Como a psicolinguística pode contribuir para o ensino de línguas?

A psicolinguística investiga como a mente lida com a linguagem, considerando a produção, a compreensão e a aquisição de línguas. A sua vertente orientada à prática é a psicolinguística aplicada (Gabryś-Barker, 2022), que se preocupa em resolver questões relacionadas a neurodivergências, inteligência artificial, questões forenses e ensino de línguas. Como o foco do nosso grupo de pesquisa é o ensino, apresentamos, a seguir, algumas contribuições da área e do próprio grupo.

Rastreamento ocular (eye-tracking)

Imagine poder ver, em tempo real, para onde os olhos do leitor vão enquanto ele lê. É isso que o rastreamento ocular permite: registrar onde o olhar se fixa, por quanto tempo e quando volta atrás para reler. Como esses movimentos acompanham o que a mente faz com o texto, funcionam como um microscópio da leitura, revelando o que um questionário jamais captaria. Foi assim que pesquisadores notaram que leitores experientes voltam mais a partes anteriores do texto para extrair as ideias principais, enquanto os menos proficientes leem de forma linear e vão se desmotivando, sem distinguir o que é central do que é secundário (Rayner, 1998). Mas o uso mais instigante talvez seja outro: mostrar aos próprios alunos os registros de seu olhar, para que percebam como leem e que há formas mais eficazes de fazê-lo. Experiências iniciais nessa direção (Maia, 2018) sugerem que transformar o aluno em observador da própria leitura pode ajudá-lo a se tornar um leitor mais atento e estruturado.

Consciência metalinguística

Um leitor competente vai além do que está explicitamente apresentado no texto. Maia (2019) propõe que, para transformar leitores lineares incompletos no que ele chama de ‘leitores estruturantes’, isto é, capazes de perceber como os diferentes elementos textuais contribuem para a estrutura e para a mensagem total do texto, é necessário promover atividades em sala de aula que reflitam “sobre o nível mais microscópico do período”. É necessário, então, propor uma análise dos elementos gramaticais como produtores de sentido.

Essas habilidades estão relacionadas à consciência metalinguística, uma capacidade que permite analisar a(s) língua(s), sistematizando, selecionando e processando a língua em categorias estabelecidas (Bialystok; Ryan, 1985). Dessa forma, torna-se possível notar padrões, refletir sobre ambiguidades e pensar a língua sob diversas perspectivas. Esse processo pode ser exemplificado pela aquisição da linguagem: as crianças identificam regularidades na formação dos verbos e passam a aplicar a mesma regra a verbos novos, construindo, assim, hipóteses sobre o funcionamento da língua. Explorar a consciência metalinguística deve ser um elemento central no ensino de línguas, visando não apenas à formação de leitores e interlocutores críticos, mas também de comunicadores proficientes. 

Influências translinguísticas

Quando uma pessoa aprende uma nova língua, ela não deixa de lado as línguas que já conhece. Pelo contrário: seus conhecimentos anteriores podem aparecer na maneira como fala ou escreve na nova língua. Por exemplo, um estudante que fala espanhol e está aprendendo português pode usar uma palavra, uma estrutura ou uma forma de expressão do espanhol ao produzir uma frase em português. Esse tipo de influência, também chamado de transferência, é natural no processo de aprendizagem e ajuda a mostrar a interação constante entre as línguas do repertório de uma pessoa.

Estudos desenvolvidos no Laplimm, como os de Freitas (2021), Oliveira (2024) e Silva (2025), mostram que as influências não acontecem de maneira aleatória. Elas podem ser favorecidas, por exemplo, pelas semelhanças entre as línguas que o estudante conhece, pelo uso mais recente de uma determinada língua e pelo contexto em que a nova língua é aprendida. Assim, aquilo que muitas vezes é visto simplesmente como um “erro” pode revelar como o aprendiz está mobilizando seus conhecimentos linguísticos para construir sentidos em uma nova língua. Compreender as influências também pode contribuir para o ensino de línguas. Em vez de tratar os erros apenas como algo que precisa ser corrigido, professores podem observar o que eles revelam sobre o processo de aprendizagem e criar atividades que explorem as semelhanças e diferenças entre as línguas. Dessa forma, o repertório multilíngue dos estudantes deixa de ser visto como um problema e passa a ser reconhecido como um recurso importante para a aprendizagem.

Julgamento de aceitabilidade

O teste de julgamento de aceitabilidade é um método que solicita aos participantes que avaliem a estrutura das sentenças que constituem o objeto de pesquisa. De acordo com Sá, Ciríaco e Godoy (2022), o teste é baseado na ação de julgar, que é uma atividade humana do dia a dia dependente da compreensão e do processamento do objeto. Um exemplo de atividade em que a ação de julgar ocorre de forma natural, segundo os autores, é a leitura de textos escritos, na qual o leitor julga o texto lido a partir da sua interpretação, das suas concepções e do seu processamento. Dessa forma, o processamento do texto e sua compreensão influenciam diretamente a avaliação do leitor.

Assim como na leitura de textos, na tarefa de julgamento de aceitabilidade, o participante recebe o estímulo, faz sua leitura, compreende-o e processa-o e, por fim, atribui-lhe uma nota. Esse julgamento é feito a partir da percepção sobre a sentença ser ou não aceitável na língua que está sendo analisada. Na prática, isso significa, por exemplo, apresentar ao participante uma sentença como “O menino comeu o bolo”, que tende a ser julgada como plenamente aceitável. Outras sentenças (por exemplo, “O menino come para o bolo”) geram estranheza e uma nota mais baixa, evidenciando que o julgamento não é uma resposta de certo ou errado, mas uma escala. Uma construção será julgada como aceitável ou não a partir do seu processamento, do seu significado e do contexto em que está inserida (Oliveira; Sá, 2013). 

Em relação ao ensino, a tarefa de julgamento de aceitabilidade pode ser utilizada para colher informações que ajudem o professor a entender melhor o conhecimento linguístico dos estudantes. O professor pode empregá-la como instrumento de diagnóstico, identificando quais estruturas da língua já estão consolidadas na gramática internalizada dos estudantes e quais ainda não estão, o que orienta o planejamento didático. Essa tarefa também ajuda a evidenciar como esses fatores influenciam a avaliação linguística. Isso é relevante, pois mostra que as dificuldades de julgamento podem refletir não apenas o desconhecimento da norma, mas também dificuldades de processamento, permitindo ao professor diferenciar a forma de avaliar as produções e leituras dos estudantes. Por fim, por ser uma ferramenta de fácil acesso a dados quantitativos, os professores podem utilizá-la para levantar informações sobre o conhecimento linguístico de seus estudantes. 

Acesso lexical e o papel de cognatos

Uma das contribuições da psicolinguística aplicada ao ensino de línguas está relacionada aos aspectos cognitivos do contato entre as línguas (Gabryś-Barker, 2022). O cérebro de um falante bilíngue não isola os sistemas linguísticos em “gavetas” separadas, tampouco “desliga” uma língua para ativar a outra de forma completa, pois as informações linguísticas estão interconectadas e influenciam-se mutuamente (Grosjean, 1989). Embora as línguas pareçam operar de modo independente no uso cotidiano, elas compartilham estruturas mentais, permitindo que as habilidades de leitura, escrita e pensamento crítico desenvolvidas em um idioma sejam transferidas para o outro (Cummins, 1985).

Essa dinâmica estende-se também ao “dicionário mental”, isto é, um inventário com todas as palavras que uma pessoa conhece (Dijkstra, 2005), cuja ativação é fundamental para a compreensão de qualquer mensagem (Leffa, 2000). No uso dos chamados “cognatos verdadeiros” (transparentes), como information e informação, family e família, ou problem e problema, as formas e os significados parecidos  funcionam como pontes que ligam os idiomas, reduzindo o esforço de compreensão de significados durante o processo de aprendizagem de uma nova língua (Limberger, 2018; Oberste-Berghaus, 2025). Essas relações produtivas operam inclusive na relação entre língua minoritária e língua majoritária. Duas pesquisas do Laplimm já mostraram essas relações, inclusive, entre hunsriqueano e alemão (Limberger, 2018) e pomerano e inglês (Griep, 2021). 

Sendo assim, mais do que explicar como as palavras são acessadas na mente de uma pessoa bilíngue (Dijkstra, 2005), esses achados podem trazer mudanças para o ensino. Entender que a primeira língua (L1) deixa de ser um obstáculo ou uma interferência negativa para o aprendizado da segunda língua (L2) é um apoio para facilitar a leitura e a expansão do vocabulário. Na prática, os aprendizes podem buscar as semelhanças entre as palavras usando o vocabulário que já conhecem na sua L1 para que possam compreender o contexto de um texto na L2.

Em conjunto, as pesquisas mostram que entender como usamos e aprendemos uma língua pode ajudar a melhorar a maneira como ensinamos. Ao observar o que acontece durante a leitura, a compreensão e a aprendizagem de uma nova língua, a psicolinguística nos permite ir além de simplesmente identificar acertos e erros: podemos entender melhor por que eles acontecem. Aproximar esse conhecimento da sala de aula pode ajudar professores a reconhecer as dificuldades dos alunos, aproveitar melhor seus conhecimentos prévios e pensar em estratégias de ensino mais adequadas às diferentes formas de aprender. É assim que a pesquisa sobre a linguagem pode contribuir, de forma concreta, para o ensino de línguas.

 

Referências
BIALYSTOK, E.; RYAN, E. B. A metacognitive framework for the development of first and second language skills. In: Forrest-Pressley, D. L.; MacKinnon, G. E.; Waller, T. G. (orgs.). Metacognition, cognition, and human performance. New York: Academic Press, 1985. p. 207-252.
CUMMINS, J. Bilingualism and Special Education: Issues in Assessment and Pedagogy. San Diego: College-Hill Press Inc., 1985.
DIJKSTRA, T. Bilingual Visual Word Recognition and Lexical Access. In: KROLL, J. F.; GROOT, A. M. B. de (orgs.). Handbook of Bilingualism: Psycholinguistic Approaches. New York: Oxford University Press, 2005. p. 179–201.
FREITAS, R. P. B. de. Influências translinguísticas lexicais na produção oral em espanhol por brasileiros adultos imigrantes falantes de português, espanhol e inglês. 2021. Dissertação (Mestrado em Letras) – Programa de Pós-Graduação em Letras, Universidade Federal de Pelotas.
GABRYŚ-BARKER, D. (Applied) Psycholinguistics for Foreign Language Teachers: A Diachronic Perspective. Anglica Wratislaviensia, v. 60, n. LX, p. 151–69, 2022.
GRIEP, G. W. Influências do pomerano na leitura de palavras cognatas em inglês. 2021. 153 f. Dissertação (Mestrado em Letras) – Centro de Letras e Comunicação, Universidade Federal de Pelotas, Pelotas. 2021.
GROSJEAN, F. Neurolinguists, beware! The bilingual is not two monolinguals in one person. Brain and Language, v. 36, n. 1, p. 3-15, 1989.
KELLERMAN, E. Now you see it, now you don’t. In: GASS, S.; SELINKER, L. (orgs.) Language transfer in language learning. Rowley: Newbury House Publishers, 1983. p. 112–134.
LEFFA, V. J. Aspectos externos e internos da aquisição lexical. In: LEFFA, V. J. (org.). As palavras e sua companhia; o léxico na aprendizagem. Pelotas, 2000, v. 1. p. 15-44.
LIMBERGER, B. K. Processamento da leitura multilíngue e suas bases neurais: um estudo sobre o hunsriqueano. 2018. 269f. Tese (Doutorado em Linguística) – Programa de Pós-Graduação em Letras, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2018.
MAIA, M. Pensando (Psico)linguisticamente, experimentalmente, educacionalmente. In: PILATI, E.; NAVES, R.; SALLES, H. (orgs.). Novos Olhares para a Gramática na sala de aula: questões para estudantes, professores e pesquisadores. Campinas: Editora Pontes, 2019. p. 93-118.
MAIA, P. Oficina de leitura e produção de imagem crítica: uma experiência de trabalho como princípio educativo. In: CHEDID, F. et al. (orgs.). Tecnologia para o Desenvolvimento Social: Diálogos NIDES/UFRJ. Marília: Editora Lutas Anticapital, 2018. p. 439-456.
OBERSTE-BERGHAUS, N. Cognates in Foreign Language Learning: A Cognitive and Linguodidactic Perspective. Revista Românească pentru Educaţie Multidimensională, Iasi, v. 17, n. 2, p. 1-37, 2025.
OLIVEIRA, C.; SÁ, T. M. M. de. Métodos off-line em psicolinguística: julgamento de aceitabilidade. ReVeLe, n. 5, p. 01-20, 2013.
OLIVEIRA, G. Z. de. A influência da língua espanhola na língua portuguesa em contexto de fronteira Brasil-Uruguai: o emprego da regência verbal em textos escritos por estudantes do Ensino Fundamental II. 2024. Dissertação (Mestrado em Letras) – Programa de Pós-Graduação em Letras, Universidade Federal de Pelotas, Pelotas, 2024.
RAYNER, K. Eye movements in reading and information processing: 20 years of research. Psychological Bulletin, [S. l.], v. 124, n. 3, p. 372-422, 1998.
SÁ, T. M. M. de; CIRÍACO, L.; GODOY, M. Julgamento de aceitabilidade: um método de fácil acesso a dados quantitativos. In: OLIVEIRA, C. S. F. de; SÁ, T. M. M. de. (orgs.). Métodos experimentais em psicolinguística. 1. ed. São Paulo: Pá de Palavra, 2022. p. 27-29.
SILVA, L. R. da. Influências translinguísticas lexicais na produção escrita em português brasileiro como língua adicional: um estudo com migrantes internacionais adultos multilíngues falantes de espanhol. 2025. Dissertação (Mestrado em Letras) – Programa de Pós-Graduação em Letras, Universidade Federal de Pelotas, Pelotas, 2025. Continue lendo →

Leitura dinâmica: atalho ou cilada?

Leia 10 mil palavras por minuto! Termine um livro em uma hora!

Você provavelmente já esbarrou em anúncios assim. Cursos e aplicativos de leitura dinâmica prometem multiplicar por dez a sua velocidade de leitura. A oferta é tentadora; quem não quer dar conta de um monte de textos na metade do tempo? Só que há um problema: quando o objetivo é entender o que se lê, a promessa não se cumpre.

O que vendem, no fundo, são dois truques: treinar os olhos para “engolir” uma linha inteira de uma vez ou eliminar o movimento dos olhos exibindo uma palavra por vez em altíssima velocidade (é o que faz o aplicativo Spritz, por exemplo).

Mas por que não funciona? Primeiro, por pura anatomia: enxergamos com nitidez apenas três ou quatro letras a cada parada do olhar. A pesquisadora Fernanda Ferreira lembra que, para compreender um texto, os olhos precisam pousar em quase todas as palavras (Ferreira, 2025, p. 61). É biologicamente impossível ler uma linha inteira de uma vez. Quem tenta está, na verdade, lendo uma ou duas palavras e adivinhando o resto. Pior: no método Spritz, os olhos nem se movem, o que impede de voltar para reler um trecho confuso. Essas voltas não são aleatórias: o cérebro mira exatamente o ponto que gerou a confusão, e cerca de 10% dos nossos movimentos oculares são esses reparos (Traxler, 2023, p. 387).

Segundo, porque já somos leitores rápidos. O pesquisador Matthew Traxler explica que um leitor fluente e habitual lê perto do limite possível (cerca de 200 a 250 palavras por minuto) e que não sobra muito para “turbinar”. 

Imagem gerada com a ferramenta Claude Design – Modelo Opus 5

Então, não dá para ler com mais eficiência? Dá, mas sem mágica:

  1. Ajuste o modo ao objetivo. Para pegar só a ideia geral, passar os olhos pode funcionar; e para achar um dado específico, basta caçá-lo na página. Mas para compreender de verdade, não há saída: é preciso ler com calma e atenção.
  2. Nada é de graça: mais velocidade compromete a compreensão. Quanto mais rápida for a leitura, menos o leitor vai absorver do texto.
  3. O que realmente nos torna leitores melhores é um processo a longo prazo: vocabulário, conhecimento sobre o assunto e muita prática. Quanto mais você sabe, mais os olhos pulam o que já consegue prever e, assim, a leitura fica um pouco mais rápida.

No fim das contas, leitura dinâmica não é atalho: é uma troca. E, para entender de verdade, nenhum truque substitui a leitura atenta, frequente e variada. Ah, e aquele livro em uma hora? Só se você não se importar de não entender nada dele.

Referências
FERREIRA, Fernanda. Reading. In: FERREIRA, Fernanda. Psycholinguistics: a very short introduction. Oxford: Oxford University Press, 2025. p. 59- 
TRAXLER, Matthew J. Reading. In: TRAXLER, Matthew J. Introduction to psycholinguistics: understanding language science. Oxford: Wiley-Blackwell, 2023.

EPA!2026 – Encontros de Pesquisas em Andamento: Psicolinguística e Línguas em Contato

Entre 20 de agosto e 10 de dezembro de 2026, teremos cinco encontros online para apresentações e debates sobre pesquisas de mestrado e doutorado em Psicolinguística e Línguas em Contato, promovidos pelos grupos Línguas em Contato e LAPLIMM/PPGL-UFPel.
O evento é um espaço informal e colaborativo de troca entre estudantes, egressos, docentes e toda a comunidade. As discussões serão online e abertas ao público com emissão de atestados para apresentadores e ouvintes.
Não é necessário se inscrever para participar como ouvinte. O link não está mais disponível online devido a invasões. Entre em contato por e-mail ou no Instagram para solicitar o link.
Encontros (17h–18h30):
• 20/08/26
• 24/09/26
• 22/10/26
• 19/11/26
• 10/12/26
Mais informações e programação completa estão na página do evento.

Manual de sobrevivência na pesquisa: dicas do nosso grupo

Fazer pesquisa requer organização, planejamento e dedicação constante à leitura e à escrita. Com base nisso, integrantes do nosso grupo de pesquisa compartilharam, em reunião, dicas fundamentadas em suas experiências. Confira recomendações sobre organização, leitura, escrita e gestão emocional. 

Pontos principais

  • Pesquise com constância, não por urgência. Pequenos avanços diários sustentam pesquisas longas.
  • Leia para escrever; escreva para pensar. Transforme leituras em registros, conexões e texto.
  • Registre e organize desde o início. Ideias, referências e decisões precisam de um sistema de registro confiável.
  • Proteja sua atenção e seu descanso. Foco e recuperação também fazem parte da produtividade.
  • Pesquisa é trabalho coletivo. Troca, colaboração e rede de apoio fortalecem a pesquisa.

Organização

  • Defina objetivos diários: Estabeleça pequenos objetivos diários alcançáveis, fragmentando as tarefas. 
  • Organize-se: Estruture metas a curto, médio e longo prazo.
  • Estabeleça prioridades: Identifique as prioridades e as urgências diárias.
  • Monitore o fluxo de trabalho: Categorize as tarefas e analise as razões de eventuais pendências ou procrastinação.
  • Reduza distrações: Gerencie e limite o tempo de uso de redes sociais, sites e dispositivos móveis.
  • Tenha um “diário de bordo”: Utilize uma agenda ou um caderno para registrar procedimentos e insights da pesquisa.
  • Registre: Mantenha registros e pastas da sua produção intelectual.

Leitura

  • Estabeleça metas de leitura: Divida a sua carga de leitura semanal, mantendo certa flexibilidade para conciliar com outras tarefas.
  • Faça registros: Crie uma ficha de leitura e registre sistematicamente conceitos e informações com a referência completa.
  • Organize as suas leituras: Crie pastas com artigos organizados por áreas/temas ou utilize um gerenciador de referências (sugestão: Mendeley, Zotero ou Sciwheel).
  • Articule leitura e escrita: Faça leituras pertinentes à pesquisa e escreva um trecho que conecte a ideia ao seu projeto.
  • Otimize buscas com IA: Utilize ferramentas para localizar artigos e mapear a literatura (por exemplo, Consensus, Rayyan, Scispace).
  • Adote estilos de leitura: Aplique formas de ler diversificadas, pois nem todos os artigos precisam de uma leitura detalhada; há diferentes objetivos e métodos de leitura.

Escrita

  • Utilize códigos na revisão textual: Faça comentários no texto e sinalize o processo de escrita com cores.
  • Automatize e gerencie referências: Use gerenciadores ou geradores de referências (MyBib, MORE) para otimizar a normatização.
  • Respeite o seu fluxo criativo: Escreva de forma fluida, sem se preocupar com questões gramaticais. Depois de ter escrito livremente, você pode revisar o texto.
  • Estude a escrita acadêmica: Dedique-se à leitura de manuais e adote as normas de escrita acadêmica, adote um caderno ou outro documento de escrita, leia manuais de escrita científica.

Gestão emocional

  • Tenha paciência: O processo de desenvolvimento dos resultados exige tempo e tranquilidade.
  • Valorize a colaboração: A pesquisa é um ato coletivo; coopere com colegas, pois você também precisa de ajuda na sua pesquisa.
  • Crie gratificações: Crie pequenas recompensas pela sua produtividade.
  • Conte com uma rede de apoio: compartilhe dúvidas e sentimentos com outros membros do grupo, familiares e/ou terapeutas.
  • Higiene mental: Determine um horário para “desligar” da pesquisa, pois o descanso é um investimento para a produtividade.

Se você tiver dúvidas e/ou quiser conversar, escreva para laplimm.ufpel@gmail.com ou envie mensagem no nosso Instagram.

Documento produzido coletivamente pelos integrantes do Laplimm. Uso de inteligência artificial: seleção dos pontos principais e sugestões de revisão.

Diversidade linguística

A diversidade linguística centraliza as investigações do nosso Laboratório de Psicolinguística, Multilinguismo e Línguas Minoritárias, materializando-se em estudos de graduação e pós-graduação que investigam o multilinguismo sob perspectivas cognitivas e sociais. Estão incluídas línguas minoritárias, majoritárias, variedades do português e variedades de contato. A figura a seguir representa a diversidade que pulsa no cerne de nossas pesquisas e discussões.

Neste ano de 2025, reafirmamos nosso compromisso com uma ciência que valoriza a pluralidade e a diversidade. Estamos interessados em entender como as línguas se cruzam, como as minorias linguísticas resistem e como a (psico)linguística pode desvendar os mistérios da mente multilíngue. Reconhecemos todas as formas linguísticas como manifestações legítimas de identidade e comunicação.

EPA!2025

O EPA!2025 – Encontro de Pesquisas em Andamento: Psicolinguística e Línguas em Contato será um dia de apresentação e debate promovido pelos grupos de pesquisa Línguas em Contato e Laboratório de Psicolinguística, Línguas Minoritárias e Multilinguismo, do PPGL/UFPel.

Com foco em pesquisas de mestrado e doutorado em psicolinguística, línguas em contato e áreas afins, o evento será um espaço informal e colaborativo de troca entre estudantes de pós-graduação, egressos, professores e a comunidade acadêmica em geral.

As apresentações terão tempo ampliado e contarão com debatedores convidados. A participação é gratuita, aberta a todos (número de vagas limitado!) e haverá emissão de atestados para apresentadores e ouvintes.

Saiba mais sobre o evento clicando aqui.

 

Convite para defesa de dissertação

Convidamos a prestigiarem a defesa da dissertação de mestrado de Thomas de Julio: Colidindo partículas para estudar o universo linguístico: investigação da relação entre memória declarativa e aprendizagem sintática em estudantes universitários por meio da língua Klingon

Vem aí o EPA!2025 – Encontro de Pesquisas em Andamento: Psicolinguística e Línguas em Contato

No dia 22 de setembro de 2025, o Programa de Pós-Graduação em Letras da UFPel sediará o EPA!2025 – Encontro de Pesquisas em Andamento: Psicolinguística e Línguas em Contato, promovido pelos grupos de pesquisa Línguas em Contato e LAPLIMM – Laboratório de Psicolinguística, Línguas Minoritárias e Multilinguismo.

O evento tem como objetivo criar um espaço de diálogo, colaboração e fortalecimento da formação acadêmica por meio da apresentação e discussão de pesquisas de mestrado e doutorado em andamento. Com foco em áreas como psicolinguística, línguas em contato, bilinguismo, multilinguismo, ensino e aprendizagem de línguas, ideologias e políticas linguísticas, o EPA!2025 busca reunir estudantes, professores e a comunidade acadêmica em geral para um dia de compartilhamento e construção de conhecimento.

Diferente dos formatos tradicionais de congresso, as apresentações do EPA!2025 terão 25 minutos e acontecerão de forma dialogada e interativa, com a participação de debatedores convidados. A programação prevê 12 trabalhos, distribuídos ao longo de uma manhã e uma tarde.

Submissão de trabalhos

Os interessados em apresentar seus projetos devem submeter um resumo de até 200 palavras até o dia 17 de agosto. A seleção seguirá critérios de prioridade voltados a pesquisas em andamento vinculadas aos grupos organizadores, mas também poderá contemplar trabalhos concluídos e de outras grupos ou instituições.

Participação como ouvinte

O evento é gratuito e aberto ao público, com emissão de atestados para ouvintes e apresentadores. Para participar, basta preencher formulário de inscrição disponível no site oficial do evento.

Datas importantes:

  • 17 de agosto – Prazo para submissão de trabalhos no link
  • 25 de agosto – Envio dos aceites
  • 1º de setembro – Divulgação da programação completa
  • 22 de setembro – EPA!2025 (no Auditório da Reitoria, Campus Anglo, UFPEL)

Mais informações e formulários de inscrição disponíveis no site oficial do EPA!2025:
https://sites.google.com/view/epa2025

Workshop: Uso de Inteligência Artificial na Pesquisa em Linguística – Aplicações práticas com GPTs

O avanço das ferramentas baseadas em Inteligência Artificial, como os modelos GPT, tem trazido novas possibilidades para a prática acadêmica. Este workshop tem como objetivo apresentar, de forma prática e crítica, como essas ferramentas podem ser integradas ao trabalho de pesquisa em Linguística, respeitando os princípios de ética e rigor científico.

Tópicos que serão abordados:
– Aplicações de GPTs na revisão de literatura e organização de leituras;
– Auxílio nas etapas de planejamento da pesquisa;
– Escrita acadêmica e revisão textual mediada por IA;
– Análise exploratória e visualização de dados;
– Gestão de tarefas e produtividade na pesquisa;
– Limites, riscos e boas práticas – ética no uso de IA para fins acadêmicos.

Ministrante:
Dr. Renan Castro Ferreira, pesquisador pós-doutoral PPGL/CAPES (http://renanferreira.phd.sh/)

Público-alvo:
Estudantes de pós-graduação, docentes e bolsistas IC da área de Linguística.

Formato:
Encontro presencial, com demonstração prática e espaço para discussão e dúvidas.

Data e horário: 29/05/2025, das 9:00 às 11:30
Local: Campus Anglo, sala 117 (Laboratório de Informática do CLC)
Vagas: 20
Acesse aqui o link de inscrição

 

Convite para defesa de Tese

Convidamos a prestigiarem a defesa de tese de doutorado de Andréa Ualt Fonseca: As atitudes linguísticas dos estudantes, falantes de línguas minoritárias de imigração, em relação à diversidade linguística escolar do Campus IFSul – Visconde da Graça/CaVG.