Formação continuada aborda o uso da Cartografia Social no ensino de Geografia na EJA

No dia 28 de abril de 2026, foi realizada, na Secretaria Municipal de Educação (SME) de Pelotas/RS, uma oficina de formação continuada com professores de Geografia que atuam na Educação de Jovens e Adultos (EJA). A atividade teve início às 19 horas e contou com a participação de 15 professores. A oficina teve como temática “Contribuições da Cartografia social para pensar as potencialidades e limitações socioambientais urbanas, no contexto da EJA”, buscando promover reflexões sobre o uso da Cartografia social e da linguagem cartográfica como possibilidades teórico-metodológicas para o ensino de Geografia.

Figura 1 – Orientações para o desenvolvimento da atividade prática com os mapas das regiões administrativas.

Fonte: acervo da autora (2026)

A formação teve como objetivo discutir e compreender o papel da Cartografia social como metodologia participativa na representação do espaço, a partir da análise das potencialidades e limitações socioambientais urbanas da cidade de Pelotas. Nesse sentido, a oficina procurou aproximar os conceitos de território, linguagem cartográfica e problemáticas socioambientais urbanas, para com a prática docente, valorizando o território vivido como ponto de partida para a construção de conhecimentos geográficos mais significativos, críticos e contextualizados. A execução da oficina foi organizada em momentos articulados. Inicialmente, foi realizada uma apresentação da proposta e uma conversa introdutória com os professores, com o intuito de problematizar a importância da linguagem cartográfica no processo de alfabetização geográfica na EJA. Em seguida, foram desenvolvidas reflexões sobre a Cartografia social, o território e as potencialidades e limitações socioambientais urbanas presentes no cotidiano dos sujeitos da EJA. Alguns temas foram abordados, como mobilidade urbana, moradia, saneamento básico, acesso a serviços públicos, desigualdades socioespaciais e questões ambientais. Na sequência, os participantes foram organizados em grupos para a realização de uma atividade prática. Nessa etapa, foram distribuídos mapas mudos dos setores administrativos, para que os professores pudessem complementá-los com elementos simbólicos relacionados às problemáticas discutidas ao longo da oficina, contribuindo para a construção de um mapeamento participativo. A proposta possibilitou que os docentes refletissem sobre diferentes formas de representar o espaço vivido, a partir das percepções, experiências e saberes dos sujeitos, destacando o potencial da Cartografia social para tornar o ensino de Geografia mais participativo e próximo da realidade dos estudantes da EJA. Ao final, ocorreu a socialização das produções elaboradas pelos grupos, momento em que os participantes apresentaram os elementos representados, os critérios utilizados e os sentidos atribuídos ao mapeamento produzido. A atividade foi encerrada com a sistematização das discussões, retomando as contribuições da Cartografia social e da linguagem cartográfica para o fortalecimento de práticas pedagógicas críticas, colaborativas e contextualizadas no ensino de Geografia na EJA.