Amor e Loucura: Coringa e Arlequina em Delírio a Dois

Filme está em cartaz nos cinemas de Pelotas e traz história complexa com mistura de humor e tragédia      

Por Júlia Koenig 

    

Lady Gaga e Joaquin Phoenix dão carga psicológica aos personagens principais        Fotos: Divulgação

 

“Coringa: Delírio a Dois” é uma continuação do aclamado filme “Coringa” de 2019, dirigido por Todd Phillips e, assim como na versão anterior, o diretor traz o ator Joaquín Phoenix encenando o aclamado vilão da DC. O filme, que estreou em meio a muitas críticas negativas, traz uma nova camada à história do Coringa, focando em sua relação tumultuada com a Arlequina (interpretada por Lady Gaga) e mergulhando na complexidade dessa relação, onde amor, obsessão e loucura se entrelaçam num misto de humor e tragédia. À medida que o Coringa enfrenta em júri a consequência de suas ações cruéis, Arlequina luta para encontrar um lugar ao seu lado, criando uma dinâmica que provoca reflexões sobre a natureza da insanidade e do afeto. A produção pode ser vista atualmente nas salas de cinema de Pelotas

Todd Phillips, que já tinha estabelecido um tom sombrio e realista no primeiro filme, mantém essa abordagem em “Delírio a Dois”. Sua direção mescla elementos de thriller psicológico com números musicais. O diretor explora as nuances entre loucura e romance, utilizando uma paleta de cores vibrantes que contrasta com a escuridão das temáticas abordadas. A direção de arte e a fotografia contribuem para uma atmosfera que intensifica as emoções dos personagens.

Passado e presente

A estrutura narrativa é não linear, intercalando momentos do presente com flashbacks que revelam a infância e os traumas de Arthur Fleck (o nome de fato de Coringa). Essa técnica permite que o público compreenda a origem de seus problemas psicológicos e a evolução de sua relação com Harleen Quinzel, a Arlequina, que é o ponto central da narrativa. A história se desenvolve em um ritmo acelerado que mistura momentos de tensão e fragilidade emocional, essa dinâmica é aprofundada por situações que revelam as fraquezas de ambos, ampliando o entendimento sobre o que os une e os separa.

O filme apresenta uma crítica social que se manifesta através das interações de Arthur com figuras como os guardas da prisão, que por diversas vezes abusam de sua autoridade, culminando numa cena de violência cruel. Além disso, o júri a que se submete representa uma crítica a como são tratados casos de saúde mental em varas criminais. Esses encontros não apenas expõem as falhas do sistema criminal e carcerário, mas também refletem a alienação e a frustração de Arthur em um mundo que não o aceita.

Nesse universo, Phoenix entrega uma performance que humaniza o personagem. No filme, ele lida com questões de amor, aceitação e a fragilidade de sua sanidade. A relação com Harleen traz uma nova dimensão ao coringa, revelando uma vulnerabilidade que contrasta com sua personalidade caótica. Em “Coringa” (2019), a interpretação do ator foi aclamada por sua profundidade. No entanto, “Delírio a Dois” se distancia do tom puramente trágico do primeiro filme, incorporando elementos de humor e romance que relembra a representação do Coringa em adaptações anteriores, como a de Heath Ledger (“Batman, o Cavaleiro das Trevas”/2008), e também oferece uma nova perspectiva ao explorar o lado humano do vilão.

Enquanto isso, Gaga oferece uma interpretação intensa e multifacetada, mostrando uma Dra. Quinzel que se vê atraída não apenas pela complexidade de Arthur, mas também por sua própria instabilidade emocional. A dinâmica entre os dois personagens é um dos principais motores da narrativa, desafiando os limites da obsessão e da dependência emocional.

Questionamentos sociais

Os personagens secundários não apenas enriquecem a narrativa, mas também refletem os temas centrais do filme, como a busca por amor, aceitação e a crítica à sociedade. Cada um deles contribui para a construção do mundo interno de Arthur e sua trajetória. Essa abordagem faz com que o público não apenas compreenda a transformação de Arthur, mas também se questione sobre os contextos sociais que produzem figuras como o Coringa. A exemplo disso, o filme explora o passado de Arthur através de personagens que aparecem em flashbacks, como sua mãe, Penny Fleck (Frances Conroy). Ela representa a fonte de traumas e conflitos internos que impulsionam Arthur. As memórias com Penny são marcadas por uma mistura de afeto e manipulação, revelando as raízes de sua instabilidade emocional.

A estética do filme é uma extensão da sua narrativa. Visualmente, o longa impressiona, com uma estética sombria que reflete a desordem do mundo interno dos protagonistas, a paleta de cores que vai do sombrio ao vibrante retrata as oscilações emocionais dos personagens e cenas sombrias contrastam com momentos mais iluminados, especialmente nas interações entre Arthur e Harleen. A câmera, muitas vezes, aproxima-se dos rostos, capturando expressões sutis que revelam a fragilidade emocional e a profundidade da performance dos atores.

 

Filme desafia a audiência  a confrontar suas próprias percepções sobre o que significa ser humano

 

A trilha sonora também contribui para a atmosfera, intensificando a tensão e a emoção com números musicais, apesar de estes, por vezes, tornarem a narrativa cansativa e serem grande alvo críticas negativas em relação ao filme. As composições variam de clássicos do jazz a canções originais e ajudam a estabelecer o tom emocional de cada cena. O uso de música em momentos-chave, como os números musicais que surgem na relação entre Arthur e Harleen, cria uma atmosfera que destaca a linha tênue entre a realidade e a fantasia na mente de Arthur.

Em suma, as escolhas narrativas e estéticas em “Coringa: Delírio a Dois” se entrelaçam, criando uma experiência completa. A profundidade emocional da narrativa, combinada com uma estética visual e sonora, provoca reflexões sobre temas universais e sombrios. Essa combinação desafia os espectadores a confrontarem suas próprias percepções sobre o amor e a luta pela aceitação em uma sociedade que frequentemente marginaliza os vulneráveis. Essa abordagem faz com que a obra desafie o público a confrontar as suas próprias percepções sobre o que significa ser humano em um mundo muitas vezes cruel e indiferente. Apesar dos pontos positivos o longa deixa a desejar no que toca a apresentar um final bem amarrado e coerente para com a riqueza do enredo. Não há como ignorar as pontas soltas e o frustrante desfecho entre os personagens principais, que termina de maneira fria e abrupta. Para além das críticas, o filme entrega boas reflexões e o desempenho dos atores é digno de elogios.

Ficha Técnica

Nome Original: Joker: Folie à Deux

Dirigido por Todd Phillips

Elenco: Lady Gaga, Zazie Beetz, Catherine Keener, Joaquin Phoenix ,

Distribuição Warner Bros.

País de Origem: EUA

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Queria assistir o filme do Coringa e Alerquina

Fátima Rodrigues

Resposta: O filme está disponível nos serviços de streaming  Prime Video, Google Play, Apple TV e HBO Max

 

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Sally Rooney e as vivências em um belo mundo em crise

A escritora irlandesa representa com maestria o cotidiano e os dilemas do século XXI   

Por Enzzo Lopes Rodrigues 

    

Sally Rooney lançou seu quarto romance “Intermezzo” em setembro  Fotos: Divulgação

 

No mês passado, em setembro, Sally Rooney lançou mundialmente seu quarto romance, “Intermezzo”. A obra narra a história de dois irmãos com personalidades distintas que buscam reconstruir suas vidas após a morte do pai. A expectativa do público em relação a este lançamento é alta, impulsionada pelo sucesso comercial e pelas críticas positivas que os trabalhos anteriores da autora receberam.

Em uma época em que as crises são constantes, tanto políticas quanto climáticas, Sally Rooney emerge como uma das principais escritoras da geração, contando histórias sobre pessoas normais tentando lidar com seus problemas e com os tumultos do mundo. Com uma abordagem leve e sem muitos plot twists, seus livros trazem à luz discussões relevantes. 

Graduada em Inglês pela Trinity College, em Dublin, Rooney se identifica como uma marxista, que tenta demonstrar em suas obras, entre outras coisas, o papel que o sistema de classes desempenha em relacionamentos, sejam eles românticos ou familiares. Essa temática permeia principalmente suas duas primeiras obras, “Conversas entre amigos” (2017) e “Pessoas normais” (2018), mas não deixa de fazer parte do resto do seu trabalho.

 

Alisson Oliver e Sasha Lane na minissérie “Conversas Entre amigos” baseada na obra da escritora

 

Em “Conversas entre Amigos”, Sally explora a relação de Francis, uma estudante na casa dos vinte anos, e o ator Nick, enquanto ela segue próxima de Bobbi, sua ex-namorada, e a esposa do ator, Melissa. O livro reflete muito sobre os modelos de relações e dinâmicas de poder dentro de vínculos afetivos, enfatizando as diferenças de classes e de idade. A obra foi adaptada em uma minissérie em 2022.

No segundo livro de Sally, “Pessoas Normais”, Connell e Marianne se conhecem na escola, onde um é muito popular e a outra é excluída dos círculos sociais por sua fama de ser “feia” e “irritante”. Ambos começam um relacionamento que dura anos. A premissa do livro publicado em 2018 parece clichê à primeira vista, mas se torna uma história densa que aborda os mesmos temas do primeiro livro de Rooney de maneira mais natural e profunda.

“Pessoas Normais” se tornou o lançamento mais popular da autora, ganhando uma adaptação em 2020, na série produzida pelo Hulu, estrelada por Paul Mescal e Daisy Edgar-Jones. É nessa história que o público encontra uma crítica mais acentuada ao sistema de classes pela autora. Connell é de classe baixa, filho da faxineira Lorraine, que trabalha para a mãe de Marianne. Durante toda narrativa, desde a escola à faculdade, é perceptível como Connell se sente inferior ao resto das pessoas ao seu redor por não possuir o mesmo status social que eles.

O sucesso que esse livro ganhou é justificável. Em pouco menos de 300 páginas, Rooney descreve de maneira excepcional todos os aspectos do crescimento de duas pessoas diferentes, mas que se encontram no sentimento de não pertencer a lugar nenhum. A história contempla temas como amizade, romance, saúde mental, classes sociais e outros pontos que ressoam na vida de muitos.

 

Paul Mescal e Daisy Edgar-Jones em “Pessoas Normais” 

 

Em 2021, na segunda metade de uma pandemia que mexeu consideravelmente com o estado mental do mundo, Sally Rooney surge com a estreia de seu terceiro romance, cujo título traz uma pergunta feita por muitos “Belo mundo, onde você está”. Nele conhecemos quatro pessoas – Alice, Felix, Eileen e Simon – que, no começo dos seus 30 anos, lutam para conduzir suas vidas e suas relações em meio a todas as crises globais.

Rooney captura de maneira precisa o espírito da época recente, quando não se via muitas razões para se ter esperança ou um objetivo definido, enquanto coletivamente deparava-se com um futuro tão incerto. É com isso, e por isso, que os acontecimentos do livro se desenrolam da maneira que acontece.

De que serve ter esperança? Para que se desgastar tentando construir algo? Nessa obra, a irlandesa mais do que convencer, busca demonstrar para o leitor a sua resposta para essas questões, revelando personagens que se apegam uns aos outros em busca de força para seguir em frente. Ela sugere a existência de um mundo metafórico paralelo ao que estamos, onde toda a beleza está nas conexões humanas.

Como em suas obras anteriores, Rooney critica o sistema liberal e o cenário político mundial, trazendo um foco especial para questões ambientais. As análises também tocam na cultura de celebridades, trazendo reflexões da personagem Alice, uma escritora que ganhou notoriedade e que se vê incomodada com as especulações a respeito da sua personalidade baseados unicamente em sua arte.

 

Penúltimo livro da autora foi lançado meio ao período pandêmico

 

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Museu Gruppelli retoma suas atividades com várias atrações

Após um período de reformas, reabertura acontece no dia 10 de novembro   

Por Amanda Leitzke e Chaiane Römer     

 

Com mais de 2000 objetos, instituição conta história dos modos de vida e trabalho do homem e da mulher do campo Foto: Divulgação

 

O Museu Gruppelli, localizado na Colônia Maciel, sétimo distrito de Pelotas, retoma suas atividades no domingo, dia 10 de novembro, a partir das 13h30min, após passar por reformas internas e externas. A programação de reabertura conta com apresentações musicais, lançamento de livros, mostra fotográfica e audiovisual, distribuição de pipoca, brinquedos infláveis gratuitos, exposição de flores, mateada, exposição de joias e outras programações.

O Museu Gruppelli foi fundado no dia 30 de outubro de 1998 por incentivo da comunidade local, com o interesse em preservar a história, memória e identidade da região colonial de Pelotas. Em uma frente liderada pela professora Neiva Vieira, pelo fotógrafo Neco Tavares e a família Gruppelli, conseguiram, aos poucos, reunir os objetos que hoje fazem parte do acervo.

Atualmente, o Museu Gruppelli possui dois mil objetos que contam a história da região e dos modos de vida e trabalho do homem e da mulher do campo, a maioria voltada ao trabalho rural. O acervo é configurado e organizado por meio de diferentes cenários, como a barbearia, gabinete dentário, armazém, trabalho rural, cozinha, costura, exposição temporária, vinícola, exposição sobre a enchente e a hospedaria.

O Museu Gruppelli se encontrava fechado por nove meses devido às obras que precisavam ser feitas no local. Sobre a reestruturação, Maurício Pinheiro, museólogo voluntário do museu, fala que o espaço “estava necessitando de uma reforma no telhado devido às ações do tempo degradarem o madeiramento, causando muitas goteiras. Isso afetou o acervo bastante, então em 2022 inscrevemos um projeto no Procultura de Pelotas e fomos um dos selecionados”. Com isso, eles puderam recuperar o telhado, trazendo mais segurança às pessoas e ao acervo, e também construíram uma rampa de acessibilidade e uma escada ao piso superior, proporcionando melhor acesso e transitabilidade aos visitantes.

Quando questionado sobre a importância do museu e da história que ele carrega e exibe para seus visitantes, Maurício Pinheiro afirma que “o Museu Gruppelli tem uma importância muito grande para a região. Foi o primeiro museu rural da cidade, tem uma grande relevância por ser precursor na ideia de preservar o patrimônio rural, que com o passar do tempo estava se perdendo”. Também conta que foi por causa da criação do museu que as pessoas começaram a perceber a importância da sua história e de preservar os objetos antigos que possuem para que as próximas gerações possam também ver a sua história e se enxergarem dentro do museu.

 

Em exposição vários objetos ligados ao cotidiano rural ao longo do tempo    Foto: Alvaro Pouey

 

Excepcionalmente, no dia da reabertura, o horário de visitação do museu começa a partir das 13h30min, mas o horário de funcionamento normal é das 10h até às 15h30min, somente aos domingos.

O evento seria realizado no dia 22 de setembro, mas por conta da enchente causada pelas fortes chuvas do mês passado que atingiram o local, a reabertura acabou sendo adiada para o dia 10 de novembro. Depois do trabalho exemplar da equipe do museu, o espaço, novamente, já se encontra em perfeito estado para que todos possam visitar e aprender mais sobre a cultura local.

Confira o cronograma do evento de reabertura:

 

Divulgado pelas redes sociais do Museu Gruppelli

Acompanhe as atividades do museu pelo Facebook e pelo Instagram.

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“Flores para Algernon”: Quanto pesa o conhecimento em uma sociedade desigual?

Através da ficção científica, obra faz uma crítica às ideologias capacitistas e preconceituosas      

 Por Ricardo Bandar       

 

 

Em seu romance de estreia, Daniel Keyes trabalha o preconceito e a vida de uma pessoa com deficiência intelectual em uma sociedade hostil. O livro “Flores para Algernon”, primeiramente publicado no ano de 1966, conta a história de Charlie Gordon: um homem de 32 anos de idade com um retardo mental grave. Ele vive seus dias trabalhando em uma padaria e escrevendo relatos em seu diário, até o momento em que passa a fazer parte de um experimento inédito de aumento de QI.

A obra aborda uma questão muitas vezes invisibilizada na sociedade, o capacitismo, neste exemplo específico, relacionado às pessoas com deficiência intelectual. O escritor traz situações degradantes pelas quais o protagonista vive no dia a dia, como “piadas” que o tratam como inferior, a falta de confiança das pessoas nas suas capacidades, a baixa paciência com os seus erros e a inexistência de respeito por ele.

A crítica social presente no livro é notável. A jornada de Charlie demonstra como a sociedade, inúmeras vezes, tende a marginalizar e desumanizar as pessoas com deficiência. Afinal, antes da cirurgia que iria aumentar o seu QI, ele é tratado como uma “coisa”, um objeto de piada e desprezo. A cada interação dele com outra pessoa, é revelado o preconceito enraizado nas atitudes dos indivíduos ao seu redor. O capacitismo é a discriminação e o preconceito contra pessoas com deficiência. O tema central enfatiza que a valorização de um ser humano, muitas vezes, depende de sua capacidade intelectual.

Conforme Charlie se torna mais inteligente, as suas relações mudam, mas também se complicam. Tornam-se evidentes para o protagonista as relações e interações baseadas em superficialidade que antes aceitava, bem como a fragilidade da felicidade ligada à aceitação social. Tudo isso resulta em questões importantes sobre o que realmente significa ser “normal” em uma sociedade incapaz de compreender o valor da empatia e da humanidade, em vez da mera conformidade às normas sociais e à valorização das coisas superficiais.

Dessa forma, “Flores para Algernon” é um convite à reflexão sobre como as pessoas com deficiência são tratadas, provocando uma nova interpretação sobre a humanidade. E evidencia como as concepções de inteligência e valor humano podem ser limitadas. A obra não apenas denuncia o capacitismo, mas também apresenta uma visão mais inclusiva e empática. O livro ressalta que a verdadeira dignidade e valor de uma pessoa não estão atrelados à sua capacidade de ser “normal” aos olhos da sociedade.

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Museu de Ciências Naturais: 54 anos proporcionando lazer e cultura

Instituição contribui para uma melhor conscientização ambiental e proporciona maior acesso à pesquisa científica      

Por Júlia Koenig       

 

Instituição buscar inovar formas de acesso ao acervo pela comunidade           Fotos: Divulgação

 

O Museu de Ciências Naturais Carlos Ritter, localizado na praça Coronel Pedro Osório, número 1, no Centro Histórico de Pelotas, faz parte da rota turística da cidade e oferece informação e lazer a população pelotense de forma gratuita.

O museu conta com cerca de 5540 exemplares de espécies taxidermizados, entre elas 540 aves e 4500 insetos. Em sua grande maioria de peças, o acervo reúne animais cuja taxidermia foi realizada por Carlos Ritter, mas há ainda espécies doadas por amigos do naturalista. E também animais taxidermizados por estudantes da Universidade Federal de Pelotas (UFPel).

A UFPel trabalha junto ao Museu de Ciências Naturais para manter preservado o acervo de Carlos Ritter e garantir o acesso da população a esse material, entre os cursos que trabalham junto ao museu estão Biologia, Museologia e Veterinária.

Hoje as visitas ao museu ocorrem com entrada franca, de segunda a sábado, das 13h às 18h. Durante o tour, os visitantes têm acesso ao acervo exposto e recebem a orientação de um guia, com uma explanação geral sobre a história do museu e curiosidades quanto ao acervo e às espécies expostas.

Arthur Tavares, estudante de Biologia e guia turístico do museu, revelou o interesse da equipe da instituição em facilitar o acesso das redes de ensino ao acervo através de uma espécie de museu itinerante. “Hoje em dia, a gente tem trabalhado junto com as secretarias municipais de cultura e educação, principalmente, do Capão e aqui de Pelotas, para levar o Museu para dentro das escolas usando espécies taxidermizadas que estão sendo preparadas de forma que possam ser tocadas, até por uma questão de inclusão”.

Segundo o guia, a maior dificuldade para ampliar o projeto é conseguir o apoio das autoridades públicas. “Esse projeto do Museu Itinerante não está finalizado. A ideia era fazer algo em conjunto com a Prefeitura, mas está difícil a comunicação, a Secretaria Municipal de Educação até deu respostas, mas a Prefeitura tem deixado muito ao vento”.  

 

Museu funciona em prédio de valor histórico no Centro de Pelotas

 

Quem foi Carlos Ritter

Carlos Ritter foi um renomado taxidermista brasileiro, conhecido por seu trabalho meticuloso na preservação e montagem de animais, principalmente espécies da fauna brasileira. Atuando no século XX, ele se destacou por sua habilidade técnica e por sua abordagem científica, contribuindo para o conhecimento da biodiversidade do país.

Ritter trabalhou em estreita colaboração com zoológicos e instituições científicas, e sua paixão pela natureza e pela educação ambiental refletia-se em sua prática. Seu acervo, que inclui uma vasta coleção de espécimes taxidermizados, é considerado um importante patrimônio histórico e científico. Ritter não apenas preservou a fauna, mas também buscou conscientizar sobre a importância da conservação ambiental. Sua obra é frequentemente estudada por biólogos e especialistas em zoologia, servindo como um recurso valioso para a pesquisa e a educação sobre a rica biodiversidade brasileira.

O horário de funcionamento do Museu de Ciências Naturais Carlos Ritter  é de segunda à sábado, das 13h às 18h.

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“Contra a Parede” traz dilemas éticos do jornalismo

Filme mostra desafios que profissionais da imprensa encontram entre diversos interesses e a responsabilidade de informar a sociedade   

Por Antonio Berndt   

     

           

A ética no jornalismo é o foco principal do filme “Contra a Parede”. O personagem central, Cacá (Antônio Fagundes), se depara com um dilema entre suas crenças pessoais e sua atuação profissional, tendo que decidir se irá preservar a imparcialidade e a integridade ou se cederá às pressões externas que podem pôr em risco sua carreira e a própria democracia. A relação próxima de Cacá com os candidatos provoca reflexões sobre a capacidade de um jornalista em manter-se objetivo e imparcial quando há um envolvimento emocional com suas fontes.

“Contra a Parede” tem o enredo que explora a ética e a corrupção, situado alguns meses antes de nebulosas eleições presidenciais, em que os grandes partidos PMB e PG veem seu espaço reduzido para dar lugar a uma terceira alternativa. Não é complicado interpretar os sinais, assim como reconhecer o país retratado no filme como o Brasil contemporâneo. Uma significativa parcela da sociedade percebe a nação atolada na corrupção em todas as esferas, sem políticos dignos de confiança, um país em que nada parece funcionar.

A trama acompanha um jornalista em sua jornada em busca da verdade, confrontando-se com um intenso dilema entre suas responsabilidades profissionais e suas crenças pessoais. A história levanta questões relevantes sobre a manipulação de informações e os obstáculos que os profissionais da imprensa enfrentam diante de pressões externas e interesses políticos. A batalha do protagonista para preservar a ética jornalística espelha a realidade de diversos jornalistas no Brasil, especialmente em épocas de polarização e desinformação.

Esse ambiente transforma “Contra a Parede” em uma obra instigante e contemporânea, explorando questões de ética, poder e o papel do jornalismo em um período crucial para a democracia. A dificuldade entre o anseio por uma aposentadoria digna e a urgência de optar pelo bem coletivo cria um terreno fértil para a reflexão acerca da integridade profissional e as consequências de nossas escolhas.

Essa história pode também tocar o público, uma vez que muitos podem se ver refletidos nas batalhas internas que Cacá enfrenta, o que o transforma em um personagem intrigante e envolvente. Ademais, as questões abordadas no filme podem estimular debates sobre o papel dos meios de comunicação na moldagem da opinião pública e na dinâmica democrática.

Para finalizar, “Contra a Parede” traz um convite à reflexão sobre a integridade e a responsabilidade no jornalismo, especialmente num contexto político altamente polarizado e em tempos de desinformação. A trama de Cacá Viana nos lembra que a credibilidade do jornalismo é um pilar da democracia e que as decisões éticas dos jornalistas podem ter um impacto profundo não só nas suas carreiras, mas também na sociedade como um todo.

 

        Personagem de Antônio Fagundes simboliza presença do jornalismo no cotidiano             Foto: Divulgação 

 

Ficha técnica:

Gênero: Drama

Direção: Paulo Pons

Produção: Antônio Fagundes

Narração: Marília Gabriela

Elenco: Antônio Fagundes, Caio Blat, Edson Celulari, Emilio de Mello, Marcos Caruso, Adriana Bengonzi, Alexandra Martins, Amanda Costa, Brenda Ligia, Bruno Fagundes, Caco Ciocler, Clarissa Drebtchinsky, Clarisse Abujamra, Flávia Damiani, Ilana Kaplan, Marcio Ferraz e Paulo Ernesto

Música: Paulo Pons e Bernardo Adeodato

Cinematografia: Thiago Lima Silva

Companhia(s) produtora(s):Fafilmes e Pax Filmes

Distribuição: Rede Globo

Lançamento: 11 de agosto de 2018

Idioma: Português

Duração: 93 min.

Ano: 2018

País: Brasil

Classificação: 14 anos

Onde assistir: Globoplay, Youtube

 

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Espetáculo ‘Ecos de Nós’ reflete sobre as relações modernas nesta sexta

Inspirado nas interações humanas na atualidade, o espetáculo com entrada franca é produzido pela aluna Joana Botelho do curso de Licenciatura em Dança da UFPel     

Por Bruna Farias e Renata Ávila       

O espetáculo de dança “Ecos de Nós”, produção autoral da discente do curso de Licenciatura em Dança da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Joana Botelho, promete trazer reflexões em torno da fragilidade e escassez dos sentimentos nas relações modernas. A apresentação será gratuita no Auditório Antônio Edgar Nogueira do Colégio Pelotense, no dia 18 de outubro, sexta-feira, às 19h.

Com 15 coreografias, compostas por movimentos contemporâneos e a técnica do Jazz, o espetáculo explora os sentimentos de solidão e passagem do tempo, que tornam o afeto e contato físico entre as pessoas escassos. “O objetivo do nosso trabalho é de conscientizar o público acerca de como as relações têm se tornado rasas e monótonas em consequência dos dias corridos e infinitos”, conta a diretora da montagem, Joana Botelho.

 

Pôster de divulgação do espetáculo “Ecos de Nós”        Divulgação/Joana Botelho

 

A produção e criação do espetáculo pelos alunos começa na disciplina de Montagem de Espetáculo I, mas apenas é colocada em prática e apresentada para a comunidade em Montagem de Espetáculo II. Conforme a professora orientadora do projeto, Eleonora Santos, a cadeira é fundamental para os discentes do curso em sua futura profissão. “A gente acredita que o nosso egresso tem que ser estimulado para quando estiver na escola como professor, informando e trazendo conhecimento aos estudantes a partir da Dança”, diz.  Ele deve ser “um potencial estimulador da produção artística na escola, e a montagem de um espetáculo é um grande agente para gerar esse pensamento”, explica a orientadora.

 

A diretora do espetáculo, Joana Botelho, conversa com os bailarinos antes do ensaio iniciar   Foto: Bruna Farias

 

No ensaio geral, era visível a animação e dedicação dos 23 bailarinos envolvidos no projeto. Alguns dos dançarinos são alunos do curso de Dança, já outros são amigos e bailarinos convidados por Joana. Estudante do curso de Nutrição, Daiana Thurow conta que ficou muito feliz com o convite da amiga para participar da obra. “A coreografia “Medo” tem sido minha preferida. A ideia de que o medo prende e acorrenta, mas que pode ser superado, conversa muito com a minha própria visão e dificuldades sobre esse sentimento. Poder colocar em expressões e movimentos algo que é tão paralisante se torna ainda mais mágico e profundo para mim”.

 

Por meio dos movimentos é possível refletir sobre as relações humanas na modernidade    Foto: Renata Ávila

 

Para outros bailarinos, o espetáculo é uma forma de sair da rotina do dia a dia, como é o caso da professora e fundadora da companhia de dança Grupo Mariana Espilman. “Aqui eu sou só bailarina, entende? Ao mesmo tempo que eu consigo estar no palco com as meninas, que são minhas alunas, eu consigo resgatar essa coisa antiga que eu tinha de quando eu era bailarina, tá sendo uma experiência ótima”, relata Mariana. Já, para a dançarina Eduarda Bilhalba, um dos grandes diferenciais da montagem é a direção cuidadosa da estudante. “Eu sinto muita gratidão por estar participando desse espetáculo com a Joana, porque ela é uma pessoa e coreógrafa incrível, ela torna tudo mais leve e isso é muito bom”.

“É sempre bom se apresentar, principalmente com amigos nossos. O espetáculo é muito bonito e sentimental, queremos fazer uma baita apresentação para todo mundo que for assistir”, conta a bailarina Larissa Borges, que convida toda a comunidade a prestigiar o espetáculo. Mais informações sobre a apresentação de ‘Ecos de Nós’ e demais produções dos alunos de Dança da UFPel podem ser encontradas nas redes sociais do curso @cad_danca.ufpel.

 

Evento: Espetáculo ‘Ecos de Nós’

Dia: 18 de outubro de 2024

Horário: 19h

Local: Auditório Antônio Edgar Nogueira (Colégio Pelotense), avenida Bento Gonçalves, nº 4357-4395

Entrada gratuita

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Mostra fotográfica traz registros inéditos do prédio da Prefeitura do Rio Grande

Exposição tem visitação gratuita e acontece na Galeria de Exposição Permanente      

Por Victória Silva       

  

Exposição narra 200 anos de história do sobrado em que funciona Prefeitura do Rio Grande    Foto: Victória Silva

 

Com foco na valorização do patrimônio cultural do município do Rio Grande, a exposição “Da Casa Nobre ao Paço Municipal: 200 anos de Narrativas” retrata, por meio de fotos inéditas, a história do prédio que sedia o Executivo da cidade mais antiga do Estado. Desde 13 de dezembro de 1982, o valor da edificação foi reconhecido com o registro no Livro do Tombo Histórico do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado do Rio Grande do Sul (IPHAE). A mostra fotográfica acontece na Galeria de Exposição Permanente, no piso térreo do Paço Municipal do Rio Grande (rua General Neto, 44).

 

Curadoria foi realizada pela equipe da Fototeca Municipal Ricardo Giovannini Foto: Divulgação

 

Aberta à visitação desde agosto e incluída na programação da Semana do Patrimônio 2024, entre os dias 20 e 30 de agosto, a exposição se estende até fevereiro de 2025. Até lá, de segunda a sexta-feira, das 13h às 18h, o público terá acesso a registros visuais selecionados pela equipe da Fototeca Municipal Ricardo Giovannini. Poderá ser contemplada a transformação do prédio ao longo do tempo, bem como dos arredores. A visitação é gratuita.

 

A atração conta com fotografias inéditas do interior do prédio                     Foto: Victória Silva

 

Segundo a diretora da fototeca, a historiadora Gianne Zanella Atallah, a curadoria buscou documentar alguns momentos pontuais do sobrado enquanto espaço construído, não apenas como um imóvel da Prefeitura. “A intenção da exposição é fazer com que a comunidade se sinta pertencente a este espaço. São 200 anos de narrativas. Muitas pessoas passaram por aqui, tiveram suas atividades aqui dentro, tivemos moradores e um clube de divertimento, que era uma sociedade carnavalesca. Então, são muitas entradas e saídas”, explica ela. “A fotografia tem várias interpretações, então, muitas vezes, uma única fotografia conta muito sobre vários momentos”, completa.

 

Detalhes do cotidiano rio-grandino no passado são lembrados em cada imagem      Foto: Divulgação

 

Para a estudante Nathália Santos, a mostra cumpriu com o seu propósito. “Foi muito interessante visualizar, como rio-grandina, através dos arquivos, a mudança de hábitos e vestuário. Observei uma pequena parte da evolução da minha cidade através do prédio que simboliza sua democracia”.

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Programa Orquestra Jovem do Sesc com inscrições abertas até dia 9 de outubro

Pelotas foi a cidade escolhida como sede de projeto que busca estimular o desenvolvimento artístico de adolescentes        

Por Fernanda Farinha        

 

Chance com bolsas para cursos de contrabaixo, viola, violino e violoncelo     Foto: Divulgação/@paulorossifoto

 

O programa Orquestra Jovem do Sesc é uma inovação no Rio Grande do Sul, sendo o primeiro projeto de orquestra voltado para adolescentes no Estado. As inscrições vão até o dia 9 de outubro, para jovens entre 15 a 18 anos, através do site, o programa também oferecerá bolsas de estudos para alunos selecionados.

Nacionalmente, o Sesc é pioneiro nesse tipo de projeto, a instituição forma bandas de música e orquestra desde 2004. Atualmente, as orquestras jovens do Sesc estão presentes em diversos estados do país, e agora também no Rio Grande do Sul.

O Festival Internacional Sesc de Música, realizado em Pelotas, tradicionalmente recebe membros das orquestras jovens. Segundo Luciana Stello, gerente de Cultura do Sesc/RS, a possibilidade de trazer esse programa para o sul foi vista durante as suas realizações. “Presenciamos, de perto, como este projeto tem o potencial de transformar vidas através da música e da inclusão social. Então, ter essa iniciativa também em prática no Rio Grande do Sul era um sonho pensado já há algum tempo, que estamos concretizando neste ano,” contou. As aulas serão realizadas na Unidade do Sesc de Pelotas, a cidade foi escolhida como sede do projeto pela sua vocação para música e pelo sucesso que o Festival Internacional faz no município.

Os jovens poderão escolher entre os cursos de contrabaixo, viola, violino e violoncelo. As aulas serão realizadas presencialmente em três dias da semana e iniciam em janeiro de 2025. Uma novidade é a oferta de bolsas de estudos, um fato inédito entre as orquestras jovens do Sesc no Brasil. Luciana ressalta a importância dessa ajuda financeira para os alunos: “Partiu de nosso entendimento, no Sesc/RS, da necessidade de valorizar esses jovens alunos e evitar a evasão do curso entre participantes que, por motivos socioeconômicos, teriam que migrar para o mercado de trabalho e ficariam sem tempo para a formação”. Além da bolsa no valor de 600 reais, os estudantes também terão custeados o transporte e o lanche, permitindo com que se dediquem à formação e ao desenvolvimento do seu talento.

A música clássica e as orquestras ainda são, de certa forma, vistas como inacessíveis para muitos públicos. Projetos como os do Sesc têm um papel muito importante na popularização dessa arte. Luciana evidencia que a Orquestra Jovem do Sesc busca tornar a música de concerto acessível a todas as camadas da sociedade, no lugar de deixá-la erroneamente atrelada à elite, tendo em conta seus instrumentos e formações de alto custo. A formação de uma Orquestra Jovem, soma-se às inúmeras contribuições do Festival Sesc de Música à comunidade pelotense, um legado que colabora com a democratização da música de concerto.

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Os fantasmas ainda se divertem

O retorno triunfal do fantasma mais irreverente do cinema     

Por Pedro Bittencourt de Oliveira     

 

Michael Keaton interpreta o personagem protagonista            Fotos: Divulgação

 

Após mais de três décadas, o excêntrico Beetlejuice está de volta às telonas. Dirigido novamente por Tim Burton, “Beetlejuice 2” traz a tão esperada sequência de um dos maiores clássicos de comédia sombria do cinema. O filme chega com a missão de revitalizar o espírito caótico do original e conquistar uma nova geração,enquanto celebra o legado deixado pelo primeiro longa de 1988.

A nova vida de “Beetlejuice”

“Beetlejuice 2” carrega o desafio de dar continuidade a uma história que se tornou icônica. O personagem principal, interpretado por Michael Keaton, retorna com a mesma energia irreverente e anárquica que o consagrou no primeiro filme. Keaton, mais uma vez, encarna o bio-exorcista que transita entre o mundo dos mortos e dos vivos, desta vez com novos desafios e, claro, novos humanos para atormentar.

A trama envolve a personagem de Lydia Deetz, interpretada por Winona Ryder, agora adulta. Ela enfrenta questões familiares enquanto tenta proteger sua filha, papel de Jenna Ortega, das travessuras de Beetlejuice. A continuação não apenas amplia o universo apresentado no primeiro filme, mas também introduz uma nova geração de personagens, mantendo a essência humorística e sombria que fez de“Beetlejuice” um clássico.

Conexões com o passado e novos ares

Se o primeiro filme se destacou por sua originalidade e estética única, “Beetlejuice 2″ segue o mesmo caminho, mas com uma narrativa renovada e visualmente atualizada. Enquanto o estilo gótico de Tim Burton continua a definir o tom da produção, o diretor consegue trazer frescor ao universo de Beetlejuice ao incorporar temas mais contemporâneos e expandir o cenário fantasioso.

Com a adição de novos membros ao elenco, como Jenna Ortega, que tem ganhado destaque em papéis de terror e fantasia, e veteranos como Willem Dafoe e Justin Theroux, o filme garante uma dinâmica interessante entre os novos e os antigos personagens. Ortega, em particular, é um dos pontos altos da continuação, dando vida à filha de Lydia e estabelecendo um paralelo entre o comportamento irreverente de sua personagem e o de sua mãe no original.

 

Jenna Ortega soma no elenco fazendo o papel da filha de Lydia

 

Tim Burton: o maestro do macabro continua a brilhar

Tim Burton, novamente à frente da franquia, mostra que sua visão criativa ainda é tão vívida quanto nos anos 1980. Desde o lançamento do primeiro “Beetlejuice”, Burton se consolidou como um dos diretores mais originais de Hollywood, e o retorno ao universo que ele ajudou a criar é uma celebração de sua carreira e de seu estilo inimitável.

Com “Beetlejuice 2”, ele expande sua estética característica, utilizando a tecnologia moderna para aprimorar os efeitos especiais que, no original, eram propositalmente rudimentares, mas cativantes. O equilíbrio entre o digital e o prático mantém a atmosfera única do primeiro filme, ao mesmo tempo em que faz jus às exigências visuais do público contemporâneo.

Expectativa e nostalgia

“Beetlejuice 2” não é apenas uma continuação; é um evento cinematográfico que une nostalgia e inovação. Os fãs do primeiro filme encontrarão muitos easter eggs e referências ao original, enquanto o novo público terá a chance de descobrir o humor disruptivo e a estética gótica que definem o trabalho de Burton.

A expectativa estava alta, especialmente para ver como a interação entre os personagens clássicos e os novos seria conduzida. Com Michael Keaton retomando o papel de sua vida e a adição de um elenco jovem e talentoso, “Beetlejuice 2” supera as expectativas e se concretiza como um filme de ótimas atuações e narrativa divertida e envolvente.

Conclusão: Beetlejuice está de volta, e melhor do que nunca

“Beetlejuice 2” consegue capturar a essência do que fez do primeiro filme um clássico, ao mesmo tempo em que explora novas possibilidades narrativas. Com um elenco talentoso e a direção visionária de Tim Burton, esta sequência tem tudo para se tornar um novo marco no cinema de fantasia e comédia. O retorno do bio-exorcista mais amado do cinema faz não apenas rir, mas também nos lembrar por que “Beetlejuice” se tornou uma referência no imaginário cultural.

Ficha Técnica:
– Título Original: “Beetlejuice Beetlejuice”
– Direção: Tim Burton
– Elenco: Michael Keaton, Winona Ryder, Jenna Ortega, Catherine O’Hara, Willem Dafoe, Justin Theroux
– Roteiro: Alfred Gough, Miles Millar
– Gênero: Comédia, Fantasia, Terror
– Produção: Plan B Entertainment, The Geffen Company
– Distribuição: Warner Bros. Pictures
– Duração: 104 minutos
– Data de Lançamento: 5 de setembro de 2024
– Onde assistir: Lançado nos cinemas, plataformas de streaming ainda a serem confirmadas.

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