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AS MISERICÓRDIAS: DIÁLOGOS ENTRE O PASSADO E O PRESENTE

Palestrante:  Professora Dra. Maria Marta Lobo de Araújo (Portugal)

O curso tem como objetivo conhecer o desempenho destas importantes confrarias – as Santas Casas -, desde a sua criação até os nossos dias; discutir a sua implantação e funcionamento em diferentes contextos e demonstrar a sua pertinência e atualidade nas sociedades em que estão inseridas. É, portanto, na longa duração que se fará o estudo destas instituições.

Público-alvo: público em geral, profissionais da saúde,  imprensa etc, colaboradores da Santa Casa, acadêmicos de história e ciências afins, e demais interessados.

03 a 07 de junho de 2019
Horário: 17h30 às 19h30
Classificação: livre

Investimento
R$40 – 01 de abril a 06 de maio
R$50 – a partir de 07 de maio
R$20 – aula avulsa
Colaboradores da Santa Casa – isentos
Estudantes –  50% de desconto somente para o curso integral

Inscrições aqui

Dados para depósito bancário aqui
Vagas limitadas

Para a entrega de Certificação será cobrado o valor adicional de R$ 10

Coordenação do Curso: Drª Historiadora Véra Lucia Maciel Barroso

Prof. Drª. Maria Marta Lobo de Araújo (Portugal)
Professora Associada com Agregação do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho/Portugal. É colaboradora do Centro de História Religiosa da Universidade Católica Portuguesa e membro da Academia Portuguesa de História. Desenvolve investigação com incidência particular na História das Misericórdias e da História Religiosa da Época Moderna. Tem integrado e dirigido projetos de investigação nacionais e internacionais e possui vários trabalhos publicados em Portugal e no estrangeiro e muitas obras premiadas.

 

3 de junho
“A origem das Misericórdias: os contextos, os compromissos e os privilégios”

Nesta sessão, pretende-se dar a conhecimento e evolução das Santas Casas, quer na metrópole, quer no império e constatar a forma como foram acarinhadas pela Coroa e aceites pelas populações locais, sublinhando-se os contextos em que foram erigidas. Os compromissos e os privilégios serão discutidos. Abordaremos ainda a questão do Purgatório, o envolvimento das populações, os benfeitores e o apoio do Estado na prossecução dos seus objetivos.

4 de junho
“A memória escrita das Santas Casas: os arquivos e a documentação”

Pensar as Misericórdias é pensar a sua memória escrita e na importância desta para a construção histórica. O debate terá como linhas definidoras a composição dos principais núcleos documentais destes arquivos, mas igualmente a sua conservação e utilização.
Analisaremos ainda as diferentes conjunturas e a ação dos homens na conservação deste importante patrimônio.

5 de junho
“O funcionamento interno: os irmãos, as eleições e os órgãos de gestão”

Debateremos o funcionamento interno das Santas Casas, destacando a sua composição e as mudanças ocorridas na longa duração, quer no que diz respeito à categoria dos irmãos, quer em termos de órgãos gestores e de eleições. Assim, refletiremos sobre o numerus clausus e o seu desaparecimento, a presença de homens e a entrada das mulheres, mas igualmente as alterações na composição dos órgãos de gestão.
Destacaremos ainda o papel das elites nestas instituições e o percurso de alguns homens.

6 de junho
“Os serviços da caridade e os tempos de mudança”

Nesta sessão, analisaremos as 14 obras de misericórdia, destacando principalmente as corporais.  É nosso objetivo dar a conhecer as práticas das obras de misericórdia em diversos contextos e ao longo do tempo, discutindo a sua representatividade em termos de recursos financeiros.  A propósito de algumas delas, apresentaremos os assalariados e as suas funções.

7 de junho
“Os símbolos e os momentos de celebração: as Santas Casas em festa”

Abordaremos os símbolos e os momentos de celebração das Santas Casas. Será tempo de analisar o seu patrimônio material e imaterial e as suas marcas definidoras. As suas igrejas, sacristias, capelas, hospitais, recolhimentos, museus, centros de memória, entre outros equipamentos, serão analisados, sublinhando-se o poder e o prestígio alcançados. As festas promovidas ou em que participaram ou participam constituirá outra vertente de análise.

Publicado em 09/04/2019, em Notícias.