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Viemos aqui contar para vocês o que estamos fazendo nesse momento de isolamento social devido a pandemia COVID-19..

 

Criamos um perfil no instagram, @coreolab.ufpel para divulgarmos nossas atividades e falar um pouco sobre dança contemporânea. Também criamos um canal no youtube para continuar conversando e se conectando com o público da dança, logo vamos comentar sobre clipes de dança conhecidos no youtube. Esperamos que todos possam se envolver e se conectar um pouco com esses canais de comunicação.

 

Para acessar nosso perfil no instagram: https://www.instagram.com/coreolab.ufpel/ , e nosso canal no youtube: https://www.youtube.com/channel/UCtObmYaieIuhr5SGZc9Topg .

Continuamos…

Terminamos um ano imersas em atividades, pesquisas e escritas.

 

Além da organização da Mostra Dança em Processo, que nos possibilitou uma conexão maior com composições em dança do curso de Dança, pesquisamos sobre algumas descrições de dança contemporâneas a partir de alguns festivais competitivos de dança do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Percebemos também como produzimos pesquisa e tantas atividades nesse primeiro ano.  Hmmm. E por isso as Jam Sessions nos possibilitou um momento de dança, sem uma obrigação, sem o peso do obrigatório.

 

A reflexão de tudo que produzimos ainda está por ai, e no início de esse ano já começamos, o processo nunca acaba, e ainda tem muito para vir. Dar continuidade, força para essa dança é essencial para tudo que já fizemos até aqui.

Escrever sobre nossas práticas se fizeram necessárias para perceber a força de tudo disso daqui..

Continuamos…

 

Dança em Processo

Mostra Dança em Processo

Está interessada(o) em mostrar seu trabalho? Inscrições para participar da mostra nos dias 04, 05 ou 06 de dezembro na Sala Carmem Biasoli: Para se inscrever a(o) estudante deve enviar e-mail para coreolab.ufpel@gmail.com até o dia 28/11 informando: a) nome da atividade, b) nome da(o) estudante responsável com contato, c) nome da(o) professora orientadora/responsável d) descrição da atividade, e) tempo de duração, f) curso da UFPel a que está vinculado, g) dia de sua preferência. OBS: A mostra está aberta a qualquer manifestação artística.

Sobre a Jam…

Na semana passada realizamos uma Jam Session, com poucas pessoas tivemos a oportunidade de construir um ambiente agradável de improvisação de movimentos e de sons através da disposição, da escuta do que nos rodeia…

A partir dessa experiência, pudemos perceber a Jam como um espaço de criação, sem uma obrigação, sem o ”ter que” criar, assim possibilitando uma confiança no que já está acontecendo. Nesse tempo podemos experienciar só o ”fazer” e então ver tudo como experiência…

Um lugar para experienciar a criação em dança, levar algo, guardar algo ou algum lugar no corpo e na dança.

Após, em nossos encontros tivemos como referência o cineasta David Lynch, que explica sobre a necessidade de ter esse tempo para criar e juntamente com Jonh Cage que escreveu sobre ”10 regras para estudantes e professores”, com o intuito de mostrar coisas, práticas importantes na hora de trabalhar, criar…

Uma outra experiência…

No dia 26 de outubro tivemos a oportunidade de ter uma experiência com o Centro Coreográfico 7 de Abril, onde o diretor Augusto ministrou uma aula de dança contemporânea, onde teve a presença dos seus bailarinos e dos participantes do Coreolab.

A aula acompanhada por um pandeiro, direcionada pelo Augusto, que segundo ele permite-se outras possibilidades diferente da música pronta e linear que acaba limitando a criação de sequências de movimentos de aulas, onde a música e batida do pandeiro se adapta as suas aulas e suas expectativas.  Uma aula intensa, com saltos, alongamentos, encaminhada para seus bailarinos com a expectativa corporal e dinâmica, podendo ser uma preparação para próxima composição. Seus bailarinos com técnicas diversas, na sua maioria mulheres, já compreendem a dinâmica da aula.

Na conversa com os presentes tivemos a oportunidade de escutar sobre a trajetória de Augusto e também sobre a história do Centro Coreográfico 7 de Abril, que se fez presente atuando por muitos anos em Pelotas. Compartilhou como suas aulas são feitas com referências clássicas, da sua experiencia na Unicamp, e com a companhia de dança com a Debora Bastos, que segue sempre um cronograma com poucas variações. Relacionando a energia, equilíbrio, força, gravidade nos conta sobre suas aulas e sobre sua concepção de dança.

Ter um vínculo com a dança que acontece na cidade de Pelotas é de extrema importância pois nos permite diversas discussões. Nos alimenta de dança, de concepções, de movimento e de vinculo com a dança da cidade, percebendo um mundo recheado de singularidades e também de diferenças.

Como estamos indo?

Na semana passada tivemos a oportunidade de mostrar e experienciar as novas investigações do projeto na Semana Integrada de Inovação de Ensino, Pesquisa e Extensão da UFPEL.

Além de uma apresentação de um trabalho referente ao processo que o projeto está passando e juntamente com uma breve explicação corporal das novas pesquisas, levamos a experimentação das tarefas de Trisha  Brown para esse espaço.

Com os pés descalços, abaixo do sol, e com alguns elementos das tarefas nós mostramos um pouco sobre as tarefas, dessa vez de forma mais leve e aberta para as pessoas que se desafiaram a tentar ou apenas a olhar.

Entre um turno ao outro de apresentações de trabalhos, passavam pessoas por nós, na maioria das vezes com um ar de curiosidade sobre o que estávamos experimentando e como estávamos praticando. Então olhando à uma movimentação diferente do que estão habituados. Um corpo dançante, que desconfigura-se em um espaço é potente para instigar próximas atitudes, para um novo desafio.

As pessoas que participaram juntamente nesse dia provocaram em nós outra relação com as tarefas, a facilidade em fazer as tarefas foi uma surpresa, na qual nos possibilitou uma nova forma de vermos as tarefas e também essa relação de tentativa ou falha.

Compartilhamos esse desafio à outras pessoas, à outras formas de se construir e elaborar essas tarefas…

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O entre do eixo

 

Ao experimentar as tarefas de Trisha Brown, como Leaning Duet I, Leaning Duet II, Figure 8, Accumulation, Sticks  I e Sticks II, nos deparamos com a falha, com a tentativa constante.

Para o Leaning Duet I, o dueto inclinado… Onde em dupla é preciso sustentar o peso da outra pessoa, e também se equilibrar, dividindo o eixo com o parceiro e então inclinando os corpos para fora do eixo. Nos defrontamos com essa técnica, com a interrogação de como se fazer, de como agir, também enfrentamos a falha, que nos atravessou intensamente e incessantemente.  É empurrar o quadril para o chão? é seguir repetindo? é caminhar sem parar? O que é? Qual é o entre do Leaning Duet? Qual é o eixo entre a inclinação? Entre as duas pessoas e entre o peso??

Durante o experimento da tarefa Figure 8, onde arqueamos os braços até o topo da cabeça, com diferença de tempo dos dois braços, a aceleração e a desaceleração, a divisão de tarefas diferentes para os dois braços, nos demandaram concentração, raciocínio e habilidade. Debruçamos o nosso pensamento a entender e a fazer essa tarefa. É dividir o pensamento em dois lados, no direito e no esquerdo, é ir juntamente com os outros parceiros escutando somente as batidas do metrônomo… E igualmente nos deparamos com um desacerto…

Em algumas vezes nos perdemos… Nos vimos repetindo várias vezes sem algum resultado e outras com algum efeito através da percepção da técnica… Ao ver de longe, sem experimentar corporalmente, parece fácil, ou parece mais possível… Será que não julgamos antecipadamente a técnica e a dança de Trisha Brown? E também a dança contemporânea?

Iremos propor para pessoas à enfrentarem essas tarefas, essa hesitação, que nos atravessou…

Jam Session

 

Corpo-bicho?

 Esses fluxos ambientais que nos atravessam formam esse corpo-bicho.

 Pela tensão entre a figura atual do corpo-bicho que insiste por força do hábito e os estados intensivos que nele se produzem irreversivelmente, exigindo a criação de uma nova figura.

  O que em nós escuta o grasnar do corpo-bicho? É a criação? É o estado da arte?

  Com a influencias de novas tecnologias de comunicação e informação surge muitos fluxos e hibridações porém de formas efêmeras, de pouca escuta e pouca fluidez, através de uma busca frenética de identificação.

 Corpo-ovo – germinam estados intensivos desconhecidos provocados pelas novas composições que os fluxos, passeando pra lá e pra cá, vão fazendo e desfazendo.

 É o desmanchamento do nosso contorno?  É destinar-se ao corpo sem imagem, vibrátil? Que se transforma constantemente..

Sobre o dia 30

Ao finalizar o primeiro semestre de 2019, reunimos-nos entre artistas da área da Dança para inicialmente conversar, tomar um café e discutir dança contemporânea. Tanto como objetivo do projeto e processo do que já estávamos nos dedicando sobre o assunto esse encontro nos possibilitou novas formas de discussão, por meio de diversas experiencias que os presentes vivenciaram e refletiram.

Ao longo da conversa, troca de experiências, um café e também uma bergamota convidamos a esses presentes a se juntarem a nós, ao projeto e a discussão sobre essa dança.

Em torno dessa aproximação podemos construir diversas perspectivas e então criando um vínculo dançante onde podemos refletir e construir conhecimento para a dança contemporânea.