Livro inspira tema da 32ª Fenadoce e valoriza a tradição doceira de Pelotas

Livro narra a tradição doceira de Pelotas através dos personagens da Fenadoce

Por Jordana Corrêa/Em Pauta

 

A literatura é um dos destaques da 32ª Fenadoce, com o tema “Doces Aventuras de Pelotas: Uma Jornada Mágica”. Escrita por Jorge Braga, a obra inspirou a identidade da feira e deu origem ao espetáculo apresentado diariamente ao público. O livro utiliza uma narrativa lúdica para aproximar crianças e famílias da tradição doceira pelotense, valorizando a história e o patrimônio cultural da cidade.

O convite para escrever a obra surgiu durante a Feira do Livro de Pelotas. Segundo Jorge Braga, a proposta apresentada pela organização da Fenadoce foi criar uma história capaz de despertar o interesse das novas gerações pela tradição doceira. Para o autor, a inspiração partiu da preocupação com o envelhecimento das doceiras e da necessidade de preservar esse conhecimento para o futuro.

Jorge Braga apresenta o livro Doces Aventuras de Pelotas: Uma Jornada Mágica. Imagem: Divulgação/Fenadoce.

“O pano de fundo do livro é justamente esse. As doceiras de Pelotas estão envelhecendo e essa nova geração não está se interessando pelas receitas da vovó. Foi essa preocupação que deu origem à história”, afirma Jorge Braga.

Para desenvolver a narrativa, Jorge Braga pesquisou a origem da tradição doceira de Pelotas e utilizou elementos históricos como ponto de partida para construir a história que inspirou o tema da feira. O resultado foi uma obra que mistura fatos históricos e fantasia para aproximar o público infantil da cultura pelotense.

Na história, doces tradicionais ganham vida e percorrem locais históricos, como a Biblioteca Pública, o Trapiche e o Theatro Sete de Abril, em busca da “fórmula mágica da vovó”. Ao longo do percurso, o livro também aborda temas como inclusão, sustentabilidade e valorização da cultura local.

Personagens da temática “Doces Aventuras de Pelotas: Uma Jornada Mágica” durante apresentação na Fenadoce. Imagem: Jordana Corrêa/Em Pauta.

Além de inspirar o tema da Fenadoce, a obra também deu origem ao espetáculo apresentado diariamente durante a feira. Ver a história sair das páginas e ganhar vida no palco foi um dos momentos mais marcantes para o escritor. “Foi muito emocionante. Primeiro a história existe na imaginação, depois vira livro e, quando a gente vê tudo isso acontecendo no palco, parece que ela ganhou vida de verdade”, relata.

Com 17 livros publicados e atuação em escolas há quase três décadas, Jorge Braga acredita que a literatura é uma ferramenta importante para preservar o patrimônio cultural e incentivar a formação de novos leitores. Segundo ele, o hábito da leitura amplia o conhecimento, fortalece a imaginação e contribui para que as futuras gerações mantenham viva a história e as tradições de Pelotas.

Como mensagem final, o autor deixa um incentivo para que crianças e adultos reservem um tempo para os livros. “Somos o que lemos”, resume Jorge Braga, ao defender que a leitura é um caminho para preservar a cultura, despertar a curiosidade e formar cidadãos mais conscientes.

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