de-anjo, a grande surpresa foi constatar que, ao contrário do que muitos pensam, não se trata de um doce de difícil preparo. Em 40 minutos, as lindas formas douradas estavam prontas. Já na aula-show de PANCs, foram ensinados métodos de preparo com algumas PANCs regionais e ao final da aula, as saladas de azedinha com ora-pro-nóbis foram regiamente degustadas pelos presentes, surpresos que ficaram em ver plantas aparentemente apartadas do nosso cardápio costumeiro, gerarem pratos saborosos. No meio destas aulas plenas de surpresas deliciosas, houve a mesa-redonda sobre as mulheres na cozinha. Carmelita mediou a mesa, cujo tema é vinculado ao Projeto de Ensino Maria Brasileira, que discute a questão de gênero na cozinha. Carmelita destacou que o número de mulheres na Gastronomia é maior do que o de homens, no entanto, o destaque para o Chef, ao menos diante da mídia, é o homem. A situação reflete o pensamento geral da sociedade em que vivemos, na qual o preparo do alimento, quando feito pela expressão do conhecimento e da habilidade, não é naturalmente atribuído à mulher. Portanto, Maria Brasileira trata da Gastronomia para além do preparo, para além da criação e discute, com espontaneidade e profundidade, as atribuições de papeis na sociedade, que segregam os valores inerentes a todos os gêneros.

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Programação e notícias - 07 de junho

 

As Exposições no Estande UFPel 50 anos da Fenadoce – 07 de junho

Dando continuidade à proposta de apresentar ao público visitante da Fenadoce a amplitude de ações que a UFPel desenvolve, no dia 07 de junho, terceiro da Fenadoce, o estande recebeu três novas Ações desenvolvidas na Universidade.

A primeira exposição apresentou o trabalho Estatística da Academia à Praça, do Instituto de Física e Matemática, apresentado por Giselda Maria Pereira, Muriel Belo Pereira e Elisia Pires Corrêa. Segundo Giselda, o projeto desenvolve atividades na forma de oficinas que abordam tópicos de estatística, em oficinas que são voltadas para escolas e comunidade em geral. O projeto iniciou em 2018 e já atingiu mais de 500 pessoas. A importância do trabalho reside em aproximar o conhecimento acadêmico da comunidade em geral, abordando conteúdos de estatística de forma lúdica e interativa.

A segunda exposição reuniu dois projetos intitulados Vida de Inseto e Sementário, ambos do Instituto de Biologia, mas que congregam estudantes de graduação e pós-graduação de diferentes cursos e unidades. Estiveram apresentando os projetos as Professoras Vera Lúcia Bobrowski e Beatriz Helena Gomes Rocha, ambas do Instituto de Biologia e os estudantes Aldo Girardi Pozzebon, Silvia Naiane Jappe, ambos do curso de Agronomia e Giulia da Cunha Pereira, do curso de Nutrição. A confluência entre os projetos oportunizou ao público visitante observar a relação entre os insetos e a produção de sementes. Sobre isto, Vera ressaltou que a mídia explora muito a extinção das abelhas, no entanto, outros tantos insetos que são são polinizadores importantes, também encontram-se ameaçados pelas monoculturas e pelo uso indiscriminado de inseticidas. O estudante Aldo destacou que há uma relação de especificidade entre os insetos e as sementes, portanto, o conhecimento sobre estas podem indicar ações recomendáveis por parte dos profissionais de agronomia. A pesquisa desenvolvida no âmbito da universidade tem apontado a possibilidade de que novas práticas agrícolas, culturais e alternativas, possam mudar este cenário, beneficiando o necessário equilíbrio que a natureza desenvolveu na existência entre os seres que coabitam determinados habitats. A exposição foi muito visitada. O material que o grupo expôs, sementes, insetos em caixas entomológicas, seja pelo colorido, pela diversidade e pela relação entre os elementos expostos, convidou os visitantes a pararem e escutarem a imensidão que este universo natural e essencial para nós, humanos, apresenta. O conhecimento que gera interesse, gera também ações protetivas que buscam a harmonia entre as convivências. Compartilha-los, portanto, é em si uma ação social.

A terceira exposição, intitulada Mural GBiotec, apresentada pela Profa Luciana Dode Bicca do Centro de Desenvolvimento Tecnológico e dos alunos Guilherme Souza, Nicole Ramos Scholl, Alice Nunes Turrie , todos do Curso de Biotecnologia, trouxe para os visitantes da feira as áreas de atuação e os laboratórios do curso, expostos em um banner, uma mostra interativa apresentando o DNA e os processos de transcrição e tradução e também literatura técnico científica para ser compartilha (#ler&compartilhar). A Profa. Luciana destacou que a Bbioteca, uma ação de cultura do Mural, é resultado da aplicação da ideia de um aluno do grupo. Surgiu há pouco mais de um ano, mas os resultados continuando surpreendendo. Das muitas doações que chegam ao grupo, vários exemplares são lidos durante o processo de inventário, pelos próprios alunos e outros tantos vão sendo levados pelo público que tem contato com a biblioteca itinerante. A reciprocidade entre os leitores e os doadores tem se intensificado e como não há restrição quanto ao gênero da obra doada, o público de leitores tem aumentado tanto na diversidade quanto na resposta em vir a ser doador. Assim, ao mesmo tempo em que o grupo enseja a divulgação da ciência e técnica, revigora a fonte de conhecimento que ainda hoje é o sustentáculo de qualquer ciência e o registro, por ora não superado, do conhecimento: o livro. Ao fim, Guilherme, Nicole e Alice relataram que com o projeto, descobriram que valores permanentes e profundos, como o compartilhamento, a generosidade da circularidade, a sustentabilidade, a humanização da ciência são intensificados e ao mesmo tempo que os formam, formam o público para o qual o seu trabalho no futuro, se dirige. Portanto, o projeto contribuiu para entendessem que a força do conhecimento é maior quando é coletiva e que a divulgação do conhecimento científico é tanto uma forma de viver a universidade como a de desenvolver a ciência que, ao fim, tem na sua finalidade social a razão de ser.

 

O Trabalho do Grupo Controle da Qualidade do doce na Fenadoce

A presença da UFPel na Fenadoce é o resultado de uma parceria estabelecida desde o ano passado, mas que na presente edição adquire a consistência do benefício mútuo. Se por um lado a UFPel ganha um espaço de visibilidade para as ações que sua comunidade desenvolve, por outro, a Fenadoce ganha com o trabalho orientado dos estudantes. Esta é a troca imediata que justifica a ocorrência da UFPel na Feira. No entanto, em cada ação da parceria há uma trajetória de conhecimento que se fortalece e uma presença que também é uma metodologia de formação acadêmica em uma universidade que se afirma na cidade e região não apenas por estar nela, mas por estar integrada à comunidade. E é, justamente, sobre a formação do estudante na ação de Controle da Qualidade do Doce na Fenadoce que os professores Márcia A. Gularte e Valdecir Carlos Ferri, que coordenam a ação, falaram. O relato versou sobre o que consiste esta ação e como está sendo, ao longo de alguns anos, trazer grupos de estudantes para a Fenadoce. Márcia esclarece que o projeto que sustenta a ação tem o objetivo de orientar as doceiras, no sentido de diminuir ocorrências de não conformidades para que os produtos estejam bem apresentados ao consumidor. Tais observações estão sendo realizadas por alunos dos cursos de Química de Alimentos, Tecnologia em Alimentos e Nutrição, que registram as observações para, posteriormente, serem sanadas as ocorrências pelos professores, junto às doceiras. Este trabalho vem contribuir para aumentar a confiabilidade na manutenção da qualidade.

Márcia conta que desde 2015, o projeto Qualidade dos Doces vem ocorrendo em parceria com a Câmara de Dirigentes Lojistas – CDL e UFPel. Esta trajetória está aumentando progressivamente a conscientização sobre a importância de apresentar os doces com qualidade, o que para o consumidor equivale a encontrá-los bem organizados nas prateleiras, em balcões limpos, bem iluminados, manuseados por atendentes uniformizados, que se apresentam sem adereços, usando luvas e, também, cordiais com os consumidores. Este conjunto de cuidados é essencial para que o doce possa cumprir com a função simbólica que hoje desempenha, a de ser o cartão postal da cidade de Pelotas.

Para além desta, o projeto também desenvolve ações de pesquisa, nas quais são realizadas análises microbiológicas voltadas a assegurar inocuidade para o consumo. A UFPel tem papel fundamental neste sentido, já que fez parte do estudo do histórico imaterial para a certificação dos doces junto ao IPHAN e do registro no INPI, para o selo de procedência de 14 doces tradicionais de Pelotas.

O Prof. Ferri observou, além do já dito, que a experiência do grupo na Fenadoce é um exemplar momento de integração entre os cursos. Os três envolvidos formam profissionais com habilidades específicas e complementares entre si. Deste modo, o convívio dos alunos durante os 19 dias da Fenadoce oportuniza, na realidade concreta, a compreensão tanto das habilidades comuns como das específicas e contribuem, de modo intenso, para que os estudantes percebam os seus possíveis campos de atuação.

Os alunos do Controle dos Doces circularão, durante os dias desta Fenadoce, entre as bancas da Cidade do Doce, usando os jalecos brancos nos quais estão identificados os seus cursos pelos logos bordados no uniforme. E assim, a UFPel também circulará.

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Programação e notícias - 08 de junho

 

As Exposições no Estande UFPel 50 anos da Fenadoce – 08 de junho

No sábado, dia 08, o público visitante da Fenadoce verificou no estande da UFPel novas Ações desenvolvidas na Universidade. E as empresas juniores estiveram presentes. As duas primeiras exposições apresentaram as Empresas Juniores da UFPel. A empresa EnGeoSul, bastante jovem, criada em novembro de 2017, foi apresentada pelos acadêmicos Ana Luiza Galindo e Diego de Magalhães, ambos do curso Engenharia de Petróleo. A empresa de consultoria de Geoengenharia realiza mapeamento geológico, levantamento topográfico, análise de combustível e georrefenciamento. Os clientes atendidos pela empresa são os mais variados, sendo, por exemplo, agricultores, empresas de engenharia de pequeno porte e postos de gasolina. Também profissionais liberais como engenheiros. A relação da empresa com o mercado tem um atendimento importante e específico para a faixa de pequenos e médios empreendimentos e também para as demandas de empresas consolidadas, em situações determinadas. Ana Luiza contou que há algum tempo a EnGeoSul realizou um trabalho para uma empresa grande de geologia. Tratava-se de um mapeamento geológico que a empresa não poderia realizar naquele momento. Sabedor da existência da EnGeoSul e do fato de que os estudantes possuem qualificação e orientação para o desenvolvimento correto da atividade, o empresário procurou a EJ, e o resultado foi tão satisfatório que continuará a segunda etapa do projeto com a EnGeoSul. Diego relatou que estando na EJ pode experienciar novos programas específicos da área de geologia e também que adveio desta experiência uma visão concreta da vida empresarial. Os estudantes apontaram como é essencial na sua formação a experiência de um trabalho real, com todos os desafios que a concretude do mercado apresenta. Ao mesmo tempo, enfatizaram o seu empenho em obter resultados progressivamente mais satisfatórios, o que contribui para que o movimento das EJ se fortaleça. São, portanto, entusiastas desta experiência acadêmica/profissional.

A segunda empresa foi a Vértice Engenharia Júnior, apresentada por Louisi Oliva e Prisciane Demarco, ambas do curso de Engenharia Civil. A Vértice vem operando desde 2014, e hoje atende um mercado muito amplo, que tanto se expressa na procura dos profissionais liberais como por empresas de pequeno e médio porte. Prisciane relata que hoje a Vértice está desenvolvendo projetos para a UFPel. No dia 07 de junho, por exemplo, houve uma reunião com a Proplan para a Vértice realizar o trabalho dos Projetos Prevenção contra Incêndio dos prédios da UFPel, sobretudo o dos museus no centro histórico e da antiga sede da AABB. Ambas as colegas, hoje presidentes da Vértice, ingressaram em 2017, quando estavam na metade do curso. Portanto, ainda no meio da trajetória da formação profissional. A EJ propiciou para ambas a grande experiência da prática profissional em uma atividade que se define por esta prática e, também, pelo desenvolvimento do espírito empreendedor. Justamente, o emprendedorismo incentiva a gestão de pessoas e, sobretudo, a autogestão. As demandas de uma EJ levam o estudante ao enfrentamento de aspectos pessoais que acabam por se desenvolver na forma de habilidades muito favoráveis ao exercício da profissão. O grande desafio que a Vértice, nas visão das aluna, enfrenta é a inserção no mercado. Torná-la conhecida, vista e, consequentemente, reconhecida é uma meta para Louisi, Prisciane e todos os colegas da EJ. Grande desafio e grande sonho.

Na sequência, mais duas outras empresas se apresentaram. Foi a vez da ECAPE, Empresa Junior de Consultoria Agronômica e Planejamento Estratégico, apresentada pela aluna Daniela Valmorbida, graduanda do Curso Agronomia e da Empresa Arcádia Consultoria Internacional, apresentada por Cristian da Rosa, graduando do Curso Relações Internacionais. Daniela, que é Diretora do Administrativo Financeiro, explicou que a ECAPE, surgida em 2014 por iniciativa dos alunos do curso, vem prestando consultoria para agricultores, pequenos e grandes, e ramos agrícolas em geral. Daniela destacou que o atendimento a este ramo é essencial em Pelotas e Região pelo destaque desta produção na economia local. Por outro lado, o empreendedorismo, necessário ao engenheiro agrônomo, é um campo de conteúdos que o curso não abrange na totalidade. Portanto, a vivência da EJ diferencia o estudante no mercado de trabalho. Por sua vez, Cristian, que é o Diretor Comercial da Arcádia, surgida em 2018, ou seja, empresa que iniciou sua trajetória recentemente, comenta que o atendimento da empresa, prestando consultoria e assessoria, é feito para o ramo de bens e serviços de pequenos e médios empresários, que buscam internacionalizar o seu negócio. As consultorias são voltadas para pesquisa de mercado e assessoria em negociação. O domínio de línguas estrangeiras é uma necessidade para o profissional que presta este serviço. No cenário internacional, o inglês é a língua franca do mercado, no entanto, na região em que nos encontramos, Cristian observa que o domínio do espanhol vem favoravelmente ao encontro das negociações. Ambos destacaram que a vivência nas EJs acrescenta crescimento pessoal. Daniela destaca o aprendizado em equipe, que as relações de trabalho na EJ exigem que seja desenvolvido. Destacou que a organização e auto-organização são decorrências de um aprendizado inerente ao trabalho da Empresa. Cristian observou que há valores que são demandados e que, portanto, se desenvolvem na vivência na EJ, um deles é o pragmatismo. No entanto, há uma visão de mercado que a Arcádia está mostrando, que parte da superação de uma finalidade estrita para o Internacionalista, a de vir a ser um diplomata. O campo vem mostrando que este profissional tem um papel importante nas relações que o Brasil pode ter com outras nações por meio do comércio, e em todas as formas de integração que o mundo contemporâneo exige. Daniela e Cristian conversaram sobre o impacto que as EJs têm sobre a formação profissional, mas foram enfáticos em dizer que as duas empresas estão sendo diferenciais na sua visão de como podem e devem atuar. Há, em especial, o valor social que as EJs desenvolvem, há um sentido de convívio e de respeito, que se expressa na colaboração. O trabalho colaborativo funda-se no respeito, na inteligência que o diálogo incentiva e na expectativa de contribuir com o desenvolvimento regional.

Prodic em ação na cidade de Pelotas: pesquisa e extensão do curso de Veterinária, apresentada pela Josaine Rappeti e os alunos, Pâmela Caye – residente da cirurgia do Hospital Veterinário – e Luã Borges Iepsen – graduando de Veterinária. Segundo a Prof.ª Josaine, o grupo Prodic (Projeto integrado de pesquisa e extensão Dioctophyme Renale em cães e gatos), criado em 2012, envolve alunos de todos os níveis: graduação, pós-graduação e residência e, inclusive, pós-doutorado. O grupo, por um lado, desenvolve investigação sobre o parasito que dá nome ao trabalho, e por outro, preocupa-se com a divulgação que o verme provoca, a Dioctofimatose. A importância do parasito, popularmente conhecido como “Verme Gigante do Rim”, está nesta doença que acarreta a destruição do rim do hospedeiro, cão ou gato e como zoonose, pode atacar a saúde humana. Josaine destacou o surpreendente dado de que Pelotas e região é a zona com maior número de casos positivos diagnosticados no mundo. A informação que a Prof.ª ressalta é de que a infecção não ocorre através do cão e do gato, e sim pela ingestão de peixe de água doce contaminado, ou, ainda, da própria água contaminada. A apresentação do grupo, portanto, é de interesse da população em geral, sobretudo porque vivemos em uma região de muita pesca, com áreas de alagamento e imensa quantidade de cães errantes e semi-domiciliados, que acabam tendo papel fundamental na disseminação da doença através da eliminação dos ovos desse verme pela urina. Desse modo, a informação veiculada pelos estudantes em oportunidades de grande circulação de pessoas, como a Fenadoce, é a de tornar a doença, suas formas de infecção e de prevenção conhecidas, além de indicar como é possível reconhecer nos animais os sinais clínicos. Para atingir o objetivo, o aprendizado de como se comunicar com um público não especializado é importante e o trabalho de extensão acaba desenvolvendo esta habilidade nos alunos. E, considerando que a comunicação se estabelece de muitos modos e com diferentes meios, os estudantes acabam gerando recursos criativos que aproximam o conteúdo e favorecem a compreensão do que está sendo apresentado. O Prodic pode ser acessado pelo Facebook, Instagram e no site da UFPel.

O Projeto de Ensino Liga Acadêmica Interdisciplinar de Ciências Forenses – LACiF, CCQFA, em desenvolvimento desde 2017, com a presença da Prof.ª Dr.ª Clarissa dos Santos (coordenadora da proposta) e dos alunos, Isabela Marques e Luan Passos, foi apresentado aos visitantes através dos principais resultados das ações desenvolvidas pelo grupo. Dedicados a extroversão do conhecimento a partir de palestras, jornadas acadêmicas e minicursos, a proposta contempla ações de Extensão e Pesquisa em diversos setores vinculados às Ciências Forenses. Recentemente, um de seus integrantes participou de estágio curricular no Instituto Geral de perícias IGP em Criciúma, Santa Catarina, atuando no laboratório de análises forenses do Instituto de Análises Forenses – IGP, bem como, os integrantes do LACiF, com protagonismo, participaram do Encontro Nacional de Química Forense – ENQFOR, relatou sua coordenadora. Como grupo de estudos focado na aplicação de conteúdos científicos para fins civis e criminais, o LACiF atua diretamente na qualificação de perícias de crimes contra a vida, patrimônio, meio ambiente e avaliações documentais a partir da interação com profissionais/especialistas da área. Como forma complementar ao ensino, alem de inserir o acadêmico no mercado de trabalho, a proposta reflete na segurança da população. Na prática extensionista, subsidia ainda o acesso á informações a partir da experiencia do exercício na realidade social ao qual se insere, gerando metodologias específicas conforme a demanda judicial. Maiores informações podem ser acessadas na rede social Liga Acadêmica Interdisciplinar de Ciências Forenses – https://www.facebook.com/LACiF.UFPel/

A Liga de Atendimento Pré-Hospitalar (LAPH) é um projeto de extensão vinculado à Faculdade de Enfermagem. Criada em 2009 pela Enf.ª Dr.ª Celmira Lange, atualmente conta com a colaboração das professoras Dr.ª Caroline Linck, Dr.ª Lenícia Quadros e Dr.ª Josiele Neves. Nesta apresentação, estiveram presente as alunas Helen Sampaio e Jéssica Braga, acompanhadas da Prof.ª Dr.ª Josiele Neves. Na oportunidade, foram expostos um hemitórax (manequim anatomofuncional) e um manequim bebê, a fim de permitir aproximação das pessoas do atendimento de Suporte Básico de vida ao simular as manobras de Ressuscitação Cardiopulmonar (RCP) e atuação nos casos de engasgo no manequim bebê. A LAPH desenvolve capacitações para a comunidade através de atividades de promoção à saúde e prevenção de acidentes. Deste modo, contribui para uma sociedade mais justa e empoderada no conhecimento relacionado ao atendimento pré-hospitalar em casos de agravos à saúde até a chegada do serviço especializado. Para os acadêmicos de enfermagem, é oportunizado aproximação com temáticas que envolvem o atendimento pré-hospitalar, tais como: avaliação primária do trauma, segurança da cena, fraturas, engasgo parada cardiorrespiratória, ressuscitação cardiopulmonar, convulsão, desmaio, choque elétrico, entre outros. A equipe do projeto aproveita a oportunidade para convidar os acadêmicos de enfermagem para conhecer o projeto e coloca-se disponível para realizar capacitações à comunidade através do e-mail: laphfen@gmail.com e pelo facebook https://www.facebook.com/LAPH.UFPel/

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Programação e notícias - 09 de junho

 

As Exposições no Estande UFPel 50 anos da Fenadoce – 09 de junho

No dia 9 de junho, quinto da Fenadoce, seguiram no estande da UFPel as apresentações das Ações desenvolvidas na Universidade. A primeira exposição apresentou a “Ação de Prevenção de Intoxicações” promovida pela Liga Acadêmica Interdisciplinar de Toxicologia (LAITox), que atualmente envolve 18 alunos e 2 professores de vários unidades acadêmicas, incluindo CCQFA, IB, FAMED e FE. No estande da Fenadoce estavam presentes a Prof.ª Giana Cognato e as alunas do IB, Francise Pedra e Beatriz Freitas. Segundo a Prof.ª Giana, a Liga Acadêmica Interdisciplinar de Toxicologia, que iniciou em 2016 desenvolvendo ações de ensino, agora é um projeto que busca integrar também a pesquisa e a extensão. Desde maio de 2019, estão em andamento ações de extensão a serem desenvolvidas em duas escolas municipais (Adolfo Fetter e Simões Lopes), com o objetivo de prevenir uso de drogas entre adolescentes e adultos. A Prof.ª Giana explicou que a Liga surgiu em decorrência da identificação na região sul de altos índices de intoxicação, especialmente com medicamentos. Outro foco de atenção da Liga é a saúde dos trabalhadores rurais, em geral muito expostos aos agrotóxicos. As três participante da ação na Fenadoce ressaltaram que nos projetos do LAITox os alunos são os protagonistas, decidindo e organizando todas as etapas das ações.

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Programação e notícias - 10 de junho

 

As Exposições no Estande UFPel 50 anos da Fenadoce – 10 de junho

Na segunda feira, dia 10, o público visitante da Fenadoce verificou no estande da UFPel novas Ações desenvolvidas na Universidade.

A primeira exposição, intitulada “Mel: o doce mais antigo do mundo“, foi apresentada pelo Professor Jerri Zanusso e pelo estudante de Agronomia Guilherme Dallman nHeinemann, da Faculdade de Agronomia. O Prof. Jerri explicou que se pensarmos na evolução das abelhas, trata-se de cerca de 25 milhões de anos de produção desse alimento incrível. Então, o projeto divulga o uso do mel como adoçante natural e como elemento integrado, inteiramente, à temática da feira, já que o seu uso na culinária possa ser tão antigo quanto a própria cultura humana. O Prof. Jerri lembra que a abelha já foi símbolo de realeza, que em determinadas ocasiões as colmeias integravam as heranças familiares e que, inclusive, constituíam presentes de casamentos nobres. A versatilidade do mel se reflete nos produtos e receitas que com ele podem ser feitas. No entanto, o ser que propicia a existência desse alimento tão rico é um polinizador importante, cujo existência se encontra ameaçada e corre o risco de entrar em linha de extinção. O risco é multifatorial: mudanças climáticas, defensivos químicos, pragas e doenças, falta de alimento e assim vai. Há registro de dados alarmantes, fornecidos pelos apicultores locais, de 30 a 40% ou mais de perda anual dos enxames. Este é o principal objetivo do projeto, sensibilizar o público para a importância do mel e, igualmente, para as ameaças que rondam as abelhas. Guilherme, filho de apicultor, mais de 12 anos trabalhando na produção de mel, relata como propiciar o conhecimento sobre a apicultura é importante para que o público entenda o valor deste alimento. Nesse sentido, o curso de graduação ampliou o conhecimento de Guilherme sobre a ciência que envolve a natureza das abelhas. Ao seu conhecimento prático, soma-se, portanto, o conhecimento técnico, aprimorando o seu desempenho como apicultor e promovendo o seu papel de divulgador da ciência. Guilherme se entende fazendo o seu curso para fora da Universidade, levando informação e conhecimento para um público muito maior que entendendo o valor do alimento, poderá adquirir hábitos mais saudáveis de alimentação e, talvez, somar-se aos produtores que, sobretudo, são defensores destes insetos incríveis.

A segunda mostra intitulada “Laboratório Aberto de Conservação e Restauração” foi apresentadas pela Prof.ª Andréa Lacerda Bachettini, restauradora Keli Scolari e pelas acadêmicas Isis Fófano Gama e Kerllen Peres Cavalheiro, ambas de Curso de Conservação e Restauração de Bens Culturais Móveis do Instituto de Ciências Humanas. O Laboratório, fundado em 2009, desenvolve ações de restauro e conservação de pinturas, esculturas e documentos históricos, pertencentes a acervos de instituições públicas e privadas. Na mostra estava uma pintura óleo sobre tela, de gênero natureza morta e em um slide-show, várias outras obras e os processos de restauro empregados. Também estavam à mostra o microscópio óptico-digital utilizado para observar as camadas de tinta e os danos que deverão ser tratados, a lupa binocular para observação das fibras têxteis da trama da tela, além dos instrumentos empregados no trabalho essencialmente manual que o conservador faz sobre a obra. Os visitantes puderam entender, assistindo os processos e olhando pelos equipamentos, a profundidade de tempo que os materiais de cada peça acumulam e, consequentemente, compreender o que faz o restaurador. Este laboratório e mais dois outros (Laboratório de Conservação em Papel e o Laboratório de Ciência do Patrimônio, ambos do Curso de Conservação e Restauração) estão sendo os agentes do trabalho de conservação da Cápsula do Tempo de Yolanda Pereira.Para os que não estão acompanhando o assunto, contamos que a cápsula do tempo foi retirada do monumento da Yolanda Pereira, localizado em um dos pontos da Praça Cel. Pedro Osório, no dia 7 de maio. O encontro da cápsula adveio de uma oportunidade e de um conhecimento prévio sobre a existência dela. A oportunidade veio do trabalho de reforma feito na Praça e o conhecimento, de uma pesquisa feita por um aluno da UFPel. Yolanda Pereira é um ícone da história da cidade porque em 1930 recebeu a série de títulos que culminou com o de Miss Universo. No dia 14 de maio, após a abertura da caixa de metal, selada pela corrosão, a cápsula seguiu para o Laboratório que é o responsável pela delicada e desafiadora missão de recuperar os fragmentos do que nela foi colocado há 89 anos. Apenas três universidades no Brasil possuem Curso de Conservação e Restauração de Bens Culturais. Todas são universidades federais. No entanto, o fato de um existir em Pelotas está associado ao patrimônio que a cidade possui e reconhece, tanto material como imaterial. O patrimônio desta cidade é um privilégio e a cidade tem o privilégio de ter quem o cuide.

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Programação e notícias - 11 de junho

Convite Mesa redonda: Os Museus da UFPel na Fenadoce

Os diretores dos museus da UFPel – Museu de Artes Leopoldo Gotuzzo, Museu de Ciências Naturais Carlos Ritter e Museu do Doce – participam de uma mesa redonda na Fenadoce, que este ano tem como tema Patrimônio Nosso.

Horário: 16h.
Local: Auditório II do Centro de Eventos da Fenadoce.

Convidados: Lauer Alves Nunes dos Santos, João Ricardo Vieira Iganci e Roberto Heiden
Diretores dos Museus, respectivamente: Museu de Arte Leopoldo Gotuzzo, Museu de Ciências Naturais Carlos Ritter e Museu do Doce, todos da Universidade Federal de Pelotas e que atualmente se encontram no entorno da Praça Coronel Pedro Osório. Os três são professores da UFPel. Lauer é graduado em Pintura e doutor em Comunicação e Semiótica pela PUCSP. É artista e organiza diversas exposições de artes. João Ricardo é graduado em Ciências Biológicas e doutor em Botânica. Pesquisador e professor de Botânica. Roberto é graduado em Artes Visuais e doutor Memória Social e Patrimônio Cultural. É professor do Curso de Conservação e Restauração da UFPel.

 

As Exposições no Estande UFPel 50 anos da Fenadoce – 11 de junho

Núcleo de Estudos e Pesquisas em Cognição e Aprendizagem NEPCA – O NEPCA foi criado em 2009, objetivando se constituir em espaço de investigação e documentação sobre temáticas que envolvem as pessoas com deficiência e Transtorno do Espectro do Autismo. Estiveram presentes no estande a Prof.ª Maria Teresa Nogueira, da faculdade de Psicologia; a Prof.ª Rita Cóssio Rodrigues, do Instituto de Biologia; a Mestranda Verônica Porto; a Especialista Maximira Porciúncula; e as acadêmicas Luana Bueno e Ivana Vargas. As professoras relataram que o projeto, além de investigar como se dá o diagnóstico e as intervenções oportunizadas, realizam o estudo do Transtorno do Espectro Autista, realizando levantamento detalhado das pessoas atendidas no centro de neurodesenvolvimento da UFPel, diagnósticos, tratamentos medicamentosos ou terapêuticos e encaminhamentos. As linhas de pesquisa envolvem: Síndrome de Asperger, Transtorno do Espectro Autista, Educação Inclusiva, processos mentais e aprendizagem. Maria conta que, em 2013, a pesquisa “Processos mentais e aprendizagem de pessoas SA (Síndrome de Asperger)” incluiu Portugal como foco de investigação, centros de referência, escolas, professores e alunos. Um dos escopos analisados foram as políticas públicas de ambos os países no que tange a educação inclusiva, encaminhamentos de alunos com deficiência, organização da inclusão e, mais especificamente, inclusão de alunos asperger nas escolas, centros de referência e centros de educação especial. O alargamento dos dados, estudos, conceitos e horizontes, oportunizou a análise da importância da Intervenção precoce em todo o processo de inclusão. Concomitante, inaugurava-se em Pelotas o Centro de Atendimento ao Autista, que o NEPCA já se inseria como elemento de apoio. Assim, em 2014, adaptando o modelo português de intervenção precoce, inicia-se em pelotas o projeto de investigação “Intervenção Precoce para pessoas TEA: um estudo luso-brasileiro”, em parceria com a Universidade do Minho, Centro de Atendimento ao Autista e Centro de Neurodesenvolvimento. O grupo aproveitou a oportunidade para divulgar que, entre os dias 28 e 30 de agosto, acontecerá, na FAEM, o 2º Conlubra – Congresso Luso Brasileiro sobre Transtorno do Espectro Autista e Educação Inclusiva. Saiba mais em https://wp.ufpel.edu.br/nepca/.

Laboratório de Síntese Orgânica Limpa LASOL – Laboratório de Pesquisa do Centro de Ciência Química, Farmacêuticas e de Alimentos da Faculdade de Química. O LASOL desenvolve pesquisas desde 2003 e possui como principal foco de investigação a síntese de moléculas que possuam aplicação biológica, bem como aplicação de uma química mais verde e mais limpa. O projeto é coordenado pelo prof. Eder Lenardão, que atua como orientador, juntamente com os profs. Gelson Perin, Raquel Jacob, Diego Alves, Márcio dos Santos e Daniela Hartwig. Nessa edição da Fenadoce, a equipe de acadêmicos Daniela Rodrigues, Yanka Rocha e Lucas Iarocz apresentaram resultados parciais desenvolvidos no laboratório, tais como: modificação química de óleos essenciais e vegetais; estudos farmacológicos biotecnológicos de moléculas bioatiativas; síntese de compostos organocalcogênios e química limpa e síntese e reconhecimento Quiral via Ressonância Magnética Nuclear de compostos orgânicos. As ações de pesquisa voltam-se para a área farmacológica, visando atingir uma molécula que possua potencial farmacológico de alto nível para, posteriormente, chegar-se a possibilidade de aplicação industrial de produtos farmos. Para tanto, as moléculas são submetidas a testes biológicos, através de parcerias do LASOL com grupos de pesquisa do curso de biotecnologia da UFPel (GPN e LaFarBio). O laboratório conta com alunos de iniciação científica, mestrado, doutorado e pós-doutorado.

Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis – PRAE – UFPel possui foco em ações de permanência estudantil na instituição. A PRAE, que tem por definição o apoio ao acadêmico nas dimensões da qualidade da habitação, alimentação, transporte, auxílio para mães e pais universitários e auxílio pedagógico através do NUPAD – Núcleo Psicopedagógico de Apoio ao Discente, foi criada no ano de 2007, a partir da identificação da necessidade de atendimento aos estudantes de diversas partes do país, ingressantes através do Sistema de Seleção Unificada (SISU), que passaram a demandar a ampliação do programa de moradia estudantil e a criação de alojamento provisório. Essa foi a motivação para transformar a CAEC (Coordenadoria de Assuntos Estudantis e Comunitários) em uma pró-reitoria, aumentando a capacidade de atendimento dos estudantes, com uma estrutura mais adequada para responder positivamente a essas demandas e a outras, que foram se apresentando com a consolidação dessa forma de ingresso na UFPel. A PRAE conta, atualmente, com duas Coordenações: a de Integração Estudantil (CIE) e a de Políticas Estudantis (CPE), subdivididas em núcleos que acompanham os diversos programas desenvolvidos na instituição. Nessa edição da Fenadoce de 2019, através do seu Pró-Reitor, Mario Renato de Azevedo Junior, e das Técnicas Administrativas Luana Padilha Correa e Angélica Leitzke, a PRAE realizou diálogos com a comunidade visitante. Angélica, atuante na coordenação de políticas estudantis, salientou que a Coordenação em que atua auxilia nos processos de seleção dos ingressantes na Casa de Estudante e na administração de infraestrutura da mesma. Luana reiterou a atuação da Coordenação na construção de editais, de auxílios a eventos, subsidiando recursos ao acadêmicos, bem como na atuação da organização das formaturas institucionais, em conjunto com outros setores da instituição. Como foco, dentro das ações de 2019, demonstraram as novas estruturas da Casa de Estudantes ao público da Fenadoce, divulgando o Programa de Apoio Pedagógico coordenado pela Prof.ª Lucia Peres e pela Pedagoga Rejane Jouglard. Para maiores informações, acesse https://wp.ufpel.edu.br/prae/.

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Programação e notícias - 12 de junho

Convite Palestra: A influência da tradição do vinho na identidade cultural portuguesa

Horário: 16h.
Sobre o palestrante: Valdecir Carlos Ferri é Doutor em Ciências agrárias, na área de vitivinicultura, Pós-doutor pela Universidade de Coimbra/Portugal na área de patrimônios alimentares: culturas e identidades. Professor pesquisador em Ciência e Tecnologia Agroindustial da UFPel. Membro do Diaita – Patrimônio alimentar da Lusofonia, Líder de Grupo de pesquisa em Bebidologia e Alimenticiência Inovativas – BIA; colaborador no Núcleo de Arranjos Produtivos Locais – APL Alimentos da Região Sul. Atuou como Assistente técnico Estadual de Fruticultura pela Emater-RS. Foi responsável técnico pela elaboração de vinhos CVE (Cefet-BG) de Bento Gonçalves RS. Responsável pelo Laboratório de Inovação em Bebidas – LIBER.

 

As Exposições no Estande UFPel 50 anos da Fenadoce – 12 de junho

Previsões Meteorológicas – No dia 12 de junho, o Curso de Metereologia esteve presente no estande da UFPel. Estavam presentes os professores Leonardo Calvetti e André Becker Nunes, mais os alunos Isadora Grunemberg, Lucas Marten e Karollyn Andrzejewski, representando o curso de graduação, o mestrado, o Pet Metereologia e o Centro de Previsões Meteorológicas da UFPel (CPMET). De acordo com os professores, os campos de atuação do meteorologista são muitos, bem como os usuários. A aplicação na agricultura, na aeronáutica, na marinha são muito diretas, mas o estudo meteorológico também é aplicado ao conhecimento sobre a poluição do ar, da climatologia e das mudanças climáticas e nas energias renováveis. O grupo destacou na apresentação o site do CPMET, o qual passou a funcionar plenamente em 2019 quando foi finalizada a instalação do radar metereológico da UFPel. No site é possível acessar em tempo real a previsão de chuvas e tempestades em um raio de 400 km, o que abrange quase todo o estado do Rio Grande do Sul.

Empresa Jr de Consultoria em Alimentos – Maillard Jr – Mais uma empresa júnior esteve na Fenadoce. Desta vez foi EJ de consultoria em alimentos (Maillard Jr) que contribuiu para divulgar e fomentar o movimento das empresas juniores e sua importância para a comunidade bem como para a Universidade. No caso específico da Maillard, o objetivo esteve muito integrado à feira sobretudo pela área de alimentos da universidade que atende, de modo amplo, as demandas da comunidade local além do potencial para pesquisas que o campo apresenta e a EJ pode atender. Desse modo, a Universidade também propicia que a ação de empresários juniores atenda todas as formas empresariais do local.

 

Palestra – A influência da tradição do vinho na identidade cultural portuguesa

Na tarde desta quarta-feira, o auditório 2 da 27ª Feira Nacional do Doce foi palco para conversar sobre a bebida jurupiga. O debate ocorreu por meio do trabalho realizado pelo professor da área de alimentos da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Valdecir Ferri, intitulado “A influência da tradição do vinho na identidade cultural portuguesa”.

A pesquisa de Valdecir busca entender se o vinho é considerado um fator de identidade cultural para os imigrantes portugueses no Brasil. O estudo iniciou em Portugal, quando o docente viajou para a a cidade de Coimbra com intuito de avaliar como que o vinho intitulado “jurupiga” é produzido. “É um vinho não muito comum, então poucas comunidades elaboram esse tipo”, comenta. Os resultados mostraram que o vinho faz parte da vida social dos portugueses: seja em festa, aniversários, visitas em casa ou reuniões, a jurupiga faz parte do momento. O estudo também apontou que o lucro com a bebida não é um fator de importância para as comunidades. “O importante é a integração com a família e manter a sociedade”, aponta o docente.

No retorno ao Brasil, Valdecir esteve na Ilha dos Marinhos – local onde produzem a bebida na região Sul – para verificar se o costume também se aplica aos imigrantes. Os resultados apontaram que a bebida é um fator cultural e de identidade também no Brasil, fazendo com que a comunidade tenha orgulho de ser de origem portuguesa. “Ele integra as famílias, faz com que a comunidade se reúna, e muitas vezes a jurupiga faz com que eles resolvam problemas dentro da comunidade”, comenta Valdecir. A parte financeira também não é importante neste caso, sendo essencial apenas manter a tradição e passar para as próximas gerações.

Em Portugal, a castanha é a combinação que harmoniza com a jeropiga. Os próximos passos do projeto será associar a colonização portuguesa ao doce e a bebida. “O próximo passo será fazer um elo entre o imigrante, o doce e a jurupiga”, afirma o professor.

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Programação e notícias - 13 de junho

 

As Exposições no Estande UFPel 50 anos da Fenadoce – 13 de junho

Programa Permanência e Qualidade Acadêmica – O objetivo do programa, o qual é vinculado à coordenadoria de Ensino e Currículo, é o acompanhamento pedagógico dos 96 cursos de graduação da UFPel. Estiveram presentes no estande a coordenadora do programa, prof.ª Maira Ferreira, e os técnicos administrativos da Pró-reitoria de Ensino, Gustavo Rickes e Carla Lemos. Segunda a prof.ª Maira, o programa realiza a orientação de acordo com a legislação vigente, para uma melhor formação dos estudantes, com discursos sobre os cursos, projetos e novas propostas, além de realizar ações de integração do Ensino Superior com a Educação Básica. O programa é dividido em 3 núcleos, a saber: Núcleo de Projetos e programas, que envolve o ensino, monitorias, PIBID, PETs, etc; Núcleo de Licenciatura e Estágios; e Núcleo de Bacharelado e Estágios.

Apresentação da Editora da UFPel e lançamento do livro “Carne Viva” – Na sequência, a apresentação foi da Editora da UFPel, que também fez o lançamento do livro “Carne Viva”, de André Macedo. Estiveram presentes a Prof.ª Ana da Rosa Bandeira, editora-chefe, e Morgana Riva, assessora, além do autor André Macedo. A Prof.ª Ana Bandeira disse que a presença da Editora na Fenadoce objetivou apresentar aos visitantes que circularam na Fenadoce 2019 o trabalho desenvolvido pela Editora UFPel, o que foi feito através da exibição e distribuição de E-books gratuitos. Hoje, a Editora da UFPel prioriza a publicação de obras digitais de livre acesso, seguindo o princípio da distribuição gratuita e universal. O processo de editoração conta com a articulação de projetos de ensino e de extensão e envolve estudantes de diferentes cursos que vivem a experiência concreta de áreas como projeto gráfico e diagramação de livros. O livro “Carne Viva” de André Macedo é uma novela gráfica que conta histórias ambientadas na cidade de Pelotas. A criatividade do escritor, cartunista e desenhista encontrou nas arquibancadas de um estádio de futebol o cenário para uma história cujos personagens sobrevivem em uma sociedade conflitada por tendências fascistas, movimentos de resistência, multiculturalismo e pela necessidade básicas e comuns a todos.

A Casa do Conselheiro – A mostra apresentou o livro multiformato “A Casa do Conselheiro” pelas coordenadoras do projeto as conservadoras Rosaura Isquierdo e Degli Quevedo, a museóloga Jossana Peil Coelho e a terapeuta ocupacional Desirée Nobre. O livro é um produto lúdico e didático voltado para crianças, inclusive aquelas com necessidades educativas especiais. O tema, muito apropriado ao contexto da Feira, é a sede do Museu do Doce da UFPel, a casa de número 8 na Praça Cel. Pedro Osório. Nele a história da casa é traduzida e apresentada, simultaneamente, em diferentes formatos (impresso e em símbolos pictográficos, braile, áudio-livro, vídeo-livro em libras e quatro esquemas táteis). Todos os recursos estão em uma única caixa, que por si só, já convida a que crianças e adultos queiram saber o que há dentro. Tornando tudo ainda mais convidativo e contemporâneo, o conteúdo pode ser acessado em áudio e vídeo-livro por meio de um QRcode que remete para o site do Museu do Doce. O manuseio simultâneo das diferentes versões estimula a compreensão do conteúdo e incentiva a integração entre crianças com e sem deficiência pelo fato de que experienciar os recursos conjuntamente ajuda a compreender e aceitar a deficiência. A casa histórica, integrante do patrimônio cultural de proteção em nível federal, que sedia o Museu, é divulgada por este livro de maneira inédita, criativa e integradora.

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Programação e notícias - 14 de junho

Convite Palestra: A indústria do pêssego em Pelotas

Horário: 19h.
Sobre o palestrante: Alcir Nei Bach é graduado em Geografia e Doutor em Memória Social e Patrimônio Cultural pela UFPel. Professor aposentado desta Universidade, atuou nos cursos de Geografia e Turismo. Tanto no mestrado como no doutorado pesquisou sobre as antigas fábricas de compotas de pêssego da região rural do município de Pelotas. Conseguiu realizar o registro e documentação dessas fábricas e desse modo, revelou como essas empresas existiram, como era o cotidiano do trabalho, onde ficavam e qual o impacto na economia da região. Acabou por mostrar a paisagem do período: muitos trabalhadores, muitos caminhões circulando com essa produção e muitas chaminés despontando em cada fábrica.

As exposições que aconteceriam no dia 14 de junho foram transferidas para o dia 23 de junho, em virtude da paralisação marcada para este dia.

 

Palestra – As Fábricas de Compotas de Pêssego em Pelotas de 1950 a 1970

A continuidade das palestras vinculadas ao Festival de Gastronomia na Fenadoce ocorreu no dia 14 com os resultados da pesquisa que o Prof. Alcir Nei Bach realizou no seu mestrado e doutorado em Memória Social e Patrimônio Cultural pela UFPel. Alcir buscou recuperar a história das indústrias rurais de compotas de Pêssego em uma Pelotas que era maior do que é hoje, porque os municípios de Morro Redondo, Turuçu e Arroio do Padre ainda não haviam se emancipado. Muitas das fábricas, neste período, não eram registradas e a documentação formal não foi, portanto, gerada. No entanto, estas fábricas familiares existiram desde o final do século XIX. Para localizá-las, Alcir foi ao encontro do que sobrou deste patrimônio industrial. Localizou a maioria das fábricas fechadas, identificadas pela chaminé que um dia havia funcionado em todas. Com a persistência própria do pesquisador, Alcir foi ao encontro das pessoas que trabalharam nestas fábricas e, assim, construiu um mapa de localização e uma história social das comunidades nas quais estas fábricas surgiram e se desenvolveram. Acabou por identificar três períodos que marcaram a trajetória da maioria das fábricas e observou os eventos sociais que as narrativas dos seus depoentes contavam sobre os bailes, sobre as festas, sobre o futebol colonial, sobre os títulos de rainha dado às moças do lugar e sobre o modo como aconteciam os casamentos, os cultos e os aprendizados que viabilizaram o surgimento de tantas fábricas. Constatou que o fenômeno de surgimento destas indústrias rurais iniciou em 1950, teve seu apogeu na década de 1960 e o seu declínio irrecuperável na seguinte, quando as grandes marcas de compotas se instalaram na cidade. No transcorrer da pesquisa, Alcir obteve rótulos, documentos e fotografias que ajudam a ilustrar trinta anos de trabalho na colônia voltado ao plantio e ao processamento do pêssego e, em escala menor, de outras frutas. Muitos objetos foram trazidos a ele por seus depoentes, atestando a criatividade com que os problemas foram tratados por essas comunidades. A pesquisa de Alcir resultou no georrefenciamento destas fábricas e em um levantamento de histórias que merecem ser conhecidas porque fazem parte da tradição doceira da região e a explicam em grande medida.

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Programação e notícias - 15 de junho

Convite Palestra: Modela Pelotas: o patrimônio na palma da mão

Horário: 19h.
Sobre a palestrante: Adriane Borda Almeida da Silva é arquiteta, Doutora pela Universidad de Zaragoza (Espanha) e pós doutora em Arquitetura pela Universidade de Leuven/Bélgica. Atualmente é professora titular da Universidade Federal de Pelotas e coordena o GEGRADI da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, laboratório de gráfica digital que já produziu maquetes dos principais monumentos de Pelotas. As maquetes permitem que se conheçam detalhes inacessíveis de vários edifícios. O Grupo também usa várias outras técnicas de representação digital para criar modelos tridimensionais do patrimônio local.

 

As Exposições no Estande UFPel 50 anos da Fenadoce – 15 de junho

SOVET – Serviço de Oncologia Veterinária: prevenção, diagnóstico e tratamento de câncer em animais – Através de uma abordagem delicada aos visitantes da feira, os membros do projeto SOVET entregaram folders, pirulitos e biscoitos caninos, além de apresentar informações sobre o câncer em animais, principalmente do ponto de vista da sua prevenção. O grupo levou para o estande bichos de pelúcia preparados com bordados e apliques que simulam as lesões neoplásicas e banners ilustrativos das ações prévias do SOVET. A exposição se configurou como uma ação educativa e cumpriu com o objetivo de demonstrar o trabalho que vem sendo realizado pelo SOVET – UFPEL desde 2014.

Patrimônio Arquitetônico na Palma da Mão – Esteve presente na exposição alunos do Grupo de Estudos de Ensino/aprendizagem de Gráfica Digital, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e a coordenadora Profa. Adriane Borda. Várias maquetes e esquemas táteis referentes ao Patrimônio Arquitetônico da cidade de Pelotas, particularmente aquele do entorno da Praça Coronel Pedro Osório, foram apresentadas aos visitantes da Fenadoce. Ao parar para conhecer os modelos, os visitantes souberam que havia um intenso trabalho para chegar a cada resultado. Assim, para além da experiência visual, cada esquema esclarece ao estudante de arquitetura a compreensão das edificações e de suas relações de escala e de vizinhança. Mas é preciso destacar que o grande desafio vencido a cada resultado é que os modelos possam ser experienciados por meio do tato. O estudo que leva a cada resultado, vem da forma como a complexidade formal da informação poderá ser entendida. Por isso, os modelos estão representados em diferentes escalas, em partes diferentes que se combinam para que a mão possa entender o que o olho vê. A riqueza e exatidão da interpretação dos elementos decorativos encantou os visitantes. Todas as representações foram produzidas por meio de técnicas de fabricação digital, por impressão 3D ou por corte a laser. O patrimônio assim visto e sentido torna-se mais próximo e afetivo.

Mostra de desenhos e ilustrações – Grupo PET-Artes Visuais e o Projeto Arte na Escola, presentes com alunos dos projetos e com a Profa. Nádia Senna, coordenadora, mostrou técnicas de desenhos e ilustrações em diferentes suportes e os visitantes foram surpreendidos pelas atividades interativas que os convidavam a vir no estande e conhecer a envolvente produção no mundo da arte.

Mais duas ações ocuparam o estande neste dia. O Grupo de Estudos em Química Forense disponibilizou informações sobre o curso de Bacharelado em Química Forense da UFPel. Todas as informações essenciais estiveram disponíveis, sobretudo aquelas que esclarecem as áreas de atuação do profissional formado e principais atividades desenvolvidas. Também foi apresentado o projeto de ensino intitulado: Grupo de Estudos em Química Forense, que dá apoio às atividades desenvolvidas no Curso. Estavam presentes alguns materiais relacionados às técnicas de investigação em cenas de crimes, como modelos de pegadas, impressões digitais reveladas, identificações colorimétricas de manchas de sangue e outros; e os apresentadores prestaram informações sobre as curiosidades que o Curso oportuniza aos visitantes.

A última ação apresentou o Serviço de Assistência Jurídica da Faculdade de Direito. As apresentadoras buscaram divulgar o importante trabalho que é oferecido à população. Nele, alunos do Curso de Direito, sob a supervisão dos professores, prestam orientação jurídica à população de baixa renda. Junto ao serviço foram apresentados os projetos de extensão conduzidos pelo SAJ, a exemplo do Defensa (assessoria criminal) e do Direito Cuidativo (assessoria na área da saúde), entre outros que estão sendo projetados para 2019 e 2020. Desse modo, a Faculdade de Direito, também ela um patrimônio da cidade, fez-se presente na Feira, contribuindo para que o papel social da UFPel fosse mais conhecido.

 

Palestra: Modela Pelotas: o patrimônio na palma da mão

“Modela Pelotas: O Patrimônio na Palma da Mão” foi o tema da palestra da professora Adriane Borda, coordenadora do projeto que já existe de forma intermitente há 15 anos, e é vinculado ao curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Pelotas.
A professora explicou a história do projeto, que tem como objetivo o desenvolvimento de material digital para ensino e aprendizagem a partir da representação do patrimônio histórico e arquitetônico da cidade de Pelotas. Além disso, promove acessibilidade a partir de fabricação digital, como impressão 3D e corte a laser.
“Saímos do mundo visual e trazemos para o mundo tátil. Essas representações permitem descrever a arquitetura para pessoas com deficiência visual, já que elas podem tocar nesses objetos”, disse Adriane Borda.

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Programação e notícias - 16 de junho

 

As Exposições no Estande UFPel 50 anos da Fenadoce – 16 de junho

Sala de Leitura Érico Veríssimo – A primeira entrevista foi com a Acadêmica Cinara Tonello, bolsista do PET Educação. O PET Educação engloba projetos de ensino, pesquisa e extensão, entre eles o projeto de extensão “Sala de Leitura Érico Veríssimo” que expõem as micropolíticas de leitura literária, onde são apresentados trabalhos acadêmicos para a comunidade acadêmica da UFPel e escolas de Pelotas e e região. Nas escolas são apresentados contos e poesias de autores consagrados da literatura do regional e nacional. O Projeto possui uma agenda intensa de apresentações que incentivam a leitura em escolas públicas. O projeto contempla atividades com crianças de 6meses à 15 anos, bem como a participação em projetos da terceira idade, como, por exemplo, a Universidade Aberta da Pessoa Idosa. Ainda, o projeto colabora, também, na formação continuada de professores leitores de escolas públicas. Por fim, durante a exposição do projeto no estande da UFPel podia observar o fascínio das crianças com a personagem “Fada Madrinha” e com a leitura do clássico “Ou isto ou Aquilo” da autora Cecília de Medeiros.

Serviços e Cuidados na Atenção do Idoso – O segundo entrevistado foi o Prof Elcio Alteris, Chefe da Seção de Integração Universidade e Sociedade da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura – PREC. O Prof Elcio apresentou o Projeto de Extensão “Serviços e Cuidados na Atenção do Idoso”, o qual surge no intuito de atender uma demanda reprimida dos municípios da Zona Sul na qualificação dos profissionais que trabalham nas Instituições de Longa Permanência para Idosos e das Secretarias Municipais de Saúde da Zona Sul do RS. O projeto tem como objetivo principal promover oficinas que auxiliam no atendimento das demandas relacionadas aos cuidados com o idoso, qualidade de vida, serviços da área de administração em residenciais, lares e instituições de longa permanência. O curso foi dividido em três módulos compreendendo áreas especificas ao atendimento do idoso, sendo elas: administração e serviços, saúde e lazer. Os módulos foram organizados de maneira a garantir uma maior dinamicidade e qualidade no atendimento aos idosos. Durante a exposição notou-se um interesse dos visitantes com o projeto, especialmente profissionais da área querendo realizar o curso para atualizar-se ou oportunidade de emprego.

Programa de Desenvolvimento Social dos Municípios da Zona Sul – O terceiro entrevistado foi o Prof Felipe Herrmann, Coordenador de Extensão e Desenvolvimento Social da PREC. O Prof Herrmann apresentou o Programa de Desenvolvimento Social dos Municípios da Zona Sul. O Programa articula projetos nas oito áreas da extensão (educação, cultura, comunicação, trabalho, meio ambiente, saúde, direitos humanos e tecnologia) com projetos de ensino e pesquisa, de modo interdisciplinar a partir do desenvolvimento de ações voltadas para o atendimento das demandas sociais dos municípios da Zona Sul do RS.

Médico Veterinário e os Cuidados com o seu Pet – A quarta entrevista foi com a Profa Carine Corcini que apresentou o projeto “Médico Veterinário e os Cuidados com o seu Pet”. É um projeto que acontece desde 2006, os objetivos do projeto envolvem ações de ensino, pesquisa e extensão. Com relação à extensão são realizados eventos em prol da prevenção, diagnóstico e tratamento contra o câncer de próstata e testículos de cães. O projeto busca a conscientização para que os donos de pet possam conhecer e buscar ajuda caso seu cão venha adoecer, as ações acontecem durante todo o ano devido o número de cães que adoecem com câncer. O projeto se intensifica em uma grande campanha de prevenção no mês de outubro “outubro azul”. Além disso o projeto reforça a importância da castração tanto de machos e fêmeas afim, de evitar o câncer e outros problemas relacionados.

Insetos… e daí? – A última entrevista foi com o Prof Cristiano Iserhard que expos o projeto “Insetos… e daí?”. A proposta do trabalho é divulgar a diversidade (abelhas, borboletas e formigas) de insetos que existem na região de Pelotas, incluindo os ecossistemas da agricultura orgânica e convencional. Além de divulgar para a população pelotense da importância dos insetos enquanto polinizadores e prestadores de serviços ecossistêmicos. De acordo com os estudos 2/3 dos alimentos que chegam a nossa mesa são polinizados pelos insetos. O projeto iniciou esse ano e vem participando de feiras, eventos em cidades como Morro Redondo e Pelotas. Por fim, observou-se uma interação grande dos participantes da Feira com o conteúdo que foi exposto pelos projetos, atraindo os olhares de pessoas das mais diversas idades.

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Programação e notícias - 17 de junho

Convite Debate sobre a  Agricultura Familiar – Da Terra à Mesa

No dia 17 de junho, às 18h, no auditório 1, haverá uma mesa redonda com gestores e extensionistas que trabalham com a Agricultura Familiar. Discutir-se-á o caminho que o alimento percorre até chegar a mesa do consumidor.

Horário: 18h.
Local: auditório 1.
Convidados: participação de Marigaiane Medeiros, Cooperativa Sul Ecológica, Zamir Cardoso, Centro de Apoio e Promoção da Agroecologia, e Ana Júlia, Cooperativa Teia Ecológica.

 

As Exposições no Estande UFPel 50 anos da Fenadoce – 17 de junho

Grupo de Gestantes do Hospital Escola – Exposição apresentada por Amanda Leite, psicóloga; Camilla Benigno, fisioterapeuta; Lidiane Pozza, profissional da Educação Física; e Mariana Duarte, relações públicas. O grupo apresentou o Curso de Gestantes, que é uma realização do Projeto de Extensão “Prevenção e Promoção da Saúde em Grupo de Gestantes e Puérperas”. O objetivo da mostra foi convidar o público visitante da Feira a conhecer o curso, que é dividido em cinco módulos que desenvolvem tópicos tanto relativos à gestante como a cuidados com o bebê. O curso, gratuito, aceita gestantes que, inclusive, não estejam realizando o pré-natal no Ambulatório do Hospital Escola.

NURFS – 20 ANOS DE HISTÓRIA – A segunda exposição foi apresentada pelas biólogas Greici Maia Behling, Sanara Blotto e Débora da Silva Rodrigues, acompanhadas do estudante do Curso de Geografia, Kelvin Vasconcellos. O Núcleo de Reabilitação da Fauna Silvestre, que é um órgão suplementar da UFPel, existe há 20 anos e desenvolve ensino, pesquisa e extensão, com a participação de alunos de todos os níveis, que atuam em capacitação e pesquisa relacionada à clinica de animais silvestres e atividades de extensão em educação ambiental. O Núcleo recebia, há um tempo, animais oriundos da apreensão feita pela Brigada Militar. No entanto, agora, os animais atendidos são, na sua maioria, filhotes recolhidos ou animais apreendidos por denúncia de maus tratos. Quando é possível, o animal reabilitado é devolvido à natureza. A exposição apresentou banners e folders, jogos de tabuleiro temáticos e jogos da memória com alguns animais silvestres. Para os visitantes da feira, além de conhecer as atividades do NURFS, foi possível ter ideia do importante trabalho que é cuidar da fauna silvestre da região.

Sem estar previsto no calendário de exposições, um grupo numeroso do Projeto Oficinas de Criação Coletiva apareceu no estande, conduzido pela Assistente Social Nilza Bertoldi. Este é um projeto do Departamento de Saúde Mental com o apoio do Departamento de Medicina Social, sob coordenação do professor Carlos Alberto Bandeira. O projeto de extensão tem longa jornada, iniciada em 1996 e passou por muitos momentos, com diferentes ações. Atualmente é constituído por quatro oficinas das quais participam pacientes psiquiátricos: oficina do Ambulatório de Psiquiatria, Unidade Básica de Saúde (UBS) Areal Leste, UBS Centro Social Urbano e UBS Vila Municipal. As oficinas são coordenadas pelas Assistentes Sociais Anete Bertoni, Nilza Bertoldi e Lenara Stelmach. A adesão é grande e importante: colaboram nas oficinas Médicos Residentes em Psiquiatria e voluntários que desenvolvem trabalhos com arte e outras formas de expressão. Foi uma oportunidade feliz para registrar o depoimento de alguns dos presentes. O grupo, constituído por mais de 30 pessoas, estava na Fenadoce em um passeio que vem sendo feito há muitos anos. O passeio inicia pela recepção que o Estande dos Doces Crochemore faz a estes visitantes. Depois, o grupo segue a visita. A Assistente Social do Departamento de Saúde Mental, Nilza Bertoldi, é uma verdadeira entusiasta do projeto e o acompanha desde o seu surgimento. Relatou como se deu a conquista da sua permanência e reconhecimento. Como o trabalho, continuado vem mudando a perceção tanto de novos médicos como de todos os envolvidos sobre a doença psiquiátrica. Os participantes são encaminhados pelos médicos e assistentes sociais a partir do trabalho desenvolvido nos postos e são, no geral, pessoas com mais de 21 anos, de ambos os sexos e residentes nas proximidades das unidades de atendimento. O projeto demanda que familiares do paciente o acompanhem nas atividades, cujo fim é a reabilitação psico-social, a melhoria da qualidade de vida destas pessoas e a prevenção da reinternação. Inclusivo, atencioso, integrador e humanitário é um projeto de excelência que deveria ser conhecido por todos. Portanto, registramos a visita do grupo e a felicidade de recebê-los no estande dos 50 anos.

 

Debate sobre a  Agricultura Familiar – Da Terra à Mesa

O Festival de Gastronomia da Fenadoce promoveu, na noite desta segunda-feira (17), um debate sobre a importância da valorização da agricultura familiar. Com o tema “Da Terra à Mesa”, a roda de conversa contou com a presença do professor Felipe Herrmann, da UFPEL, Marigaine Medeiros, presidente da Cooperativa Sul Ecológica, Zamir Cardoso, do Centro de Apoio e Promoção da Agroecologia, e Ana Júlia Rosa e Silvia Borba, da Cooperativa Teia Ecológica.
O principal tema discutido foi o estímulo às cadeias curtas de comercialização, ou seja, quando o produtor tem contato direto com o consumidor final, incentivando o mercado local de produção de alimentos. Esse tipo de iniciativa é defendido em oposição às cadeias longas, que envolvem diversas etapas com atravessadores como transporte, venda para atacados e venda para o varejo antes de chegar no consumidor final, e esse processo pode prejudicar o produto, além de não chegar fresco ao cliente.
A Cooperativa Sul Ecológica trouxe para o debate um pouco da história da entidade, que trabalha exclusivamente com produtos orgânicos, planejando todo o processo desde a produção até a comercialização. “Para o consumidor, a vantagem é ter um produto de qualidade, na sua época de produção, que não passou por longas viagens, e para o produtor é o retorno financeiro praticamente imediato”, disse a presidente da Sul Ecológica, Marigaine Medeiros.
Outro ponto debatido foi a necessidade da consciência que o consumidor precisa desenvolver em relação aos alimentos que compra, em relação às vantagens dos orgânicos e perigos dos agrotóxicos, tanto para quem come, quanto para quem produz, e também para o meio-ambiente. É necessário, ainda, entender e respeitar as fases de produção de cada alimento, entender que nem todos estarão disponíveis o ano inteiro e, portanto, consumir os produtos da época correta – o que aumenta o leque de possibilidades na hora de cozinhar.

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Programação e notícias - 18 de junho

Convite Palestra: O doce pelotense: uma história de doceiras

Horário: 18h.
Local: auditório 1.
Sobre a palestrante: Maria Letícia Mazzucchi Ferreira é mestre em Antropologia e doutora em História.  Pós doutora pela Universidade de Paris-Sorbonne IV. Professora Titular da Universidade Federal de Pelotas. Coordenou o projeto CAFP-CAPES “Instituições, legislação, territórios e comunidades: perspectivas sobre o patrimônio material e imaterial no Brasil e Argentina”, envolvendo a UFPEL e a Universidade de Buenos Aires. Coordenou, pelo lado brasileiro, o projeto de cooperação com o Laboratoire d’Anthropologie et de Psychologie Cognitives et Sociales, da Universidade de Nice, França. Foi pesquisadora do Inventário Nacional de Referências Culturais: Doce Pelotense, promovido pelo IPHAN, Monumenta e UNESCO e nesta pesquisa entrevistou muitas doceiras, identificando vários aspectos da produção do doce de confeitaria na cidade e região.

 

As Exposições no Estande UFPel 50 anos da Fenadoce – 18 de junho

Curso de Línguas: Ensino de Línguas Estrangeiras À comunidade – durante as primeiras horas da tarde, os participantes do projeto conversaram com o público que passeava pelo Pavilhão do Centro de Eventos da Fenadoce. Além de material explicativo e livros dos cursos disponíveis, os servidores também conversaram com a comunidade e esclareceram eventuais dúvidas. O curso faz parte do Centro de Línguas e Comunicação da UFPel e atualmente oferece aulas básicas dos idiomas de alemão, espanhol, francês e inglês. As aulas são abertas à comunidade em geral, com público alvo de 16 a 70 anos. O curso tem duração de 2 anos, com apenas taxa inicial de R$125 para manutenção dos bolsistas das áreas de Licenciatura da Universidade que atuam como professores nas aulas. O Centro também oferece para a comunidade teste de Competência em Leitura na Língua Estrangeira, utilizado para ingressar na Pós-Graduação, e curso de leitura preparatória para o teste, nas modalidades de língua espanhola e inglesa. Esta foi a primeira vez que o grupo participou da Fenadoce. Para a coordenadora adjunta do projeto, Daniela Agendes, o espaço da feira é ótimo para divulgar as atividades para à comunidade. “Muitos adolescentes, alunos e avós visitam a feira, e este é o público que pretendemos que nos conheça”, afirma. As turmas são variadas, e as novas tem início em 24 de agosto, com inscrições online. A cada semestre é lançado um novo edital, disponível em https://wp.ufpel.edu.br/cursosdelinguas/.

Vizinhança no Campus Anglo – O estande da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) recebeu, na tarde desta terça-feira (18), o projeto “Vizinhança no campus Anglo”. A coordenadora do projeto, Rogéria Cruz, e as alunas do 3º semestre de Jornalismo, Jéssica Alves e do 8º semestre de Engenharia de Controle e Automação, Betina Dummer, estiveram conversando com os visitantes e divulgando as atividades desenvolvidas. “Vizinhança no campus Anglo” tem como intuito interagir com a comunidade de Pelotas e aproximar a população em geral da Universidade. Assim, são promovidas visitas guiadas ao campus Anglo, onde são apresentados os 96 cursos e espaços em geral oferecidos pela UFPel. “Queremos mostrar que existe na cidade uma Universidade pública, gratuita e de excelência”, afirma Rogéria. O foco do projeto é atender crianças da rede básica de educação, visando o conhecimento dos serviços desde a primeira idade. O projeto teve início no primeiro semestre de 2019 e está aberto não apenas para escolas, mas também população em geral. Durante a ação, as participantes estiveram abordando os visitantes e explicando o projeto por meio de folders. Para a coordenadora, o espaço da Fenadoce é uma grande vitrine para o projeto. “É muito importante porque é um lugar onde estão transitando muitas escolas e vem ao encontro do nosso objetivo”, afirmou. A opinião também é compartilhada com as acadêmicas Jéssica e Betina. “Acho muito importante essa parceria da UFPel com a Fenadoce para poder divulgar o que acontece de fato na Universidade”, afirmou Betina. Diariamente, as alunas auxiliam no agendamento e nas visitas, cuidando a faixa etária de cada turma para conduzir o momento de forma adequada. “É muito gratificante ver um projeto desses dentro da comunidade, quando estudante eu nunca estive dentro de uma Universidade pública e é necessário mostrar que nossas atividades são para ajudar a comunidade”, comentou Jéssica. É possível agendar uma visita pelo telefone (53) 32843992 ou pelo e-mail nfra.prec@gmail.com

 

Palestra: O doce pelotense: uma história de doceiras

Nesta terça, dia 18, foi a vez da profa Maria Letícia Mazzucchi Ferreira proferir a palestra intitulada Com açúcar e com afeto: o fazer feminino na doçaria pelotense. Inicialmente, a Profa Letícia traçou um histórico do surgimento do doce tal como o conhecemos hoje, observando que enquanto resultado de um preparo intencional, a sua origem remonta ao período clássico. Há registro de um doce romano, resultado da mistura de farinha, leite e mel, que se assemelha a um biscoito decorado em baixo relevo de um dos lados. O doce era conhecido pelo nome de Obelina. idade média, período em que o preparo contava a mistura de alimentos simples, como algumas frutas e mel. O doce enquanto um elemento distintivo da mesa dos comensais só despontará no reinado dos luíses, em especial de Luís XV. O nome do chefe de cozinha Vatel viria a se tornar um ícone da mesas da nobreza e os banquetes, o momento no qual a sensorialidade de cores, formas, aromas e sabores ganharia o seu ápice. Letícia observou que naquele período, a abundância do doce altamente elaborado alcançaria a sua expressão máxima de criatividade e geraria o sentido de uma doçaria cuja função era celebrar o prazer em um mundo hedonista. No entanto, aquilo que está na origem do doce que marca a nossa tradição doceira e que, por sua vez, é marcado pela presença feminina surge nos conventos e, em menor proporção, nos mosteiros. Cabia às monjas e monges a dedicação aos afazeres da cozinha, entre outros. Letícia ressaltou que para as moças de famílias nobres ou abastadas havia dois caminhos na vida: o casamento ou o sacerdócio e o ingresso no Convento fazia-se acompanhar, tal como no casamento, do dote. A vida destas religiosas pressupunha uma mesa farta, tanto que há cálculos que indicam que a alimentação diária das freiras poderia chegar a uma média de 3 mil calorias. Assim, a fartura de itens, o tempo disponível e a liberdade concedida neste aspecto permitiu que a inventividade se expressasse na culinária e, consequentemente, na doçaria. Na doçaria, o apelo erótico dos nomes dos doces, em Portugal, revela a sensorialidade do prazer convertida no doce, mesclada com a expressão do divino. Os nomes pelos quais ainda conhecemos os doces, tais como beijinho e papo de anjo, bem-casado e pedacinho de céu, são exemplos da dualidade entre o prazer mundano e a oferenda. Também dos mosteiros virá a tradição dos doces de ovos, na verdade, de gemas. Para manter os hábitos engomados, imensa quantidade de claras eram consumidas e as gemas que sobravam, somadas ao açúcar, foram a base das receitas que ainda persistem. Tal é a matriz dos nossos doces, que atravessaram o Atlântico e aqui ganharam as formas que as criativas doceiras, mulheres que se colocavam horas nas cozinhas do fundo das casas, geraram. Letícia contou das muitas entrevistas que fez com doceiras, filhas e netas de doceiras e das habilidades que estas mulheres desenvolveram tanto na produção do doce como na sua apresentação: a decoração de cada um, a disposição em bandejas e pratos, a criação dos pelotines. Tudo fazia parte do ritual em fazer do bem receber e do ofício das suas vidas, uma missão.
A palestra de Letícia dimensionou a importância das mulheres na constituição da nossa tradição doceira.

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Programação e notícias - 19 de junho

Convite Palestra: A Linha do tempo dos doces em Pelotas

Horário: 16h.
Local: auditório 1.
Sobre a palestrante: Nóris Mara Pacheco Martins Leal é graduada em História. Professora do Curso de Museologia da UFPel. Foi diretora do Museu do Doce e está realizando seu doutorado em Memória Social e Patrimônio Cultural, pesquisando sobre a tradição doceira da cidade de Pelotas. Nesta pesquisa, identificou a trajetória dos doces na cidade, o papel da Fenadoce na consolidação do entendimento de uma tradição doceira, a relação dos doces de confeitaria com os doces de frutas e o advento de um Museu para contar sobre esta tradição.

 

As Exposições no Estande UFPel 50 anos da Fenadoce – 19 de junho

Ações preventivas na Atenção Oconlógica – os profissionais da residência Multiprofissional em Atenção à Saúde Oncológica do Hospital Escola da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) estiveram na 27ª Feira Nacional do Doce conversando com os visitantes. Na oportunidade, acadêmicos abordaram as precauções sobre o câncer de boca. De acordo com a cirurgiã-dentista da residência, Cleusa Jaccottet, a ação teve foco na abordagem e conversa sobre os riscos do tabagismo, uma vez que é considerada a maior causa do câncer de boca atualmente. Residentes dos cursos de Odontologia, Enfermagem e Terapia Ocupacional estiveram no início da tarde conversando com os visitantes da Fenadoce sobre os Grupos de Controle de Tabagismo das Unidades Básicas de Saúde (UBS) do município e os males do tabaco. Ainda, o grupo apresentou para o público como realizar o auto-exame de câncer de boca: em oito passos, a população pode notar mudanças em partes da boca como gengiva, lábios, palato duro e mole, ventre e lateral da língua. Os males do tabagismo: além do câncer de boca, o tabaco também é responsável por outras doenças, como câncer de esôfago, câncer de pulmão, câncer de faringe e câncer de estômago. Na conversa com o público o grupo abordou informações como que os produtos de tabaco matam seis em cada dez consumidores. Anualmente, sete milhões de mortes são causadas pelo tabagismo, que inicia, em 80% dos casos, antes dos 18 anos.

Educação Musical na Infância: formação, ação e pesquisa – o estande também recebeu os alunos do curso de Música Licenciatura, que apresentaram os projetos de extensão em Musicalização Infantil e Musicalização de Bebês. Os projetos, coordenados pela professora do curso, Regiana Blank Wille, são abertos à comunidade, e atendem crianças de 0 à 4 anos de idade, dividas em oito turmas. As aulas de musicalização acontecem de segunda à quinta-feira, no 4º andar do Prédio 4, do Centro de Artes da UFPel, e são realizadas por 16 alunos voluntários do curso de licenciatura, e além dos alunos típicos, a iniciativa atende crianças com Autismo e Síndrome de Down. Regiana destaca que a musicalização é uma forma de oportunizar aos pais que estejam mais próximos dos seus filhos, driblando a falta de tempo para brincar e cantar com as crianças, uma vez que as aulas dos projetos acontecem com a presença dos pais. Para a Fenadoce 2019, os participantes da Musicalização Infantil da UFPel trouxeram banners, vídeo-aulas, brinquedos, e instrumentos musicais utilizados durante as aulas, como pandeiro oceano, maracas, tambores e xilofones, todos pensados de forma lúdica, coloridos e com desenhos que chamam a atenção das crianças para o mundo sonoro. A coordenadora aponta ainda a relevância do projeto, uma vez que a música é um direito de todos: “A musica é uma área de conhecimento e um direito das pessoas. O mundo sonoro faz parte da vida das crianças, e hoje sabemos que mesmo as crianças com deficiência auditiva podem sentir a música e ouvi-la de outras formas”. Regiana destaca que o espaço disponibilizado pela UFPel na Fenadoce 2019, é de suma importância para que a comunidade tenha conhecimento do que a universidade tem realizado para a população. A participação no projeto é limitada às vagas disponíveis: basta acessar a página facebook.com/musicalizacaoinfantilufpel, e deixar uma mensagem demonstrando interesse e informando o nome dos pais, nome e idade da(s) criança(s). “Este ano a procura foi grande, com muitas famílias na fila, mas nossa ideia é atender todos, ou o máximo possível”, afirma Regiana.

NutriRúmen – Grupo de Pesquisa e Extensão em Nutrição de Ruminantes – O Professor Rogério Bermudes e a mestranda Andressa Miranda trouxeram para o estande da UFPel informações sobre o Projeto de Pesquisa e de Extensão NutriRúmen. O Projeto, que iniciou em 2016, atualmente reúne aproximadamente 60 alunos, tanto de mestrado e doutorado como de graduação dos cursos de Zootecnia, Veterinária e Agronomia. No projeto estudantes e professores desenvolvem pesquisas sobre nutrição voltada para a melhoria do gado de corte e de produção leiteira junto aos agropecuaristas de todo o Brasil. Segundo Andressa, o objetivo do projeto é fazer a aproximação da teoria desenvolvida em sala de aula com a prática realizada nas propriedades rurais.

Conversando com a comunidade sobre doação de órgãos e tecidos – Na oportunidade as acadêmicas do 9º semestre de Enfermagem, Juliane Giudice, e do 7º semestre de Enfermagem, Caroline Barcellos, conversaram com os visitantes sobre a importância de dialogar com familiares sobre o desejo em ser um doador de órgãos. Atualmente, conter a carteirinha de doador ou declarar ainda em vida o desejo não é válido. No momento do falecimento, apenas os familiares poderão garantir que ocorra ou não a doação. “A legislação mudou, e muitos ainda não sabem que apenas com o ‘sim’ dos familiares é que os órgãos ou tecidos poderão ser utilizados por outros”, afirma Caroline. Além da conversa com a população, as estudantes também distribuíram um livro feito especialmente para o público infantil. Intitulado “Deixe mais do que saudade”, a história do exemplar foi desenvolvida de forma lúdica, com a temática da doação de córneas. Com intuito de alertar e sensibilizar a comunidade é que os participantes do projeto buscam diariamente, desde 2017, ocupar espaços públicos de Pelotas. De acordo com as acadêmicas, muitos mitos ainda são disseminados sobre doação de órgãos ou tecidos, o que impede que muitas vidas sejam salvas por receio. “Queremos que a população entenda que não há problema escolher não ser doador, mas também queremos desmistificar mitos e informações destorcidas”, comenta Caroline. De acordo com a estudante Juliane, atualmente 39% das famílias dizem ‘não’ para a doação por não saberem o real desejo do parente falecido. A parceria entre UFPel e Fenadoce representa, para as acadêmicas, uma oportunidade de mostrar à comunidade em geral tudo que é desenvolvido em prol da população dentro da Universidade. “Às vezes estamos na rua mas as pessoas não sabem bem de onde viemos, o que estudamos, e aqui é uma boa vitrine para mostrar de forma didática o que fazemos e do que podem usufruir”, afirma Juliana. O grupo é multidisciplinar, contendo participação de estudantes e profissionais de áreas diversas como Medicina, Medicina Veterinária e Antropologia. Além de dialogar com a população em ambientes públicos, o projeto também realiza capacitações. “Já conversamos, por exemplo, com estudantes do Técnico de Enfermagem que, mesmo sendo da área da saúde, não têm a temática abordada durante o curso”, comenta Caroline.

 

Palestra: A Linha do tempo dos doces em Pelotas

Qual o momento em que a cultura do doce transformou-se em tradição na cidade de Pelotas? Esta foi a pergunta norteadora da palestra realizada no auditório 1 do Centro de Eventos da Fenadoce nesta quarta-feira (19). A atividade foi ministrada pela docente do curso de Museologia da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Nóris Leal.
A ideia do projeto surgiu durante o desenvolvimento de sua tese do Doutorado em Memória Social e Patrimônio Cultural pela UFPel, focada na construção do Museu do Doce. Nóris conta que ao longo do desenvolvimento do assunto, diversas questões surgiram, incluindo as razões da tradição pelotense. “Senti necessidade de começar a estudar a questão de como o doce se posiciona na tradição, de onde vem, como Pelotas tornou-se capital Nacional do Doce”, comenta. O início de tudo foi com a chegada dos portugueses ao Brasil, trazendo a cultura e costumes. Assim, quando Pelotas desenvolveu-se, os doces e açúcares já estavam consagrados no Brasil. Nóris explica que os primeiros visitantes do município, em 1820, não citam doces, mas sim pomares: todas as frutas como pêssego e laranja, já transformadas em doce. “Deste relato, é um sinal de que nas cozinhas já eram fabricados doces, e como se desenvolve o doce passando pelos grandes jantares, início das confeitarias na cidade e a questão de sociabilidade”, afirma.
O ponto chave para a consolidação do município como Capital do Doce se concretiza, de acordo com a docente, na primeira edição da Feira Nacional do Doce. Até este ponto, os doces aparecem na literatura pelotense constantemente, mas sem destaque. “É na Fenadoce que explode a ideia de Pelotas realmente tem uma tradição e ocorre toda a organização para que a gente chegue como patrimônio cultural”, afirma. A linha do tempo apresentada por Nóris é focada em todos os pontos principais da produção do doce, com início na cana-de-açúcar cultivada na península Ibérica no período da conquista dos mouros e é finalizada no ano de 2018, com o reconhecimento do Patrimônio Cultural.

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Programação e notícias - 20 de junho

 

As Exposições no Estande UFPel 50 anos da Fenadoce – 20 de junho

Projeto PinguinBots: Robótica Móvel – O PinguinBots é um projeto multidisciplinar com foco em robótica móvel, do Grupo de Estudos em robótica da UFPel. O projeto dá continuidade a um trabalho que começou dentro do CDTec e que agora já envolve mais duas Unidades Acadêmicas. Estiveram presentes no estande César Martins, Gilberto Neto, Guibson dos Santos e Marcele Guarenti. Segundo o grupo, a robótica é uma área de pesquisa interdisciplinar que emprega ferramentas, metodologias e tecnologias inerentes à Ciência da Computação e à Engenharia de Computação. O grupo realiza estudos na área de robótica, empregando os conhecimentos adquiridos no curso no desenvolvimento de sistemas robóticos.

Universidade Aberta Para Idosos – UNAPI – A UNAPI é um programa de extensão estratégico da PREC, destinado a pessoas com mais de 60 anos de idade. Tem como principal objetivo a inserção, socialização e valorização do idoso por meio de cursos não regulares. O espaço acadêmico, uma vez aberto, contribui para a conscientização do processo de envelhecimento por parte do idoso, a humanização de si e a compreensão acerca de suas potencialidades e limitações. São ofertadas semestralmente disciplinas com professores da instituição, além de palestras e oficinas, ao longo do ano, com temáticas relevantes, que contribuem diretamente para a melhoria de qualidade de vida do idoso. No estande da UFPel na Fenadoce, estavam presentes a servidora responsável pelas questões administrativas do programa, Ana Carolina Nogueira, e o bolsista Douglas Ramires, que conversaram com os visitantes da feira com a proposta de divulgar as ações da UNAPI.

Tecnologia Assistivas e Terapia Ocupacional – estiveram presentes no estande o prof. Élcio Alteris e a Terapeuta Ocupacional Desirée Nobre. Segundo o prof. Écio, a terapia ocupacional é uma profissão de nível superior que atende pessoas que, por algum motivo, não conseguem realizar as atividades do cotidiano, desta forma, vem garantir a autonomia dos sujeitos para realização de suas atividades, que podem ser: autocuidado, atividades instrumentais, de lazer, o brincar, atividades sociais, educacionais, trabalho e descanso e sono. Estas atividades fazem parte do desempenho ocupacional e os terapeutas ocupacionais intervêm na dificuldade de realizá-las.

UFPel Rocket Team –  A UFPel Rocket Team é um time de construção e engenharia de foguetes para competições nacionais e internacionais de foguete modelismo. Estiveram presentes no estande os alunos Nelson Dutra, Markus Wirz, Arthur Barros e Eduardo Veiga. Formada por integrantes dos mais variados cursos, os alunos atuam nas áreas de estruturas, aerodinâmica, propulsão aviônica ou marketing, conforme as suas afinidades, tomando conhecimento e aprimorando as técnicas para construção dos foguetes. Um dos diferenciais da equipe é que os alunos projetam e produzem todo o material utilizado, tecnologia e conhecimento diferentemente de outras equipes que acabam comprando partes e incorporando ao projeto. Diferencial reconhecido na Spaceport America Cup em 2018, competição Internacional realizada anualmente nos Estados Unidos, onde a equipe foi uma das três equipes a representar o Brasil na competição de foguetes com apogeu de 3000m. Este ano a equipe não foi à competição, pois está trabalhando no aprimoramento dos sistemas e desenvolvimento do motor de compósitos para competições com apogeu de 500 a 1000m, e também para expansão do seu quadro de integrantes. No momento, a equipe está realizando um processo seletivo, para todas as áreas, e as inscrições estarão abertas até o do 27 de junho. O link para inscrição pode ser acessado em https://forms.gle/G83mSeJY8fMjdhW46.

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Programação e notícias - 21 de junho

Convite Palestra: Construção e instrução do processo de tombamento do conjunto histórico de Pelotas (IPHAN)

Horário: 19h.
Local
: auditório 1.
Sobre o palestrante: Andrey Rosenthal Schlee é Arquiteto, Mestre e Doutor em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de São Paulo e professor Titular da Universidade de Brasília. É Diretor do Departamento de Patrimônio Material e Fiscalização do Iphan, Membro do Conselho Consultivo do Patrimônio Museológico do IBRAM. Acompanhou o processo do tombamento do conjunto histórico de Pelotas e do reconhecimento nacional da tradição doceira, como patrimônio imaterial, certificados pelo Conselho Consultivo do Iphan em maio de 2018.

 

As Exposições no Estande UFPel 50 anos da Fenadoce – 21 de junho

Promovendo Hábitos Saudáveis na Escola – Nesta sexta feira, dia 21, o primeiro projeto que ocupou o estande UFPel 50 anos foi Promovendo Hábitos Saudáveis na Escolaapresentado pelo Prof. Douver Michelon e pelas acadêmicas do Curso de Odontologia Luísa Sokolovsky Napoleão e Valesca Doro Dias. Aos visitantes da Feira, as estudantes mostraram parte das ações que desenvolvem com a saúde infantil em escolas da cidade. Mostraram infográficos nos quais se vê o resultado de hábitos que causam danos à saúde bucal das crianças e folders com  orientação sobre como manter uma escovação oral básica, como prevenir danos relacionados a hábitos de sucção não nutritiva, como reconhecer o bruxismo infantil e outros hábito recorrentes no público escolar. Também mostraram algumas estratégias motivacionais adequadas às crianças, com o emprego de macromodelos de dentaduras é possível explicar como deve ser usada a escova e o fio dental corretamente. No estande, o grupo dispôs  jogos, folhetos, gibis e desenhos  para colorir, com temas que reforçam as temáticas mencionadas. Outros objetos, alguns muito coloridos e divertidos, funcionaram como facilitadores para que as crianças se interessem pelos conteúdos e sintam que estes cuidados são bons e podem, também, ser lúdicos. A importância em divulgar o trabalho na Fenadoce é atrair outros públicos e difundir orientações para que os responsáveis cultivem os hábitos corretos para que suas crianças cresçam com saúde bucal.

Conservação e Restauração: cultura, arte e ciência – A segunda exposição apresentada pela Profa. Daniele Baltz Fonseca e pelas acadêmicas Bruna Gentil e Clara Ribeiro intitulou-se Conservação e Restauração: cultura, arte e ciência e objetivou difundir entre os visitantes da feira o caráter humanístico, científico e técnico-prático da prática do conservador-restaurador. As acadêmicas, bolsistas do Programa de Educação Tutorial do Curso de Conservação e Restauração da UFPel, apresentam, em diversas ocasiões, trabalhos desenvolvidos no âmbito do curso que contemplam a análise de técnicas e materiais e para isso trouxeram uma escultura em madeira policromada. A observação dos pormenores da obra através do microscópio digital despertou a curiosidade do público adulto e infantil.

 

Construção e instrução do processo de tombamento do conjunto histórico de Pelotas

Nesta sexta-feira (21), o Arquiteto Andrey Rosenthal Schlee, professor Titular da Universidade de Brasília e Diretor do Departamento de Patrimônio Material e Fiscalização do Iphan, realizou a palestra “Construção e instrução do processo de tombamento do conjunto histórico de Pelotas”, durante o Festival de Gastronomia da Fenadce 2019. O professor Schlee apresentou o processo do tombamento do conjunto histórico de Pelotas e do reconhecimento nacional da tradição doceira como patrimônio imaterial. O professor transmitiu, em primeira mão, o filme apresentado ao Conselho Consultivo do Iphan, como defesa da tradição doceira de Pelotas. “Este filme nunca foi compartilhado com os interessados, e nada melhor do que apresentá-lo aqui na Fenadoce”, apontou Schlee, que disse ainda ser um prazer estar de volta a Pelotas e na Fenadoce. Assista ao filme completo: https://vimeo.com/257075389?1&ref=fb-share
Ao longo de sua palestra, Schelee apresentou dados sobre Pelotas e sua tradição doceira, além da relação do município com o Iphan, que iniciou em 1953, com o primeiro pedido de tombamento, para a casa onde nasceu Ferreira Viana, e se consolidou em 1955, com o primeiro tombamento realizado no município, do Obelisco Republicano. Outro dado importante trazido por ele, foi relativo ao tombamento do Teatro 7 de Abril, que faz parte do conjunto de 11 teatros brasileiros que foram reconhecidos em um mesmo processo. Atualmente, morando em Brasília, Schlee afirmou que participar da construção do processo de tombamento, e, principalmente, da gestão do conjunto histórico de Pelotas como patrimônio nacional, tem sido uma realização. Ele lembrou, com carinho, da ultima edição da Fenadoce que participou, quando o evento ainda não era realizado no Centro de Eventos, e destacou que ficou surpreso com a dimensão que a feira tomou. Para Schlee, o reconhecimento recebido pelo Iphan é resultado do esforço, ao longo do tempo, de muita gente de Pelotas, e do carinho e envolvimento de pessoas de fora dela. “Todos sabem o que significa a cidade dos doces, e a feira é de fato uma atração”, acrescentou.
A Pró-Reitora de Extensão e Cultura da UFPel, Francisca Michelon, acompanhou o evento e destacou a importância da presença de Schelee na cidade. “Ele apresentou com brilhantismo como se constrói a percepção do que nós somos”, disse. Para ela, a Fenadoce tem papel importantíssimo no processo de reconhecimento do patrimônio pelotense, e aponta a felicidade da UFPel em ser parceira da feira. “Temos o nosso patrimônio e devemos cuidar, divulgar, torná-lo nacional. A Fenadoce iniciou pequena, e se tornou um evento grande e importantíssimo para a tradição doceira”, destacou, e acrescentou: “Hoje sabemos quem somos, qual importância do nosso patrimônio. Ele gera renda, trabalho, orgulho, autoestima e convicção de que temos uma trajetória e devemos cuidar dela”.

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Programação e notícias - 22 de junho

 

As Exposições no Estande UFPel 50 anos da Fenadoce – 22 de junho

Residência Multiprofissional em Atenção a Saúde da Criança – A primeira entrevista foi com a Profa Sandra Valle, Vice-Coordenadora da Residência Multiprofissional em Atenção a Saúde da Criança. A Residência consiste em formar e habilitar profissionais de diferentes áreas da saúde na identificação de problemas e intervir, oportunamente, de forma precoce na garantia de uma adequada saúde da criança. E hoje a residência proporciona as profissionais uma formação mais abrangente e intensa a respeito da saúde da criança, a nível hospitalar (Hospital Escola – HE) e ambulatorial (Ambulatórios de Odontologia, Pediatria, Neuro Desenvolvimento, Gestantes do HE). Ainda, também, grupos que atuam na Unidade Básica de Saúde. Nesses cenários de prática profissional são realizados, aproximadamente, oitocentos consultas mensais, atualmente a residência configura-se referência em atendimento multiprofissional na região. Nesse ambiente multiprofissional normalmente a criança, e seus responsáveis, são atendidos no mínimo por três profissionais distintos da área da saúde, que são: educação física, nutrição e odontologia, os quais orientam quanto aos cuidados de rotina e situação de recuperação da saúde das crianças. E no estande da UFPel a residência propôs ações de promoção da saúde vinculadas a três temas, que são: estímulo a redução do comportamento sedentário e da prática de atividade física; identificação do teor de açúcar em alimentos preferidos por crianças, também, no auxílio na compreensão que a alimentação saudável é acessível; estimulo a higiene e saúde bucal. Durante as exposições pode-se observar a identificação das crianças com as ações propostas e, consequentemente, uma motivação na mudança das suas rotinas diárias. Ainda, a interação entre os profissionais e desses com as crianças e responsáveis foi um fator preponderante para elucidar a necessidade de hábitos e rotinas que promovem a saúde da criança.

Projeto de Pesquisa, Projetando lugares com idosos: Rumo as comunidades amigas do envelhecimento – A segunda entrevista ocorreu com a Profª Dra. Celina Britto Corrêa e as Pesquisadoras Silene Sopenã e Lorena Resende Maia da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo – FAUrb, onde apresentaram o Projeto de Pesquisa, Projetando lugares com idosos: Rumo as comunidades amigas do envelhecimento. Esse projeto de cooperação internacional é financiado pela ESRC –Economic & Social Research Council, liderado no Brasil pela Profª Dra. Adriana Portella do Laboratório de Estudos Comportamentais da FAUrb/UFPel e no Reino Unido pelo Dr Ryan Woolrych da Heriot Watt University. Também participam do projeto a Universidade Nacional de Brasília, Universidade Federal de Minas Gerais e Fundação Universidade Federal de Rio Grande. No Reino Unido participam: University of Dundee, The University of Edinburgh, Manchester Metropolitan University e Keele University. O projeto tem como foco explorar como os idosos enfrentam o envelhecimento em diferentes contextos urbanos, sociais e culturais. As pesquisadoras presentes no estande da UFPel avaliaram positivamente a oportunidade de divulgação do projeto para a comunidade de idosos, como também aproveitaram para convidar os agentes interessados no envelhecimento saudável para participarem do Simpósio IAPS 2019 – Envelhecimento Populacional em um Mundo de Desigualdades: Como projetar cidades saudáveis para todos, que acontecerá em Pelotas/RS de 27 a 30 de Novembro, cuja as informações podem ser encontradas na página wp.ufpel.edu.br/placeage. Por fim, as entrevistadas citaram que mudar a forma construída não é suficiente para criar um ambiente inclusivo para envelhecimento, pois os lugares são mais do que espaços físicos. Os ambientes adequados ao envelhecimento são articulados por meio de um forte sentido de lugar, definido pelos vínculos sociais, psicológicos e emocionais que as pessoas têm com o seu ambiente.

Barraca da Saúde – apresentado na sequencia, é um Projeto de Extensão protocolado pelo curso de Enfermagem da Faculdade de Enfermagem da UFPEL, coordenado pela Profa. Michele Mandagará de Oliveira e pelo Prof. Felipe Herrmann. Visando ações sociais transformadoras da vida do sujeito, nessa edição da Fenadoce 2019, o projeto enfatizou aspectos lúdicos na prevenção da saúde através da proposta do “Jogo da Saúde”, contemplando informações a partir de folhetearia especifica. O Jogo da Saúde, tabuleiro de perguntas e respostas que levam a criança a refletir sobre aspectos de uma vida saudável, foi apresentado pela equipe Gabriel Moura Pereira, Larissa de Souza Escobar, Luani Burket, Sidnei Morales e Elisangela Coutinho. Gabriel enfatizou que as metas do projeto são contribuir com a qualificação social a partir de conhecimentos que impactem positivamente numa melhor saúde, no que se refere a cultura para uma alimentação saudável, conhecimentos acerca da importância da prática de exercícios físicos, cuidado com animais (zoonoses), entre outros indicativos. O aluno que participa da proposta, projeto Barraca da Saúde, através do conhecimento da realidade em que opera, qualifica-se profissionalmente, ampliando seus conhecimentos e assim, adquirindo uma formação compromissada com a realidade social.

Biotecnologista – A Importância da Regulamentação da Biotecnologia para a Inserção do Biotecnologista no Mercado de Trabalho Brasileiro, último projeto apresentado nesse dia, é Projeto de Extensão com ações de pesquisa sobre o conhecimento da população acerca do que é “biotecnologia” e ações de ensino, desenvolvidas a partir de rodas de conversas sobre as carência das diretrizes curriculares e a respectiva regulamentação da área. O projeto objetiva a difusão das especialidades da profissão do biotecnologista na sociedade, bem como se configura como estratégica política para seu reconhecimento junto aos órgãos federais. A coordenadora do projeto, atual coordenadora do Colegiado do Curso de Biotecnologia, Profa. Priscila Marques Moura de Leon, ressaltou que com a referida regulamentação haverá uma significativa proteção da biotecnologia enquanto área de atuação e, assim, valorização do oficio e de seu profissional. A abrangência da proposta contempla a qualificação da comunidade, a exemplos de atividades desenvolvidas nas escolas e no âmbito acadêmico (com atividade práticas nos laboratórios do Centro de Biotecnologia) para os alunos do ensino médio, culminando com a participação da equipe em fóruns e eventos aproximando ensino sistematizado e sociedade, ou seja, comunidade e universidade. Priscila enfatizou que já se identifica ingressos no curso que foram consequência da experiência praticada do projeto na comunidade. Com folhetearia informativa, o projeto foi apresentado aos visitantes da Fenadoce pelos acadêmicos Diego do Amaral e Antônio Duarte Pagano. Para Diego, a atuação no projeto proporciona dois aspectos fundamentais para a formação do aluno: atuar na realidade social identificando suas reais necessidades no que tange a área da biotecnologia e, ao disseminar conhecimento específico sobre a área, consequentemente forma-se público para o seu reconhecimento e, desta maneira, impulsiona o mercado de trabalho.

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Programação e notícias - 23 de junho

 

As Exposições no Estande UFPel 50 anos da Fenadoce – 23 de junho

A primeira exposição do estande foi o Fórum Social da UFPel, apresentada pelo prof. Felipe Herrmann e pelas alunas Jéssica Lopes e Jéssica Alves. O Fórum Social é um espaço de natureza participativa, que tem por finalidade representar a comunidade civil organizada perante à UFPel, visando que a instituição possa acompanhar, assessorar e a propor, junto com as entidades, ações que contribuam para a melhoria da realidade social e para o pleno exercício da cidadania no âmbito da nossa região. A próxima reunião do Fórum acontecerá no dia 27 de junho, às 18h, no Clube Xavante, e a pauta será sobre Saneamento Básico.

A segunda exposição, intitulada Cultivando Hábitos Saudáveis na Sala de Espera E Clínica Infantil, apresentada pelo Prof. Douver Michelon e por acadêmicas  da Faculdade de Odontologia e ilustrou, as ações de acolhimento de crianças e familiares que recebem atendimento ambulatorial na Clínica Infantil da Faculdade de Odontologia. As ações objetivam orientar as crianças e os responsáveis sobre o que são hábitos ruins e bons para que a criança cresça com saúde. Foram expostos objetos que auxiliam o público a entender os hábitos indesejados e a observar como a prevenção é eficaz para manter o equilíbrio e a saúde bucal.

A terceira Exposição do estande foi Doenças Renais em Cães e Gatos, que apresentou a ação de dois grupos do Departamento de Patologia Animal da Faculdade de Veterinária: Grupo de Estudos de Neonatologia de Cães e Gatos e Grupo de Estudos de Doenças Renais em Cães e Gatos. Estiveram no estande a Professora Fabiane Grecco e os acadêmicos Luísa Mariano Cerqueira, doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Veterinária e Eduardo Gonçalves, acadêmico do Curso de Veterinária. Os visitantes, aqueles que possuem pets ou não, puderam compreender através dos materiais que estavam disponíveis e das explicações oferecidas pelo grupo o que são estas doenças que acometem os animais domésticos e como preveni-las. Causou especial atenção de muitos visitantes saber que há uma área de neonatologia que estuda a vida dos cães e gatos do nascimento até os 21 dias de idade. Neste curto período, cuidados como vacinação e vermifugação podem ser conduzidos de modo a proteger o animalzinho de doenças ameaçadoras. O trabalho conduzido pelos dois grupos é tão mais importante quanto mais aumenta a frequência destes animais de companhias nos lares.

A quarta exposição, intitulada ClinPet orientações e cuidados com cães e gatos, deu continuidade ao assunto iniciado anteriormente. A ClinPet é um Grupo de Pesquisa, Ensino e Extensão em Clínica de Pequenos Animais da Faculdade de Veterinária. O Grupo já tem uma jornada expressiva que se inicia com a sua criação em 2006 por iniciativa da professora Dr. Márcia de Oliveira Nobre. Envolve estudantes de graduação e de pós-graduação cujo foco de interesse é o trabalho com pequenos animais. O grupo é bastante numeroso e estiveram no estande oito estudantes que apresentaram um amplo conteúdo organizado em folders com esclarecimento sobre o que é a posse responsável, sobre alimentação e ambiente adequados para uma vida saudável dos cães e gatos de companhia, bem como sobre as doenças mais comuns e formas de precavê-las. Para chamar a atenção dos visitantes, o grupo dispôs no estande um painel com rosto vazado, com o desenho de um gatinho com a altura média de uma criança. Mostrou-se um recurso muito eficiente em fazer o público infantil e seus acompanhantes pararem na exposição.

A quinta e última exposição, do dia e da Feira, foi A vida secreta dos parasitos, apresentada pela Profa.  Foram colocados à mostra muitos vidros contendo exemplares de parasitos que, imediatamente, motivaram a curiosidade dos visitantes que passavam pelo estande. A conversa entre as expositoras e o público abordou, de modo didático, como os parasitos são componentes da biodiversidade. Muitos visitantes pararam para observar os parasitos conservados em lâminas no microscópio que estava disponível. Também os banners, as maquetes feitas em EVA e TNT, e os folders levados pela equipe contribuíram para que o assunto fosse apresentado de modo explicativo e didático. A exposição foi elaborada pela equipe do Laboratório de Parasitologia de Animais Silvestres (LAPASIL/IB/UFPel) e fez parte do calendário de exposições do Museu Carlos Ritter em agosto de 2018.

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