Silvana Ruffier Scarinci

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Professora da graduação e Pós-graduação em Música (UFPR)

Silvana Scarinci é Professora da graduação e Pós-graduação em Música na Universidade Federal do Paraná, em Curitiba. Alaudista, dirige o LAMUSA (Laboratório de Música Antiga da UFPR), responsável pelo resgate, edição e performance de obras raras do período barroco, como a ópera esquecida de Marin Marais, Ariane et Bacchus. Em 2016, o LAMUSA apresentou a ópera em versão de concerto, e em 2017, em Chicago, ela participou da produção completa pelo Haymarket Opera. Em abril de 2022 a ópera de Marais foi gravada pelo regente francês, Hervé Nique dirigindo a Orquestra e Coro Le Concert Spirituel, com os cantores Les Chantres do CmbV (Centre de Musique Baroque de Versailles) em coprodução do Théâtre des Champs-Elysées / Centre de musique baroque de Versailles / Concert Spirituel. O CD recebeu em Abril de 2023 o prêmio Diapason d'Or. A edição crítica de Silvana Scarinci e Julien Dubruque de "Ariane et Bacchus" de Marin Marais foi publicada em 2023 pelo CmbV. Silvana coordena o projeto Ópera barroca para crianças, desenvolvido nas escolas públicas de Curitiba. Publicou o livro e CD Safo Novella: uma poética do abandono nos lamentos de Barbara Strozzi (EDUSP e ALGOL editoras, 2008). Em 2014, foi finalista da Categoria Cultura do Prêmio Claudia para mulheres de destaque na América Latina. Em 2017, recebeu bolsa da CAPES para realizar Estágio Sênior no Exterior em visita acadêmica ao Royal Birmingham Conservatoire (Birmingham City University), sob supervisão de Graham Sadler. Em 2021, Silvana lançou o CD "Nossos espíritos livres" com a soprano Marília Vargas, e Roger Burmester, tocando teorba e arquialaúde, e participação de Juliano Buosi e Raquel Aranha (violinos). O CD recebeu o "Prêmio CONCERTO 2021 - Votação do público" de melhor CD do ano, além de ampla divulgação na mídia, incluindo críticas especializadas nos maiores jornais do país. Silvana Scarinci, teorbista, toca regularmente nas mais importantes salas do país e também no exterior, destacando-se as Vésperas, de Claudio Monteverdi no Teatro Municipal de São Paulo, sob a regência de Roberto Minczuk, 2021 e na Town Hall (Birmingham, Inglaterra), sob regência de Jeffrey Skidmore (2018); participou da ópera Orfeo de Monteverdi, com regência de Marcelo Fagerlande (2007), Theatro Municipal do Rio de janeiro e Armide, de Lully, no Theatro da Paz, em Belém (2022) e de vários concertos na Capela Real do Castelo de Versalhes (França), sob a regência de Sebastién Daucé, entre outros (2023). Durante sua permanência nos EUA, criou o grupo Anima Fortis, um grupo de mulheres dedicado à interpretação de obras de compositoras do período barroco; o grupo recebeu um prêmio da Early Music America. Foi membro da comissão organizadora da I Semana de Música Antiga da UFMG (2007, 2009). Recebeu bolsa CAPES-PRINT para um estágio de pesquisa de 3 meses no CmbV, Centre de Musique Barroque de Versailles, França, onde atuou como pesquisadora e artista. Partitipou como teorbista de 5 concertos na série "Jeudis Musicaux" no Castelo de Versalhes, com os grupos de música barroca do CmbV. Idealizou e coordenou os projetos Monteverdi em tempos de peste, em circulação pelo estado do Paraná (2025) e Musica Laetizia comes medicina Dolorum (A música é companheira da alegria e remédio contra as dores), no Espáco Cultural BNDES, Rio de Janeiro. Em 2025, orientou os cursos de cordas dedilhadas da EMESP (Escola de música do Estado de São Paulo).