Projetos desenvolvidos pelo LabCom

LabCom Online Cafe

O LabCom Online Cafe é um Projeto de Extensão desenvolvido pelo Laboratório de Estudos Comportamentais (LabCom) da Universidade Federal de Pelotas, e tem como objetivo promover rodas de conversa online entre pesquisadores, artistas, ativistas, comunidades, ONGs e todos interessados em temas que abordem a INCLUSÃO SOCIAL E BEM-ESTAR PARA TODOS. Os encontros online acontecem todas as sextas-feiras, as 16 horas, via GoogleMeet. O objetivo principal é criar um fórum de troca de ideias e conhecimento, um momento inspirado na nossa realidade globalizada, para promover a inclusão e a conexão de todos. Qualquer pessoa pode propor a temática do Cafe, basta entrar em contato com a organização do Projeto e do LabCom. Em função da pandemia do COVID-19, todas as atividades do Laboratório de Estudos Comportamentais (LabCom) tiveram que ser repensadas em sua estrutura e objetivos. Nossos encontros para discussões acadêmicas ocorriam antes em ambiente físico, na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFPel. Entretanto, com a pandemia esses encontros foram repensados e desde 7 de agosto de 2020 estão ocorrendo online, todas as sextas-feiras, via GoogleMeet. Iniciamos de forma informal, mas a escala da programação e a quantidade de participantes internacionais que estão fazendo parte dos nossos encontros tanto como palestrantes, convidados e também público nos fizeram então formalizar o Projeto dentro da Universidade, como atividade de extensão. O encontro é aberto a qualquer interessado. A Programação é divulgada no site do Laboratório (https://wp.ufpel.edu.br/labcom/pt/pagina-inicial/), no nosso Instagram, Fanpage e Twitter (@LabComUFPel). Os interessados em participar pedem o link da sala do GoogleMeet por mensagem privada. Nossa proposta não é de fazer lives, e sim de encontros em sala de bate papo para promover interação e construção de novos projetos internacionais. Fazem parte dessa nossa atividade pesquisadores e acadêmicos do Brasil, Reino Unido, Índia, Espanha, México, Colômbia, Venezuela, Argentina, Chile, Austrália e USA.

Taller LabCom: Taller Internacional sobre Estudos Comportamentais

O Taller LabCom (Taller Internacional sobre Estudos Comportamentais) tem como objetivo propor oficinas práticas e teóricas, que atendam à dimensões multidisciplinares da área de Arquitetura e Urbanismo, proporcionando e consolidando a internacionalização como forma de desenvolvimento acadêmico e de política interinstitucional. A realização de tais atividades é de fundamental importância ao meio acadêmico, por isso o Taller LabCom vem oportunizar aos discentes de graduação e pós-graduação de diferentes instituições, o acesso à debates e discussões sobre temáticas de relevância à Arquitetura e Urbanismo, no contexto regional, nacional e internacional. Nesse propósito, o Projeto contribui de forma significativa na formação de acadêmicos e no aperfeiçoamento das práticas docentes. O desenvolvimento de oficinas direcionadas para estudos comportamentais na área da Arquitetura e Urbanismo busca yambém dialogar, imaginar, estruturar, desenvolver, criar e implementar políticas de bem estar social para as pessoas. Além disso, a realização de atividades inovadoras, nos cursos de nível superior, é uma das exigências do MEC (Ministério da Educação do Brasil) e deve ser parte integrante do calendário acadêmico. Como premissa básica, o Taller LabCom se caracteriza como atividades de extensão contribuindo para a formação do novo profissional arquiteto e urbanista, pesquisador e docente. Esta experiência ‘Tallerista’ consiste em uma inter-relação de acadêmicos e professores para a construção de uma proposta interdisciplinar, que de forma inovadora, busque solucionar problemas recorrentes na formação profissional do arquiteto e urbanista, através de um olhar coletivo de uma região e/ou problemática, por meio de um trabalho de campo e/ou remoto integrado sob a forma de intercâmbio, que possam também contribuir com o desenvolvimento de políticas urbanas de desenvolvimento.

REDELAB – Rede de Laboratórios da UFPel

O Laboratório de Estudos Comportamentais (LabCom) faz parte da REDELAB – Rede de Laboratórios da UFPel. Frente à atual situação de premência de combate ao COVID-19, a Universidade Federal de Pelotas (UFPel), no Brasil, através da PROPLAN (Pró Reitoria de Planejamento e Desenvolvimento), apresenta um programa de ações integradas de combate à doença e preservação da saúde das pessoas, mobilizando em rede 17 laboratórios e coletivos da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, do Centro de Artes e do Centro de Desenvolvimento Tecnológico da UFPel, cada um atuando dentro de sua expertise. O LabCom participa da rede desenvolvendo a seguinte ação: Mapeamento da situação de vulnerabilidade dos refugiados no Rio Grande do Sul (Estado Brasileiro) frente a pandemia do COVID-19, que faz parte do Projeto ‘Projetando Comunidades Resilientes para apoiar a saúde e o bem-estar dos Refugiados Venezuelanos no Brasil e na Colômbia’.

LabCom Hospitalar

O LabCom Hospitalar se constitui como um grupo de estudos, pertencente ao Laboratório de Estudos Comportamentais, com o objetivo da promoção e desenvolvimento de políticas sociais e comportamentais na área da Arquitetura Clínico Hospitalar, compreendendo uma leitura inclusiva e inovadora de políticas de saúde pública. Busca-se proporcionar a humanização de ambientes hospitalares, a flexibilização de seus espaços, agilidade operacional e funcional, e a promoção da qualidade de vida de seus usuários, fazendo do ambiente hospitalar lugares promotores de vida e dignidade aos pacientes. Por meio da realizações de encontros e projetos de pesquisa, o LabCom Hospitalar foca em analisar e refletir sobre o planejamento de espaços e edificações destinadas à saúde, debater o ensino da Arquitetura Clínico Hospitalar nos currículos de cursos de graduação em Arquitetura e Urbanismo, e as perspectivas e futuros cenários da área no Pós-Pandemia COVID-19. Pretende-se estabelecer lançamentos de ideias, projetos e propostas, aperfeiçoando as práticas de ensino através de metodologias participativas e o desenvolvimento de ferramentas comportamentais específicas.

O LabCom Hospitalar faz parte do Taller LabCom, onde a multidisciplinaridade e olhares múltiplos se tornam necessários para a realização de atividades em grupos coletivos compostos por estudantes, professores, pesquisadores e a comunidade beneficiada. As ações coordenadas giram em torno da problemática da Arquitetura Hospitalar e seu contexto definido, sendo compostas por equipes de trabalho que terão o desafio de reunir informações para um diagnóstico de possíveis soluções e intervenções arquitetônicas e urbanísticas hospitalares, em parceria com disciplinas pontuais do currículo de cursos de graduação e pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo. Toda semana o LabCom Hospitalar se reúne digitalmente. Se você quiser participar ou saber mais sobre nosso trabalho, contate o Professor Cristhian Moreira Brum, cristhianmbrum@gmail.com

Senso de Lugar como Política Pública para Promover Cidades Saudáveis

O Projeto SENSO DE LUGAR COMO POLÍTICA PÚBLICA PARA PROMOVER CIDADES SAUDÁVEIS visa compilar ações que estão sendo desenvolvidas no Laboratório de Estudos Comportamentais da Universidade Federal de Pelotas, no Brasil, visando o estudo da percepção do usuário, considerando a qualidade visual e sensorial da cidade, do patrimônio e do ambiente escolar para a criação de metodologias participativas e diretrizes para políticas públicas baseadas no Senso de Lugar.

Senso de Lugar se refere aos laços e ligações emocionais que as pessoas desenvolvem ou vivenciam em locais e ambientes específicos, em escalas que vão do lar à nação. Senso de lugar também é usado para descrever a distinção ou o caráter único de determinadas localidades e regiões. Senso de lugar pode se referir a laços positivos de conforto, segurança e bem-estar gerados pelo lugar, casa e moradia, bem como sentimentos negativos de medo, disforia e falta de lugar. Uma sensação de lugar é uma coleção única de qualidades e características – visuais, culturais, sociais e ambientais – que fornecem significado a um local. O Senso de Lugar é o que torna uma cidade diferente de outra, mas também é o que torna nosso ambiente físico digno de consideração. Esses preceitos devem fundamentar qualquer política pública urbana que busque cidades mais saudáveis. O conceito de sentido de lugar desempenhou um papel importante no debate na geografia humana nos últimos 30 anos. Quando introduzido pela primeira vez, o conceito chamou a atenção para a natureza muitas vezes subjetiva da experiência ambiental humana, bem como para as dimensões perceptivas e cognitivas dessas experiências. O Senso de Lugar continua sendo uma ponte entre uma série de subdisciplinas, bem como um elo entre as geografias humanísticas e positivistas.

Mais informações: https://wp.ufpel.edu.br/senseofplace/

Projetando Comunidades Resilientes para apoiar a saúde e o bem-estar dos Refugiados Venezuelanos no Brasil e na Colômbia

Como uma ação integrante do Projeto ‘Comunidades Resilientes e Ações Humanitárias’, o Laboratório de Estudos Comportamentais está desenvolvendo a seguinte investigação: ‘Projetando Comunidades Resilientes para apoiar a saúde e o bem-estar dos Refugiados Venezuelanos no Brasil e na Colômbia’. A pandemia do COVID-19 criou desafios significativos para as populações mais vulneráveis, comprometendo a capacidade desses grupos de acessar serviços básicos de saúde e assistência social, participação social e engajamento cívico. Em resposta a isso, o LabCom busca propor ferramentas tecnológicas que possam auxiliar a entender e abordar questões relativas à vulnerabilidade dos refugiados venezuelanos no Brasil e na Colômbia, considerando o contexto da pandemia do COVID-19. Esse projeto propõe um conjunto de ferramentas para o planejamento e gestão urbana integrada, que contribuam para o desenvolvimento de políticas e práticas públicas de resiliência eficazes de resposta ao COVID-19. Essas ferramentas buscam intervenções inclusivas, de caráter tecnológico, que ofereçam suporte aos órgãos públicos para auxiliar o desenvolvimento de políticas públicas de saúde e bem-estar social.

Este projeto é uma prioridade agora, pois o impacto do COVID-19 está causando efeitos deletérios nos países de baixa e média renda (LMICs – Low and middle income countries), como o Brasil e a Colômbia. 80% dos refugiados vivem em LMICs e esses países já possuem fracos apoios formais de saúde e infraestrutura urbana mesmo em contextos anteriores à pandemia. Muitos refugiados saíram de seus países para escapar de conflitos armados, violências e/ou violações de direitos humanos, e muitas vezes acabam vivendo em situações transitórias de campos temporários em LMICs. Os esforços de reassentamento durante a pandemia do COVID foram suspensos pela ONU, em um momento em que as pessoas já estão separadas das famílias e não têm acesso à redes de apoio, o que aumenta ainda mais sua vulnerabilidade (ACNUR, 2020). Experiências anteriores com o vírus Ebola e outros surtos mostraram que as políticas públicas precisam incluir refugiados e migrantes em seus planos para combater o impacto das pandemias e garantir que eles tenham acesso à saúde e ao bem-estar. Reconhecemos que as políticas públicas devem incluir refugiados em medidas de preparação/resposta à pandemia do COVID-19 – Isso é vital, sendo necessário apoio urgente para explorar como essas comunidades podem ser resilientes e estarem preparadas para enfrentar pandemias, tanto mais imediatamente no contexto do COVID-19 quanto em cenários futuros.

O projeto é inovador tanto no design da pesquisa quanto na natureza multidisciplinar da equipe do projeto, impulsionado por uma estrutura que coloca as comunidades centrais no processo de investigação. . Estamos buscando financiamento internacional para este projeto, sendo que a Universidade Federal de Pelotas já está apoiando o LabCom com sete bolsistas de iniciação científica para trabalhar nessa investigação. Um estudo piloto da plataforma GIS começou a ser desenvolvido desde Agosto de 2020. Para mais informações, acesse o site do Projeto: https://wp.ufpel.edu.br/refugiadosbrasilcolombia

Instituições dos nossos parceiros: Universidade Federal de Pelotas (Brasil), Universidade Federal de Rio Grande (Brasil), Escola Nacional de Administração Pública (Brasil), Universidade de La Sabana (Colômbia), Sayara International (USA), Caritas Arquiodiocesana de São Paulo (Brasil) e Heriot-Watt University (UK).

Foto: Abrigo Rondon 1, em Boa Vista, que recebeu cerca de 100 venezuelanos vindos da cidade de Pacaraima nos últimos dois dias.  Marcelo Camargo, 2018, disponível em https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Venezuelan_refugees_in_Boa_Vista,_Brazil_1.jpg.

Comunidades Resilientes e Ações Humanitárias

Reconhecendo a natureza veloz de muitos dos desafios enfrentados pelos países de baixa e média renda, este Projeto caracteriza-se como um Projeto ‘guarda-chuva’, um mecanismo responsivo, através do qual pesquisadores das ciências sociais aplicadas (trabalhando com outras disciplinas, quando apropriado) podem responder à necessidades urgentes e imprevistas de pesquisa, incluindo (mas não limitado a) pandemias, desastres, emergências, rápidas mudanças políticas ou econômicas radicais, mudanças em conflitos, grandes deslocamentos de populações, ou oportunidades imprevistas para que a pesquisa contribua para políticas públicas e prática de desenvolvimento urbano sustentável. O Projeto engloba diferentes ações em parceria com o Reino Unido, Colômbia, México, Argentina e Venezuela para que situações emergentes e de risco possam ser investigadas de modo multidisciplinar, envolvendo pesquisadores em rede internacional. As primeiras quatro ações do Projeto visam a situação de vulnerabilidade dos refugiados, vindos da Venezuela, no Brasil e na Colômbia, considerando o contexto da pandemia do COVID-19 e as condições políticas e urbanas da América Latina.

O Projeto busca (incluindo a coleta, análise e interpretação crítica de dados) investigar e informar respostas ou formas de resiliência ou recuperação de uma série de eventos específicos que afetam os países de baixa e média renda, que não poderiam ter sido previstos com antecipação, tais como:

• o caso de emergências ou crises culturais, humanitárias, políticas ou econômicas e seus impactos em questões como produção/expressão cultural, igualdade, marginalização, vulnerabilidade e exclusão social;

• a escalada inesperada ou mudanças rápidas em conflitos, violações de direitos humanos, ameaças à segurança humana ou processos de construção da paz;

• os deslocamentos/migrações forçadas imprevistas em larga escala da população;

• os desastres ambientais (naturais e/ou resultantes da atividade humana), como por exemplo: terremoto, tsunami, erupção vulcânica, furacão, grande incidente de poluição, colapso de barragens como no caso de Mariana e Brumadinho no Brasil e etc;

• a fome e emergências de saúde (por exemplo, surtos de doenças/pandemias como COVID-19); e/ou destruição súbita em larga escala de/danos ao patrimônio/bens culturais.

Foto: Reg Natarajan from Vancouver, Bogotá. https://flickr.com/photos/61266278@N00/49070277587.

Centro de Cidades Saudáveis, Envelhecimento e Cidadania

O LabCom já faz parte do Centro de Cidades Saudáveis, Envelhecimento e Cidadania da Universidade Federal de Pelotas – UFPel (Brasil); o Núcleo foi fundado em 2018 e é coordenado pela Professora Adriana Portella da UFPel no Brasil e pelo Professor Ryan Woolrych da Heriot-Watt University de Edimburgo no UK. É uma parceria internacional entre o Brasil, Reino Unido, França, Argentina e Chile. O Núcleo envolve pesquisadores dos Programas de Pós-Graduação em ‘Memória Social e Patrimônio Cultural’ e ‘Arquitetura e Urbanismo’ da UFPel (Brasil), do Laboratoire de Sociologie Mémoire et Cognition (LASMIC) da Université Nice Anthipolis (França), da Universidade Nacional da Patagônia San Juan Bosco (UNPSJB, Argentina), e do Instituto Urbano da Universidade Heriot-Watt (Reino Unido). O envelhecimento deve ser entendido como uma construção formada por uma pluralidade de práticas e valores culturais, que caracterizam a idade das pessoas. Estudos recentes realizados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que até 2050 o número de pessoas com mais de 65 anos dobrará no mundo, criando vários desafios, principalmente para os países de baixa e média renda. O Núcleo tem como objetivo analisar a interação de três dimensões ao considerar o processo de envelhecimento da população – a cidade, o meio ambiente e a habitação. Essas três dimensões, nas quais se inserem as vivências cotidianas das pessoas, devem ser adaptadas para que o processo de envelhecimento ocorra de maneira saudável, promovendo autonomia as pessoas mais velhas e fortalecendo os seus laços sociais por meio da integração com suas comunidades locais. Essas dimensões formam trajetórias de vida que evocam narrativas memoráveis, fundamentais para a afirmação da identidade social.

Os objetivos do Núcleo são:

• Aprimorar as parcerias internacionais entre o Brasil, Reino Unido, França e Argentina, sobre estudos de envelhecimento, bem como estabelecer novos projetos com financiamento internacional.

• Apoiar pesquisas que proponham diretrizes para promover o envelhecimento saudável no local, permitindo que os idosos vivam em suas comunidades até a idade mais avançada e sejam ativos e conectados socialmente com sua comunidade.

• Organizar de seminários, workshops e minicursos relacionados com envelhecimento ativo, memória e identidade.

• Promover a mobilidade acadêmica internacional de pesquisadores de e para as instituições parceiras.

Instituições de nossos parceiros: Universidade Federal de Pelotas (Brasil), Universidade Heriot-Watt (Reino Unido), Universidade Nacional de La Patagonia San Juan Bosco (Argentina) e Université Nice Sophia Antipolis (França).

Foto: https://pixabay.com/pt/users/balouriarajesh-6205857/

PlaceAge – COVID Delivering Age-Friendly Cities to Support Social Wellbeing in Response to COVID-19

A pandemia do COVID-19 levantou desafios significativos na área urbana, considerado a saúde e o bem estar das pessoas mais velhas, quando analisado a capacidade de acesso aos serviços de saúde e assistência social na cidade. O acesso a esses recursos são fundamentais para manter o idoso saudável e ativo e também socialmente conectado em suas comunidades. Os idosos foram desproporcionalmente afetados pela pandemia, tanto em termos de mortalidade (mais de 95% de todas as mortes por COVID-19 ocorreram naqueles com mais de 60 anos de idade) quanto no bem-estar físico e mental resultante do isolamento social e da solidão. O COVID-19 causa um impacto significativo na vida de adultos que vivem em comunidades urbanas em todo o mundo, principalmente em países em desenvolvimento, onde as desigualdades espaciais e sociais são profundas e onde a capacidade de envelhecer no local é comprometida pela falta de apoio formal para envelhecer bem. Essa pesquisa é urgentemente necessária para entender o impacto social do COVID-19 sobre os idosos na cidade, a fim de desenvolver intervenções comunitárias eficazes e amigáveis para a idade, que abranjam diferentes contextos urbanos, sociais e culturais. Em resposta a isso, investigamos as experiências de idosos residentes no Brasil inicialmente (e posteriormente na Índia e no Reino Unido com a aprovação do financiamento internacional), para determinar os impactos da pandemia do COVID-19 no bem-estar social e a eficácia de respostas como medidas de distanciamento social e ‘estadia em casa’ para enfrentar a crise. A formação de ambientes resilientes e de apoio que abordem o bem-estar social é crucial para garantir a saúde física e mental dos idosos durante uma pandemia, reduzindo assim os custos de saúde e assistência social. Esse projeto contribui para o desenvolvimento de respostas efetivas de políticas públicas e práticas ao COVID-19 e futuras pandemias por meio de intervenções que ofereçam comunidades resilientes amigáveis ao idoso, e que possibilitem o bem-estar social dos idosos durante uma pandemia. As comunidades amigas da idade precisam ser mais receptivas às mudanças rápidas dos contextos urbanos, para construir lugares que promovam resiliência individual, social e comunitária ao COVID-19 e à futuras pandemias.

Instituições dos nossos parceiros: Universidade Federal de Pelotas (Brasil), Universidade Federal de Rio Grande (Brasil), Heriot-Watt University (UK) e Universidade de Brasília (Brasil).

Foto: Pixabay. MirceaIancu_CandidShots / 2095 imagens

PlaceAge – Brasil, Reino Unido e Índia

O Laboratório de Estudos Comportamentais da UFPel participa do Projeto PlaceAge desde Maio de 2016 quando a pesquisa recebeu primeiro lugar nos projetos selecionados para financiamento internacional pelo Edital Healthy Urban Living and the Social Science of the Food-Water-Energy Nexus. O Projeto PlaceAge atualmente é constituído por duas pesquisas financiadas pelo ESRC (Economic and Social Research Council) no Brasil e Reino Unido e ICSSR (Indian Council for Social Science Research) na Índia num total de £1.213.116,00 libras esterlinas (R$ 8.491.812,00). Entre os países envolvidos participam o Reino Unido, o Brasil e a Índia. Uma das pesquisa do Projeto se intitula ‘Projetando lugares com os idosos: Rumo a comunidades amigas do envelhecimento’ e tem como foco explorar como os idosos enfrentam o envelhecimento em diferentes contextos urbanos, sociais e culturais no Brasil e no Reino Unido. Já a outra pesquisa se intitula ‘Bom Envelhecimento em Ambientes Urbanos: Projetando cidades e comunidades com idosos’ e busca uma análise do envelhecimento no bairro e as percepções de senso de lugar na Índia, Reino Unido e Brasil. Para mais informações visite o site do Projeto PlaceAge: www.placeage.org.

Instituições dos nossos parceiros: Universidade Federal de Pelotas (Brasil), Universidade Federal de Rio Grande (Brasil), Heriot-Watt University (UK) e Sri Venkateswara University (India).

Foto: Adriana Portella.

Envelhecimento no mundo das desigualdades: como projetar cidades saudáveis para todos

O Projeto ‘Envelhecimento no mundo das desigualdades: como projetar cidades saudáveis para todos‘ consistiu na organização do Simpósio Internacional ‘2019 IAPS Symposium Ageing in Place in a World of Inequalities: How to Design Healthy Cities for All‘, o qual trouxe ao Brasil pesquisadores de diversos países – Espanha, Austrália, Chile, Japão, Brasil, para debater como planejar cidades saudáveis para todas as gerações, respondendo a diferentes impactos ambientais, sociais, culturais e econômicos. O Simpósio partiu do entendimento que simplesmente mudar a forma construída não é suficiente para criar um ambiente mais inclusivo para o envelhecimento, pois os lugares são mais do que espaços físicos. Ambientes viáveis são articulados através de um forte sentido de lugar, definido pelos vínculos sociais, psicológicos e emocionais que as pessoas têm com seu ambiente. Um forte senso de lugar resulta do acesso a apoios para participação ativa, oportunidades para construir e sustentar redes sociais e assumir um papel significativo na comunidade. Em contraste, um  sentimento de exclusão ou falta de oportunidades de participação na comunidade está associado à alienação, ao isolamento e à solidão, muitas vezes resultando em problemas diversos de saúde e bem-estar, particularmente entre os idosos vulneráveis. Socialmente, a criação de ambientes urbanos amigáveis ao envelhecimento que apoiam o sentido de lugar são parte integrante do envelhecimento bem-sucedido, garantindo que as pessoas possam continuar a contribuir positivamente na velhice, atrasando a necessidade de cuidados institucionais e reduzindo os custos de saúde e assistência social. Dentro dessa temática,  acadêmicos, pesquisadores, profissionais e alunos participaram deste encontro e no ano de 2020 e 2021 o LabCom finaliza a publicação dos anais do evento em português, inglês e espanhol. Os artigos de maior destaque no evento até dezembro de 2020 estarão publicados em duas edições da revista científica PIXO; a primeira edição foi publicada em Agosto de 2020. Para maiores informações sobre o Simpósio acesse o site: https://wp.ufpel.edu.br/placeage/evento/

Instituições dos nossos parceiros: Universidade Federal de Pelotas (Brasil), IAPS (Internacional Association of People Environment Studies, sede na Espanha), Projeto PlaceAge, Laboratório de Estudos Comportamentais da UFPel, Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo da UFPel. O Simpósio também foi desenvolvido pelo Centre for Healthy Cities, Aging and Citizenship Project, o qual faz parte do Programa Institucional de Internacionalização da UFPel – CAPES PRINT.

Foto: Marcelo Soares.

Metodologias Participativas no Ensino da Arquitetura e Urbanismo

Este Projeto busca desenvolver, junto às disciplinas de ensino em arquitetura e urbanismo, a discussão e aplicação de métodos participativos junto a comunidades vulneráveis. A arquitetura e o urbanismo devem ser pensados e projetados para atender as necessidades das pessoas. Desse modo, é necessário que o estudante conheça as ferramentas metodológicas que possam ser aplicadas para que se conheça bem tais necessidades. A diversidade humana e os múltiplos fatores a serem considerados em um projeto de arquitetura e urbanismo, torna a atividade projectual bastante complexa, requerendo uma formação ampla, que inclui domínios artísticos, sociais, éticos e técnicos, visando a solução de problemas multifacetados. Paradoxalmente, esse amplo espectro de conhecimento muitas vezes distancia os estudantes de arquitetura e urbanismo das pessoas ditas não técnicas, pois cria uma lente própria pela qual os discentes culminam por aplicar em sala de aula para desenvolver seus projetos nas disciplinas. Isso pode se tornar um obstáculo para a identificação das reais demandas dos usuários. Visando uma formação profissional completa do estudante de arquitetura e urbanismo, este Projeto visa diminuir o hiato entre os projetos produzidos pelos futuros arquitetos e urbanistas e as percepções, necessidades e desejos das pessoas que irão se apropriar dos lugares da cidade. Para tal, vários temas são analisados, dos quais se pode destacar: o processo de projeto, o projeto centrado no usuário, a participação comunitária em projetos de arquitetura e urbanismo e a aplicação de métodos participativos de projeto. As disciplinas em que são aplicadas essa abordagem metodológica são: Ateliê de Concursos e Ateliê de Habitação de Interesse Social, do curso de graduação da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Pelotas (Brasil) durante os semestres de 2020 e 2021.

Foto: Gisele Pereira.