Matt DeHarp: de Paris para o mundo

Reportagem de Isabelle Domingues

Após viajar por diversos países da Europa e America do Sul, o músico francês escolheu Pelotas como seu novo lar e trouxe na mala, o melhor da música francesa, blues e folk.

Você alguma vez já teve vontade de largar tudo para o alto e se aventurar estrada a fora? É preciso coragem e atitude, não é mesmo? Pois isso tudo, somado a uma boa dose de talento, são os ingredientes que qualificam o músico francês Matt DeHarp. Durante 20 anos ele se aventurou pelo continente europeu e desembarcou no Brasil, escolhendo a cidade de Pelotas como sua nova morada.

Desde que deixou a terra natal e deu início à sua jornada, o artista já passou pela República Tcheca, Suécia, Espanha, Alemanha e por alguns países sul-americanos, como Argentina e Colômbia. Trabalhou com diversos grupos musicais, dentre eles o Tow Dollar Bash, estabelecendo grandes parcerias. Na companhia de seu violão e tendo como fiel escudeira a paixão pela música, o artista não exita em estar sempre aprimorando seu trabalho e pesquisando diferentes sonoridades .  No repertório, o melhor da música francesa, blues, folk e country figuram dentre os seus prediletos. Recentemente, sua mais nova aposta é o Cajun, estilo musical originado no sudoeste de Louisiana, nos Estados Unidos. Porém, engana-se quem pensa que a música de nosso país fica de fora. O artista revela gostar de música brasileira e estar escutando muito forró e os sucessos de Luiz Gonzaga.

No Brasil, sua chegada foi em 2012. Esteve em São Paulo, Porto Alegre e, mais tarde, encontrou a base de que precisava aqui, na cidade do doce. Estudioso da história do Rio Grande do Sul, acredita que Pelotas possui muito potencial e que tem tudo para ser uma cidade modelo. Adepto a uma filosofia mais naturalista, procura viver em sintonia com o meio ambiente. Quando não está se apresentando, tenta usufruir o máximo de seu tempo livre com a “bioconstrução”, num projeto batizado de “Casa da Árvore”. Seu objetivo é cultivar a jardinagem, plantar e colher o alimento que consome, desvinculando-se do modo de vida capitalista das grandes metrópoles. No entanto, admite não ser tarefa fácil.

DeHarp vincula a música a um modo naturalista de viver

DeHarp vincula a música a um modo naturalista de viver

Para o futuro, DeHarp pretende continuar viajando por todo Brasil e outros paises da América, mas, em seguida, voltar ao seu porto seguro. Um lugar mais tranquilo onde possa descansar, não descartando ser Pelotas. Um artista sem amarras, de espirito livre e destemido que faz do mundo o seu quintal. O seu desejo? Continuar tocando e vivendo, sobrevivendo, diz ele. Um recado para seu público: -“ que todos os sentimentos que estão contidos nessas canções possam sobrepassar a barreira da linguagem. É o que quero passar e acho que o Brasil sabe.”

Matt DeHarp tem uma página no Facebook, um site com suas músicas e outro com seus shows.

 

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