Entrevista com DJ MichaCNR: Crescimento da cultura Hip Hop em Pelotas

Músico descreve detalhes da sua trajetória e sua visão sobre o cenário local         

Por Yan Freitas e Yasser Hassan

 

DJ MichaCNR vem liderando o movimento musical na cidade     Fotos: Divulgação  

         

Pelotas, uma cidade com uma rica história artística, é um verdadeiro celeiro cultural no extremo sul do Brasil. Ao longo dos anos, a cidade se destacou não apenas por seu patrimônio arquitetônico e histórico, mas também por sua forte cena cultural. Abriga uma série de manifestações artísticas, que vão desde a música e o teatro até a literatura e as artes visuais.

A cultura hip-hop está se expandindo com uma força impressionante, e um dos nomes que contribui para esse movimento é o DJ MichaCNR. Ele é a personificação de um artista que se encontrou na arte e cresceu com ela, ganhando notoriedade na cena cultural de Pelotas.

A pandemia, apesar de seus desafios, trouxe uma oportunidade única para MichaCNR, mergulhar no universo da produção musical, transformando um período de incerteza em uma jornada de aprendizado e crescimento. Para o músico, o hip-hop não é apenas um gênero musical; é uma missão de vida que o escolheu e o guia diariamente. Humildemente, ele se vê como parte de uma cena maior e crescente, uma força cultural do extremo sul que está se tornando uma referência nacional.

MichaCNR acredita na evolução contínua do movimento hip-hop no Brasil, mantendo suas raízes e missão de transformação social. Seus ídolos vão desde clássicos da música brasileira até colegas de profissão, todos contribuindo para sua jornada.  Mesmo com a maturidade adquirida ao longo dos anos, ele mantém a essência de seu estilo musical. Olhando para o futuro, está animado com os novos lançamentos e colaborações que estão por vir, demonstrando gratidão pelo caminho trilhado até aqui.

 

MichaCNR se considera nascido em Rio Grande, mas adotado por Pelotas

 

Veja os principais trechos da entrevista, em que ele fala de sua trajetória e visão sobre o cenário hip-hop na região:

Arte no Sul – Quem é o DJ MichaCNR?

MichaCNR Mais um sonhador brasileiro, feliz, muito feliz de poder exercer o trabalho da arte profissionalmente aos 36 anos de idade, nascido em Rio Grande, adotado por Pelotas, conhecido como Micha, mas nunca abandonando o Michael.

Arte no Sul – Como e quando surgiu a vontade de ser DJ e Beatmaker?

MichaCNR Na pandemia, as festas os eventos pararam né, na busca de alinhar a cabeça e não perder o foco, fui estudar produção musical.

Arte no Sul – Por que o Hip Hop?

MichaCNR Eu costumo dizer que não é nós que escolhemos a cultura, a cultura hip hop que escolhe. Hoje vivendo essa cultura no meu dia a dia, tudo faz sentido. Mais que um movimento e uma cultura, minha missão de vida.

 

Com sua expansão, cultura Hip Hop não pode perder suas origens

 

Arte no Sul – Como você vê a cena Hip Hop em Pelotas, sendo um dos principais representantes dela?

MichaCNR Não sei se sou um dos principais, mas sei que sou um que faz parte dela e que contribui com o seu crescimento. Pra ser bem honesto, a cena cultural do extremo sul do Brasil é gigantesca, dentro das suas possibilidades de alcance. Eu vejo isso como uma referência nacional até.

Arte no Sul – O Hip-Hop/Rap é um movimento negro, de resistência social e embate contra o sistema. Como tu enxergas a evolução do movimento ao longo dos anos no Brasil, e qual a mensagem que tu tentas passar através da tua arte?

MichaCNR A cultura hip hop cresceu muito, se profissionalizou muito também, hoje a gente vê elementos participando de grandes palcos, palestras, lançando livros, projetos super estruturados. Acho que a tendência é se expandir mais, espero que ela não perca suas origens, acredito que não vai, pois a cultura salvou e ainda salva muitas pessoas, independente da tecnologia, da evolução, ainda precisamos manter a base dela forte.

Arte no Sul – Quais são as tuas maiores referências dentro da música?

MichaCNR Eu tenho várias, algumas até estão entre os meus amigos, mas atualmente tenho ouvido algumas coisas que bate meu coração da música brasileira, tipo Cassiano, Dom Bene, Tim Maia e Djavan.

Arte no Sul – Quais mudanças você percebeu no seu set ao longo dos anos de carreira, e como você define seu estilo musical hoje?

MichaCNR Ainda sou aquele DJ romântico, carrego toca-discos, mixer, vinil, tenho isso como meu instrumento de trabalho, minhas ferramentas da obra, musicalmente estou mais maduro digamos assim.

Arte no Sul – Quais os projetos atuais e para o futuro?

MichaCNR Estou com um selo, tem alguns lançamentos de alguns artistas independentes da cidade, tô feliz com meu amadurecimento como DJ, acredito muito que tem muitas conexões e coisas boas por vir. E obrigado pela oportunidade de falar.

 

Trabalho do DJ MichaCNR vem inspirando público e músicos da região

 

A cena hip hop em Pelotas inspira jovens a explorar sua criatividade e a perseguir seus sonhos artísticos. O exemplo de figuras como DJ MichaCNR mostra que é possível transformar paixões em carreiras bem-sucedidas, incentivando novos talentos a emergir.

DJ MichaCNR é um exemplo do poder transformador do hip hop e de como a cultura pode crescer em qualquer lugar. Suas palavras e seu trabalho continuam a inspirar muitos, mantendo viva a chama do movimento hip hop em Pelotas e região.

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“O Poço 2″, uma continuação necessária

Produção dá sequência ao clima de extrema opressão e aponta para as desigualdades sociais       

Por João Victor Figueiredo Fagundes       

O filme espanhol “O Poço” tornou-se um fenômeno global em 2019. Sua sequência, “O Poço 2” (“El hoyo 2”), lançado no ano passado na Netflix, retoma o conceito distópico e expande a narrativa para uma reflexão ainda mais profunda sobre desigualdade, sobrevivência e a complexidade das relações humanas. Dirigido por Galder Gaztelu-Urrutia, o longa aborda questões sociais com uma crueza desconcertante, enquanto aprimora elementos técnicos e narrativos.

A trama se desenrola em um novo cenário dentro do poço, que agora revela níveis ainda mais subterrâneos, explorando o impacto de sistemas sociais opressivos em diferentes comunidades. A narrativa é pontuada por novos personagens que, assim como os do primeiro filme, estão presos à mecânica cruel da distribuição desigual de recursos.

Diferentemente do primeiro filme, “O Poço 2” investe mais tempo em revelar os bastidores desse sistema, proporcionando ao público uma perspectiva mais ampla da estrutura que rege o poço. Essa escolha adiciona camadas à história, permitindo uma reflexão mais profunda sobre as instituições que perpetuam desigualdades.

 

A cena clássica do racionamento dos alimentos para os presos dentro do poço  Fotos: Divulgação

 

O impacto do visual

Gaztelu-Urrutia mantém sua assinatura estilística, mas eleva o nível de sofisticação visual. A fotografia, assinada por Jon D. Domínguez, é marcada por tons sombrios e composições claustrofóbicas, que ressaltam a desesperança do ambiente. Em contrapartida, cenas que retratam momentos de resistência e solidariedade são banhadas por uma iluminação suave, sugerindo uma fagulha de esperança em meio à escuridão.

A direção também destaca performances intensas, com os atores entregando interpretações visceralmente autênticas. A câmera é usada como um meio de explorar a psicologia dos personagens, aproximando o espectador da complexidade de suas emoções e escolhas.

 

Perempuan (atriz Milena Smit) e Zamiatin (Hovik Keuchkerian) observam o nível inferior ao qual eles estão

 

Um espelho perturbador

“O Poço 2” se consolida como uma obra provocativa que transcende o entretenimento para se tornar um comentário social contundente. O filme faz uma crítica feroz às estruturas de poder e à dinâmica da desigualdade, abordando questões como a falta de empatia, o egoísmo humano e as consequências devastadoras de um sistema que privilegia poucos em detrimento de muitos.

A alusão à luta de classes é evidente, mas o longa também dialoga com temas contemporâneos, como a crise climática e a distribuição injusta de recursos naturais. É impossível assistir à obra sem refletir sobre as desigualdades do mundo real e o papel de cada indivíduo nesse cenário.

Uma sequência necessária

“O Poço 2” é mais do que uma sequência bem-sucedida; é uma obra que expande e aprofunda a proposta do original, consolidando-se como um marco na ficção distópica. Com uma narrativa envolvente, uma direção impecável e um impacto social significativo, o filme é uma experiência cinematográfica intensa e reflexiva. Para além do cinema, sua mensagem é um apelo urgente por mudança em um mundo cada vez mais marcado por desigualdades e injustiças.

Ficha técnica

Gênero: Terror, Ficção Científica

Direção: Galder Gaztelu-Urrutia | Roteiro Galder Gaztelu-Urrutia, David Desola

Elenco: Milena Smit, Hovik Keuchkerian, Óscar Jaenada

Duração: 1h 39min

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Professor de cinema de animação celebra desenho de imprensa

A obra do cineasta André Luis Porto Macedo tem fortes raízes nos quadrinhos, tiras e charges       

Por Vanessa Centeno Ferreira        

 

O professor André Macedo começou sua trajetória fazendo desenhos com cópias em papel carbono                                   Foto: Reprodução/Instagram

 

O professor do Curso de Cinema de Animação do Centro de Artes UFPel, André Luis Porto Macedo, é conhecido como o criador do Betinho e Libório, ambos personagens de tiras e charges muito lidas na região Sul gaúcha. Hoje o seu trabalho também vem ganhando versões audiovisuais, mas é inegável a importância de seu trabalho inicial com quadrinhos, charges e tiras. No ano passado, na Feira do Livro de Pelotas, o personagem Betinho recebeu uma homenagem com a sua escultura ao lado da de Mafalda, criação dos quadrinhos que completou 60 anos.

Em 2006, seu curta-metragem de animação “O jogo do osso” recebeu menção honrosa no Granimado (Festival de Animação de Gramado). Ele também é autor das animações “Irene na Casa do Blau” (2018). “Salada Mista” (2017), “Granmero & Flor” (2016), “Square Down” (2010), “Demoiselle” (2009), e “Melancia e Coco Verde” (2007).

Em uma conversa muito mais que legal, o professor André, natural de Pelotas, do bairro Simões Lopes, lembrou dos momentos da sua trajetória. Quando criança, desenhava amigos, familiares e animais de estimação. Fazia seus desenhos em papel carbono e distribuía para a população e, assim, divulgava o seu trabalho.

 

Uma das tiras com o personagem Betinho Imagem: Reprodução/Instagram

 

Naquela época, era difícil trabalhar em um jornal, mas aos poucos ele foi conquistando um lugar no meio profissional da imprensa. Trabalhou com jornalismo, fazendo tiras de quadrinhos, durante 35 anos. Começou como freelancer para o jornal Diário Popular de Pelotas, que infelizmente fechou suas portas em 12 de junho de 2024, sendo o terceiro mais antigo do Rio Grande do Sul. Desde a sua fundação em 27 de agosto de 1890, o veículo foi o principal jornal diário da Região Sul por anos.

O professor trabalhou com outros jornais simultaneamente, dez anos no Correio do Povo, em Porto Alegre, 15 anos no jornal de Ijuí e realizou alguns trabalhos fora do Estado por um período mais curto, além de jornalista em quadrinhos. Publicou 22 livros, entre eles, a obra mais vendida foi a coleção “Curtas e Grossas do Betinho e do Libório” (1996).  O projeto Garapa, criado em 2002, promoveu a distribuição de edições nas escolas, chegou a bater um recorde nacional, com 400 mil exemplares. A grande maioria dos seus livros foi publicada em quadrinhos.

 

Livro “Carne Viva” aborda complexidade dos grupos sociais

 

O livro “Carne Viva” (2018), com 362 páginas e mais de dois mil desenhos, foi publicado pela editora UFPel. Fala da torcida do time de futebol Pelotas e o contraste de desigualdade social na sociedade. É uma novela gráfica que conta histórias de uma sociedade em ebulição. Mas tudo disposto nas arquibancadas do estádio de futebol Bento Freitas, sede do Grêmio Esportivo Brasil (Xavante). Apesar do vínculo com um clube esportivo, o livro não fala sobre futebol. Toda a narrativa se volta para a natureza humana e para os múltiplos perfis que povoam e se coletivizam no estádio. Outra publicação recente de André foi “Irene: o pão de Mia e a Tuba Velha”, lançada em 2022.

 

Um auto-retrato ilustra a página do Instagram de André Imagem: Reprodução/Instagram

 

Betinho e sua turma

Os personagens Betinho e a sua família são bem conhecidos e fazem a alegria dos leitores pelotenses em tiras e charges. Há também os personagens sugeridos pelas torcidas e times de futebol, que são as equipes pelotenses do Xavante e do Lobo. A inspiração para a criação dos personagens são pessoas que André conheceu ao longo da sua vida nas mais diversas situações. O Libório, por exemplo, tem os pés de alguém que ele conheceu em um dia de inverno, na parada de ônibus para o bairro Pestano, em Pelotas. Com todo o frio, o homem estava de ponche, mas com um chinelão e com o dedão de fora. Esse senhor, visto em um rápido momento, tem a sua lembrança eternizada através do personagem Libório desenhado por André.

 

Libório e sua esposa Jurema garantem diversão com suas histórias

 

O seu Campêlo era dono de um boteco, onde se vendia muitos produtos, desde cigarros até revistas usadas. André costumava comprar ali edições de quadrinhos usadas por vinte centavos. Esse senhor que atendia no estabelecimento também é uma parte da personalidade de Libório.

Já o personagem Betinho é o mais curioso e agitado, pertencente de uma tribo indígena. Recentemente a Prefeitura de Pelotas, através da Secretaria da Cultura (Secult), fez uma homenagem a essa criação com uma escultura em um dos bancos da praça Pedro Coronel Pedro Osorio, inaugurada durante a Feira do Livro do ano passado. André se alegrou muito e disse que isso está contribuindo para a divulgação do seu trabalho pelo mundo inteiro. Betinho está na praça ao lado de Mafalda (personagem criada pelo argentino Quino em 1964).  

 

Mafalda e Betinho são as novas esculturas que integram Centro Histórico de Pelotas Foto: Rodrigo Chagas/Divulgação

 

Esta realização foi por iniciativa da professora Luciane Martins, do Centro de Letras e Comunicação da UFPel, que tem pesquisado a personagem Mafalda. Viabilizadas com recursos de instituições privadas e apoio da Prefeitura, as esculturas marcam os 60 anos da Mafalda e os 40 do curso de Letras, do Centro de Letras e Comunicação da UFPel (CLC). A iniciativa fez parte de um projeto Mundial de Mafaldas, com esculturas em homenagem à menina sexagenária espalhadas pelo mundo.

O professor André ficou muito feliz com a iniciativa da então prefeita Paula Mascarenhas, em 2024, e pelo convite de sua colega no Centro de Letras. O professor continua atuando com narrativas, quadrinhos e cinema, de tudo um pouco, sempre produzindo.

 

Um dos maiores sucessos editoriais do autor traz uma conhecida família de personagens

 

Jornalismo em quadrinhos

O mundo do jornalismo em quadrinhos para alguns leitores leigos pode soar como algo infantil por ter uma linguagem mais simples e mensagens de fácil compreensão. Mas é primeiramente um modo de escrever jornalismo ou apresentar os fatos de uma maneira em que a imagem desenhada e o texto interagem. “É como aquele conhecido provérbio, uma imagem vale mais que mil palavras”.

O início do desenho de imprensa no Brasil teve um pioneiro gaúcho, Manuel de Araújo Porto-Alegre, que fazia charges e caricaturas.  Pode-se fazer, no entanto, uma viagem no mundo do jornalismo em quadrinhos. Essa prática profissional já tem lá seus cento e cinquenta e seis anos de história e foi em 30 de janeiro de 1869 na revista Vida Fluminense que foi publicado o primeiro jornalismo em quadrinhos no Brasil, “As Aventuras de Nhô-Quim”. E o seu criador foi ítalo-brasileiro Angelo Agostini.   Nhô-Quim era um típico representante do homem comum, com suas situações cotidianas e aspectos da sociedade, o autor retratava temas sociais, políticos e culturais do Brasil daquela época.       

 

O personagem Nho-quim de Angelo Agostini  marca o início das histórias em quadrinhos no Brasil

                                                                                                                                  

Apesar do trabalho de Agostini, quem aparece como pioneiro nas reconstituições históricas, geralmente é o norte-americano Richard Felton Outcault, com seu personagem Yellow Kid, criado em 1896. Ele é citado como o primeiro a publicar histórias em quadrinhos no mundo, pois o nosso querido Angelo Agostini não foi considerado como tal pelo fato de suas histórias em quadrinhos não conterem balões, o que caracterizaria esse tipo de jornalismo. Mas há outros precursores de outras nacionalidades. Em 1833, a criação do jornalismo em quadrinhos começou com o suíço Rudolf Töpffer com “Historie de Mr. Jabout” e o alemão Willhelm Busch, com “Max und Moritz”, de 1865, traduzidos no Brasil em 1950 e 1960, respectivamente.

 

Charge “A campainha e o cujo”, de Manoel de Araújo Porto-Alegre     Imagem: Reprodução/Biblioteca Nacional

 

Presença rio-grandense

No jornalismo desenhado, há o gaúcho Manoel de Araújo Porto-Alegre nascido em 1806 na cidade gaúcha de Rio Pardo. Ele começou estudando pintura e desenho aos 16 anos de idade, momento que adota o sobrenome Porto-Alegre em referência ao estado que nasceu. Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1827, ingressando na Academia Imperial de Belas Artes, onde estudou com o francês Jean-Baptiste Debret. Em 1831, viaja com Debret para a Europa, tendo lições com outros grandes mestres da França, da Itália, da Inglaterra e da Bélgica. Por lá conheceu as publicações humorísticas de caricaturas políticas que circulavam no continente.

Ao regressar ao Brasil em 1837, Porto-Alegre publica no Jornal do Commercio do Rio de Janeiro, no dia 14 de dezembro. A charge intitulada “A campainha e o cujo” era uma crítica contra a prática do governo de cooptar jornalistas para trabalhar no Correio Oficial.

Assim como Porto-Alegre, o professor André, atualmente é uma inspiração para quem sonha em trabalhar com animação, jornalismo em quadrinhos, tiras ou charge. Ele ainda vivenciou a época antes da internet, em que as publicações impressas eram a maior oportunidade para os desenhistas, embora com limitações. Ele foi para além disso, e seu sucesso sempre está em saber observar o cotidiano, a cultura local e expressar suas vivências e pontos de vista através dos quadrinhos.

Veja os links para acompanhar os trabalhos de André Macedo:

Instagram, Youtube, Facebook e Site.

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Parabéns André Luis ! Meu sobrinho querido mereces todo o sucesso e homenagens recebidas.Fi fizeste por merecê-las com teu talento e criatividade. Fico muito feliz quando leio sobre tua trajetória brilhante. Nossos queridos no mundo espiritual devem também estar orgulhosos do teu sucesso. Te amo e não esqueço da tua infância quando morávamos juntos, às vezes, com tuas travessuras, deixavas tua mãezinha preocupada e nós também. Tua história é um exemplo de que, quando se tem um sonho, não há dificuldade que nos faça desistir dele. És um vencedor! Quem sabe a gente um dia se encontra ainda nesse plano, se não der, será no mundo espiritual. Recebe o meu carinho. Bjo.

Zeila Macedo de Lima

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Festival premia curtas e videoclipes em Bagé

Mostra Regional da Fronteira teve cerimônia de premiações no sábado

 

Centro Histórico Vila de Santa Thereza sediou encontro de cinema e  trouxe de volta à cidade Baile no Tempo das Marchinhas                                Foto: Anderson Coka

 

A Mostra Regional do XVI Festival Internacional de Cinema da Fronteira reuniu em Bagé, na semana passada, de 6 a 8 de fevereiro, vários cineastas gaúchos. Na noite de sábado, foram anunciados os vencedores das mostras competitivas de curtas-metragens e videoclipes. O festival aconteceu no Centro Histórico Vila de Santa Thereza e trouxe de volta à cidade o tradicional Baile no Tempo das Marchinhas. Dentre os premiados, estiveram os representantes de Pelotas, Eduarda Barcelos, Gabriel Leão,  Edneia Brazão,  Gabriel Alonso  e Roberta Silva.

 

Videoclipe pelotense “Menino” recebeu Menção Honrosa   Foto: Roberta Tavares/Divulgação

 

“Chibo”, produção de Tiradentes do Sul, de Gabriela Poester e Henrique Lahude, foi eleito o melhor curta da Mostra Regional. Da cidade de Novo Hamburgo, “Pastrana”, de Gabriel Motta e Melissa Brogni, recebeu melhor direção e melhor filme pelo júri popular. Outro destaque foi “Intragável Vinho Tinto”, de Uruguaiana, que levou os prêmios de direção de arte e o Prêmio Bolsa AIC (Academia Internacional de Cinema). Os vencedores entre os videoclipes foram “Farol”, de Jonathan Pereira (Santa Maria), melhor videoclipe do evento; e os pelotenses “Kiss On The Cheek”, de Gabriel Alonso, eleito melhor videoclipe segundo o júri popular e “Menino”, de Roberta Silva, que recebeu menção honrosa.

 

                                      O filme “Chibo”, representante de Tiradentes do Sul foi escolhido o melhor curta-metragem                                       Foto: Gabriela Poester/Divulgação

 

 

A jurada Drika Collares  entrega Menção Honrosa para atriz Edneia Brazão             Foto: Ana Paula Ribeiro

 

“A mostra volta às suas origens, que é a celebração da identidade e do pertencimento em um momento de retomada da cidade e de encontro com a cultura popular”, acredita Zeca Brito, secretário de Cultura do município. “É a afirmação de que a tecnologia pode caminhar junto com a memória e a vontade da população”, conclui. O júri de curtas foi formado por Drika Collares, Flávia Rocha e Maria Samara, enquanto os jurados da categoria de videoclipes foram Guilherme Monteiro, Lucas Barros e Negra Jaque.

 

A entrega dos  prêmios  da Mostra Regional da Fronteira aconteceu no sábado        Foto: Ana Paula Ribeiro

 

A Mostra Regional da Fronteira é uma realização da Associação Pró Santa Thereza. A promoção é da Prefeitura Municipal de Bagé através da Secretaria Municipal de Cultura, com apoio institucional do Instituto Federal Sul Rio-grandense (IFSul), Centro Universitário da Região da Campanha (Urcamp), Universidade Federal do Pampa (Unipampa), e Jornal Minuano. O evento é realizado com recursos da Lei Complementar 195/2022, Lei Paulo Gustavo, apresentado pelo Ministério da Cultura, Governo Federal, e financiado pelo IECINE, Pró Cultura RS e Secretaria da Cultura do Estado do RS.

Premiados:

Categoria Curtas-Metragens

Melhor Direção de arte: João Chimendes e Felipe Oliveira, por “Intragável Vinho Tinto” (Uruguaiana)

Melhor montagem: Eduarda Barcelos e Gabriel Leão, por “Em Nome da Rua” (Pelotas)

Melhor fotografia: Lucas Heitor Beal Sant’Anna, por “A Grande Torre” (Dois Irmãos”, Ivoti, Porto Alegre)

Melhor roteiro: Boca Migotto, por “Janeiro” (Porto Alegre)

Melhor Atuação: Clemente Viscaíno, por “Janeiro”

Melhor Direção: Gabriel Motta e Melissa Brogni, por “Pastrana” (Novo Hamburgo)

Melhor filme: “Chibo”, de Gabriela Poester e Henrique Lahude (Tiradentes do Sul)

Prêmio Bolsa AIC (Academia Internacional de Cinema): João Chimendes, por “Intragável Vinho Tinto”

Menção Honrosa para Carmen Moreira, por “Átila Sá Siqueira: um nome para lembrar” (Bagé)

Menção Honrosa para atuação de Edneia Brazão, por “Não tem Mar nessa Cidade” (Pelotas)

Melhor Filme Júri popular: “Pastrana”, de Gabriel Motta e Melissa Brogni

Categoria Videoclipes

Melhor Videoclipe: “Farol”, de Jonathan Pereira (Santa Maria)

Melhor Videoclipe Júri Popular: “Kiss On The Cheek”, de Gabriel Alonso (Pelotas)

Menção Honrosa: “Menino”, de Roberta Silva (Pelotas)

Visite a página do Instagram da Mostra.

 

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“Wicked” traz magia e encanto dos musicais

O universo de “O Mágico de Oz” ressurge com uma história ainda não revelada     

Por Julia Radmann Tomm      

 

Produção cinematográfica indicada a dez prêmios Oscar 2025 conta com elenco de grandes nomes               Fotos: Divulgação

 

O tão aguardado filme musical “Wicked” chegou aos cinemas em novembro de 2024, trazendo consigo a magia e o encanto do famoso musical da Broadway. Ambientado no universo de “O Mágico de Oz”, o longa se passa muito antes dos eventos protagonizados por Dorothy e revela a fascinante história não contada das bruxas de Oz. Por meio de um roteiro bem estruturado, acompanhamos como Elphaba e Glinda se tornaram as icônicas figuras da narrativa clássica.

Uma das maiores alegrias para os fãs do musical é a fidelidade com que o filme adapta a peça original. Com pouquíssimas alterações, “Wicked” mantém a essência e a magia do espetáculo teatral, incluindo todas as músicas que ganham novas camadas de emoção nas vozes de Cynthia Erivo e Ariana Grande, intérpretes de Elphaba e Glinda, respectivamente.

A cenografia é um dos pontos altos do filme, transportando o público para o rico e detalhado universo de Oz. Cada cena apresenta um novo cenário deslumbrante, que não apenas enriquece a narrativa, mas também intensifica a imersão de quem assiste.

Com duração de 2h40min, o filme flui de maneira tão envolvente que o tempo passa sem ser percebido. Isso se deve, em grande parte, à incrível dinâmica entre os personagens e às performances marcantes do elenco.

 

A popstar Ariana Grande faz o papel de Glinda e concorre ao Oscar de “Melhor Atriz Coadjvante”

 

Ariana Grande, conhecida mundialmente como cantora, surpreende com uma atuação impecável. Interpretando Glinda, a futura “Bruxa Boa”, Ariana entrega uma personagem complexa, mimada e inocente, mas extremamente cativante. Seu desempenho é tão convincente que, por alguns momentos, esquecemos que é a popstar quem dá vida à personagem.

Já Cynthia Erivo, com sua experiência em musicais da Broadway, brilha intensamente como Elphaba, a futura “Bruxa Má do Oeste”. Sua voz potente emociona e arrepia, enquanto sua atuação transmite toda a profundidade e os conflitos internos da personagem. A escolha de Cynthia para o papel não poderia ter sido mais certa.

 

Trazendo sua experiência no teatro a atriz Cynthia Erivo emociona com as canções no papel de Elphaba

 

Jonathan Bailey, conhecido por seu papel na série “Bridgerton”, é uma grata surpresa no papel de Fiyero. Demonstra uma habilidade vocal e uma presença de palco impressionantes. Sua performance nas cenas de dança e sua interpretação na canção principal de Fiyero conquistam o público e mostram um lado não tão conhecido do ator.

Além do elenco talentoso, que também inclui atores incríveis como Michelle Yeoh, interpretando Madame Morrible e Jeff Goldblum como Mágico de Oz, “Wicked” encanta pelos seus visuais impecáveis. Os cenários construídos com detalhes minuciosos, e as sequências de câmera cuidadosamente coreografadas elevam o filme a outro nível. A direção de Jon M. Chu é outro destaque, trazendo aos fãs uma surpresa emocionante e inesperada que conecta o filme ainda mais à peça original e, assim como o espetáculo da Broadway, o filme é dividido em dois atos, o que intensifica a expectativa do público pelo desfecho. A data de estreia da segunda parte do filme, que leva o nome de “Wicked: For Good”, é no dia 20 de novembro de 2025. E a expectativa é que os cinemas se encham de fãs ansiosos para acompanhar o desfecho do filme.

 

Jonathan Bailey

Jonathan Bailey surpreende nas cenas com música, dança e coreografias

 

“Wicked” não é apenas um filme musical; é uma celebração da amizade, da superação e da magia que só o universo de Oz pode proporcionar. Com uma história envolvente, atuações memoráveis e uma produção visual impecável, o filme se consolida como um dos maiores lançamentos de 2024.

Não é surpresa que “Wicked” esteja concorrendo ao Oscar em dez categorias, reafirmando seu impacto no cinema e no coração dos fãs. Cynthia Erivo e Ariana Grande estão concorrendo ao Oscar nas categorias de “Melhor Atriz” e “Melhor Atriz Coadjuvante”, respectivamente. O filme do diretor Jon M. Chu recebeu outras oito indicações, destacando-se nas categorias de “Melhor Filme”, “Melhor Trilha Sonora Original”, “Melhor Figurino” e “Melhor Edição”. Para quem ama musicais ou simplesmente aprecia uma boa história sobre amizade e repleta de magia, este é um filme que não pode faltar na sua lista.

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Orquestra Jovem Sesc Brasil deixa sua marca no Festival Internacional de Música em Pelotas

Evento encerrou na sexta, dia 31 de janeiro, e o grupo de 58 jovens musicistas gaúchos e de nove estados brasileiros fez concerto dia 29, no Theatro Guarany      

Por Lylian Santos     

 

Integrantes da Orquestra Jovem têm entre 14 e 29 anos e tocam diversos instrumentos musicais    Foto: Paulo Rossi/Divulgação

 

Até sexta-feira (31), Pelotas recebeu a 13ª edição do já tradicional Festival Internacional Sesc de Música. Alunos e professores de diversos estados e países deslocaram-se para a cidade para participar do evento.

Desde o começo do Festival, em 20 de janeiro, um grupo de 58 jovens musicistas de nove estados brasileiros, além do Rio Grande do Sul, se reuniu para ensaiar todas as tardes, no Theatro Sete de Abril. Após mais de uma semana de preparação, a Orquestra Jovem Sesc Brasil fez sua principal apresentação na noite de quarta-feira (29), no Theatro Guarany, marcando o quinto encontro do grupo. Sob a regência do carioca Geovane Marquetti, o repertório trouxe música de concerto e popular.

Os integrantes da Orquestra Jovem têm entre 14 e 29 anos e tocam os mais variados instrumentos musicais de cordas, madeiras, metais e percussão. Eles integram projetos de musicalização de Orquestra Jovem das unidades do Sesc em Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Roraima, Sergipe e do Polo Socioambiental do Sesc Pantanal. Há também alunos da Orquestra Estudantil do Areal, da Orquestra Municipal de Pelotas e, pela primeira vez, da Orquestra Jovem do Sesc RS.

Natural de Volta Redonda (RJ), Marquetti é completamente favorável a projetos sociais de incentivo à musicalização e conta que é egresso de uma dessas iniciativas. Ficou 14 anos no Projeto Volta Redonda Cidade da Música, formou-se e tornou-se professor do mesmo projeto. Atualmente, mora em Porto Alegre e integra a Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (Ospa), a Orquestra Theatro São Pedro (POA) e a Sphaera Mundi Orquestra. 

“Eu vejo isso como uma oportunidade de profissionalizar e de motivar um pouco esse sonho de ser músico, pois não é tão fácil no Brasil ser músico de concerto. Muitos deles não tiveram a oportunidade de tocar em uma orquestra sinfônica, é a primeira vez. Então, aqui, a gente está para fazer esse intercâmbio desse sonho, regar um pouquinho essa semente para que eles possam realizar esse sonho de se tornar profissionais da música. O Festival proporciona aulas e concertos menores. E esse concerto de gala eu acredito que é um divisor de água na vida deles, dando um combustível a mais para o ano deles”, comentou o regente.

As atividades do Festival possibilitaram intercâmbio cultural e musical, além da capacitação de alunos, professores, instrutores e coordenadores dos projetos do Sesc. Para além dos espaços tradicionais de apresentações culturais, subgrupos de câmaras formados pelos jovens tiveram a oportunidade de levar arte a locais como hospitais, unidades de cuidados e paróquias, ampliando o acesso à música para diferentes públicos.

Por sua vez, o objetivo do projeto Orquestra Jovem Sesc Brasil, criado em 2004, é transformar a vida de muitos jovens por meio da música. Mais do que somente ensinar a tocar instrumentos, a iniciativa também estimula o encontro dos alunos como uma forma mais ampla de desenvolvimento artístico e profissional.

 

Diego Amorim (trompete) e Diogo Amorim (oboé) viajaram mais de quatro mil quilômetros para apresentação no evento Foto: Lylian Santos

 

Gêmeos maranhenses

Dentre os integrantes da Orquestra Brasil, os irmãos gêmeos Diego e Diogo Amorim, de 29 anos, naturais do Maranhão, participam pela segunda vez do festival. A primeira vinda a Pelotas foi em 2020 também para tocar na Orquestra Jovem. Ambos fazem parte do Projeto Sesc Musicar Maranhão desde 2016 e são graduados em Licenciatura em Música. “É uma grande oportunidade estar aqui e poder colher um pouco do conhecimento que esses grandes professores, referências internacionais, vêm aqui para nos passar”, disse Diego.

“O Sesc Musicar foi bem fundamental por conta de ser um projeto que possibilita essa prática de orquestra e, também, acabou proporcionando participar do Festival na edição de 2020 e neste ano também. Só que, no meu caso, com dois instrumentos diferentes. Na primeira edição, eu vim como saxofonista e, neste ano, eu vim com o oboé. Estou tendo essa oportunidade de conhecer outras pessoas e, também, estar apreciando os conhecimentos dos professores, principalmente os de outros países. Eles trazem muitos ensinamentos, um pouco de conhecimento da didática deles que a gente vai levando para os nossos alunos”, explicou Diogo.

O contato com a música vem de muito antes. Diego contou que os estudos de prática e teoria da música iniciaram em 2007. Em 2010, ele e seu irmão começaram a participar de uma banda escolar. Mais adiante, surgiu a oportunidade do Sesc Musicar. O músico ressaltou que esse projeto acabou aparecendo como uma oportunidade de um maior aprendizado sobre as práticas de orquestra e de banda. Ao falar de inspiração, Diogo citou a força das bandas de música no Maranhão, de desfiles de bandas militares e marciais. “A gente já participava e assistia essas bandas, e, com o tempo, fomos querendo ter esse contato mais próximo com os instrumentos musicais”.

Segundo Diego, os projetos Sesc vão além da música, eles podem mudar vidas. “Com certeza fez uma grande diferença para nós, porque apesar da pessoa entrar no projeto e não seguir a carreira de músico, com certeza, os ensinamentos de disciplina, respeito, solidariedade com o colega, tudo isso vai influenciar, seja qual for a profissão que ele seguir adiante. Então, essa parte mais social mesmo, que o Sesc trabalha, também é influenciada por essa parte musical. Estão bem relacionadas e nos direcionam para um bom começo”.

 

Orquestra Jovem Sesc RS

Outra novidade é que, pela primeira vez, o Rio Grande do Sul conta com sua própria Orquestra Jovem Sesc, formada por alunos da região. O projeto, iniciado em Pelotas neste mês de janeiro, já permite que os participantes selecionados integrem as classes do Festival.

Com 40 alunos, 20 para a classe de violino, 10 para a classe de viola, seis para a classe de violoncelo e quatro para a classe de contrabaixo, a orquestra tem o objetivo de estimular o desenvolvimento artístico individual do aluno, com um trabalho de socialização e vivência musical em conjunto, oferecendo, por meio das aulas, ensaios e apresentações musicais, atividades que contribuem para a formação da cidadania dos integrantes. O projeto é direcionado para jovens de 15 a 19 anos.

O maestro da orquestra Jovem Sesc RS, Thiago Perdigão, está desde o início da orquestra e é o segundo projeto de grande porte que participa como regente titular. Perdigão contou que a iniciativa recebeu mais de 100 inscrições e foram ouvidos mais de 70 alunos nas audições. “Em relação à primeira semana do projeto, foi bem interessante, a gente fez, inclusive, uma abertura para os alunos, quando os professores tocaram e vieram autoridades da cidade, sejam vinculadas à Prefeitura, sejam relativas ao Sesc, Senac e Fecomércio. Já na primeira semana funcionou bem, estruturamos horários de estudos, das aulas teóricas e práticas com os professores”.

O regente se mostrou animado com o projeto. “Para mim é muito incrível poder contribuir com a cultura de Pelotas, a expansão cultural nesse sentido, da música de concerto, da música de orquestra. E, na verdade, é um sonho meu e de muitas pessoas na cidade, já que nunca houve uma orquestra permanente. Então, está sendo incrível poder participar disso como regente e poder contribuir com o Sesc, com o projeto e com a comunidade, já que vai ser um processo que vai acabar estimulando a música em geral. A ideia é que a gente não fique apenas na cidade, mas circule pelo Estado com o projeto, talvez até fora do Estado”.

“Além do âmbito cultural do projeto e musical propriamente estético, com certeza vai ser uma evolução para eles no sentido humano e social, já que eles, em primeiro lugar, estão convivendo com jovens diferentes no próprio Festival, com pessoas de outros Estados e tudo isso faz parte desse crescimento social e humano. A  própria música também tem uma função humanizadora; ela não é apenas estética, mas também tem esse lado de que o músico, através da música, consegue se comunicar com outras pessoas. Então, isso aí, com certeza, muda a vida de muitos jovens, inclusive, às vezes, até dá um sentido a mais para aqueles que querem seguir carreira”, explicou Perdigão.

 

          Maestro carioca Geovane Marquetti regeu Orquestra Jovem Sesc Brasil com repertório de música de concerto e popular                                 Foto: Paulo Rossi/Divulgação

 

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50º Festa de Iemanjá reúne milhares de pessoas em celebração de cultura e religiosidade

Turistas e população local estiveram presentes para celebrar o Jubileu de Ouro com procissão luminosa e manifestações artísticas     

 

Por Isadora Jaeger e Maria Clara Goulart   

 

Público assiste a chegada da procissão luminosa à estátua de Iemanjá            Foto: Maria Clara Goulart

 

Realizada entre os dias 31 de janeiro e 2 de fevereiro no Balneário Cassino, a Festa de Iemanjá atingiu a marca de 50 edições, celebrando seu Jubileu de Ouro.  Considerado um dos maiores eventos religiosos do sul do Brasil, o evento reuniu milhares de devotos, turistas de diferentes regiões do país e moradores de Rio Grande para homenagear a Rainha das Águas.

A programação cultural do evento incluiu apresentações de grupos de maracatu, rodas de samba e capoeira, além de uma exposição fotográfica sobre a história da festa. Oficinas de turbantes e percussão também fizeram parte da agenda, promovendo conhecimento sobre a herança africana na cultura brasileira. Durante todo o evento, o Campo do Praião foi o principal ponto de encontro, abrigando uma feira de artesanato, apresentações musicais e manifestações culturais.

 

A mostra cultural de música ocorreu no Campo do Praião,  principal ponto de encontro   Foto: Isadora Jaeger

 

O ponto alto da festa é a tradicional procissão luminosa, realizada na noite de sábado. Os fiéis, juntamente da imagem da orixá, caminharam pela avenida Rio Grande até a estátua de Iemanjá, entoando cantos e levando oferendas e velas, em uma demonstração de devoção e espiritualidade que atraiu não apenas os religiosos, mas também o público em geral.

Luiz Arthur Telles, turista de Santa Catarina, que acompanhou a caminhada, destacou o impacto cultural da celebração. “Passo a temporada aqui no Cassino e a Festa de Iemanjá é um momento muito especial. É visível como a comunidade acompanha a procissão e participa do evento, seja dando alguma oferenda ou apenas assistindo, mesmo sem necessariamente estarem aqui por motivos religiosos”, comentou.

 

Fieis preparam as oferendas para a Rainha das Águas                   Foto: Isadora Jaeger

 

Para Pai Jorge de Xangô, líder espiritual, a celebração também é um ato de resistência contra o preconceito religioso. “Por muitos anos, nossos cultos foram marginalizados. Hoje, ver essa expressão de fé e cultura ocupando um espaço tão grande é uma vitória. A nossa religião também faz parte do Brasil, e momentos como este mostram a força da nossa tradição”, afirmou.

O fuzileiro naval Saulo Tavares reforça as palavras de Pai Jorge, destacando que, por muito tempo, essas manifestações não tiveram o reconhecimento e o espaço que conquistaram hoje. “É importantíssimo este evento ocorrer e tomar essa grande proporção. Por muitos séculos nossos cultos foram segregados, mas a verdadeira essência sempre prevalecerá. Hoje, a melhor maneira de demonstrar a resistência é levar a alegria de se viver livre, este era o sonho dos nossos antepassados”.

Saulo foi também um dos fieis que completou a tradicional peregrinação do Centro da cidade até a estátua de Iemanjá, percorrendo a ERS-734 e a BR-392. “É uma experiência única, em que se deve prestar atenção aos pensamentos, pois Iemanjá está em tudo e se faz muito presente. Participar deste momento significa reafirmar esses votos com a Mãe Geradora, ela que acolhe todos sem distinção”, ressalta Tavares.

 

Palco Principal recebe atrações na noite do dia 1º de fevereiro       Foto: Isadora Jaeger

 

Claudio Henrique Moraes, que participou pela primeira vez da caminhada, também relatou sua experiência. “Não pertenço à nenhuma religião, mas fiz uma promessa de que completaria o percurso a pé caso conseguisse me aposentar. Atravessar essa jornada foi emocionante e cansativo, mas traz um sentimento de orgulho”, relatou. Durante o trajeto, a Brigada Militar garantiu a segurança dos participantes e pontos de apoio ofereceram água e frutas aos peregrinos, bem como lugares com sombra e sanitários.

 

Público caminha pela ERS-734 até o Balneário Cassino        Foto: Giovana Costa/ Arquivo Pessoal

 

A relação da cidade de Rio Grande com o mar também se reflete na celebração de Nossa Senhora dos Navegantes, padroeira dos pescadores e navegantes. Comemorada no dia 2 de fevereiro, simultaneamente à Festa de Iemanjá, a santa católica também simboliza proteção e conexão espiritual com as águas, evidenciando a fé e devoção dos moradores com as forças do oceano, aspectos que têm grande valor cultural para a cidade do Rio Grande.

 

Fieis carregam imagem de Iemanjá durante procissão          Foto: Maria Clara Goulart

 

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História em quadrinhos de ficção científica tem inspiração em dito popular

A obra “Primeiro Londres, Depois Pelotas” foi lançada no evento Mucha Arte, no restaurante Madre Mia, onde os desenhos da HQ estão em exposição até abril         

Por Lylian Santos        

 

Ideia surgiu da crença popular de que Pelotas é a segunda cidade mais úmida do mundo, atrás apenas de Londres Imagem: Divulgação

 

Pelotas virou cenário da história em quadrinhos de ficção científica “Primeiro Londres, Depois Pelotas”. A publicação foi lançada em dezembro do ano passado, com financiamento do Fundo Municipal de Cultura de Pelotas (Procultura). O tema da obra é tão fundamental para a identidade da cidade quanto os doces produzidos na região: a umidade da Princesa do Sul, que não passa despercebida por moradores e visitantes.

A ideia surgiu da crença popular de que a cidade é a segunda mais úmida do mundo, atrás apenas de Londres. Na trama, a Terra se prepara para ser engolida por um buraco negro e as cidades mais úmidas, as primeiras vítimas, são tomadas pelo mofo. Após o desaparecimento da capital da Inglaterra, Pelotas deve ser a próxima a sucumbir.

É nesse contexto apocalíptico que os protagonistas Daniel e Bruna vivem as incertezas de um romance recente, mesclando melancolia e emoção enquanto se encontram pela última vez antes do “fim do mundo”.

O enredo utiliza elementos de fantasia e ficção científica para falar de temas essencialmente reais e humanos: a necessidade de conexão e a dificuldade de expressar os sentimentos. A base da história foi desenvolvida ainda durante a pandemia da Covid-19.

A HQ é fruto do trabalho coletivo de uma equipe formada pelos artistas André Berzagui (roteirista), Vitor Wiedergrün (ilustrador), Manu Schiavon (diretora de arte), Ananda Valle (diagramadora) e Lauren Mattiazzi Dilli (produtora). A obra foi lançada no dia 9 de dezembro, durante o evento Mucha Arte, no restaurante Madre Mia (Rua Santa Cruz, 2200, bairro Centro, Pelotas), onde as ilustrações da HQ ficam em exposição até abril.

O projeto, que também contou com uma campanha de financiamento coletivo bem-sucedida no site Catarse, arrecadou 260% acima da meta inicial, viabilizando a impressão de exemplares físicos. Em um mês, foram arrecadados cerca de R$ 4,6 mil – mais que o dobro do objetivo inicial. O diferencial da iniciativa é a venda direta em eventos, proporcionando aos fãs de quadrinhos a oportunidade de interação com os criadores da obra. No Natal, a história foi disponibilizada no site FlipTru  e a produção pode ser acessada de forma gratuita. Para quem preferir na modalidade impressa, o livro está à venda no Sebo Icária (rua Tiradentes 2609, bairro Centro de Pelotas). 

 


A história em quadrinhos imagina espaços públicos de Pelotas no fim do mundo       Imagem: Reprodução/redes sociais

 

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Detonautas: uma banda com o coração gaúcho

De jovens visionários a um grupo de renome nacional com mais de 20 anos de carreira      

Por Adriana Cunha   

     

O líder da banda Tico Santa Cruz  cercado pelos fãs na gravação do show acústico em 2023   Foto: Faab Santos/Divulgação

 

Desde a sua criação, a banda Detonautas foi pioneira em explorar as possibilidades do mundo virtual, porém também sempre visou a experiência do palco e da vida real para existir. Com o nome original Detonautas Roque Clube, já fez turnês pelo Japão, Estados Unidos e Europa. Desde o início estiveram presentes Tico Santa Cruz (vocais) e Renato Rocha (guitarra e vocais de apoio). Atualmente, completam a formação Phil Machado (guitarra e vocais de apoio), André Macca (baixo) e Fábio Brasil (bateria). E, apesar de ter o Rio de Janeiro como a sua base a partir de 1997, o Rio Grande do Sul tem um papel fundamental nessa história.

O Arte no Sul teve a oportunidade de conversar com o guitarrista, Renato Rocha, para trocar uma ideia sobre a carreira do grupo e sua relação com o nosso estado, nossa música e nossa cultura.

Tudo começa, como recorda Renato, no final de 2002, quando o solo gaúcho é o primeiro destino da tour do álbum oficial de estreia do Detonautas. Desde então foram muitas visitas em diferentes palcos e diferentes estruturas e contextos, de festivais como o Planeta Atlantida, às casas clássicas de show como o bar Opinião em Porto Alegre, o palco do Theatro Guarany em Pelotas e outras cidades no interior do estado.

              Após pandemia, show em Santa Maria retomou apresentações no estado dia 14 de dezembro                   Foto: Adriana Cunha

 

Contatos com a cena local

Nessas visitas e pela presença no cenário nacional de Rock, a banda também entrou em contato com nossa cena local, tanto bandas que tiveram projeção nacional quanto aquelas que tiveram maior destaque nos palcos do estado. Sendo uma dessas bandas o De Falla, referência dos anos 80, cujo vocalista Edu K foi produtor do terceiro álbum do Detonautas.

Alguns outros nomes dessa lista são Comunidade Nin Jitsu, Nenhum de Nós e Papas da Língua, bandas com quem dividirão, no mês de maio, o palco nos festivais É Claro Que é Rock, em Passo Fundo, e o Lord Music Festival, em Novo Hamburgo. Também foram lembradas as bandas Tequilla Baby, TNT, Acústicos e Valvulados, Stereobox, Engenheiros do Hawai e Wander Wildner, de quem Renato recorda dividir o estúdio quando estavam gravando o segundo álbum do Detonautas,

Ao citar esses nomes do rock, o guitarrista refletiu também sobre o contexto geográfico, da proximidade com o Rio Da Prata e o Uruguay, e o contexto cultural e de logística que compõe a mítica do Rio Grande do Sul como polo produtor de bandas. Como ele reconhece, nosso estado possui uma estrutura para sustentar tais bandas num circuito local, mas, com os avanços tecnológicos, o translado e a expansão dessas bandas têm sido mais fáceis. 

 

Outra sonoridade na apresentação do Rio de Janeiro em novembro           Foto: Adriana Cunha

 

Shows acústicos

O Detonautas é um expoente do rock, que é um estilo reconhecido pelo peso das guitarras e distorções, característico de todas essas referências citadas. Mas, apesar disso, nos últimos anos a banda registrou dois shows com arranjos acústicos. Nesses projetos, as canções ganham uma outra roupagem e ˜a beleza das canções aparece, fica uma coisa mais sensível˜, considera Renato.

Desde 2024, então, o Detonautas tem tocado os dois shows em paralelo. O elétrico, um show com uma projeção maior da banda no palco, com guitarras e bateria mais explosivas, enquanto no formato acústico prevalece uma presença de palco diferente, a delicadeza das canções e a emoção do público.

 

O show na  Festa Nacional da Música foi em 2018 na cidade Bento Gonçalves   Foto: Adriana Cunha

 

Novos meios de encontro

Nem só de shows, porém, vive o mercado fonográfico e uma banda de circulação nacional. Desde o início da carreira o Detonautas tem registrado suas músicas em álbuns e tem acompanhado as mudanças das plataformas para publicar e propagar suas músicas, o que Renato considera uma grande potência da banda.

Com o avanço das tecnologias, os registros físicos como álbuns e DVDs passaram mais a ser um item de colecionador do que um veículo de disseminação do trabalho musical. Conforme Renato avalia, o Detonautas soube navegar dentre essas transformações, entendendo que o importante era atingir o maior número de pessoas. Ele é a favor dos downloads e compartilhamento das músicas organicamente, considerando que isso os leva à estrada e o público aos shows.

 

Edu K fez presença no show de lançamento do terceiro álbum da banda em 2006  Foto: Adriana Cunha

 

Somado aos álbuns de estúdio, registros em DVDs e as gravações acústicas, desde o início, o Detonautas teve uma presença sólida no mundo virtual, o que o rockeiro considera um processo bem natural e intuitivo. Afinal, no final dos anos 1990, início dos anos 2000, eles eram jovens aproveitando a internet surgindo.

E, assim, seguem até hoje. Priorizam a presença digital nas mais diferentes plataformas, nos mais diferentes formatos de audiovisual, tendo os fotógrafos Faab Santos  e Wally Guedes  acompanhado as tours. Eles vêm registrando os shows e os momentos na estrada para manter o público próximo e a história da banda documentada.

Para 2025, o planejamento é seguir sendo um ano de muito trabalho. Com shows agendados no Rio Grande do Sul, em maio, e alguns projetos que estão começando a amadurecer, ideias de músicas novas e continuidade das tours elétrica e acústica em cada vez mais lugares.

Fique de olho na agenda da banda e nos seus próximos lançamentos e projetos, no Youtube e no Instagram.

 

Deixou saudades show da  banda  em Pelotas no ano de 2010           Foto: Adriana Cunha

 

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Festa de Mãe Iemanjá celebra Jubileu de Ouro com programação especial em Rio Grande

O maior evento religioso do litoral sul espera receber mais de 150 mil devotos em sua 50ª edição no Balneário Cassino        

por Isadora Jaeger e Maria Clara Goulart        

 

A festa que celebra a Mãe Iemanjá prevê artesanato, música e dança na sua programação  Foto: Itajubá Ferreira/Flickr

 

Nesta semana, o Rio Grande celebra o Jubileu de Ouro da Mãe Iemanjá, data simbólica para os praticantes e líderes de religiões de matriz africana na região. As tradicionais festividades que consolidam a cidade como referência de devoção e celebração da fé, ocorrem entre os dias 27 de janeiro e 2 de fevereiro. A maior parte da programação acontece no Campo do Praião, onde a União Riograndina de Cultos Umbandistas Afro-brasileiros Mãe Iemanjá (URUMI). tradicionalmente cedia um acampamento para os fiéis.

A 50ª Festa de Iemanjá será realizada no dia 1º de fevereiro, na Praia do Cassino, e espera reunir mais de 150 mil fiéis, segundo a URUMI. A procissão luminosa, principal evento das festividades, terá início às 21h, percorrendo a Avenida Rio Grande, no Balneário Cassino. Carregando velas e entoando cânticos, os participantes seguirão até o monumento de Iemanjá, onde será realizada a cerimônia de abertura, que contará com a presença de autoridades, dirigentes de terreiros e apresentações culturais.

A Festa de Iemanjá em Rio Grande já é tradição para os que residem e veraneiam na cidade, não sendo celebrada apenas por praticantes de religiões de matriz africana. Por meio de apresentações como capoeira, música e danças, o evento reunirá fiéis e turistas que buscam se inteirar não apenas no aspecto religioso da festa, mas participam ativamente da cultura rio-grandina e cassineira que se mostra ainda mais em destaque durante a temporada de verão.

Ainda, a celebração também é marcada pela peregrinação “Caminhos de Iemanjá”, normalmente iniciada no Pórtico do Rio Grande, ponto de entrada da cidade, em direção à estátua de Iemanjá, localizada no Balneário Cassino. As informações sobre pontos de apoio e segurança ainda não foram divulgadas pela Prefeitura do Rio Grande.

 

A Caminhada Luminosa da 49º Festa de Iemanjá acontece no Balneário Cassino          Foto: Reprodução/PMRG

 

Confira a programação completa, divulgada pela União Riograndina de Cultos Umbandistas e Afro-brasileiros Mãe Iemanjá (URUMI):

  • De 27 de janeiro a 2 de fevereiro: Feira de Artesanato de Matriz Africana – Um Mar de Memórias no Campo do Praião, Cassino.

 

  • 28 de janeiro, às 21h: Batuque alusivo à Mãe Iemanjá com comidas típicas da região, no Campo do Praião, Cassino.

 

  • 30 de janeiro, às 21h: Encontro de Quimbandeiros e entrega do Troféu Maria Padilha, no Campo do Praião, Cassino.

 

  • 31 de janeiro, às 15h: Jogo de búzios e benzedura e atendimento com Mãe D’oyá. Tenda com atividades de educação ambiental, explicações sobre o barquinho ecológico e oferendas, sob a orientação da perita e gestora ambiental da URUMI, Janaína da Fonseca.

 

 1º de fevereiro

  • 9h: Atividade educativa ambiental com orientações sobre o barquinho ecológico e oferendas. Cerimônia de hasteamento das bandeiras nacional, estadual e municipal. Decoração do monumento de Mãe Iemanjá pela Tenda Espírita de Caridade Santa Catarina.
  • 16h: Palestra com Sávio Ribeiro, coordenador do programa Saúde da População Negra em Rio Grande.
  • 20h: Apresentação do Grupo de Capoeira Zumbi dos Palmares na Avenida Rio Grande, em frente ao Hotel Atlântico.
  • 20h30: Concentração dos terreiros na Avenida Rio Grande, em frente ao Hotel Atlântico, para a Caminhada Luminosa de Fé.
  • 21h: Saída da Caminhada Luminosa, seguida de trabalhos espirituais na Tenda URUMI.
  • 23h: Apresentação cultural do grupo “Os Pescadores” do CTG Farroupilha.
  • 23h30: Show musical com o grupo Escudeiros de Ogum.
  • 23h45: Performance da cantora Paola Almeida.
  • 00h: Espetáculo com o Grupo Artístico Kimbra.
  • 00h30: Cerimônia de entrega de flores a Mãe Iemanjá, realizada pela presidente da URUMI, Mãe Maria da Jurema da Marola, e pela prefeita Darlene Pereira.
  • 01h: Encerramento oficial e início das atividades espirituais na tenda da URUMI e nos terreiros participantes.

 

  • 2 de fevereiro, às 16h30: Gira de Umbanda na Tenda URUMI, no Campo do Praião, com demais terreiros, seguida pela entrega de oferendas na praia, utilizando barcos ecológicos.

 

  • Ação Social: Haverá arrecadação de materiais escolares na Tenda URUMI durante todo o evento.

 

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