Projeto Oficina de Folclore

     O Núcleo de Folclore da UFPel, conta com uma equipe multidisciplinar, a atual equipe de bolsistas é composta por duas acadêmicas da dança e um acadêmico da história.


     Os bolsistas trabalham em suas primeiras tarefas do semestre, sendo uma delas a elaboração de do Projeto Oficina de Folclore, que será apresentado para a Escola Coronel Pedro Osório, com o principal intuito de ministrar oficinas de danças folclóricas para adolescentes entre 12 e 16 anos.


     No decorrer da elaboração do projeto, refletimos a importância da inserção da dança no contexto escolar.


     Se a dança é uma das expressões significativas que integra o campo de possibilidades artísticas, contribuindo para a ampliação da aprendizagem e a formação humana, nos perguntamos por que esse conteúdo ainda está longe, ou negado, da realidade escolar?


Cena 1


A professora ou outro representante da instituição diz: – Não olhe para trás. Olhe pra frente e preste atenção! O estudante pensa: – Mas para que serve minha função de rotação e a curiosidade que esta contempla? O inspetor de aluno diz: – Pare de andar em círculos, de um lado para outro, e ande em frente. Você não sabe que a reta é o caminho mais curto entre dois pontos? O estudante pensa: – E se o espaço for curvo? Einstein me perdoaria? O professor diz: – Não esconda as mãos no colo! O estudante pensa: – Mas eu não agüento até o recreio. – Você vai se esborrachar com esta mania de andar de costas! – Andar de costas relaxa a minha coluna estirada no banco duro.


Cena 2


O professor diz: – Pare de balançar as pernas e ficar mexendo os pés! O aluno pensa: – Eles estão formigando de ficar parados e duros.



     O artista sintetiza na obra algo a mais do que o mundo lhe oferece. Por isso, como linguagem e meio de comunicação, ela proporciona ao homem outros conhecimentos sobre o mundo, visões de realidades em movimento, suas diferenças, angústias, denúncias, enfim, um conflito permanente. A expressão artística na escola tem de contribuir para a liberdade, para a construção da autonomia e do conhecimento. A dança no contexto formativo é essencial na criação da “nova cara da escola”, como bem expressa Paulo Freire. Esse é o começo de uma reflexão para se pensar a importância da arte no contexto escolar.



Referências:


Dança e inclusão no contexto escolar, um diálogo possível.


Rosirene Campêlo dos Santos


Valéria Maria Chaves Figueiredo



Dançando na Escola: Reflexões com Paulo Freire


Joana Lopes 
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