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Conheça o trabalho realizado nas escolas em 2026/1! – E.M.E.F. Dr. Brum Azeredo

A oficina de iniciação teatral, vinculada ao projeto de extensão “Vivências Teatrais em Escolas”, é direcionada a 20 alunos do 6º ao 9º ano da E.M.E.F. Doutor Brum Azeredo. As atividades foram estruturadas em 15 encontros de duas horas de duração, realizadas no contraturno dos estudantes da instituição de ensino que estavam inscritos. Cada aula seguiu etapas definidas para guiar os alunos de forma fluida: desbloqueio corporal através de aquecimento e alongamento em conjunto; jogos de atenção e presença; jogos criativos focados no imaginário e na improvisação; e, por fim, uma roda de reflexão acompanhada da escrita conjunta de um diário de bordo. Essa divisão garantiu que o aprendizado ocorresse de forma dinâmica, permitindo que a comunidade escolar experimentasse o fazer teatral pela primeira vez.

O desenvolvimento prático fundamentou-se na metodologia de Jogos Teatrais de Viola Spolin, estruturando-se na aplicação contínua de Foco, Instrução e Avaliação, e na sistematização pedagógica de Ingrid Koudela, que posiciona o educador como mediador para a autonomia. Por meio da extensão, foi possível unir os conhecimentos das bolsistas, desenvolvidos no curso de Teatro-Licenciatura da UFPel, à prática escolar de forma investigativa. Pessoal e academicamente, a experiência evidenciou, principalmente, que a adaptação do planejamento às necessidades reais do grupo — como ajustar alongamentos mediante relatos de dores físicas — é essencial para a formação do arte-educador. Para a comunidade, a extensão reforçou o papel do teatro como um espaço ético e estético em que o erro no jogo deixa de ser falha e se torna descoberta.

A execução do projeto revelou desafios significativos, especialmente nas primeiras semanas, como a forte inquietação, a constância de conversas paralelas e a dificuldade de foco, bem como uma resistência inicial à interação coletiva, evidenciada pela formação de “panelinhas”. Outro ponto negativo observado foi a dificuldade expressiva nas rodas de conversa, resultando, frequentemente, em silêncio ou em respostas extremamente curtas. No entanto, os pontos positivos logo se sobressaíram por meio da mudança perceptível nos alunos: houve a conquista de maior disponibilidade corporal, a quebra da rigidez física, a superação gradual da timidez e a construção de um ambiente escolar amigável e cooperativo — embora a timidez e as respostas rasas nas rodas de conversa ainda sejam aspectos a serem trabalhados. Portanto, a mudança de percepção da comunidade foi profunda: estudantes de uma escola até então carente de atividades artísticas, e que nunca haviam vivenciado o teatro, passaram não apenas a dominar o uso expressivo do espaço e do próprio corpo, mas também a reconhecer a importância da prática para “sair um pouco das telas”, apropriando-se tanto da atividade que passaram a demandar a continuidade das aulas com novos conteúdos cênicos. Além disso, a experiência foi rica e transformadora para as ministrantes, que, a partir dessas oficinas, estão criando métodos pedagógicos próprios e aprofundando a consciência sobre o que é ser professora e estar em uma sala de aula.

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Publicado em 11/06/2026, na categoria Notícias.