Vivências que permanecem: o encerramento das oficinas de teatro na E.M.E.F. Dr. Brum Azeredo
O dia 14 de julho marcou o encerramento das oficinas de teatro na E.M.E.F. Doutor Brum Azeredo. Depois de meses de jogos, descobertas e muitas tardes compartilhadas, chegamos a esse momento com um misto de alegria e saudade, buscando construir uma atividade que representasse tudo aquilo que vivemos ao longo deste percurso. Em diálogo com os estudantes, decidimos organizar uma tarde de partilha, convidando pessoas especiais de seus convívios para conhecerem e vivenciarem um pouco da trajetória construída ao longo do projeto. Mais do que acompanhar o encerramento das oficinas, os convidados foram chamados a fazer parte dele.
A tarde teve início com a exibição de uma coletânea de fotografias e vídeos registrados durante os encontros. Estudantes e convidados puderam revisitar ou conhecer um pouco das experiências vividas nas tardes de terça-feira: os jogos, as improvisações, os exercícios e os momentos de convivência que marcaram este trajeto. Em seguida, realizamos a entrega dos certificados de participação, celebrando o comprometimento e a dedicação de cada estudante ao longo das oficinas.

Depois desse primeiro momento, seguimos para a quadra da escola para uma oficina conduzida pelos próprios estudantes. Na semana anterior, eles haviam escolhido os jogos que mais gostaram ao longo de nossos encontros e, naquele dia, assumiram o papel de mediadores das atividades. Foram eles que explicaram as regras, organizaram os grupos e convidaram todos os presentes para jogar.


Foi muito significativo perceber os estudantes ocupando esse lugar de protagonismo. Mais do que demonstrar o que aprenderam, eles compartilharam aquilo que lhes despertou interesse, curiosidade e alegria durante as oficinas. Da mesma forma, foi gratificante ver familiares, amigos e integrantes da escola se permitindo brincar, improvisar e experimentar o teatro junto com eles. Esse encontro possibilitou que os convidados compreendessem, na prática, o que acontecia nas tardes de terça-feira e por que aqueles momentos eram tão especiais para os participantes.
Ao final, realizamos uma roda de conversa em que os convidados puderam compartilhar suas impressões sobre a experiência, assim como fazíamos em todo fim de oficina com os participantes. Os relatos reforçaram a importância de criar espaços em que o teatro possa ser vivido coletivamente, aproximando a comunidade escolar por meio do fazer teatral.
Mais do que encerrar um projeto, essa tarde celebrou as relações construídas ao longo do percurso. Ao compartilhar as experiências que mais marcaram os estudantes com as pessoas que fazem parte de suas vidas, encerramos esse ciclo da mesma forma como ele foi vivido desde o primeiro encontro: valorizando o encontro, a troca e a potência do teatro como experiência coletiva.

