Por Maria Rita Rolim

A importância do suporte estratégico das incubadoras no início da jornada Empreendedora

A jornada do empreendedorismo não segue uma trajetória linear em direção ao sucesso. Pelo contrário, é repleta de desafios e reviravoltas. Nesse contexto, recursos que auxiliam aqueles que estão ingressando nesse universo são essenciais para impulsionar e concretizar novos empreendimentos. As chamadas “incubadoras” desempenham um papel fundamental nesse sentido, fornecendo suporte técnico, gerencial e educação complementar aos empreendedores. Além disso, facilitam o avanço tecnológico, o acesso a mercados e a oportunidades de investimento, criando um ambiente propício para o crescimento e desenvolvimento sustentável das startups.

De acordo com uma pesquisa publicada em 2019 na revista “Gestão em Foco”, as incubadoras surgem na década de 1990 como uma ferramenta destinada a apoiar e promover a concretização de novos empreendimentos. Essa iniciativa foi impulsionada por uma série de eventos tanto internos quanto externos à economia brasileira.

Adalice Kosby lidera a administração da incubadora de base tecnológica da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), conhecida como “Conectar”. Esta incubadora está aberta tanto para os alunos da universidade quanto para membros da comunidade externa. Adalice explica que o processo de incubação na Universidade consiste em duas fases: a fase inicial, que dura 6 meses e pode ser encurtada mediante avaliação da Coordenação da Incubadora e do Comitê Gestor, e a fase de incubação, que pode se estender por até 24 meses e ser prorrogada por mais 24 meses, dependendo das necessidades e especificidades dos projetos. É crucial estar atento aos editais divulgados no site da Conectar – Incubadora da UFPEL – Universidade Federal de Pelotas para informações e oportunidades.

Créditos: Conectar UFPEL/AdaliceKosby

Após completar os processos de incubação, as empresas estabelecem uma nova forma de relação com a Incubadora, conhecida como pós-incubação. Nesta fase, elas continuam a receber apoio das instituições parceiras, enquanto passam por um processo gradual de desvinculação. Um exemplo de sucesso nesse sentido é o Instituto Sigales, uma empresa que oferece consultoria em pesquisa e desenvolvimento. Em uma entrevista ao Superávit, Fernanda Fersula, publicitária e sócia da agência, foi questionada sobre sua principal dica para empreendedores que desejam trilhar esse caminho. “Eu sou mãe, sou esposa, sou publicitária, sou sambista. A publicidade é meu ganha-pão, então tenho que me dedicar bastante a isso… É importante ressaltar que me formei há bastante tempo, em um período em que não havia tantas redes sociais e elas não tinham tanta força. Eu ressalto isso porque hoje o mundo está totalmente diferente, as estratégias são outras […], e esse monte de tecnologia é um desafio porque temos que estudar mais, temos que entender onde está nosso objetivo, onde está o objetivo do nosso cliente. Meu principal conselho, para qualquer caminho, é entender pessoas. Eu falo isso porque há pessoas que não gostam de pessoas, mas entender é necessário, e como as pessoas se conectam às coisas é importante, porque elas são os centros dos negócios”, destaca.

A Universidade Católica de Pelotas (UCPEL) também possui um centro de empreendedorismo dedicado a fomentar a geração de ideias inovadoras, conhecido como “CIEMSUL”. Suas atribuições incluem auxiliar potenciais empreendedores, apoiar novas empresas, fornecer uma infraestrutura de apoio e promover a criação e consolidação de empreendimentos. É lá onde está incubada a empresa “Bitib”, uma agência de marketing digital liderada pelo gestor de tráfego Pedro Oliveira, que está em constante crescimento.

“Em busca de um espaço físico para atender às demandas da minha empresa, soube da oportunidade de obter uma sala e consultei os editais da UFPEL e da UCPEL. Durante esse processo, fui aceito na incubadora CIEMSUL da UCPEL. Foi uma experiência muito interessante, pois eles valorizam bastante a inovação e a estruturação do projeto. Recebi muito apoio nesse sentido”, explica Pedro. Ele também destaca que o ambiente é extremamente enriquecedor, onde é possível construir uma rede de contatos e interagir com outras empresas. Além disso, é uma oportunidade para expor a evolução de sua própria empresa.

Referências:https://portal.unisepe.com.br/unifia/wp-content/uploads/sites/10001/2019/03/001_A-IMPORT%C3%82NCIA-DAS-INCUBADORAS-DE-EMPRESAS-PARA-O-DESENVOLVIMENTO-DO-EMPREENDEDORISMO-NO-BRASIL.pdf