Projetos

1) Educação Física, Mudanças do Mundo do Trabalho e a Reforma Curricular do Ensino Médio

Descrição: Tendo como referência a análise crítica da realidade e das relações entre trabalho e capital, particularmente na área da Educação, este projeto de pesquisa advém do acúmulo teórico do grupo de estudos “Organização do Trabalho Pedagógico da Educação Física”, constituído por estudantes e docentes vinculados à graduação em Educação Física (EF) e à linha de pesquisa “Formação Profissional e Prática Pedagógica” do Programa de Pós-Graduação da Escola Superior de Educação Física da Universidade Federal de Pelotas (ESEF/UFPel). Este projeto tem por objetivo: analisar os impactos da Reforma do Ensino Médio no currículo escolar da Educação Física, nas escolas estaduais do Rio Grande do Sul e suas relações com as mudanças do mundo do trabalho.

2) A indústria pela educação: um estudo das políticas da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) para a educação pública no alvorecer século XXI
 
Descrição: organizada em conjunto entre pesquisadores da UFPel e da UDESC, a pesquisa tem como objeto de investigação as políticas da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) para a educação pública nos primeiro anos do século XXI. O envolvimento do setor industrial na conformação de um projeto pedagógico para a formação da classe trabalhadora está na origem da própria instituição. No entanto, a atuação ganha configurações diferenciadas em decorrência dos interesses do setor produtivo em cada momento histórico. Atualmente, verifica-se uma aparência discursiva de uma linguagem que incorpora termos como “responsabilidade social”, “empreendedorismo” e “criatividade”. A pesquisa tem como objetivo analisar o projeto da classe empresarial do setor industrial catarinense para a educação pública, particularmente no que se refere às políticas de formação continuada dos professores da educação básica, gestão da escola e formação profissional no ensino médio. O aporte teórico-metodológico é o materialismo histórico tendo em vista a necessidade de buscar a aproximação com a perspectiva da totalidade nas questões que envolvem a relação entre as políticas educacionais e formação da classe trabalhadora em uma sociedade que se funda na relação antagônica entre o capital e o trabalho. Esperar-se contribuir para recuperar a centralidade da categoria trabalho na análise das políticas educacionais, posto que nas sociedades de classe a educação formal move-se por contradições que não podem ser resolvidas no âmbito do próprio ambiente escolar.