Mostra apresenta trabalhos de vários estudantes de Artes Visuais, entre os quais a obra “A Linha” de Amanda Trapp
Por Andriara Benites

A exposição “Habitando o Intangível”, produzida pelos alunos da disciplina de Prática Profissional II, do Curso de Bacharelado em Artes Visuais da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) começou no dia 17 de dezembro. As obras podem ser apreciadas na galeria A Sala do Centro de Artes da UFPel (rua Alberto Rosa 62, bairro Centro, Pelotas), com horário de visitação de segunda à sexta-feira, das 9h às 11h30min e das 14h30min às 17h30min, até o dia 3 de fevereiro.
O perfil oficial da galeria A Sala no Instagram apresenta a mostra “Habitando o Intangível” com a proposta de um percurso em torno de fragmentos de experiências que se sobrepõem no nosso dia a dia. “Entre o visível e o invisível, do espaço íntimo ao urbano, somos convidados a habitar aquilo que resiste à definição e à permanência”, diz o texto de apresentação.

Amanda Trapp avalia que proposta da mostra contribuiu para os processos criativos dos estudantes de arte Foto: Acervo Pessoal
A artista e aluna do oitavo período no curso de Artes Visuais da UFPel, Amanda Trapp, natural da cidade gaúcha de Camaquã, explica que os trabalhos expostos caracterizam o impulso de colecionar experiências vividas e que nos afetam profundamente. A mostra tem, assim, expressões de caráter mais íntimo que se manifestam na diversidade das produções poéticas de cada um dos autores.
Amanda está com seu trabalho “A linha” (2023) presente na exposição. E explica que sua criação é um conjunto de gravuras que reflete momentos marcados em si pelo cotidiano no interior do Estado. Ele reflete sobre a força de prestar atenção aos detalhes que parecem banais, estabelecendo diálogos entre as suas vivências e as realizações na sua pesquisa como artista visual. Através dessa proposta, ela considera que identificou alguns dos trabalhos mais importantes do seu acervo até este momento, trazendo-os para a apreciação do público.

“A linha”, obra produzida em 2023, está entre as obras de Amanda na exposição Foto: Acervo pessoal
A paixão da estudante pela arte sempre foi genuína, estando presente de forma espontânea ao longo de sua vida através do desenho, da pintura e do cinema. Atualmente, Amanda tem como suas linguagens principais a gravura e o desenho. Ela comenta que o curso está contribuindo para o seu processo criativo, fornecendo outras percepções em relação ao trabalho dos artistas, tendo incentivo principalmente dos professores. “As trocas são sempre significativas, e sendo um momento de experimentação, acredito que o curso favorece para que a elaboração desses processos seja bem guiada”, acrescenta. Ela já trabalha na área artística, entretanto, confessa que pretende ampliar suas possibilidades e futuramente continuar no campo da pesquisa acadêmica.

Gravura “Se a pedra não fosse uma pedra, ela seria bicho” Foto: Acervo Pessoal
COMENTÁRIOS
Matéria clara e bem conduzida, prende a atenção do começo ao fim, dá vontade de visitar a exposição e conhecer de perto os trabalhos. A proposta é sensível e conecta bem arte e cotidiano.
Gabriel Lima
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