Instituição interage com público nas redes sociais

 

Por Augusto Cabral   

Museu de Arte Leopoldo Gotuzzo: as dificuldades e readaptações durante a pandemia

Desde março de 2020, foram inúmeras as áreas afetadas pela pandemia do coronavírus. Com o aumento dos casos da doença, o isolamento social e os cuidados para não contrair o vírus se tornaram cada vez mais presentes na rotina das pessoas. Entre os diversos segmentos atingidos, está o Museu de Arte Leopoldo Gotuzzo (MALG), localizado na cidade de Pelotas. Entre as inovações motivadas pela necessidade de distanciamento está a interação da instituição com o público através das redes sociais.

O MALG foi inaugurado em 1986 e está ligado ao Centro de Artes da Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Sua missão está relacionada à conservação e divulgação de obras feitas pelo pintor pelotense Leopoldo Gotuzzo (1887-1983), entre outras atividades. Este artista produziu trabalhos representativos da cultura pictórica refinada do seu tempo, ao longo de sua vida, tratando de temas como flores, nus, paisagens e retratos. 

O acervo possui mais de 3000 obras divididas em sete coleções: “Leopoldo Gotuzzo”, “Ex-alunos da Escola de Belas Artes”, “Dr. João Gomes de Mello”, “Faustino Trápaga”, “L. C. Vinholes”, “Século XX” e “Século XXI”. O MALG também possui a responsabilidade de desenvolver projetos educativos que ampliem o acesso da população brasileira aos bens artísticos e culturais produzidos no passado e na atualidade. 

Fachada do MALG em frente ao Mercado Central de Pelotas

Assim como diversos locais que movimentam a cultura pelotense e que tiveram que fechar as portas durante a pandemia, como teatros, casas de shows e cinemas, o museu também enfrentou dificuldades no período de isolamento social. Segundo o diretor do MALG, Lauer dos Santos, o museu já tinha uma programação prevista para todo o ano de 2020 com exposições marcadas, mas teve que fechar as portas em março do ano passado. “A primeira grande alteração que houve foi esse fechamento e não atendimento ao público, que causou uma série de outras implicações”, afirma.

Inovações no âmbito tecnológico

Nos dias atuais, com a necessidade do distanciamento social, a tecnologia está ainda mais presente em todos os meios. No museu, pouco tempo antes da pandemia chegar ao Brasil foi criada uma interação com o público através de uma rede social. Com o título “O eu: entre o autorretrato e a selfie”, a exposição tinha por objetivo gerar uma reflexão sobre a selfie, uma espécie de sinal contundente da criação de relatos, numa euforia coletiva que torna públicos os atos da cotidianidade. A ideia era que os visitantes da exposição tirassem uma foto no estilo “selfie” e fizessem uma postagem no Instagram com algumas hashtags que estavam na sala da exposição, criando assim uma interação virtual com o público. “Num primeiro momento nós demos sequência nessa atividade em outra plataforma. Antes os visitantes tiravam uma selfie dentro do museu, depois isso foi transformado em uma ação específica para o período de isolamento, quando as pessoas faziam uma foto para mostrar como estavam vivendo na pandemia”, relata Lauer. 

Publicação no Instagram chamou a participar

Outro aspecto que preocupa a maioria dos segmentos afetados pela pandemia é o tempo que a situação ainda vai demorar para normalizar. Para a direção, a expectativa era de retomar as atividades em agosto de 2021, o que já é considerado difícil tendo em vista a permanência dos altos números da covid-19 no País. Entretanto, o diretor do museu fala sobre a existência de outros projetos para seguir em frente nos tempos de pandemia. “Sempre tem um plano B, então nós já temos três ações que serão desenvolvidas em sistema virtual, chamadas de Malg Contemporâneo, Malg Coleções e Malg Educativo”, confirma Lauer.  

Visite a página do MALG no Facebook.

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