BATALE

O BATALE  – Banco de Textos de Aquisição da Linguagem Escrita – foi criado em 2001 e possui, atualmente, 7423 textos espontâneos, os quais estão distribuídos em 9 estratos, conforme constam no quadro abaixo:

Todas as coletas de texto foram realizadas por integrantes do grupo de pesquisa e seguiram a mesma metodologia: ida às escolas para aplicação de oficinas de produção textual que visavam a produção de textos espontâneos e que cumpriam a seguinte rotina: aquecimento (atividade de estimulação por meio de imagens ou diálogos), produção (atividade de escrita individual) e socialização (atividade de leitura das produções realizadas).

Em momento posterior ao da coleta, os textos são são armazenados em pastas catalográficas, próprias para a conservação adequada do material. Para sua melhor organização, são criados códigos para cada texto, os quais contêm campos correspondentes a, por exemplo, número do aluno, idade do aluno, número do estrato a que pertence o texto do aluno,  sigla da escola à qual pertence o aluno, série/ano escolar do aluno etc.

Depois de preparados os códigos, os textos são digitados em Word, respeitando-se a grafia utilizada pela criança e a troca de linhas, e digitalizados em formato JPEG ou PDF. A identificação das crianças participantes das coletas é suprimida no processo de tratamento dos textos, de forma a preservar sua identidade bem como impedir qualquer forma de exposição, respeitando-se, assim, as normas éticas da pesquisa científica.

Cabe ao pesquisador interessado extrair os dados que lhe convierem. No caso dos estudos desenvolvidos no GEALE, o foco de interesse inside sobre os erros ortográficos. Assim, dos textos, são extraídas todas as grafias em que há algum tipo de erro ortográfico, as quais são registradas em fichas específicas para a classificação dos erros, uma para cada aluno. O levantamento de erros do Estrato 1 do BATALE foi inserido em um programa computacional criado a partir da plataforma Microsoft Access especificamente para a pesquisa desenvolvida no GEALE, o qual permite a estocagem, a tabulação e a computação dos erros. A computação dos dados dos demais estratos ficaram a cargo de cada pesquisador em particular (alunos de iniciação científica e de pós-graduação), geralmente feita via Microsoft Excel.