Olá, mundo!

Bem-vindo ao Website AnatoAcupuntura!

Assim como os rios trafegam no corpo Terra, o projeto AnatoAcupuntura instiga-nos a perceber ainda mais a base anatomoclínica presente nos pontos, canais e meridianos que também circulam no corpo humano. A inspiração nessa similitude perfaz cada momento em que estivermos integrados na riqueza e complexidade que albergam a perspectiva aqui, cientificamente evocada, anatomicamente vivida e integralmente experienciada na saúde humana.

Prof. Dr. Mateus C.   

‘AnatoAcupuncture’ : points, channels and meridians in Acupuncture in dialogues and possibilities with Anatomy | Federal University of Pelotas

A cultura chinesa em Pelotas? A Hora do Sul

A cultura chinesa em Pelotas? – A Hora do Sul

A Universidade Federal de Pelotas (UFPel) pretende instalar, ainda no segundo semestre deste ano, o primeiro polo de acupuntura da América do Sul. A informação é do médico e professor titular de Farmacologia e Anestesiologista na UFPel, Fernando Carpena Alves, que realizou curso de especialização de acupuntura, no ano passado, em Xangai, na China, através de bolsa do CNPq, com o patrocínio da própria universidade. O Polo a ser instalado em Pelotas (…) em convênio com o Instituto de Medicina Tradicional Chinesa, de Xangai (…) estará voltado à pesquisa, ao ensino e à prática da acupuntura (…). ‘Para um país como o Brasil, este tipo de medicina de baixos custos viria bem’, argumentou o professor Carpena Alves, ‘já que não há necessidade de importar remédios e pagar royalties’” (Jornal do Brasil, RJ, 07/03/1983, p. 12).

Que destino terá tido este projeto de Convênio que naquele ano de 1983 previa na UFPel a criação, em nível de pós-graduação, de “um curso de um ano de duração, para o ensino das bases da acupuntura a médicos anestesistas e clínicos gerais”? (Idem, ibidem). Bem, se aqui me interesso por um tema que envolve a milenar civilização chinesa, é porque faz poucos dias tive a oportunidade de participar de uma “Reunião-almoço” na Associação Comercial de Pelotas em torno do tema: “Missão China – tecnologia, cidades e novos negócios”. No oitavo andar Edifício Palácio do Comércio (inaugurado na década de 1940), em meio a empresários e lideranças locais que lotavam o belo “Salão Mauá” (lembremos de Mauá: empresário do Império, de Jorge Caldeira), pude assistir as palestras proferidas pela advogada Marisa Leitzke Buss, pelo empresário Daniel Peglow e pelo jornalista Adilson Cruz.

A experiência profissional e humana destas três pessoas na China, seus conhecimentos e o diálogo com o público fez retornar em mim uma série de memórias, bem como despertou a vontade de investigar sobre a presença chinesa em Pelotas. Já na década de 1990 tomei contato com a esta cultura milenar por meio de meu ex-sogro e amigo Luiz Osório Pires Prado (Bispo da Igreja Episcopal Anglicana falecido em 2010) que durante seus últimos anos de vida viajou diversas vezes para a China e de lá voltava impressionado com informações que fazia questão de dividir conosco.

Em Pelotas, como mostram os estudos de Arqueologia Histórica e Cultura Material realizados no âmbito da UFPel por Luciana Peixoto e Fábio Cerqueira, já desde o século 19 a elite local parecia apreciar temas relacionados à China pois, dentre os fragmentos de louças encontrados em escavações de sítios históricos, como o da Casa 8 (Museu do Doce), estavam bules e xícaras produzidos na Europa com “cena chinesa no estilo chinoiserie” (Almanaque do Bicentenário de Pelotas, v. 3, p. 423). É somente no século 20, porém, que podemos começar a encontrar alguns dos emigrantes chineses que aqui se estabeleceram, sobretudo quando pensamos na culinária local.

Proprietário do Restaurante Shanghay, Luís Carlos Yuk recebeu o título de “Cidadão Pelotense” no ano de 2014. Filho de Sik Chun Yuk e Jit Mao Yuk, seus pais partiram de Hong Kong em 1962 e estabeleceram-se em Pelotas em fevereiro de 1963. Depois de trabalhar “vendendo pastéis no Jockey Club de Pelotas”, Sik fundou inicialmente com outros dois sócios “o Oriente, primeiro restaurante oriental em Pelotas”, para depois criar em 1971 o Restaurante Shanghay. Atualmente localizado na Rua Sete de Setembro, n. 257, o Shanghay ocupa um prédio histórico cuja fachada está bem preservada, local onde também trabalha uma pelotense casada com um descendente de chineses. Já o Restaurante Mings, criado em Pelotas na década de 1980, continua em pleno funcionamento na praia do Laranjal, sob a administração de Wai Ming Yuk, nascido em Hong Kong em 1957.

Lembraria também aqui de Luís Roberto Soares Nunes (1965) que por volta dos seus 15 anos começou a aprender Práticas Tradicionais Chinesas em Pelotas com o mestre Li Hon Shui, o qual viera também de Hong Kong, tornando-se uma referência na prática do Tai Chi Chuan. Sua companheira, a Dra. Sylvia Isaacsson, manteve a partir dos anos 2000 uma Clínica de Acupuntura Médica, localizada também em um belo sobrado da arquitetura de Pelotas na Rua Quinze de Novembro, n. 762. Numa consulta rápida a uma Lista Telefônica do ano de 2000, pude ainda encontrar sobrenomes chineses, a exemplo de Huang.

Bem, se não chegou a realizar-se a criação de um curso de pós-graduação em acupuntura na UFPel em 1983, fato é que por aqui chegou por volta de 1989 a Doutora Patrícia Zillig, que havia cursado medicina e que também fez o curso de pós-graduação no Instituto de Acupuntura no Rio de Janeiro (IARJ). Casada com um pelotense, ela foi uma das fundadoras da Associação Médica de Acupuntura do Rio Grande do Sul (AMARS) em 1990, sendo que ela segue atuando em Pelotas na Rua Major Cícero, n. 66. Seguirei investigando a presença da cultura chinesa em Pelotas e, caso você, leitora e leitor, tenha conhecimento sobre algo, ficaria contente se compartilhasse suas memórias comigo (luiseduardorubira@gmail.com).

 

Em pé sobre o Abismo –  Trauma, Desenvolvimento e Resiliência  16 a 20 de setembro de 2026  no Goetheanum em Dornach, Suíça

Em pé sobre o Abismo – Trauma, Desenvolvimento e Resiliência 16 a 20 de setembro de 2026 no Goetheanum em Dornach, Suíça

Caros colegas, caros amigos,

Estamos vivendo um período turbulento, com a sensação de que muitos limiares estão se aproximando rapidamente. As mudanças acontecem de forma repentina e inesperada. Algumas delas são um claro chamado para maior atenção plena, parte do tempo da alma consciente. Outras trazem consigo caos doloroso, separação, trauma e perda – e a fronteira entre esses dois tipos de experiências nem sempre é nítida.

Em nossa conferência anual da seção médica, nos esforçaremos para criar um espaço seguro para explorar tanto as feridas e cicatrizes decorrentes do trauma, quanto para obter uma compreensão mais profunda dos desenvolvimentos, muitas vezes inesperados, no crescimento espiritual e na resiliência.

Como podemos interagir com o mundo e com nossos semelhantes de maneira útil e curativa neste momento? Qual é o nosso chamado?

Uma seleção de palestras:

  • Trauma e maldade sob uma perspectiva antroposófica | Nurit Rosengarten, Hanan Goldman
  • Individualismo ético e trauma: ‘A visão ética dos invólucros feridos do eu’ | Oswald Hasselmann
  • Crescimento e resiliência pós-traumáticos | Zheni Nasi, Adam Blanning

Uma seleção de grupos de trabalho:

  • Diagnóstico de câncer como trauma – O contexto fisiológico e espiritual do câncer | Julia Babics, Zita Pogány
  • Abordando o trauma do desenvolvimento através da euritmia terapêutica | Mary Ruud
  • Abordagem prática para o tratamento da reação/transtorno de estresse agudo e do TEPT | Meron Barak, Yoray Simatov

Aguardamos ansiosamente o momento de revê-lo(a) ou de conhecê-lo(a) pela primeira vez!

Saudações cordiais, em nome do grupo de preparação.

Marion Debus, Karin Michael, Adam Blanning

Programm-JK2026-EN

China International College Students’ Innovation Competition (CICSIC) 2026 – Etapa Regional Brasil

A Coordenação de Relações Internacionais (CRInter) solicita o apoio na divulgação da China International College Students’ Innovation Competition (CICSIC) 2026 – Etapa Regional Brasil junto aos cursos de graduação e pós-graduação, grupos de pesquisa, programas de pós-graduação, empresas juniores, incubadoras e demais iniciativas de inovação e empreendedorismo.

A CICSIC é uma das maiores competições internacionais de inovação e empreendedorismo estudantil do mundo, organizada pelo Harbin Institute of Technology, sob coordenação do Ministério da Educação da República Popular da China. Em 2026, será realizada pela primeira vez uma etapa regional no Brasil, destinada à seleção de projetos de destaque para recomendação à fase final global da competição.

Público-alvo

  • Estudantes de graduação e pós-graduação;
  • Egressos formados a partir de 2021;
  • Equipes compostas por 2 a 15 integrantes;
  • Equipes multidisciplinares e interinstitucionais.

Áreas temáticas
Os projetos podem abordar desafios reais da sociedade em áreas como:

  • Manufatura, agricultura, saúde, energia e meio ambiente;
  • Educação, transporte, finanças e cultura;
  • Tecnologias digitais aplicadas à inovação social e empresarial.

Cronograma

  • Inscrições: de 1º a 30 de junho de 2026 (com possibilidade de extensão até meados de julho);
  • Avaliação online: de 1º a 15 de julho de 2026;
  • Final presencial: início de agosto de 2026.

Premiações e benefícios

  • Seleção de 50 projetos para a final presencial;
  • Premiações em dinheiro para projetos classificados;
  • Possibilidade de recomendação para a etapa global na China;
  • Apoio logístico (passagens, hospedagem e alimentação) para equipes finalistas selecionadas.

As inscrições devem ser realizadas por meio da plataforma: https://brazil.pilcchina.org.

Solicitamos, gentilmente, ampla divulgação desta oportunidade entre docentes, pesquisadores, estudantes e demais interessados da Unidade.

Atenciosamente,

 

ANELISE DA SILVEIRA ALVES
Chefe do Núcleo de Cooperação Acadêmica Internacional