Campanha de Doação de Órgãos na 31ª Fenadoce divulga evento Caminhada Pela Vida
2.824 gaúchos e mais de 63 mil brasileiros aguardam pela doação de órgãos. 1 vida pode salvar até 8.
Por Vanessa Centeno
A ONG Aliança Brasileira pela Doação de Órgãos e Tecidos (Adote), juntamente com a Liga Pelotense Doe Órgãos (LPDO), e a Assosiação Nacional de Pré e Pós- Transplantados (Vivere), promovem no dia 8 de novembro a Caminhada Pela Vida. A caminha terá início no Posto Paulo Moreira, localizado na Avenida Fernando Osório, n° 1160, na esquina da Avenida Dom Joaquim. Aos interessados em participar, as inscrições serão feitas com a doação de 2kg de alimentos não perecíveis, que serão destinados para instituições carentes. Mais próximo do evento, serão divulgados os locais de inscrições pelos canais de comunicação @adotedoeorgaos @ligapelotensedoeorgaos e @_viverebrasil.
No evento da Caminhada Pela Vida, terá coffee break, e ao longo do percurso, postos de água para as pessoas se hidratarem. Além disso, terá acompanhamento da Guarda Municipal e ônibus disponível para trazer os participantes de volta. A concentração será às 8 horas, com saída às 8h30m. O voluntário Paulo Leivas (65) explica que, no evento, cada um deve respeitar seus limites.
Diariamente os voluntários da campanha de doação de órgãos estão presentes na 31ª Fenadoce, junto ao estande do IFSul Campus Pelotas, conscientizando a população sobre a importância de ser um doador. Os voluntários presentes na Feira Nacional do Doce estão divulgando essa causa tão nobre e delicada, que é a doação de órgãos.
Phillyp Almeida (37) é atleta corredor, voluntário transplantado, e hoje atuante como membro da Associação de Pré e Pós Transplantados (Vivere) de Porto Alegre. Phillyp atua em Pelotas como ativista da causa, sendo criador da Liga Pelotense Doe Órgãos (LPDO), um perfil nas redes sociais que visa conscientizar o público sobre a causa, trabalhando em conjunto com o grupo Diga Sim à Doação de Órgãos.
Phillyp é transplantado de fígado e tem como propósito conscientizar as pessoas e mostrar na prática a importância de ser um doador. O atleta nasceu com uma doença hepática, e relata que foram 34 anos de luta pela vida. Durante oito meses, ficou no aguardo de um transplante, conforma sua doença se agravava. Para ele, a necessidade da doação de órgãos já era evidente desde sua juventude, na adolescência. Com a eminente possibilidade de precisar do transplante, ele manteve as esperanças. Assim permaneceu, e depois de oito meses na lista de espera, conseguiu passar pelo transplante e uma nova história começou a ser escrita na vida do jovem. Hoje, voluntário desta causa tão preciosa, Phillyp poderia ter sido apenas grato pelo transplante recebido, mas escolheu atuar na causa graças a sua experiência. Para ele, é muito importante fazer parte desta causa.


