Clube de Compras Dallas

Por Graça Vignolo de Siqueira

Imagem: divulgação

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Sinopse:

“O eletrecista texano Ron Woodroff (Matthew McConaughey) descobre, após um acidente no trabalho, que é portador do vírus HIV. Em plena década de 80, no auge da AIDS, essa era uma doença conhecida, pela maioria, entre os homossexuais. Ron procura tratamentos alternativos auxiliado pelo travesti Rayon (Jared Leto) e pela médica Eve Saks ( Jennifer Garner).”

O filme é forte, o assunto não me atrai, mas saber que cada um dos dois atores principais perdeu cerca de 20 quilos para viverem os doentes terminais da história me levou a assistir ao drama. Tanto Matthew quanto Jared são considerados homens bonitos no cinema, mas estão irreconhecíveis. Extraordinariamente irreconhecíveis. O modo de caminhar, de falar e até de sentar estão diferentes.

A trama é baseada em acontecimentos reais e concorreu ao Oscar 2014 em seis categorias, tendo levado as de Melhor Ator, Melhor Ator Coadjuvante e Melhor Maquiagem. Os americanos gostam de premiar atores que se sacrificam fisicamente para compor um personagem, então não foi uma surpresa. Como disse, Mattew está incrível, mas meu preferido era Chiwetel Ejiofor, em 12 Anos de Escravidão.

O filme se passa na década de 80 e Ron vive uma vida louca. É alcoólatra, viciado em cocaína e sexo. Após um pequeno acidente no trabalho que o leva ao hospital, descobre que está com o vírus HIV. Ele não acredita, pois para ele apenas homossexuais seriam o grupo de risco. E se revolta. O médico lhe dá 30 dias de vida.

A partir daí, ele, um homofóbico convicto, se enterra mais no vício, mas cada vez que passa mal se dá conta que precisa resolver o problema de uma vez. Afinal, ele gosta demais da vida. Descobre que o AZT, droga ofertada para estudo, mata mais do que salva e vai ao México, onde um médico afastado da Medicina por seus estudos individuais está tratando com sucesso pacientes aidéticos com uma fórmula de vitaminas e outras substâncias que não agridem o organismo tanto quanto o AZT.

Ron resolve contrabandear o produto para si próprio e para enriquecer, salvando outros doentes. Então, conhece Rayon que passa a ajudá-lo a distribuir o novo remédio contrabandeado. Mas isso é pouco. Ron quer mais. Ele cria um Clube de Compras onde cada associado pagando uma mensalidade de U$ 400 dólares recebe gratuitamente toda a medicação que necessitar.

Atrás dele vão receita federal, polícia e  FDA (Foodand Drug Administration). Logo a FDA vai aos tribunais levada por Ron, para que tenha direito de importar os remédios para seu tratamento. Ron teve o direto reconhecido pela FDA para tratar-se com o remédio que quisesse e sobreviveu ainda sete anos após o diagnóstico.

O trabalho é muito bem feito pelos atores e a direção também é acertada. Vale como curiosidade por sua participação no Oscar 2014. Minha nota é  10 para os atores, mas 8,5 para o filme.

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