Detonautas: uma banda com o coração gaúcho

De jovens visionários a um grupo de renome nacional com mais de 20 anos de carreira      

Por Adriana Cunha   

     

O líder da banda Tico Santa Cruz  cercado pelos fãs na gravação do show acústico em 2023   Foto: Faab Santos/Divulgação

 

Desde a sua criação, a banda Detonautas foi pioneira em explorar as possibilidades do mundo virtual, porém também sempre visou a experiência do palco e da vida real para existir. Com o nome original Detonautas Roque Clube, já fez turnês pelo Japão, Estados Unidos e Europa. Desde o início estiveram presentes Tico Santa Cruz (vocais) e Renato Rocha (guitarra e vocais de apoio). Atualmente, completam a formação Phil Machado (guitarra e vocais de apoio), André Macca (baixo) e Fábio Brasil (bateria). E, apesar de ter o Rio de Janeiro como a sua base a partir de 1997, o Rio Grande do Sul tem um papel fundamental nessa história.

O Arte no Sul teve a oportunidade de conversar com o guitarrista, Renato Rocha, para trocar uma ideia sobre a carreira do grupo e sua relação com o nosso estado, nossa música e nossa cultura.

Tudo começa, como recorda Renato, no final de 2002, quando o solo gaúcho é o primeiro destino da tour do álbum oficial de estreia do Detonautas. Desde então foram muitas visitas em diferentes palcos e diferentes estruturas e contextos, de festivais como o Planeta Atlantida, às casas clássicas de show como o bar Opinião em Porto Alegre, o palco do Theatro Guarany em Pelotas e outras cidades no interior do estado.

              Após pandemia, show em Santa Maria retomou apresentações no estado dia 14 de dezembro                   Foto: Adriana Cunha

 

Contatos com a cena local

Nessas visitas e pela presença no cenário nacional de Rock, a banda também entrou em contato com nossa cena local, tanto bandas que tiveram projeção nacional quanto aquelas que tiveram maior destaque nos palcos do estado. Sendo uma dessas bandas o De Falla, referência dos anos 80, cujo vocalista Edu K foi produtor do terceiro álbum do Detonautas.

Alguns outros nomes dessa lista são Comunidade Nin Jitsu, Nenhum de Nós e Papas da Língua, bandas com quem dividirão, no mês de maio, o palco nos festivais É Claro Que é Rock, em Passo Fundo, e o Lord Music Festival, em Novo Hamburgo. Também foram lembradas as bandas Tequilla Baby, TNT, Acústicos e Valvulados, Stereobox, Engenheiros do Hawai e Wander Wildner, de quem Renato recorda dividir o estúdio quando estavam gravando o segundo álbum do Detonautas,

Ao citar esses nomes do rock, o guitarrista refletiu também sobre o contexto geográfico, da proximidade com o Rio Da Prata e o Uruguay, e o contexto cultural e de logística que compõe a mítica do Rio Grande do Sul como polo produtor de bandas. Como ele reconhece, nosso estado possui uma estrutura para sustentar tais bandas num circuito local, mas, com os avanços tecnológicos, o translado e a expansão dessas bandas têm sido mais fáceis. 

 

Outra sonoridade na apresentação do Rio de Janeiro em novembro           Foto: Adriana Cunha

 

Shows acústicos

O Detonautas é um expoente do rock, que é um estilo reconhecido pelo peso das guitarras e distorções, característico de todas essas referências citadas. Mas, apesar disso, nos últimos anos a banda registrou dois shows com arranjos acústicos. Nesses projetos, as canções ganham uma outra roupagem e ˜a beleza das canções aparece, fica uma coisa mais sensível˜, considera Renato.

Desde 2024, então, o Detonautas tem tocado os dois shows em paralelo. O elétrico, um show com uma projeção maior da banda no palco, com guitarras e bateria mais explosivas, enquanto no formato acústico prevalece uma presença de palco diferente, a delicadeza das canções e a emoção do público.

 

O show na  Festa Nacional da Música foi em 2018 na cidade Bento Gonçalves   Foto: Adriana Cunha

 

Novos meios de encontro

Nem só de shows, porém, vive o mercado fonográfico e uma banda de circulação nacional. Desde o início da carreira o Detonautas tem registrado suas músicas em álbuns e tem acompanhado as mudanças das plataformas para publicar e propagar suas músicas, o que Renato considera uma grande potência da banda.

Com o avanço das tecnologias, os registros físicos como álbuns e DVDs passaram mais a ser um item de colecionador do que um veículo de disseminação do trabalho musical. Conforme Renato avalia, o Detonautas soube navegar dentre essas transformações, entendendo que o importante era atingir o maior número de pessoas. Ele é a favor dos downloads e compartilhamento das músicas organicamente, considerando que isso os leva à estrada e o público aos shows.

 

Edu K fez presença no show de lançamento do terceiro álbum da banda em 2006  Foto: Adriana Cunha

 

Somado aos álbuns de estúdio, registros em DVDs e as gravações acústicas, desde o início, o Detonautas teve uma presença sólida no mundo virtual, o que o rockeiro considera um processo bem natural e intuitivo. Afinal, no final dos anos 1990, início dos anos 2000, eles eram jovens aproveitando a internet surgindo.

E, assim, seguem até hoje. Priorizam a presença digital nas mais diferentes plataformas, nos mais diferentes formatos de audiovisual, tendo os fotógrafos Faab Santos  e Wally Guedes  acompanhado as tours. Eles vêm registrando os shows e os momentos na estrada para manter o público próximo e a história da banda documentada.

Para 2025, o planejamento é seguir sendo um ano de muito trabalho. Com shows agendados no Rio Grande do Sul, em maio, e alguns projetos que estão começando a amadurecer, ideias de músicas novas e continuidade das tours elétrica e acústica em cada vez mais lugares.

Fique de olho na agenda da banda e nos seus próximos lançamentos e projetos, no Youtube e no Instagram.

 

Deixou saudades show da  banda  em Pelotas no ano de 2010           Foto: Adriana Cunha

 

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Festa de Mãe Iemanjá celebra Jubileu de Ouro com programação especial em Rio Grande

O maior evento religioso do litoral sul espera receber mais de 150 mil devotos em sua 50ª edição no Balneário Cassino        

por Isadora Jaeger e Maria Clara Goulart        

 

A festa que celebra a Mãe Iemanjá prevê artesanato, música e dança na sua programação  Foto: Itajubá Ferreira/Flickr

 

Nesta semana, o Rio Grande celebra o Jubileu de Ouro da Mãe Iemanjá, data simbólica para os praticantes e líderes de religiões de matriz africana na região. As tradicionais festividades que consolidam a cidade como referência de devoção e celebração da fé, ocorrem entre os dias 27 de janeiro e 2 de fevereiro. A maior parte da programação acontece no Campo do Praião, onde a União Riograndina de Cultos Umbandistas Afro-brasileiros Mãe Iemanjá (URUMI). tradicionalmente cedia um acampamento para os fiéis.

A 50ª Festa de Iemanjá será realizada no dia 1º de fevereiro, na Praia do Cassino, e espera reunir mais de 150 mil fiéis, segundo a URUMI. A procissão luminosa, principal evento das festividades, terá início às 21h, percorrendo a Avenida Rio Grande, no Balneário Cassino. Carregando velas e entoando cânticos, os participantes seguirão até o monumento de Iemanjá, onde será realizada a cerimônia de abertura, que contará com a presença de autoridades, dirigentes de terreiros e apresentações culturais.

A Festa de Iemanjá em Rio Grande já é tradição para os que residem e veraneiam na cidade, não sendo celebrada apenas por praticantes de religiões de matriz africana. Por meio de apresentações como capoeira, música e danças, o evento reunirá fiéis e turistas que buscam se inteirar não apenas no aspecto religioso da festa, mas participam ativamente da cultura rio-grandina e cassineira que se mostra ainda mais em destaque durante a temporada de verão.

Ainda, a celebração também é marcada pela peregrinação “Caminhos de Iemanjá”, normalmente iniciada no Pórtico do Rio Grande, ponto de entrada da cidade, em direção à estátua de Iemanjá, localizada no Balneário Cassino. As informações sobre pontos de apoio e segurança ainda não foram divulgadas pela Prefeitura do Rio Grande.

 

A Caminhada Luminosa da 49º Festa de Iemanjá acontece no Balneário Cassino          Foto: Reprodução/PMRG

 

Confira a programação completa, divulgada pela União Riograndina de Cultos Umbandistas e Afro-brasileiros Mãe Iemanjá (URUMI):

  • De 27 de janeiro a 2 de fevereiro: Feira de Artesanato de Matriz Africana – Um Mar de Memórias no Campo do Praião, Cassino.

 

  • 28 de janeiro, às 21h: Batuque alusivo à Mãe Iemanjá com comidas típicas da região, no Campo do Praião, Cassino.

 

  • 30 de janeiro, às 21h: Encontro de Quimbandeiros e entrega do Troféu Maria Padilha, no Campo do Praião, Cassino.

 

  • 31 de janeiro, às 15h: Jogo de búzios e benzedura e atendimento com Mãe D’oyá. Tenda com atividades de educação ambiental, explicações sobre o barquinho ecológico e oferendas, sob a orientação da perita e gestora ambiental da URUMI, Janaína da Fonseca.

 

 1º de fevereiro

  • 9h: Atividade educativa ambiental com orientações sobre o barquinho ecológico e oferendas. Cerimônia de hasteamento das bandeiras nacional, estadual e municipal. Decoração do monumento de Mãe Iemanjá pela Tenda Espírita de Caridade Santa Catarina.
  • 16h: Palestra com Sávio Ribeiro, coordenador do programa Saúde da População Negra em Rio Grande.
  • 20h: Apresentação do Grupo de Capoeira Zumbi dos Palmares na Avenida Rio Grande, em frente ao Hotel Atlântico.
  • 20h30: Concentração dos terreiros na Avenida Rio Grande, em frente ao Hotel Atlântico, para a Caminhada Luminosa de Fé.
  • 21h: Saída da Caminhada Luminosa, seguida de trabalhos espirituais na Tenda URUMI.
  • 23h: Apresentação cultural do grupo “Os Pescadores” do CTG Farroupilha.
  • 23h30: Show musical com o grupo Escudeiros de Ogum.
  • 23h45: Performance da cantora Paola Almeida.
  • 00h: Espetáculo com o Grupo Artístico Kimbra.
  • 00h30: Cerimônia de entrega de flores a Mãe Iemanjá, realizada pela presidente da URUMI, Mãe Maria da Jurema da Marola, e pela prefeita Darlene Pereira.
  • 01h: Encerramento oficial e início das atividades espirituais na tenda da URUMI e nos terreiros participantes.

 

  • 2 de fevereiro, às 16h30: Gira de Umbanda na Tenda URUMI, no Campo do Praião, com demais terreiros, seguida pela entrega de oferendas na praia, utilizando barcos ecológicos.

 

  • Ação Social: Haverá arrecadação de materiais escolares na Tenda URUMI durante todo o evento.

 

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Fernanda Torres é indicada ao Oscar 2025 pelo filme “Ainda Estou Aqui”

A brasileira concorre pela categoria de Melhor Atriz e o filme aos prêmios de Melhor Filme e Melhor Filme Internacional na maior cerimônia de premiação de cinema mundial    

Por Carolina Soares     

 

Fernanda Torres atua de forma ímpar no papel de Eunice Paiva                    Foto: Divulgação

 

O anúncio feito na quinta-feira, dia 23 de janeiro, indica que Fernanda disputa o prêmio de Melhor Atriz do Oscar 2025 com Cynthia Erivo (“Wicked”), Karla Sofía Gascón (“Emilia Pérez”), Mikey Madison (“Anora”) e Demi Moore (“A Substância”). Ela concorre na categoria 26 anos após indicação de sua mãe, a atriz Fernanda Montenegro.

O filme “Ainda Estou Aqui” também foi indicado nas categorias de Melhor Filme, prêmio histórico para o Brasil, e Melhor Filme Internacional. A cerimônia da 97ª edição do Oscar está marcada para 2 de março em Los Angeles, nos Estados Unidos. No Brasil, os canais de televisão por assinatura TNT e Max farão a transmissão ao vivo.

A atriz já havia feito história, quando ganhou o prêmio do Globo de Ouro, na categoria de Melhor Atriz em Filme Dramático e o prêmio de Melhor Atriz em Filme de Drama no Satellite Awards, prêmio concedido pela Academia de Imprensa Internacional, que reúne profissionais de mídia dos Estados Unidos.

Em um vídeo compartilhado nas redes sociais, Fernanda Torres expressou sua gratidão pela generosidade de Walter Salles e prestou uma emocionante homenagem a Eunice e Marcelo Paiva (autor do livro em que o filme foi baseado). “Isso significa muito para a história e para a cultura brasileira”, destacou. Walter Salles, em entrevista, complementou afirmando que a campanha para o Oscar está sendo impulsionada pelos diversos festivais nos quais o filme tem participado.

 

      Em cena marcante do filme, Eunice diz a todos que sorriam para a foto, apesar do drama vivido por eles na ditadura militar            Foto: Alile Dara Onawale/Divulgação

 

Em uma obra magistralmente dirigida e protagonizada, a narrativa, baseada no livro de Marcelo Rubens Paiva, mergulha profundamente na vida de sua mãe Eunice, explorando suas lutas e resiliência em meio à perda e ao trauma causados pelo regime autoritário.

A história destaca a força e a determinação de Eunice Paiva em sua busca por justiça e verdade, refletindo a tenacidade de muitas mulheres durante aquele período sombrio da história brasileira.

Além de ser um retrato íntimo e emocional de uma família devastada pela ditadura, o filme também serve como um lembrete da importância da memória e da luta contra o esquecimento.

Leia mais sobre o filme “Ainda Estou Aqui” no Arte no Sul.

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13ª edição do Festival Internacional Sesc de Música começa na próxima segunda-feira em Pelotas

A partir de 20 de janeiro, ocorrem apresentações de orquestras em várias partes da cidade por mais de dez dias     

Por Carolina Soares       

 

Cada edição do Festival reúne a comunidade para celebrar a arte e a musicalidade            Foto: Paulo Rossi/Divulgação

 

Com o tema “Viva a música que pulsa em você”, o 13º Festival Internacional Sesc de Música é um dos maiores eventos de música de concerto da América Latina e ocorrerá entre os dias 20 e 31 de janeiro em Pelotas.

O evento reunirá dezenas de apresentações artísticas em diversos espaços da cidade, como teatros, praças, igrejas, o Mercado Público e a Praia do Laranjal, com acesso gratuito ao público.

Além disso, o projeto também realizará cursos de especialização musical conduzidos por 50 professores – músicos renomados de diferentes partes do mundo – que compartilharão seus conhecimentos com mais de 350 bolsistas selecionados, provenientes de 19 estados brasileiros e de países vizinhos como Argentina, Chile, Colômbia, Peru, Porto Rico e Uruguai.

O evento tem como objetivo incentivar o desenvolvimento da produção musical, fomentar o intercâmbio cultural e proporcionar o desfrute dos bens culturais da região. É promovido pelo Sistema Fecomércio-RS/Sesc, em parceria com o Ministério da Cultura e diversos patrocinadores.

O acesso é gratuito para todos os espetáculos, mas, para as apresentações marcadas para o Theatro Guarany, é necessária a reserva antecipada de lugares. Consulte as orientações no link Programação – SESC-RS

Confira as principais apresentações do evento:

20 de janeiro – Segunda

18h – Cortejo Musical – Largo do Mercado Público

20h30 – Orquestra de Sopros de Novo Hamburgo | Sons do Mundo – Theatro Guarany – Espetáculo com transmissão ao vivo pelo YouTube do Sesc/RS e tradução em Libras

21 de janeiro – Terça

9h30 – Grupo de Cordas do Festival – Hospital Santa Casa de Misericórdia  (apresentação restrita aos usuários do espaço)

15h – Grupo de Cordas do Festival – Hospital Beneficência Portuguesa  (apresentação restrita aos usuários do espaço)

20h – Orquestra de Câmara Sesc Roraima – Paróquia Santa Terezinha

20h30 – Grupo Experimental de Música – GEM | Reciclagem Instalação Sonora – Theatro Guarany –Espetáculo com transmissão ao vivo pelo YouTube do Sesc/RS e tradução em Libras

22 de janeiro – Quarta

13h – Recital de Alunos – Conservatório de Música da UFPel

13h – Grupo de Cordas do Festival – Campus da Saúde UCPel  (apresentação restrita aos usuários do espaço)

17h – Grupo Experimental de Música – GEM – Café Aquários

18h – Quinteto Allegro – Catedral do Redentor

19h – Recital de Canto lírico, Piano, Metais e Madeiras | Eiko Senda (JAP), Max Uriarte (BRA), José Milton Vieira (BRA), Paulo Bergmann (BRA), Giorgio Mandolesi (ITA), Diego Grendene (BRA), Viktoria Tatour (BIE), Philip Nodel (RUS) – Bibliotheca Pelotense

19h – Autocine Brazilian Blend – Parque UNA – Espetáculo com tradução em Libras

20h30 – La Ventolera – Theatro Guarany – Espetáculo com transmissão ao vivo pelo YouTube do Sesc/RS e tradução em Libras

23 de janeiro – Quinta

13h – Recital de Alunos – Conservatório de Música da UFPel

14h – Grupo de Cordas do Festival – Hospital São Francisco de Paula  (apresentação restrita aos usuários do espaço)

19h – Big Band Democrata – Shopping Pelotas

19h – Recital de Harpa, Madeiras, Cordas e Piano | Liuba Klevtsova (RUS), Philip Nodel (RUS), Julián Medina (ARG), André Carrara (BRA) – Bibliotheca Pelotense – Espetáculo com tradução em Libras

19h – Orquestra Areal e Municipal 10 Anos – Teatro Sicredi

20h – Ecos da Charqueada – Em Raízes e Ritmos – Charqueada São João – Espetáculo com transmissão ao vivo pelo YouTube do Sesc/RS

20h30 – Camerata Café I Viva La France – Theatro Guarany – Espetáculo com tradução em Libras

24 de janeiro – Sexta

11h – Grupo de Choro do Festival – Expresso Embaixador  (apresentação restrita ao público local)

13h – Recital de Alunos – Conservatório de Música da UFPel

14h – Grupo de Cordas do Festival – Hospital Escola UFPel  (apresentação restrita aos usuários do espaço)

18h – La Ventolera – Mercado Público

19h – Recital de Cordas e Piano | Cristian Budu (BRA), Liviu Prunaru (ROM), Sophia Reuter (ALE), Stanimir Todorov (BUL) – Bibliotheca Pelotense – Espetáculo com tradução em Libras

19h – Autocine Brazilian Blend – Fábrica Roca

19h30 – Concerto de Canto Lírico – Catedral Metropolitana São Francisco de Paula

20h – Grupo de Sopro Sesc Musicar – Maranhão – Paróquia São José – Fragata

20h – Banda Sinfônica Acadêmica | Regente Marcelo Jardim (BRA) – Praia do Laranjal – Palco do Festival – Espetáculo com transmissão ao vivo pelo YouTube do Sesc/RS e tradução em Libras

25 de janeiro – Sábado

11h – Clube do Choro de Pelotas e Classe de Choro do Festival – Mercado Público

13h – Recital de Alunos – Conservatório de Música da UFPel

19h – Recital de Metais, Percussão e Piano | Eric Aubier (FRA), Flavio Gabriel, BRA), Ignácio Garcia (ARG), Lucca Zambonini (BRA), José Milton Vieira (BRA), Rodrigo da Rocha (BRA), Luis Ricardo Serralheiro (BRA), Fernando Deddos (BRA), Douglas Gutjahr (BRA), Gerardo Salazar (CHL), Paulo Bergmann (BRA), André Carrara (BRA) – Bibliotheca Pelotense – Espetáculo com tradução em Libras

19h – Big Band Democrata – Paróquia Nossa Senhora de Fátima

19h30 – Gafieira do Festival – Festival na Comunidade – Nave

20h – Sul em Concerto – Praia do Laranjal – Palco do Festival – Espetáculo com transmissão ao vivo pelo YouTube do Sesc/RS e tradução em Libras

26 de janeiro – Domingo

17h – Quartett Jazz – Parque da Baronesa

18h – Recital Classe de Piano – Conservatório de Música da UFPel

19h30 – Autocine Brazilian Blend – Nave

20h30 – Orquestra Sinfônica Acadêmica | Regente Daniel Jinga (ROM) – Theatro Guarany– Espetáculo com transmissão ao vivo pelo YouTube do Sesc/RS e tradução em Libras

21h – RS Jazz Trio – Food Hall Quartier

27 de janeiro – Segunda

13h – Recital de Alunos – Conservatório de Música da UFPel

19h – Recital de Madeiras, Canto lírico, Cordas e Piano | Douglas Braga (BRA), Paulo Bergmann (BRA), Cristiano Alves (BRA), Cássia Lima (BRA), Flávio Leite (BRA), André Carrara (BRA), Stanimir Todorov (BUL), Max Uriarte (BRA), André Mendes (BRA) – Bibliotheca Pelotense – Espetáculo com tradução em Libras

19h – Orquestra de Câmara Sesc Minas Gerais – Associação Otroporto

20h30 – Orquestra de Choro do Festival | Núcleo de Alunos – Theatro Guarany – Espetáculo com transmissão ao vivo pelo YouTube do Sesc/RS e tradução em Libras

28 de janeiro – Terça

13h – Recital de Alunos – Conservatório de Música da UFPel

14h30 – Grupo de Cordas do Festival – Unidade Cuidativa de Pelotas

16h – Grupo de Saxofone do Festival – Rodoviária de Pelotas

19h – Recital de Metais, Madeiras e Cordas | Flavio Gabriel (BRA), Lucca Zambonini (BRA), Rodrigo da Rocha (BRA), Cássia Lima (BRA), Philip Nodel (RUS), Diego Grendene (BRA), Giorgio Mandolesi (ITA), Ignacio Garcia (ARG), Pablo de León (PRT), Gabriel Marin (BRA), Rodrigo Silveira (BRA), Eder Kinappe (BRA) – Bibliotheca Pelotense – Espetáculo com tradução em Libras

20h30 – Gala Lírico | Núcleo de Alunos – Theatro Guarany – Espetáculo com transmissão ao vivo pelo YouTube do Sesc/RS e tradução em Libras

29 de janeiro – Quarta

13h – Recital de Alunos – Conservatório de Música da UFPel

15h – Grupo de Choro do Festival – Asilo de Mendigos de Pelotas  (apresentação restrita aos usuários do espaço)

19h – Recital de Madeiras, Cordas e Piano | Cristiano Alves (BRA), Alberto Dourthé (CHL), Xavier Inchausti (ARG), Gabriel Marin (BRA), Max Uriarte (BRA) – Bibliotheca Pelotense – Espetáculo com tradução em Libras

20h – Quinteto Allegro – Comunidade Católica São Miguel

20h30 – Orquestra Jovem Sesc Brasil | Núcleo Sopros e Percussão – Theatro Guarany – Espetáculo com transmissão ao vivo pelo YouTube do Sesc/RS e tradução em Libras

30 de janeiro – Quinta

13h – Recital de Alunos – Conservatório de Música da UFPel

16h – Camerata Orquestra Jovem Sesc – Hospital Espírita (apresentação restrita aos usuários do espaço)

19h – Recital de Madeiras, Cordas e Piano | Cássia Lima (BRA), André Mendes (BRA), Rodrigo Silveira (BRA), Cristian Budu (BRA) – Bibliotheca Pelotense – Espetáculo com tradução em Libras

20h – Grupo de Choro do Festival – Paróquia Amor Divino – Colônia Sto. Antônio

20h30 – Banda Sinfônica Acadêmica | Regente Marcelo Jardim (BRA) – Theatro Guarany – Espetáculo com transmissão ao vivo pelo YouTube do Sesc/RS e tradução em Libras

31 de janeiro – Sexta

13h – Recital de Alunos – Conservatório de Música da UFPel

15h – Grupo de Canto do Festival – Conservatório de Música da UFPel

17h – Classe de Choro do Festival – Conservatório de Música da UFPel

20h30 – Orquestra Acadêmica | Regente Evandro Matté (BRA) – Largo Mercado Público –

Espetáculo com transmissão ao vivo pelo YouTube do Sesc/RS e tradução em Libras

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Bagé’n’ Roll teve sua primeira edição nos dias 27 e 28 de dezembro   

O Festival de Rock do Pampa contou com convidados especiais e oito concorrentes, premiando várias modalidades     

  

A banda Maria do Relento foi um dos destaques da programação               Foto: João Freitas/Divulgação

 

O campo do Corujão da Urcamp em Bagé se transformou em um templo do rock com a realização da primeira edição do Festival de Rock do Pampa, o Bagé’n’Roll, nos dias 27 e 28 de dezembro. O evento atraiu amantes da música de todas as partes, celebrando o espírito rockeiro gaúcho. Com apresentações de ícones como Edu K, Marcelo Gross e a Banda Maria do Relento, o festival não apenas homenageou as lendas do gênero, mas também deu espaço para novos talentos através de audições competitivas que premiaram seis categorias distintas. A energia contagiante e a diversidade musical tornaram essa edição inaugural um marco na cena cultural da região. O evento teve patrocínio do Banrisul e CC. Corretora de Seguros.

 

Edu K foi homenageado durante o festival Foto: Arquivo Pessoal

 

Os premiados foram conhecidos na noite de sábado em cerimônia animada pela Banda Madre Joe. O júri formado pelos músicos, Edu K, Júlio Sasquatt, Kako Kanidia, Ricardo Belleza e Teko Marques, teve a difícil missão de escolher os vencedores entre as apresentações das bandas: Andre R. Garcia (Bagé), Chapéu de Cobra (Santa Vitória do Palmar), Freak Brotherz (Pelotas), Asdra (Bagé), Marcelo Froz (Arroio Grande), Linha Vermelha (Bagé), Lucas Fisher Band (Porto Alegre) e Exequator (Bagé). 

 

Edu K recebe troféu das mãos do cineasta Zeca Brito, curador do festival       Foto:Anderson Coka/Divulgação

 

A categoria de Melhor Intérprete foi conquistada por Daniel Perez, representante da Linha Vermelha. O prêmio de Melhor Guitarrista ficou com Carlos Eduardo Corrêa, da Chapéu de Cobra, enquanto o título de Melhor Baterista foi atribuído a Clóvis Renato Motta, da Freak Brotherz. Lucas Ollé, da Exequator, levou para casa o troféu de Melhor Contrabaixista. A música destaque na premiação foi “Recados ao Vento”, de André R. Garcia, natural de Bagé. Já o prêmio de Melhor Banda foi concedido à Freak Brotherz, da cidade de Pelotas. Além disso, Ricardo Belleza e Edu K foram homenageados com troféus especiais.

Conforme comenta um dos curadores do evento, o cineasta e produtor cultural, Zeca Brito, a história do rock gaúcho passa por Bagé. “Nossa cidade sempre foi uma terra de bandas e artistas do rock, e o festival mostrou que esta vocação está viva, que a música pode ser espaço de trabalho e pode ajudar a consolidar Bagé como destino turístico”, destaca.

 

Organizadores do Bagé’n’ Roll e a banda Maria do Relento          Foto:Anderson Coka/Divulgação

 

O projeto alcançou visibilidade com o público de todo o Estado e das cidades uruguaias vizinhas. “O Bagé’n’ Roll nasceu como um evento de repercussão nacional e certamente terá uma segunda edição em 2025”, garante Brito. A curadoria também é assinada pelo músico e produtor, Guilherme Monteiro e pela jornalista, Munique Monteiro. 

Lista de Premiados

Melhor Intérprete: Daniel Perez (Linha Vermelha); 

Melhor Guitarrista: Carlos Eduardo Corrêa (Chapéu de Cobra); 

Melhor Baterista: Clóvis Renato Motta (Freak Brotherz);

Melhor Contrabaixista: Lucas Ollé (Exequator);

Música destaque: “Recados ao Vento”, de André R. Garcia; 

Melhor Banda: Freak Brotherz;

Homenageados: Ricardo Belleza e Edu K.

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Clube de Literatura Clássica divulga obras que vêm conquistando o Brasil

Iniciativa criada na cidade gaúcha de Dois Irmãos já tem mais de 12 mil assinantes         

Por Enrique Carvalho       

O que surgiu como um clube de leitura casual, tornou-se uma iniciativa da pequena cidade de Dois Irmãos (RS) em busca de fomentar o segmento literário no Brasil e também criar uma comunidade em torno dos clássicos do Brasil e do mundo. Uma tarefa difícil como sinaliza a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, feita de 2023, a qual afirma que 53% dos brasileiros não leram sequer a Bíblia no último ano. Apesar dessa realidade, o clube conseguiu reunir mais de 12 mil assinantes em todo o Brasil.

O Clube de Leitura Clássica, nos cinco anos de operação, garantiu mensalmente um livro clássico, vindo de uma curadoria de professores universitários especialistas em literatura; um livreto e uma série de outros brindes como postais, marca páginas, etc. O conteúdo é habilmente trabalhado, utilizando-se de papel de alta qualidade, artes personalizadas de capa, contracapa e partes internas do livro; isso, é claro, faz com que o produto ganhe um custo mais elevado.

As assinaturas mensais custam R$ 79,90 e o plano anual de 12 x de 69,90. Não são preços acessíveis para uma grande parcela da população brasileira. Mas tampouco é um produto de valor tão alto, levando em consideração o mercado literário nacional. Os boxes têm um preço elevado, mas dentro da perspectiva do leitor no mercado brasileiro de livros de luxo. E, mesmo com essa diferenciação, nas palavras de Lorenzo Fioreze, um dos sócios do Clube de Literatura Clássica: “Nós não visamos o leitor de elite, nossa ideia é fomentar a leitura em todo o Brasil”.

Box de “A Divina Comédia” é uma das obras lançadas pelo Clube de Literatura Clássica

 

Lorenzo ainda fala do futuro do Clube e seus focos em mais divulgação. Um de seus projetos são aulas abertas mensais, com professores universitários ou especialistas em tradução, no canal do Youtube do Clube de Literatura. Pretende, assim, cativar e promover o descobrimento acerca da arte de ler. A iniciativa dedica-se também à formação de uma comunidade de leitores com sua rede social para assinantes, na qual se discutem as obras publicadas. Em relação às redes sociais, sua página no Tiktok tem mais de 251 mil curtidas e seu canal no Youtube mais de 16 mil assinantes.

Depoimentos pelo serviço podem ser encontrados dentre os membros, como o de Ellen Lessa, 20 anos, estudante do Rio de Janeiro (RJ), que comenta sua experiência: “Quando pesquisamos clubes e analisamos a qualidade e as propostas, ele definitivamente tem o melhor custo-benefício e ideal diferenciado”.  E ainda complementa falando da qualidade do material: “Capas bem-feitas com escolhas interessantes de artistas, que, assim, trazem uma interpretação ótima da história através de sua arte. Textura do papel de qualidade e arte do embrulho muito bonita, podendo virar um poster. Escolha de editores inéditos, qualificados e que trazem notas de rodapé para maior compreensão”.

 

O custo benefício, a diferença na seleção e o cuidado nas edições são critérios usados pelos leitores

 

O professor Diogo Cosmo, 20 anos, de Mossoró (RN), assinante do clube desde janeiro de 2024, comenta sobre a coordenação das edições: “A curadoria, que eu temia ser um pouco conservadora, mostrou-se relativamente equilibrada, com livros de autores modernos e ‘iluminados’ e também autores mais chãos e tradicionais”. Suas críticas levam em conta o envio dos livros: “Problema que não se pode esquecer é a qualidade das entregas, que variam bastante, algumas mais adequadas, outras menos, com melhoras graduais, mas sempre demoradas e com alguma avaria”.

Para regiões mais distantes do estado do Rio Grande do Sul, existem diversos relatos de demora nas entregas e avarias dentre os produtos. Lorenzo comenta sobre a questão e afirma que os problemas de atraso foram causados por conta de complicações não logísticas, mas sim de produção das obras. Finaliza dizendo que a questão foi já resolvida e o “engasgo” em breve será desfeito.

O clube é uma oportunidade de aprofundar-se nos clássicos da humanidade. O serviço sacia a necessidade do leitor compulsivo de ter sempre um livro novo todo mês. Os livros, sendo bem trabalhados, contribuem ainda mais para o sentimento de satisfação. Existe uma comunidade ativa em torno de debater o universo literário. Em suma, é um prato cheio para os amantes dos livros, mas deve ser pensado bem antes de assinar.

O preço das assinaturas, mesmo sendo competitivos com o mercado, ainda podem ser impeditivos para uma parcela dos brasileiros. Não é um produto excelente para leitores iniciais, o box seria mais recomendável para quem já é envolvido com a leitura e gosta de ter as peças colecionáveis como obras de arte. Para quem o valor de 70 reais é inviável, além das bibliotecas públicas a que se tem proximidade, uma escolha seria procurar obras semelhantes em sebos locais. As obras não terão o mesmo acabamento, mas um primeiro acesso ao texto é oportunizado.

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15º Ruas de Lazer promove visibilidade da cultura e história do bairro Navegantes  

Projeto de extensão da ESEF (Escola Superior de Educação Física e Fisioterapia) ocorreu no dia 8 de dezembro, levando esporte, música e lazer       

Por Lorenzo Goulart Bonone        

 

Em maio de 2024, o Rio Grande do Sul enfrentava a pior catástrofe de sua história, 323 municípios em situação de emergência e dezenas de cidades alagadas pelas chuvas e cheias de rios. Neste cenário, a região sul tomava as primeiras precauções para quando a água chegasse na Lagoa dos Patos. No dia 7 de maio, a Prefeitura de Pelotas divulgou um mapa referente às zonas de risco de inundação, na orientação os 13 bairros, povoados e regiões próximas a bacias e canais de água (como o São Gonçalo e o Arroio Pelotas) foram orientados a evacuar para os abrigos municipais. Incluso nesses bairros estava um dos primeiros a ser erguido na cidade, o Navegantes.

Fundado através do trajeto percorrido pelos escravizados para as charqueadas de Pelotas, o Navegantes chegou a ser considerado para iniciar a urbanização da região. Segundo documentos históricos, o mau cheiro devido aos tratos dos animais foi um fator para a elite da época optar por construir a cidade a partir da Catedral São Francisco de Paula. Desta forma, a região cresceu longe do centro urbano edificado, mas desenvolveu uma forte cultura que, cada vez mais, busca pelo resgate histórico da região. Um dos marcos desse resgate foi pelo pleito público pela não construção de um condomínio que desalojaria diversos moradores da região e destruiria a Ponte do Passo dos Negros, construída em 1854, que se tornou símbolo de resistência do bairro e lembrança dos crimes cometidos contra os escravizados da região.

 

Serginho MC (boné branco) foi uma das atrações musicais do projeto         Fotos: Lorenzo Bonone

 

Em 8 de dezembro, a 15ª Edição do Ruas de Lazer, um projeto de extensão da ESEF (Escola Superior de Educação Física e Fisioterapia) que visa levar esporte, cultura e lazer para as comunidades da cidade, ocorreu no bairro. Segundo o coordenador adjunto do projeto e professor da ESEF, Inácio da Silva, foi um momento especial para os moradores e para os alunos do curso, pois, de acordo com os dados oficiais da Prefeitura, cerca de 170 pessoas do Navegantes foram alocadas no abrigo da ESEF e da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), durante as enchentes.

“A gente tentou tornar aquele espaço mais agradável possível para a comunidade, isto envolveu nossos alunos em várias atividades, ações com eles no dia a dia, tivemos uma vivência muito bacana e muito intensa. A gente pensou que trazer o Ruas pra cá era um momento de reencontro, num outro cenário, é um dia de sol maravilhoso que também é contrastante com aquele período, mas principalmente o momento de um pouquinho mais tranquilidade. É bem bacana voltar aqui para esse reencontro com eles”, destacou Inácio.

Durante a tarde de eventos do Ruas de Lazer, diversos projetos da universidade são levados para os moradores, com o intuito de conectar a pesquisa e extensão acadêmica à sociedade. Um exemplo é o Projeto Carinho, que promove atividades físicas, como dança, para pessoas com Síndrome de Down. Mas, o Ruas de Lazer também dá voz à localidade onde se faz presente, promovendo espaço para artistas locais, falas de representantes e histórias da região. “A gente faz todo um processo de aproximação com as comunidades, reconhecendo o território para onde está indo, falando com as lideranças, com os mais velhos e com os mais novos, para que se compreenda os espaços em que se está. A proposta tem um pouco de imersão nas comunidades […] fica muito evidente isso a partir das participações: a gente tem criança, a gente tem adulto, a gente tem mais velho, tem projetos fora da Universidade, tem artistas locais. Aí faz sentido pensar nessa Universidade comprometida com social,” comentou Raquel Dias, coordenadora adjunta do projeto e membro da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura da UFPel.

 

O clima natalino já estava presente na apresentação do Projeto Carinho no bairro Navegantes  

 

Além do resgate histórico, a cultura também é um agente transformador para Sérgio Prestes, conhecido como Serginho MC, que trabalha diretamente com crianças e adolescentes em escolas e no Centro de Atendimento Socioeducativo Regional Pelotas. “É importante tudo isso porque mobiliza a população e, através da informação, que a gente leva nas letras das nossas músicas, conseguimos conscientizar as pessoas e resgatar algumas,” destacou o músico. No hip-hop desde 1988, Serginho passou por diversos eventos comunitários na cidade, e participou do Ruas como um representante do Navegantes. “Como um pioneiro do movimento em Pelotas, eu tenho acompanhado a evolução e o impacto que causa esse tipo de eventos dentro das comunidades. São de extrema importância dentro do bairro para a evolução e para a construção de diversas coisas dentro da comunidade”.

Outro símbolo de resistência do Passo dos Negros e do Navegantes é o Campo do Osório, espaço que serve de sede para o Osório Futebol Clube, clube de futebol amador do bairro, e onde o Ruas de Lazer aconteceu nesta edição. A equipe surgiu em 1933, sendo um clube para o lazer dos funcionários do Engenho de Pedro Osório, parte da indústria arrozeira do Coronel Pedro Osório. Desde que a empresa fechou, o campo ficou sob administração da comunidade local, e serve como espaço de convivência de todo o bairro.

O campo é mantido pela comunidade, com doações de materiais de construção, jardinagem e eventos. Para a reportagem, o presidente do Osório Futebol Clube, Dirceu Monteiro, ou Aniba, como é conhecido, comentou sobre diversos episódios do clube, como quando o refrigerador estragou e alunos da UFPel conseguiram doar um novo ou a dificuldade de formar um projeto para as crianças. “As crianças da Periferia hoje não têm uma alimentação, eu tenho vontade de fazer um projeto, mas como vou fazer um projeto ou tirar uma bola no campo se não tem um pão com um pouco de manteiga? Não tem um suco pra dar pra essas crianças, mas nós acreditamos que um dia aquelas coisas vão melhorar para Osório, as coisas boas virão”.

 

Aniba, presidente do Osório Futebol Clube, elogia a participação das crianças no Projeto de Extensão

        

Aniba também comentou a importância da presença da Universidade em eventos como o Ruas de Lazer para a preservação do clube. “Aqui é grandioso, nós estamos de portas abertas para receber vocês, de braços abertos. Acho que a presença de vocês, aquele pouquinho de cada um, cada vez mais nos dá força. Meu tempo tá passando, 60 anos, já tá passando a minha época, só que eu não quero que isso aqui morra. Isso aqui é uma história. Nós temos que trazer essas crianças para dentro, pegar a raiz e manter isso aqui. Quando eles (os jovens) pegarem isso aqui, vai ser a coisa mais gratificante, que vai cada vez mais engrandecer a história do clube. E eu agradeço a presença da Universidade nessa atividade, que trouxe dezenas de crianças do bairro aqui pra dentro”.

O espaço do clube também foi visto pela especulação imobiliária de condomínios fechados que tentou derrubar a Ponte do Passo dos Negros. Alguns anos atrás, construtoras ofereceram para comprar todo o terreno que pertence ao Osório. Aniba, diz que respondeu a proposta com bom humor: “Vocês viram alguma placa de ‘vende-se’ por aí?”. O objetivo é manter o clube cada vez mais conectado e vivo como patrimônio da comunidade. “Estamos lutando, e não vamos deixar morrer enquanto eu estiver aqui vamos lutar para viver”.

Ele ainda destacou que o clube aceita doações de materiais de construção, ferramentas e cimento, e espera que os empresários da cidade olhem com mais atenção onde a, nas palavras de Aniba, “a riqueza de Pelotas começou”. “O Osório se mantém hoje com muita dificuldade, não tem apoio de ninguém (patrocínio ou verba pública), é uma luta para manter isso aqui. Hoje eu sou presidente do clube, eu estou aqui lutando por uma história, por esse patrimônio rico, no coração de Pelotas. Muitos passaram por aqui e deixaram a sua história. Então vamos conservar isso aqui, porque nós temos alguma coisa humilde para oferecer para alguém, nós temos nosso sonho de que o Osório vai chegar muito longe. Um dia, com dinheiro honesto, vamos ser maiores do que já somos”.

 

O Osório Futebol Clube sediou a 15ª edição do Ruas de Lazer

 

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Filme “A História Verdadeira” fala sobre dilemas dos jornalistas

História aborda de questões éticas e pontos psicológicos que afetam os profissionais da imprensa      

Por Antonio Berndt     

 

 

O filme “A História Verdadeira” (“True Story”) aborda temas instigantes. A procura pela veracidade, a ética na profissão jornalística e a maneira como indivíduos carismáticos conseguem distorcer histórias são assuntos significativos e pertinentes. O filme traz reflexões sobre os temas complexos da manipulação, a busca pela verdade, a ética jornalística e a natureza ambígua do comportamento humano. Inspirada em acontecimentos reais, a história utiliza a tensa relação entre o jornalista Michael Finkel (Jonah Hill) e o criminoso Christian Longo (James Franco) para explorar as questões que repercutem nos dilemas morais e psicológicos.

Coincidindo com o título do filme, a busca é pela verdade e questionar essa “verdade” em um mundo, muitas vezes, distorcido por interesses pessoais. Michael Finkel, um jornalista desgraçado por manipular informações em suas reportagens, encontra uma chance de redenção profissional com a história de Christian Longo, um criminoso acusado de assassinar sua família. Neste caso, a verdade é menos um ideal do que uma ferramenta de sobrevivência – seja para reconstruir uma carreira ou escapar à penalidade criminal.

 

 Há constante tensão na conversa entre o jornalista Michael Finkel (Jonah Hill) e o criminoso Christian Longo (James Franco)        Fotos: Divulgação

 

O filme enfatiza que a verdade não é uma entidade objetiva, mas uma construção frágil, moldada pelas pessoas que a contam. Christian Longo manipula Finkel, fornecendo trechos de sua história para manter o controle da narrativa, enquanto Finkel busca um novo começo e ignora sinais óbvios de engano. Esta relação constitui um espelho para o mundo contemporâneo, em que as narrativas dominam a percepção pública, muitas vezes em detrimento dos fatos.  A questão central está na simplicidade com que a verdade pode ser distorcida em função de interesses pessoais. Isso não apenas evidencia uma fraqueza do ser humano, mas também ressalta os riscos inerentes às dinâmicas de poder, em especial na imprensa, em que as narrativas são tratadas como produtos à venda.

Outro ponto que é abordado de forma clara é a ética jornalística. Finkel, que anteriormente sacrificou a integridade em prol de uma boa história, encontra-se agora numa posição delicada. Ele escolheu trabalhar com Longo mais pela chance de obter um furo de reportagem do que por um compromisso real com a verdade. Esta relação levanta questões preocupantes sobre o papel dos jornalistas: até que ponto a busca pela relevância compromete a ética?

E é nisso que entra a questão, que é muito destacada, que é o impacto social da mídia sensacionalista, que muitas vezes prefere o espetáculo à verdade. Longo percebe isso e manipula não só Finkel, mas também quem assiste ao filme, transformando-se em uma figura complexa que oscila entre vítima e vilão.

A dinâmica entre Finkel e Longo é o cerne do filme, quase como um duelo psicológico. Embora Michael acredite que contar a “história verdadeira” de Longo possa ser a sua oportunidade de redenção pública, ele vê-se cada vez mais manipulado por um assassino que explora a vulnerabilidade do jornalista em seu próprio benefício. O desejo de Michael de reconstruir a sua imagem cega-o para a verdadeira natureza de Longo, revelando como a busca pela redenção pode ser explorada e distorcida. A redenção em “True Story” é questionada em vários níveis.

 

O acusado de assassinato Longo tenta convencer o jornalista e os espectadores do filme quanto à sua versão dos fatos

 

É uma obra que provoca o público a ponderar sobre dilemas éticos e morais, especialmente no que tange ao poder das narrativas e à vulnerabilidade da verdade. A interação simbiótica entre Michael Finkel e Christian Longo serve como uma metáfora perturbadora para um mundo em que a manipulação e a busca por espetáculo frequentemente eclipsam a essência das coisas, sua forma de abordar os temas é rica e provocativa.

Veja o trailer oficial: 

Ficha técnica

Gênero: Drama/Suspense

Direção: Rupert Goold

Roteiro: David Kajganich, Rupert Goold

Elenco: Jonah Hill, James Franco, Felicity Jones, Maria Dizzia, Ethan Suplee, Gretchen Mol, Betty Gilpin, Seth Barrish, Robert Stanton, Michael Countryman

Produção: Dede Gardner, Anthony Katagas e Jeremy Kleiner

Fotografia: Masanobu Takayanagi

Trilha Sonora: Marco Beltrami

Duração: 110 min.

Ano: 2015

País: Estados Unidos

Classificação: 16 anos

Onde assistir: Pela assinatura das plataformas de streaming Disney e Prime VIdeo

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Música de orquestra para todos

Projeto de extensão  Estudos em Performance e Práticas Musicais Coletivas visa diminuir a distância entre o erudito e o popular           

Por Arthur dos Reis Rezer e Vitória Scheffer          

A acessibilidade da música característica da cultura erudita – músicas de câmara, sinfonias, quartetos, concertos, etc. – é uma problemática que acompanha as nossas sociedades desde a época medieval. A elitização de certas manifestações artísticas e a marginalização de outras representa uma barreira extrema entre diferentes status sociais. Assim, a atitude de indivíduos e instituições pode propor maior acesso às artes “cultas”, diminuindo essa distância. Um exemplo disso são os projetos de extensão desenvolvidos pelo Curso de Música da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), que visam aproximar a cultura musical erudita da comunidade local, fortalecendo o diálogo entre a universidade e a população.

 

                   Ensaio de “Pressentimento”, composição de Henrique Guerreiro com base no poema de Rutnea Guerreiro               Foto: Youtube Camerata UFPel

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O projeto de extensão  Estudos em Performance e Práticas Musicais Coletivas na UFPel  foi fundado pelo professor Tiago Sabino Ribas, com o objetivo de promover a performance e a contemplação de músicas tocadas por instrumentos eruditos, de pouco acesso a grande parte da sociedade. Foram muito executadas músicas barrocas, como obras dos compositores Bach e Vivaldi, frequentemente tocados em formações de “Música de Câmara”. Este termo tem origem no italiano “musica da camera”, que significa “música de quarto”. Refere-se ao ambiente privado em que essas composições eram originalmente executadas, como salões ou aposentos de nobres e aristocratas, cuja regência, ou seja, um maestro, é dispensável e pouco comum. Hoje em dia, a música de câmara continua mais presente em apresentações de grupos menores de instrumentistas.

A partir da saída do professor Ribas da UFPel, o projeto estava sem um responsável e maestro para continuar com as atividades. No entanto, os alunos do curso continuaram demonstrando interesse na participação como músicos integrantes, e se propuseram a criação de um novo grupo. A Camerata UFPel, com aval da professora Luciana Elisa Lozada Tenório do curso de Música, e organização da aluna do curso Música Licenciatura, Bruna Silva Monteiro, é um grupo musical com 13 integrantes no momento.  Está iniciando suas atividades musicais voltadas para a região de Pelotas.

A proposta visa justamente estudos, ensaios e exibições relacionados à música de câmara, por isso o nome Camerata. Com violinos, violas, violoncelos e um contrabaixo acústico, o grupo musical, embora recente, já está verdadeiramente pronto para apresentações no cenário cultural de Pelotas.

Com ensaios semanais no prédio do Centro de Artes da UFPel, a Camerata envolve desde músicas originais a artistas desconhecidos até os tradicionais da música de câmara. Com três publicações na sua página do YouTube, o projeto ainda busca alcançar novas barreiras e propagar a cultura musical em novos ambientes.

 

A Camerata UFPel na sua reprodução da música “Mourão”, de César Guerra-Peixe    Foto: Youtube Camerata UFPel

 

Com a proposta de expandir suas atividades, a Camerata UFPel projeta um futuro promissor, com iniciativas que integram outras artes e buscam parcerias dentro da própria Universidade. O desejo de unir grupos como o coral, o conjunto de choro e o grupo Iluminuro, do Bacharelado em Música, reflete a importância do trabalho colaborativo na formação musical e na ampliação do repertório cultural em Pelotas

Além de fomentar a música em conjunto, a experiência proporciona um ambiente de crescimento coletivo e superação, incentivando os músicos a enfrentarem o desafio de tocar em grupo e a compartilharem suas práticas com a comunidade. Em um cenário em que a acessibilidade à música erudita ainda enfrenta barreiras, projetos como a Camerata UFPel se destacam como um elo fundamental entre a universidade e a sociedade, garantindo que a cultura musical alcance novos públicos e inspire novas gerações de artistas e ouvintes.

Com o apoio contínuo de alunos, professores e colaboradores, a Camerata pretende não apenas crescer regionalmente, mas se consolidar como um espaço essencial para a prática e valorização da música de câmara.

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“Aves do Sul”: a beleza dos pássaros em registros fotográficos

Projeto criado em 2013 vem tendo continuidade com os encontros de birdwatching, que reúnem admiradores da vida silvestre   

Por João Miguel Rico Donini   

A fotografia é algo fascinante, com ela podemos registrar tantos momentos, sejam bons ou ruins, é uma arte atemporal. Foi através dela que Raphael Kurz Clasen de Oliveira, de 34 anos, conseguiu mostrar o seu trabalho ao mundo. Raphael era um estudante de Biologia, que trabalhava na Associação Rural de Pelotas, onde acompanhava de perto muitos animais. E, nesse tempo, apaixonou-se pelos pássaros, encantando-se com as cores e a diversidade de espécies que via no seu trabalho.

Por conta disso, comprou uma câmera, com o intuito de fotografar as aves e já pensando em como fazer as pessoas de Pelotas conhecerem a biodiversidade que está presente na região. Criou o projeto “Aves do Sul”, em 2013, um meio para tornar conhecidos os seus registros fotográficos. “Eu fiquei fascinado pelas aves, eu queria compartilhar esses registros para fazer mais pessoas conhecerem esse mundo”, recorda Raphael. Até este momento, ele não tinha nenhuma relação com a fotografia, mas foi através dela que encontrou uma forma de expressar o seu sentimento.

 

Raphael Kurz é o criador do projeto “Aves do Sul”

 

A paixão pelas aves já existia, já havia os registros fotográficos, mas em 2019 Kurz deu um passo maior. Transformou o “Aves do Sul” em um projeto de birdwatching, reunindo assim diversos amantes da vida dos pássaros para expedições no bioma Pampa, que, no Brasil, é exclusivo do Rio Grande do Sul. Para quem não sabe, o birdwatching, na sua tradução livre, significa observação de aves.

 

O tucano-de-bico-verde é uma das belas espécies observadas na região       Fotos: Raphael Kurz

 

A vida selvagem é sempre um mistério, por isso, para fotografar nesses locais é preciso tomar cuidado. “Se for para uma área aberta, tem que cuidar muito a questão do sol, proteger-se, a questão de cobras também, a natureza é um ser vivo. Em todos os momentos. temos que estar ligados, seja para não cair, para não tropeçar, não cair na água, como já aconteceu com alguns clientes, ao afundarem na lama, os cuidados são os mesmos que se for fazer uma trilha”, alerta Kurz.

 

Um maguari flagrado no momento em que captura uma cobra 

 

Tendo a fotografia como um instrumento de trabalho e de expressão estética, Raphael virou referência no assunto em todo o País. Os seus registros apresentam, com muita beleza, diferentes espécies de aves, diversas informações sobre as mesmas e, até mesmo, vários locais que não são tão conhecidos, por serem de difícil acesso.

 

O sanhaço-papa-laranja colore a paisagem com a sua presença

 

Raphael é um grande artista e conseguiu concluir com seu objetivo lá de 2013, que era mostrar a sua paixão para o mundo e fazer com que mais pessoas conheçam as aves e sua beleza. Hoje ele é um dos maiores nomes do birdwatching, cultura que vem crescendo muito nos últimos anos, e também da fotografia de aves, que apesar de serem coisas diferentes, caminham muito bem juntas. Fazendo uma analogia ainda ao mundo animal, o birdwatching e a fotografia são como os personagens do desenho animado de Disney “Timão e Pumba”. Funcionam separados, mas juntos são garantia de sucesso. Todos os registros de Raphael estão presentes na sua página no Instagram,  no seu site e no Wiki Aves, que é o maior portal sobre aves do Brasil.

 

O momento fascinante do voo  da marreca-colhereira foi eternizado pelas lentes de Raphael Kurz

 

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