Comédia promove empatia e reflexão  

Por Julya Bartz Boemeke Schemechel    

O diretor Vicente Villanueva lida com os transtornos compulsivos de maneira divertida

Quando optamos por assistir um filme de comédia, logicamente procuramos por uma que possa nos arrancar boas risadas do início ao fim. No filme “Toc toc” a história entrega comédia juntamente com uma reflexão sobre os Transtornos Compulsivos Obsessivos (TOC). O filme espanhol do diretor Vicente Villanueva (disponível na Netflix) é uma adaptação de uma peça francesa e foi lançado em 2017.  

No consultório, seis pacientes que possuem TOC aguardam impacientemente atendimento de um doutor muito requisitado e especializado na área. O primeiro paciente sofre da síndrome de Tourette e assusta os demais por conta de seu “tique”. Ao longo do filme, ele explica como funciona a síndrome e como é a sua rotina convivendo com ela. E isso acontece também com os outros pacientes, que cansam de esperar o doutor atrasado. Além da Tourette, o filme fala também sobre Aritmomania (transtorno no qual o indivíduo precisa contar tudo em sua volta repetidas vezes; angústia com os números), compulsão por limpeza, além do TOC de verificação, onde a pessoa precisa conferir inúmeras vezes se trancou a porta ao sair de casa, por exemplo. 

Personagens compartilham comicamente suas dificuldades na sala de espera do consultório    Foto: Divulgação

Em primeiro momento, a impressão que passa é que se trata de uma comédia apelativa, que recorre a palavrões para chamar a atenção. Mas conforme entramos na história e entendemos mais sobre os personagens, cada detalhe chama a atenção e é aí que o humor aparece. O filme busca mostrar os transtornos e suas dificuldades de uma maneira descontraída e ao mesmo tempo delicada. Graças a isso, o espectador consegue “entrar” na vida de quem possui TOC e entender melhor como o preconceito atrapalha e prejudica a vida dos mesmos. 

“Toc toc” transmite uma mensagem muito importante através de uma comédia respeitosa: os Transtornos Compulsivos Obsessivos são mais comuns do que imaginamos. E as pessoas que convivem com eles enfrentam batalhas diárias. Cabe a cada um buscar conhecer melhor sobre e respeitar. 

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