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A importância da Divulgação Científica

O espírito humano é caracterizado pela curiosidade como mola fundamental do seu desenvolvimento. A indagação e a busca pelas respostas impulsionam o homem em sua constante caminhada na busca de soluções para os problemas que o afligem, soluções essas que são, muitas vezes, as sementes de novos problemas.
Evidentemente, essas soluções são tão importantes quanto sua universalidade de aplicação. Quanto mais uma determinada solução tiver o potencial de ser utilizada nos mais diferentes casos e/ou lugares, maior o universo dos problemas que ela soluciona. Porém, o alcance dessas descobertas é limitado não somente pela sua característica de universalidade ou não: ele também é limitado pelo seu potencial (ou não) de alcançar as pessoas que necessitam dele. Ilustrativamente (e ausentando-nos da discussão sobre os potenciais produtores do mundo de hoje) podemos dizer que a fome é um problema universal de solução conhecida e, a despeito disso, muitos ainda sofrem com seus males pelo simples fato de que a comida, ou os meios de produzi-la, não lhes chegam às bocas e às mãos. Também é fato que essa realidade não se aplica a todos os lugares do mundo, pois muitos lugares há em que esses mesmos recursos são fartos e até, em certa medida, subutilizados ou desperdiçados pelos que controlam sua produção e/ou consumo.
Assim sendo, a ciência é tão mais humana e colabora tanto mais com a humanidade quanto mais estimula a divulgação universal de seus conteúdos. Na era da informação é um bordão dizer que informação é poder, e muito comum também é subestimar o alcance dessa afirmação. Dessa forma, a CAPES tem um papel importantíssimo ao providenciar acesso gratuito aos pesquisadores das IFES aos periódicos internacionais que, muitos deles, possuem assinaturas quase proibitivas aos profissionais em geral. Também importantíssimo é o papel das revistas nacionais, que possibilitam informação, por menor custo a esse mesmo público citado acima, lutando, assim, contra a concentração das informações nos periódicos de fora do País.
Nesse contexto, vale citar a importância da divulgação científica em mídia eletrônica, que algumas dessas revistas promovem. Como exemplo disso, citamos o caso de Grigori Yakovlevich Perelman, russo, que em 2002, ao estabelecer uma estratégia de demonstração da conjectura da Geometrização de Thurston, divulgou o resultado de seus oito anos de trabalho na internet, em um site de acesso gratuito (você pode baixar o documento na seguinte URL <http://arxiv.org/PS_cache/math/pdf/0211/0211159v1.pdf>). Mais tarde, ao resolver esse problema, o autor resolveu uma das particularidades dele, que é a conjectura de Poincarè, considerada um dos sete Problemas do Prêmio Millenium, do Instituto Clay de Matemática. O mesmo instituto em março de 2010 reconheceu a demonstração da conjectura de Poincarè por Perelman e lhe concedeu o prêmio de 1 milhão de dólares ao qual ele tinha direito, porém Perelman o recusou.
Embora os autores do presente texto tenham somente uma vaga idéia do que a conjectura de Poincarè postula, fica evidente, nesse episódio, a relevância da divulgação dos achados científicos nos meios através dos quais eles possam ter acesso ao maior número possível de pessoas – universalização do conhecimento e, é nesse contexto, que o PECOS pretende atuar.

Bibliografia e Ligações Externas

Perelman G.The entropy formula for the Ricci flow and its geometric applications. arXiv:math/0211159v1 (Submitted on 11 Nov 2002). <http://arxiv.org/abs/math/0211159v1>. Perelman G.The entropy formula for the Ricci flow and its geometric applications. arXiv:math/0211159v1. February 1, 2008. <http://arxiv.org/PS_cache/math/pdf/0211/0211159v1.pdf>.

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