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  • Lançamento da IDF-BR: plataforma inédita atualiza equações de chuva para todo o Brasil considerando mudanças climáticas

    Ferramenta apresentada em live oficial oferece dados robustos para o dimensionamento seguro de obras hidráulicas, projetando cenários até o final do século.

    As equações de Intensidade–Duração–Frequência (IDF) que usamos hoje ainda representam o clima que estamos vivendo? Com essa provocação, foi lançada oficialmente neste mês a IDF-BR, uma plataforma desenvolvida para revolucionar a engenharia de recursos hídricos no país.

    O lançamento ocorreu no dia 03/02/2026, em uma transmissão ao vivo que reuniu engenheiros, hidrólogos, gestores públicos, acadêmicos e os mais diversos profissionais da área e áreas correlatas. A iniciativa parte de uma premissa urgente: o regime de chuvas mudou. Utilizar equações desatualizadas, baseadas apenas em séries históricas curtas ou antigas, gera riscos reais de subdimensionamento de obras (causando falhas e inundações) ou superdimensionamento (encarecendo projetos sem necessidade).

    O que é a IDF-BR?
    A nova plataforma disponibiliza equações IDF para todo o território nacional, ajustadas com uma metodologia robusta e padronizada. O grande diferencial da ferramenta é olhar para a frente: além de atualizar equações baseadas no clima presente, a IDF-BR considera projeções climáticas até o final do século, fornecendo equações também para cenários do clima futuro.

    “Projetar infraestrutura hoje é, inevitavelmente, planejar para as próximas décadas”, destacou a equipe durante o lançamento. A ferramenta visa apoiar os mais diversos usos das equações IDF, tais como o dimensionamento de obras hidráulicas, análise e gestão de riscos, planejamento territorial, pesquisa, educação etc.

    Destaques do Lançamento
    Durante a live de apresentação, foram detalhados os pilares da plataforma:

    Base de Dados: A maior compilação e tratamento de dados pluviométricos já realizada para este fim no país, sendo estes dados observados (representando o clima passado e presente) e dados simulados (representando cenários climáticos futuros no Brasil).

    Metodologia: Aplicação de critérios rigorosos para garantir confiabilidade estatística.

    Aplicabilidade: Como a ferramenta apoia projetos de engenharia, pesquisas acadêmicas e tomadas de decisão rápida para adaptação climática.

    A IDF-BR chega para preencher uma lacuna histórica, transformando volumosos dados de chuva em informação rapidamente acessível, padronizada e aplicável para idealizar projetos mais resilientes.

    🔴 Perdeu o lançamento?
    A gravação completa da live, com a demonstração de uso da plataforma, está disponível no YouTube.
    https://www.youtube.com/live/-o0V3srI3LU?si=TWe-R-PnTk9BHscZ

    🔗 Acesse a plataforma:
    https://www.idf-br.com.br/home/index.html

  • Lançado o “Movimento Sul Resiliente”: articulação regional une ciência e gestão para enfrentar desafios climáticos

    Liderada pela Agência de Desenvolvimento da Zona Sul, iniciativa busca alinhar os municípios ao Plano Rio Grande e fortalecer a cultura de adaptação.

    Foi lançado oficialmente na última quinta-feira o Movimento Sul Resiliente, uma articulação inédita proposta pela Agência de Desenvolvimento da Zona Sul. O evento marcou o início de um esforço conjunto para preparar o território frente aos desafios impostos pelas mudanças climáticas, sob o lema “Fortalecer o presente, proteger o futuro”.

    A iniciativa nasce da urgência em conectar municípios, universidades, lideranças políticas e a sociedade civil em torno de um plano comum de adaptação. O objetivo central é superar a lógica apenas reconstrutiva e partir para a prevenção: proteger vidas, preservar o meio ambiente e blindar a infraestrutura urbana contra novos eventos extremos.

    A Ciência como Pilar O movimento se apoia fortemente no conhecimento técnico para subsidiar decisões. O Grupo de Pesquisa (GP/NIP) esteve representado no painel de lançamento pela pesquisadora Tamara Beskow, reforçando o papel da hidrologia e da engenharia na construção de cidades mais seguras.

    A proposta é que o “Sul Resiliente” funcione de maneira orgânica e colaborativa, integrando-se às diretrizes estaduais do Plano Rio Grande. O consenso do encontro foi claro: reconstruir o que foi perdido é necessário, mas preparar o futuro é indispensável.

    Lideranças Presentes O evento reuniu nomes de peso da política estadual, gestão pública e academia, demonstrando a transversalidade do movimento:

    • Raquel Teixeira – Secretária Estadual da Educação.

    • Paula Mascarenhas – Secretária Extraordinária de Relações Institucionais do RS.

    • Ronaldo Madruga – Prefeito de Pinheiro Machado e Presidente da Azonasul.

    • Roberta Paganini – Servidora do Ministério da Saúde e ex-secretária de Saúde de Rio Grande e Pelotas.

    • Coronel Márcio Facin – Coordenador Regional de Proteção e Defesa Civil (CREPDEC 4).

    • Tamara Beskow – Engenheira Hídrica, Doutora em Ciências e pesquisadora do NIP.

    • Elisa Fernandes – Professora Titular do Instituto de Oceanografia e Coordenadora do CIEX/FURG.

    • Marcelo Pias – Professor do Centro de Ciências Computacionais da FURG e integrante do CIEX.

  • NIP aprova R$ 2,88 milhões no Edital CRIEC e lidera hub internacional de resiliência climática no RS

    Projeto coordenado pelo Prof. Samuel Beskow une universidades, agências governamentais e institutos internacionais (EUA, Holanda e Uruguai) para monitorar eventos extremos na Zona Sul.

    O Grupo de Pesquisa em hidrologia e Modelagem Hidrológica, por meio do seu Núcleo Integrado de Previsão (NIP), garantiu neste mês uma conquista histórica para a ciência gaúcha. O projeto “Monitoramento, previsão e mapeamento de riscos de eventos extremos na região Sul do RS: hub de ciência e tecnologia para resiliência climática dos municípios”, submetido ao Edital FAPERGS 05/2025, foi aprovado no Programa de Unidades do CRIEC.

    Sob a coordenação do Prof. Samuel Beskow, a iniciativa receberá um aporte de R$ 2,88 milhões. O recurso será destinado ao fortalecimento da pesquisa, inovação e gestão de riscos, consolidando o GP/NIP como uma das unidades estratégicas do Centro de Referência Internacional em Estudos Relacionados às Mudanças Climáticas (CRIEC), instituído pelo Governo do Estado.

    Uma Rede Colaborativa Global A força do projeto reside na sua articulação institucional. O GP/NIP não atuará sozinho, mas como líder de uma rede colaborativa robusta que envolve:

    • Academia Nacional: FURG (CIEX), UFRGS, UFMG (HydroUAI) e UFLA;

    • Parceiros Internacionais: Deltares (Holanda), Purdue University (EUA) e DINAGUA (Uruguai);

    • Setor Público e Privado: Agência Nacional de Águas (ANA), Agência da Lagoa Mirim (ALM), SIMAGRO/RS e MKS Desenvolvimento de Sistemas.

    Tecnologia de Ponta e Impacto Real Alinhado ao Plano Rio Grande, o hub expandirá o monitoramento para as bacias Mirim-São Gonçalo e Rio Camaquã. A arquitetura do projeto aposta em modelos híbridos (físicos + Inteligência Artificial) e no uso de tecnologias avançadas como radar meteorológico e levantamentos LiDAR.

    O objetivo é traduzir esse investimento milionário em produtos práticos para a sociedade: alertas antecipados mais precisos, mapas de risco dinâmicos e suporte direto à tomada de decisão das Defesas Civis municipais. Com essa aprovação, a região Sul do RS se posiciona definitivamente como um laboratório de excelência global em adaptação climática.

  • GP Hidro aprova projeto no CNPq para desenvolver sistema de previsão hidrológica em tempo real na Bacia do Piratini

    Iniciativa utilizará pacote tecnológico de ponta (HEC-RTS) para criar protótipo de alerta antecipado, conectando ciência de dados diretamente às tomadas de decisão da Defesa Civil.

    O Grupo de Pesquisa em Hidrologia e Modelagem Hidrológica em Bacias Hidrográficas teve aprovado, neste mês de outubro, um novo projeto financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A proposta nasce da necessidade urgente de dotar o Rio Grande do Sul de ferramentas mais robustas para o enfrentamento de eventos climáticos extremos, visando preencher a lacuna histórica de sistemas eficazes de previsão de cheias no estado.

    O projeto tem como objetivo central o desenvolvimento de um protótipo de sistema integrado de previsão hidrológica em tempo real. A ideia é superar os modelos convencionais, entregando uma ferramenta capaz de processar dados atmosféricos e hidrológicos com rigor científico para gerar alertas antecipados precisos.

    Tecnologia “Estado-da-Arte” O diferencial da proposta está na integração tecnológica. O sistema será estruturado sobre a plataforma HEC-RTS (Real Time Simulation), desenvolvida pelo Corpo de Engenheiros do Exército dos EUA, que permite a conexão simultânea de diversos módulos de análise.

    A pesquisa irá integrar:

    • Meteorologia: HEC-MetVue e MFP (processamento de previsões);

    • Hidrologia e Hidráulica: HEC-HMS (modelagem chuva-vazão) e HEC-RAS (análise do fluxo dos rios);

    • Operação e Impacto: HEC-ResSim (simulação de reservatórios) e HEC-FIA (análise de impactos de inundação).

    Aplicação na Zona Sul O projeto-piloto será implementado na Bacia Hidrográfica do Rio Piratini, uma região historicamente castigada por inundações e estratégica para a Zona Sul do estado. A equipe utilizará bases de dados espaciais, topográficas e batimétricas para calibrar o sistema.

    A expectativa do grupo é que, ao final do desenvolvimento, a tecnologia não fique restrita à academia, mas seja transferida diretamente para as Salas de Situação. O objetivo final é garantir que a sociedade e os gestores públicos tenham acesso a informações rápidas e confiáveis, transformando a capacidade de resposta a desastres na região.

  • NIP incorpora tecnologia LiDAR com drone de alta precisão para mapeamento de áreas de risco

    Aquisição do DJI Matrice 350 RTK permite gerar modelos digitais de terreno com precisão centimétrica, essencial para simulações de inundação mais realistas.

    O Grupo de Pesquisa em hidrologia e Modelagem Hidrológica, por meio do Núcleo Integrado de Previsão (NIP), deu um salto tecnológico significativo neste mês ao incorporar ao seu arsenal técnico o Drone DJI Matrice 350 RTK, equipado com o sensor LiDAR Zenmuse L2. O equipamento é considerado uma das ferramentas mais avançadas do mundo para mapeamento ambiental e topografia de alta precisão.

    A aquisição representa uma mudança de patamar para a pesquisa científica e a gestão de riscos na Zona Sul (AZONASUL). Com a tecnologia LiDAR (Light Detection and Ranging), o grupo agora tem capacidade de “ver além” da vegetação e gerar modelos digitais do terreno com nível de detalhe inédito.

    Por que isso importa? Para a previsão de inundações, a precisão da topografia é crucial. O novo equipamento permite:

    • Aprimorar a modelagem hidráulica: Dados mais fiéis do relevo resultam em manchas de inundação mais exatas.

    • Mapeamento ágil: Capacidade de cobrir grandes áreas em curto espaço de tempo, essencial em janelas de oportunidade entre eventos climáticos.

    • Fortalecimento da prevenção: Basear os planos de contingência em evidências físicas robustas.

    Formação e Futuro Além do impacto operacional, o novo conjunto tecnológico contribui diretamente para a formação de recursos humanos. Estudantes de Iniciação Científica e mestrandos dos programas de Ciências Ambientais, Recursos Hídricos, Meteorologia e Modelagem Matemática já estão sendo treinados para operar e processar os dados gerados, garantindo que a inovação chegue à próxima geração de pesquisadores.

    Com ciência, inovação e compromisso territorial, o GP/NIP reafirma sua máxima: prever é proteger. E para proteger com eficiência, é preciso ter a melhor visão possível do território.

  • NIP debate estratégias de resiliência no 1º Seminário Regional de Gestão de Riscos e Desastres

    Pesquisadores do grupo, em conjunto com a FURG e a Defesa Civil, apresentaram caminhos para fortalecer a resposta a eventos extremos no Sul do RS.

    O 1º Seminário Regional de Integração em Gestão de Riscos e Desastres reuniu neste mês especialistas, agentes da Defesa Civil, gestores públicos e a comunidade acadêmica para uma discussão urgente: como preparar a região sul para o “novo normal” climático.

    O Grupo de Pesquisa em Hidrologia e Modelagem Hidrológica teve participação na programação, liderando o painel “Gestão Integrada de Riscos e Desastres: experiências e perspectivas regionais”. O debate focou na necessidade de conectar a produção científica diretamente às pontas operacionais que atendem a população.

    Experiências Compartilhadas A mesa contou com a participação dos pesquisadores do NIP Henrique Repinaldo, Samuel Beskow, Diuliana Leandro e Daniela Buske. O grupo compartilhou os aprendizados recentes com o monitoramento da Bacia do Piratini e apresentou novas metodologias que estão sendo desenvolvidas para antecipar cheias com maior precisão.

    O painel também reforçou a importância da colaboração interinstitucional, contando com as falas da professora Elisa Fernandes (FURG) e do Coronel Facin, coordenador da 4ª Coordenadoria Regional de Proteção e Defesa Civil (CREPDEC).

    Para o grupo, o seminário marcou um passo importante na consolidação de uma cultura de prevenção, onde a universidade e os órgãos de segurança trabalham com a mesma linguagem e os mesmos dados.

  • Artigo inédito no Brasil: GP Hidro publica estudo sobre uso do HEC-DSSVue na revista Engenharia Agrícola

    Trabalho fruto de TCC avalia potencial do software para gestão de redes de monitoramento e aponta eficiência na manipulação de dados hidrológicos.

    O Grupo de Pesquisa em hidrologia e Modelagem Hidrológica celebra neste mês uma importante contribuição para a literatura científica nacional. Foi publicado recentemente, no periódico EAgri – Engenharia Agrícola, o artigo “Applicability of HEC-DSSVue for management of Hydrological gaging network: a case study using sub-hourly rainfall datasets from southern Brazil”.

    O trabalho destaca-se por ser a primeira publicação dedicada exclusivamente ao HEC-DSSVue no Brasil. O estudo avaliou a aplicabilidade da ferramenta no gerenciamento de redes de monitoramento hidrológico, utilizando como estudo de caso a própria rede mantida pelo Grupo de Pesquisa em Hidrologia e Modelagem Hidrológica em Bacias Hidrográficas (GPHidro/UFPel/CNPq), na região sul do Rio Grande do Sul.

    Principais Descobertas A pesquisa rompe com a visão de que o HEC-DSSVue serve apenas para integração entre softwares da família HEC. Os resultados demonstraram que ele é uma ferramenta robusta para a gestão completa de dados: desde a leitura e organização dos dados brutos, passando por operações matemáticas complexas, até a exportação em múltiplos formatos.

    Da Graduação para o Mundo O artigo é fruto do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) da Engenheira Hídrica Maria Eduarda Silva da Silva, sob orientação do Prof. Samuel Beskow. O estudo contou ainda com a colaboração da doutoranda Aryane Araujo Rodrigues e da Profª. Tamara L. C. Beskow.

    Essa publicação reforça o compromisso do grupo em formar pesquisadores de alto nível desde a graduação, transformando trabalhos acadêmicos em ciência aplicada de relevância internacional.

    📄 Leia o artigo completo: https://doi.org/10.1590/1809-4430-Eng.Agric.v45e20240143/2025

  • NIP aprova R$ 1,5 milhão em edital de Desastres da FAPERGS para monitorar 27 municípios da Zona Sul

    Projeto desenvolverá sistema de alerta antecipado para a região de abrangência da 4ª Coordenadoria de Defesa Civil, integrando dados de hidrologia e meteorologia para apoiar decisões críticas.

    O Grupo de Pesquisa em Hidrologia e Modelagem Hidrológica, através do Núcleo Integrado de Previsão (NIP), encerra o ano com uma conquista estratégica para a segurança hídrica da região. O projeto do grupo foi aprovado no Edital FAPERGS 06/2024 – Programa de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) para Desastres Climáticos.

    Com um financiamento de R$ 1.500.000,00, a iniciativa tem como objetivo central desenvolver um sistema integrado de previsão hidrológica em tempo real e alerta antecipado. O foco é fortalecer a resiliência climática e dar suporte operacional direto à gestão de crises e inundações nos cursos d’água monitorados pela 4ª Coordenadoria Regional de Proteção e Defesa Civil (CREPDEC 4), cuja área de atuação abrange 27 municípios da Zona Sul.

    Investimento em Tecnologia e Capacitação O recurso captado será investido na aquisição de equipamentos de monitoramento de última geração e softwares especializados, além da capacitação técnica da equipe. A meta é garantir que as informações cheguem com precisão e antecedência aos gestores públicos, permitindo ações preventivas que salvam vidas e reduzem prejuízos materiais.

    Força-Tarefa Multidisciplinar Para executar um projeto dessa complexidade, o GP/NIP articulou uma equipe de pesquisadores de diversas áreas — hidrologia, meteorologia, cartografia, modelagem matemática e oceanografia. A rede de colaboração envolve instituições de peso como UFPel, FURG, UFRGS, UFLA, além da Agência Nacional de Águas (ANA) e da Sala de Situação da SEMA-RS.

    Apoio Regional A relevância da proposta garantiu apoios institucionais fundamentais para sua implementação. O projeto conta com a parceria da Associação dos Municípios da Zona Sul (AZONASUL), da Defesa Civil Regional (CREPDEC 4) e das prefeituras de Pedro Osório, Cerrito e Cristal, municípios que historicamente sofrem com as cheias do Rio Piratini e Camaquã e que servirão como pilotos para a calibração do sistema.

  • FAPERGS aprova projeto para consolidar sistema de alerta de cheias e estiagens no Rio Piratini

    Contemplada no edital “Pesquisador Gaúcho”, proposta de R$ 90 mil visa transformar modelos simplificados em uma plataforma de previsão em tempo real para Pedro Osório e Cerrito.

    Foi confirmada nesta semana a aprovação do projeto “Protótipo de sistema integrado de previsão hidrológica em tempo real e alerta antecipado para inundações e estiagens: avaliação no rio Piratini”, submetido ao Edital 09/2023 (Programa Pesquisador Gaúcho – Faixa A) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (FAPERGS).

    A conquista do financiamento consolida um trabalho que o grupo já vem desenvolvendo na prática. Desde os eventos de chuva intensa de setembro de 2023, a equipe atuou com modelos simplificados para atender às demandas emergenciais das prefeituras de Pedro Osório e Cerrito. Agora, com o aporte de recursos, o objetivo é elevar o nível tecnológico dessa resposta, desenvolvendo um sistema personalizado e cientificamente embasado para dar suporte à tomada de decisão.

    Integração Regional e Multidisciplinar O projeto se destaca pela forte articulação institucional. A execução será liderada por uma equipe técnica multidisciplinar da UFPel (envolvendo CDTec, CEng e FAMET), em parceria com pesquisadores da FURG, UFLA e da iniciativa privada. As áreas de hidrologia, meteorologia, computação, cartografia e geoprocessamento trabalharão de forma integrada.

    Além do caráter científico, a proposta nasce com apoio direto dos gestores locais: as Prefeituras de Pedro Osório e Cerrito, juntamente com a Coordenadoria Regional de Proteção e Defesa Civil 4 (CREPDEC 4), são parceiras na implementação.

    Legado para a Bacia A meta é que o sistema sirva não apenas para o monitoramento de cheias, mas também para estiagens, funcionando como um protótipo replicável para outros rios da região. O desenvolvimento do projeto também fomentará a formação de recursos humanos, servindo de base para dissertações de mestrado e teses de doutorado que deixarão um legado prático para a sociedade da Zona Sul.

  • Grupo de Pesquisa atua com monitoramento hidrológico e suporte técnico na Sala de Situação das enchentes

    Força-tarefa multidisciplinar reuniu profissionais e estudantes para monitorar Lagoa dos Patos e Canal São Gonçalo, subsidiando a Defesa Civil com dados precisos.

    Ao longo do último mês, nosso Grupo de Pesquisa esteve mobilizado 24 horas por dia na Sala de Situação, atuando diretamente na linha de frente da resposta à maior enchente da história de Pelotas. A operação teve como objetivo fornecer dados técnicos para embasar a tomada de decisão da Prefeitura e da Defesa Civil.

    A atuação do grupo foi marcada pela integração de diversas áreas do conhecimento, essenciais para compreender a complexidade do evento climático. Foram aplicadas técnicas de Topografia e Mapeamento para identificar cotas de inundação em áreas críticas, Modelagem Matemática para projetar cenários de cheia, além de monitoramento constante de Hidrologia e Meteorologia para prever o comportamento das águas frente às chuvas e à direção dos ventos.

    O trabalho focou especialmente no acompanhamento dos níveis da Lagoa dos Patos e do Canal São Gonçalo, pontos vitais para a segurança do município. A equipe foi composta não apenas por pesquisadores seniores, mas integrou profissionais da área, técnicos administrativos, estudantes de graduação e pós-graduação, além da colaboração com pessoas de outros setores institucionais, criando uma rede de inteligência voltada para a gestão de riscos.

    Encerramento da etapa presencial e criação do NIP Com a estabilização parcial do cenário, as atividades presenciais e coletivas da Sala de Situação no quartel foram oficialmente encerradas nesta quinta-feira (06/06/2024). A desmobilização da estrutura física, no entanto, dá início a uma nova fase. O grupo segue com o monitoramento remoto e passa a focar na estruturação do Núcleo Integrado de Previsão (NIP), visando transformar a experiência adquirida em protocolos permanentes de prevenção para a Zona Sul.