Pouco terror e maior apelo às emoções em “Invocação do mal 4: O Último Ritual”

Quarto filme da franquia traz o provável fim dos trabalhos do casal Ed e Lorraine Warren    

Por Daniel Santos    

 

A família Smurl é atormentada com a maldição do espelho                    Fotos: Divulgação

 

“Invocação do Mal” é uma das maiores franquias cinematográficas de terror na história do cinema e conta com uma grande legião de fãs por todo o planeta, desde o lançamento do primeiro filme em 2013. Desde então, tem marcado uma geração de apaixonados pelo gênero e continua criando admiradores. O ano de 2025 ficou marcado pelo lançamento da quarta obra da saga principal, “Invocação do Mal 4: O Último Ritual” (“The Conjuring: Last Rites”), que, para muitos, será o final do ciclo do casal Ed e Lorraine Warren, provavelmente o encerramento dos trabalhos dessa dupla de detetives paranormais.

Lançado no dia 4 de setembro nos cinemas brasileiros, o filme é o décimo da franquia com a inclusão de spin-offs, estabelecendo conexões com as produções anteriores da trilogia “Annabelle” (2014), “Annabelle 2: A Criação do Mal” (2017) e “Annabelle 3: de Volta para Casa” (2019). Tem vínculos também com “A Maldição da Chorona” (2019); “A Freira” (2018) e “A Freira 2” (2023).

“Invocação do Mal 4: O Último Ritual” é dirigido por Michael Chaves, que havia comandado a direção da obra anterior da saga, “Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio” (2021), e outros dois filmes da franquia: “A Freira 2” (2023) e “A Maldição da Chorona” (2019). Já o roteiro ficou nas mãos de David Leslie Johnson que estava presente nos dois capítulos anteriores da saga, em “A Órfã” (2009) e “A Orfã 2” (2022).

Enredo

A história contada neste capítulo se passa em 1986, mas começa com uma cena de 18 anos antes apresentando o casal de investigadores Ed Warren (Patrick Wilson) e Lorraine Warren (Vera Farmiga) no nascimento de sua filha Judy Warren. Nesse momento, é inserindo um objeto maligno ao contexto, um espelho que esconde uma entidade demoníaca que interfere no nascimento do bebê natimorto. Milagrosamente, a criança volta à vida após se conectar espiritualmente com sua mãe, assim, ela passou sua infância tendo pressentimentos ruins e vendo assombrações.

Há um salto temporal e é introduzida na história a família Smurl, com seus oito integrantes (um casal, quatro filhas e dois avós) que vivem em uma cidade tranquila da Pensilvânia. Eles passam seus dias em meio à calmaria da rotina, até que coisas estranhas começam a acontecer na residência.

Tudo tem início quando os avós presenteiam uma das netas, que acabou de ser crismada na Igreja, com um espelho antigo, o mesmo da cena inicial.  Temerosos com as situações assustadoras, eles entram em contato com a Igreja que busca a ajuda do casal Warren. Mas eles negam o pedido, pois estão em pausa na carreira e querem aproveitar o seu tempo com Judy (Mia Tomlinson) que vive o início da fase adulta.

Depois de uma série de incidentes, Judy vem desenvolvendo suas habilidades psíquicas e se conecta aos Smurl de forma espiritual e, então, vai até a casa da família para ajudá-los. Lorraine, Ed e o namorado da Judy, Tony Spera (Ben Hardy) também vão até a casa dos Smurl e são praticamente obrigados a ajudar no caso.

O clímax ocorre quando o demônio do espelho possui Judy, desencadeando um ritual final, no qual os Warrens e a filha enfrentam a entidade para que ela se liberte dela. No final, o casal encerra sua trajetória de investigadores, Judy assume maior protagonismo. E uma cena pós-créditos revela imagens reais de Ed, Lorraine e do tal espelho, objeto que é o elo com “histórias reais” que inspiraram a franquia.

 

As atuações de Patrick Wilson (Ed Warren) e de Vera Farmiga (Lorraine Warren) são pontos fortes do filme

 

Muita emoção e pouco terror

O filme encerra a jornada dos Warren de forma melancólica e sem brilho, em uma obra que decepcionou a maioria dos fãs da franquia. Os pontos mais destacados no roteiro são os da despedida do casal e não os de terror. A história sofre com a falta de conexão entre os investigadores e a família atormentada, e busca uma forma de emocionar o espectador na relação de Judy com os pais e o namorado.

A maior parte dos feedbacks do público e da crítica indicam que fatores emocionais foram priorizados, assim deixando a obra sem a personalidade que o gênero exige. Então, nos raros momentos nos quais o filme tenta assustar, ele fracassa por conta da direção, que, na comparação com os capítulos iniciais da saga, deixou a desejar. O diretor Chaves já havia sofrido críticas em trabalhos anteriores dentro da franquia e, nesta oportunidade, não consegue mostrar algo novo, assim dependendo de ideias não originais e que não promovem a admiração dos espectadores.

Os elementos mais positivos do longa são as atuações de Vera Farmiga (Lorraine Warren) e Patrick Wilson (Ed Warren), que trabalham muito bem juntos, fazendo com que o público tenha muita admiração pelo casal que protagoniza o filme. Para fãs da franquia e do gênero terror, o filme pode ser chato, mas, para os leigos no gênero, a obra pode ser bem aproveitada, tendo um bom impacto em termos de emoções.

Ficha Técnica

Título: “Invocação do Mal 4: O Último Ritual”

Título original: “The Conjuring: Last Rites”

Duração: 2h 15min

Gênero: Terror

Direção: Michael Chaves

Roteiro: David Leslie Johnson-McGoldrick, Richard Naing

Elenco: Vera Farmiga, Patrick Wilson, Mia Tomlinson

Onde ver: Google Play, HBO Max e Apple TV.

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