Início do conteúdo
    Notícias
  • Instalação de Estação de Monitoramento Hidrometeorológico no Rio Jaguarão

         Com essa bela vista do Rio Jaguarão, o grupo de pesquisas NEPE-HidroSedi, da Universidade Federal de Pelotas, em parceria com Agência de Desenvolvimento da Lagoa Mirim-ALM, iniciaram nesta terça-feira (25/05/2021), o monitoramento de variáveis hidrológicas neste curso d’água.
         Na ocasião, foi instalada uma estação hidrometeorológica no Iate Club de Jaguarão, na margem esquerda do Rio Jaguarão, divisa com a cidade uruguaia de Rio Branco. A estação instalada realizará a obtenção de dados de nível d’água, precipitação, temperatura e umidade relativa do ar, direção e velocidade dos ventos, transmitindo, por telemetria os dados em tempo real, capaz de auxiliar no monitoramento ambiental da bacia hidrográfica Mirim-São Gonçalo. Associado a essa estação está uma seção de réguas linmétricas para validar os sensores de níveis para manter os dados obtidos consolidados no tempo.
         Essa iniciativa permitirá a constituição de uma série história de dados que auxiliem em estudos ambientais, modelagem hidrológica no âmbito da Bacia Hidrográfica Mirim-São Gonçalo, permitindo avanços na gestão de águas da região e aportando informações capazes de permitir o desenvolvimento regional sustentável.
         O grupo NEPE-HidroSedi, junto à ALM, espera contribuir com a comunidade local de Jaguarão, assim como a comunidade científica na produção de materiais técnico-científicos acerca de temáticas que estejam próximas dos anseios e avanços necessários para que os atores do território sejam protagonistas das necessárias transformações para o bem-estar de sua gente e dos seus espaços.

     

  • A eclusa do São Gonçalo retoma operação nesse sábado (27)

    A contar de sábado, dia 27 de março, a eclusa do São Gonçalo operará nos seus horários habituais: 09, 11, 14 e 17 horas, permitindo o trânsito de embarcação em ambos os sentidos do Canal São Gonçalo.

    A Agência de Desenvolvimento da Lagoa Mirim (ALM) da Universidade Federal de Pelotas, desde o dia ontem dia 09 de fevereiro, terça-feira, por conta de rompimento de cabo de içamento de uma comporta da câmara de eclusagem, estava com suas operações canceladas.

    Com esforço institucional, foram concluídas as tarefas necessárias à recuperação da estrutura hidráulica, com troca de cabo de inox, pinos e ajustes no sistema eletromecânico do sistema, responsável pela eclusagem da comporta de montante. Para tanto foram empregadas estratégias que exigiram atividades de mergulhadores e demais operações técnicas para retirada e recolocação dos cabos e estruturas de apoio.

    Essa é foi uma ação corretiva necessária e, para os próximos meses, a ALM projeta, apoiada pelo Ministério do Desenvolvimento Regional, realizar tarefas de manutenção preventivas que permitam segurança aos usuários desse sistema.

    Estrutura vital para a região

    A estrutura da barragem-eclusa chegou a 44 anos de funcionamento nesse mês de março, que permite segurança hídrica aos usuários desse sistema regional. Desde a década de 1990, após a extinção da Superintendência de Desenvolvimento do Sul (SUDESUL), a UFPel recebeu a estrutura administrativa da ALM que é responsável pela sua manutenção e operação.

    A barragem e eclusa são estruturas hidráulicas, dispostas no Canal São Gonçalo, construídas entre 1974 e 1977, nas quais foram investidos recursos de mais de 50 milhões de dólares à época. Sua construção e estabelecimento teve a intenção de impedir a intrusão salina das águas do mar, através da Lagoa dos Patos e Canal São Gonçalo para a Lagoa Mirim. Elas são estruturas indispensáveis ao desenvolvimento regional, que também garantem atividades consolidadas na região, tais como captação de água doce para consumo humano e uso desse recurso para a irrigação, importante no cenário econômico regional.

  • Interrupção temporária das operações da eclusagem na Eclusa do São Gonçalo

    A ALM informa que as operações de eclusagem no Canal São Gonçalo estão temporariamente interrompidas, sem data para retorno.
    A causa dessa interrupção  se deve a dano causado durante uma manobra na comporta de montante da câmara de eclusagem, ontem dia 09, terça-feira, no final da tarde, com rompimento de cabo de içamento.
    Já foi agendada com equipe de mergulho as necessárias averiguações, in loco, para que medidas emergenciais sejam tomadas e as necessárias correções e consigamos retomar a operação.
    Pedimos a compreensão dis usuários e apontamos que a equipe da ALM-UFPel não está medindo esforços para que se restabeleça a normalidade.
  • ALM e Instituto de Pesquisas Hidráulicas da UFRGS realizam reunião técnica sobre Modelagem Hidrológica para a Bacia Hidrográfica Mirim

    Foto: Reprodução

    Na última quinta-feira (14), se reuniram na Agência da Lagoa Mirim, o diretor, Gilberto Loguercio Collares e sua comissão de apoio técnico com a equipe de pesquisadores do IPH. O encontro tratou do acordo de cooperação que compreenderá a consolidação de resultados de modelagem hidrológica para a bacia hidrográfica da Lagoa Mirim e a realização de esforços conjuntos de estudos e análises hidrológicas na abrangência da bacia que sejam capazes de expressar a dinâmica desse sistema transfronteiriço e que suporta múltiplos usos da água.

    Pela ALM, além do diretor, estavam os pesquisadores Felipe Lobo, Angélica Cirolin, Viviane Terra, o Eng. Paulo Duarte (FEPAM) e o doutorando Guilherme Bartels, IPH. Pela equipe do IPH, estavam os pesquisadores Walter Collichonn, Fernando Mainardi Fan, Juan Martin Bravo e Davis Manuel Lelinho da Motta Marques, todos do Grupo de Pesquisa de Hidrologia de Grande Escala, com destaque na Modelagem Hidrológica de Grandes Bacias, já que o Modelo de Grande Bacias-MGB foi desenvolvido no IPH e será aplicado para expressar o comportamento hidrológico da Mirim frente aos usos da água, efeitos das variações e modificações climáticas, para os usos com a navegação e demais usos.

    Essa cooperação técnica também avançará junto ao corpo técnico da Direção Nacional de Águas – DINAGUA, Uruguai, e os pesquisadores da Universidade da República do Uruguai – UDELAR, consolidando as intenções estabelecidas na 119Reunião da Comissão Mista Brasileiro-Uruguaia para o Desenvolvimento da Bacia da Lagoa Mirim, a CLM, realizada julho passado em Montevideu, que criou um Grupo de Trabalho Técnico para tratar dos assuntos de qualidade e quantidade de água na abrangência da Bacia da Lagoa Mirim, onde a ALM tem o compromisso e protagonismo na organização e planejamento dessas ações.

  • Curso de Qualificação em Modelagem Hidrológica, empregando o MGB-IPH, é ministrado na ALM

    Atividade foi realizada em parceria da ALM com o Núcleo de Hidrometria e Sedimentologia para Manejo de Bacias Hidrográficas – HidroSedi da UFPel e o Grupo de Pesquisa de Hidrologia de Grande Escala do Instituto de Pesquisas Hidráulicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul

    Foto: Rafael Marques / AI ALM

    Na última quinta-feira (14), a sede da Agência da Lagoa Mirim foi palco de um curso de capacitação para uso do Modelo Hidrológico de Grandes Bacia-MGB. Diversos estudantes, em sua maioria do curso de Engenharia Ambiental e Sanitária, marcaram presença nos turnos da manhã e tarde.

    Foram ministrantes do curso, os engenheiros ambientais Julio Neto, Pedro Jardim, Thais Possa e Sofia Moraes, todos do Programa de Pós-Graduação em Recursos Hídricos do IPH numa iniciativa dos grupos HidroSedi e Hidrologia em Grande Escala (HGE), difundindo essa ferramenta para aplicar em grandes bacias hidrográficas, caso da Mirim – São Gonçalo.

    O MGB, desenvolvido no Instituto de Pesquisas Hidráulicas da UFGRS (IPH), emprega dados de precipitação, temperatura do ar, umidade relativa, velocidade do vento, insolação e pressão atmosférica para calcular as vazões dos rios de uma bacia hidrográfica.

    Na atual versão, a bacia hidrográfica é dividida em mini-bacias, utilizando as técnicas do conjunto de ferramentas do ArcHydro acoplando interfaces para o programa nos softwares MapWindow GIS  e Quantum GIS, de distribuição livre. A interface facilita a geração dos dados e de pós-processamento e permite uma integração do modelo com o potencial do SIG.